A grandeza das coisas se faz nos detalhes. Toda e qualquer diferença se mostra nessas pequenas coisas. O diabo mora nos detalhes já dizia o ditado popular. É nos detalhes que eu me apego. E são os detalhes que fazem o sentir falta. Podemos sentir falta de alguém, sentir falta de algo, mas sentir falta do menor detalhe é que faz a coisa toda ter o tamanho grande que tem. O sentir falta do que era e deixou de ser. Do jeito peculiar do olhar que se perdeu em algum lugar do dia-a-dia. O sentir falta do detalhe da palavra dita. De se perguntar qual o momento exato que parou de ser dita. Qual foi o dia, a hora, o minuto, o segundo que o olhar mudou. São esses detalhes que me são importantes. Porque a vida, a felicidade, se faz nessas pequenas coisas, que se deixamos são engolidas pela pressa e correria e simplesmente passam a não fazer diferença. É por isso que me preocupo com coisas que parecem ser insignificantes, com o olhar que não veio, com a palavra presente que se tornou ausente, com o timbre de voz, com a atenção desmedida que passou a ser comedida. Com o não dito. São coisas que num olhar menos atento continuam iguais, mas que na sutileza do menor detalhe perdido causa esse buraco que não consigo preencher. Simplesmente por ser os detalhes que o compõe...
sexta-feira, outubro 10, 2008
quinta-feira, outubro 09, 2008
“O telefone que toca, eu digo alô sem resposta...”

Na minha mesa eu tenho um telefone com 2 linhas, um celular da empresa e meu celular pessoal. Esses telefones tocam o dia todo, simultaneamente. È uma beleza de ver. Eu sou uma mulher que sabe assoviar e chupar cana, ainda posso andar e pensar ao mesmo tempo. Mas eu to na profissão errada porque odeio telefone. Nessa parte sou meio homem, minhas ligações pessoais geralmente são curtas, apenas para definir coisas e deu tchau pra ti, beijo. Quem fala comigo no MSN, acha que eu enrolo, porque to sempre “pera, tel”, mas juro que é verdade, e juro que mesmo deixando uma das ligações naquela musiquinha irritante para ver se o vivente desiste, ele não desiste. Meus clientes são muito persistentes. Muito. Mas persistente não é a minha paciência. Então, caro cliente, se você me liga e da sempre ocupado, não se preocupe, não precisa mandar e-mail, o telefone não esta com problemas eu simplesmente to sem saco e tirei-o do gancho. Entendeu? Mas continue tentando, sua ligação é muito importante para nós.
(Pera, tel)
A coisa é tão forte que mesmo quando ele não toca eu escuto ele tocar, ai saio correndo do banheiro, puxando as calças e tentando me secar direito, pra chegar aqui e eles estarem em silêncio. Porque sempre que to no banheiro eu escuto os telefones berrarem. Será que quando sair dessa naba de empresa, cabe um processo de insalubridade pela incontinência urinária que irei adquirir?
(Pera, tel)
quarta-feira, outubro 08, 2008
A Saga da Banana Split
terça-feira, outubro 07, 2008
Ode a nós.
Então que quando você em toca, eu estremeço. Eu perco o senso de direção. Perco o rumo. Mas por saber o ponto exato, o toque perfeito, o momento certo, não me perco, me acho. Temos o encaixe, a sintonia certa. Você age e meu corpo reage na proporção mais intensa que conheço. Me desligo do mundo, esqueço da vida, só consigo me conectar em você, ouvir meus gemidos, teus sons. Não sei que música toca, mas sei cada compasso da minha respiração, da sua respiração. Não ouço nada, mas escuto plenamente o silêncio e cada parte do meu corpo que pulsa. Entende como é escutar a pulsação de apenas dois corpos? Eu poderia dizer que sinto e escuto o sangue preenchendo cada espaço. È tão intenso, tão natural que perco as contas. Parei de contar lá pela oitava vez que meu corpo relaxou de prazer, mas estou certa que foi o dobro disso. Na cama, eu estremeço e relaxo na fração de um toque certo. A cada sussurro um arrepio que percorre o corpo. A água quente cai em mim e eu nem sinto, acho que fervo mais que ela. Que o calor que me ocorre é mais forte. Faz a sacanagem ser purificada e santificada quando me beija na boca e me olha nos olhos no momento certo do meu prazer. Depois, deitada no teu peito, cansada, só preciso fechar os olhos e dormir. Foi perfeito. “Tenho um sorriso bobo”, escuto aqui dentro de mim...segunda-feira, outubro 06, 2008
O sol volta amanhã
Imaginem a sensação de ter sido atropelada por uma carreta. Uma. Duas. Três vezes... Imaginaram? Então é assim que to. Com a sensação de que tiraram de mim todas as forças físicas e mentais, tamanho foi o stress e questões conflitantes do fim-de-semana. Se tudo se resolvesse dentro de um quarto, eu tava tranqüila, feliz, lépida e faceira por toda minha vida. Juro que tava. Mas, não se resolvem, ajudam, mas não resolvem. Eu sei de todas as minhas culpas, não pensem vocês que sou inocente, não sou não. Sou difícil, de gênio difícil, difícil de agradar, e mais um monte de coisas. Mas os problemas são como quase tudo nessa vida, vem dos dois lados, não há culpados, não há vítimas e carrascos. Há sim uma dificuldade do lado de lá de entender que pra mim o que é acertado é como sagrado. Que pra mim isso é importante. Que pela manhã, é pela manhã. Que se digo que estarei às 3 da tarde, nem que eu precise assassinar o Papa, eu estarei às 3 da tarde. E há uma dificuldade do lado de cá de se contentar com o que é dado, e de reconhecer o esforço alheio de muitas vezes fazer o impossível pra que minhas vontades aconteçam. De querer mais sempre. Como vêem sem bem nem mal. Só dificuldade de acertar no equilíbrio. Todo mundo é meio-vilão-meio-mocinho. A sensação hoje é de exaustão. Aquela dúvida, que talvez todo mundo tenha, com ou sem problemas, de que será que teremos algo juntos ali na frente? Mas eu to bem. Cansada, mas bem. Dizem que o sol sempre volta amanhã.
*Depois que a nuvem cinza que achou morada em cima da minha cabeça passar, voltaremos com o besteirol de sempre. Deve ser TPM. Se for, essa irritabilidade tende a desaparecer esta semana.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Porque não nasci um vaga-lume?
Será que quero de mais ou espero de mais? Ou quero e espero apenas aquilo que preciso para estar feliz? Ao contrário de quem não me conhece direito acredita, eu sou uma pessoa que precisa de atenção. Dá até pra dizer de uma alta dose de atenção. E se não me dão eu cobro mesmo. Só que uma hora a gente cansa de cobrar algo que esta intrínseco que deveria vir gratuitamente, por vontade própria e livre. Do que adianta esperar algo quando não se importam, quando simplesmente não faz diferença a ponto de te perguntarem e te afirmarem que se não ta bom assim, bem pode vazar, a porta da rua é serventia da casa. Que palhaçada é essa? É simples, a ponto de não ta bom, vai à merda? Este é o grau de importância da coisa toda? Eu não tenho saco pra isso, abomino qualquer tipo de jogo ou tentativa de manipulação, geralmente falo o quero, faço o que quero, e digo na lata, na hora, na cara. Não sei cozinhar em banho maria. Tem que ferver. Eu preciso ferver. Não sou diplomata, não sou cordata, o que não quer dizer que tudo seja birra. Às vezes, mas nem tudo. Quando me falta algo eu digo, sou clara e objetiva, bato o pé, não é birra, é necessidade. Minha, pessoal, emocional e física de alguma coisa. Mas não subestime a minha inteligência, não tente me enrolar. Não sou burra, então seja direto e objetivo. Não me veja com psicologia, com jogos ou com chantagens baratas. Eu canso com isso. Eu geralmente insisto e bato cabeça até cansar de me foder sozinha. Então começo a matar em mim o que sinto. Simplesmente porque parece que não valeu de nada o esforço da conquista. O que não aprendo nunca é que não da pra querer de quem não esta disposto a oferecer. Não da pra querer sozinha. Infelizmente. Porque não nasci um vaga-lume? Tsc.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Vontade, vontade, vontade...
Hum, o meu blog hj ta assim...
Mas deixa pra lá (afinal o blog é meu, e eu apareço aqui quantas vezes eu achar que devo e ninguém tem nada com isso), o que importa é que queria comer sorvete.
Mas não é qualquer sorvete, é banana split, duas bolas de chocolate e uma de creme português.
Mas não pode ser de qualquer lugar, tem que ser da Banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre, que tem a melhor nata de sorvete de todos os anos dos últimos tempos... (só pra terem noção o lugar tem mais de 80 anos de existência)
Ai, uma banana split de lá ... Nada melhor pra tratar qualquer coisa...
quarta-feira, outubro 01, 2008
Das coisas que eu ando precisando...
Eu podia estar roubando
Eu só to aqui dizendo que eu preciso
Como quem precisa respirar...
- Ver o Ensaio sobre a Cegueira.
- Comer sushi. Comer sushi. Comer sushi. Até explodir.
- Umas duas calças jeans.
- Algumas blusas para o verão.
- Uns dois vestidos.
- Começar a usar algum creme pro rosto, afinal quase 30.
- Um lugar só meu.
- Renovar a maletinha de maquiagens.
- Um café.
- Uma massagem.
- Dormir até acordar sozinha.
- Ver sessão da tarde comendo pipoca.
- Tomar chimarrão olhando o rio.
- Dar um jeito na saia que fiz para novembro e ficou uma merda.
- De um carro.
- Ser surpreendida.
- De varias cifras na minha conta bancária.
- De algo novo pra ler.
- Alguns quilos a menos.
- Deitar no colo e ganhar cafuné.
- Uma máquina digital.
- Um emprego novo.
- Um pouco de paz e sossego.
Eu podia estar matando
Eu podia estar roubando
Mas to aqui pedindo porque eu preciso de precisar urgentemente.
Tem mais, é que não queria ser muito pedinte...
terça-feira, setembro 30, 2008
Homens X O monstro da descarga
Eu tenho um filho homem. E sei por conhecimento de causa que é muito difícil eles aprenderem esse passo a passo: vontade de mijar - levanta a tampa da privada – mijar –abaixa a tampa da privada – de descarga – lave as mãos. Não entendo porque, mas parece que o cérebro masculino não assimila mais do que três informações, sendo que meu filho não consegue ir além do ato de mijar e sair correndo do banheiro.
Os meninos crescem e viram homens. E nada muda. Eles continuam achando que a tampa abaixara pela força do pensamento e que o mijo com o tempo evaporará. Sou a única mulher numa empresa de homens. Imaginem meu inferno. Como a empresa é pequena não existe banheiro masculino e feminino, existe O banheiro. É tanto homem mijando no mesmo lugar, mijo em cima de mijo que num ato desesperado colei em cima da privada o seguinte: “O monstro da descarga não te engolirá. Ele agradecerá se você apertar o botão e o alimentar”. Não adiantou, em menos de 48 horas fiquei sabendo que a coisa toda é bem mais psíquica, respostas como: “eu tenho medo do monstro da descarga”, “a voz dele me assusta”, surgiram no meu cartaz. É isso é trauma da raça. Eles preferem encarar o mijo alheio, cobrir o nariz e conviver com as algas pretas que se formam por não puxarem a descarga a enfrentar o monstro. Homens são medrosos definitivamente. Ou egocentricos de mais, para adimirarem o próprio mijo. Uma pena é eu ainda ter olfato. Porque mijo de homem fede bem mais que xixi de mulher!
Mas, dotada de toda minha paciência, e usando a psicologia para que esses homens que são corajosos a ponto de matar baratas, mas medrosos para enfrentar um monstro oriundo da água, coloquei uma vareta no banheiro com a seguinte placa: “Use a vareta, você poderá enfrentar o mostro da descarga em uma distância segura, dia após dia aproxime-se um pouco, em pouco tempo vocês vencerão este desafio”.
É rezar para que funcione. Deus é pai!
segunda-feira, setembro 29, 2008
Ainda to viva...
- Estressada com mãe e família. Nunca quis tanto um lugar só meu, como neste momento. Saca minhas regras?
- Eu cobro tanto, eu quero tanto. Mas quando a gente vê alguém ficar uma noite inteira acordado, num lugar que não gosta, que não conhece ninguém, somente pra nos esperar, porque não teríamos como ir embora noutro dia. Ai se percebe que, talvez, eu brigue por bobagens. Pequenas delicadezas que não tem preço.
- Só pra dar noticias mesmo, porque to cansada (com coisas da minha casa) e completamente sem saco (com o trabalho) pra tudo isso.
quarta-feira, setembro 24, 2008
O que cansa minha beleza nos blogs
* Eu ia falar de outra coisa, mas é difícil escrever com o ranho pingando no teclado (sim, estou gripada de novo - muito vento frio na costas, se é que vocês me entendem) então decidi republicar esse texto, acredito eu, bem oportuno para o momento.
Claro que tem um monte de gente que não gosta do meu blog, que não gosta do que eu escrevo, que simplesmente não tem saco para vir aqui. E eu nem durmo de preocupação com isso. É justo que cada pessoa coloque no seu blog o que quer. É muito justo que escreva o que tiver vontade de escrever. Mas é justíssimo que eu tenha o direito de não gostar do que vejo ou leio. Leio os blogs que eu gosto, de pessoas com as quais me identifico, que me fazem rir ou que me afetam de alguma maneira. E leio muitos blogs de pessoas que nunca aparecem por aqui também. Por quê? Sei lá, pode não visitar ninguém, podem odiar o que eu escrevo, não me interessa, se eu gosto do que é escrito, vou lá leio, se achar que devo comento e pronto, sigo a minha vida.
E como sou um ser normal, completamente chato e cheio de opiniões e ninguém tem que concordar com elas (além do blog ser meu, e eu falar o que eu quero, cagando e andando pro resto). Vamos à relação de coisas que me fazem sair correndo de um blog:
- Gifs: Simplesmente abomino. Primeiro porque demora séculos pra carregar a página. Depois porque pra mim uma mulher com mais de 18 anos postando milhares de coisinhas brilhantes e saltitantes... Nunca pensaria da mesma forma que eu. Muito Pollyana pra minha cabeça. Está na hora de crescer...
- “Auto Ajuda”: É claro que quando temos algum problema nossos textos podem acabar demonstrando isso. O que não gosto é aquele eterno sofrimento, aquela coisa de “oh vida, oh céus”. Porra, milagres não caem do céu. Tá insatisfeita? Levanta a porra da bunda da cadeira, vai pro psiquiatra, te vira! Minha vida acontece aqui do lado de fora da tela. Tenho muitos amigos virtuais que fiz por empatia, afinidade, magnetismo, porra louquice mesmo. Mas meu blog não me serve de muleta, pra nada. Falo o que quero, quando quero e pronto. É mais pra diversão. Pior de tudo, são aqueles blogs que tentam passar uma lição de vida. Impor. Eu até tiro pra minha vida algumas coisas que leio por ai, mas isso é algo que acontece de forma natural. Se eu quisesse auto-ajuda, comprava um best seller.
- “A vida é Bela”: A vida não é eternamente cor de rosa. E se fosse, sinceramente iria ser um saco, eu odeio rosa. A vida é rosa, amarela, azul, vermelha, roxa, preta, marrom, cinza... Já disse e repito aquela coisa de “amanhã será um novo dia, aprenda com o hoje...”, “carpe diem” e sei lá mais o quê, não dá pra mim. A vida é, às vezes, uma grande e boçal merda. Sem politicamente correto. Eu não sou uma pessoa politicamente correta. Tem coisas que acontecem com as quais simplesmente não se aprende nada, é apenas uma merda e ponto. A vida é bela sim, em alguns momentos. Porque se você acha que é eternamente maravilhosa... Vá viver dentro do País das Maravilhas (e até lá tem uma rainha má e gente louca) e não fode meu saco!
- “Eu tenho um blog que é um flog”: Quer postar sua santa beleza, faça um flog. Normal a gente postar uma foto ou outra, dentro de um contexto, e sem se tornar repetitivo. Mas putaqueopariu colocar a tua foto, com textos auto-ajuda, pra como diz uma amiga minha (que vou preservar a identidade) mostrar “olha eu sou feia, mas sou feliz”, todos os dias, em textos que simplesmente durmo ao ler, e pior, onde aquela imagem não acrescenta em nada é pra foder a paciência de qualquer um. A minha pelo menos. Ai vocês irão dizer... “Mas você coloca fotos suas...”. Sim coloco claro, o blog é meu, e eu tenho todo direto de achar que aqui eu uso com bom senso e fica divertido. Sintam-se livres pra discordar. Ho Ho Ho Ho!
- “Os caçadores de visitas”: O ser entra no teu blog. O texto fala do seu pai que morreu em um trágico acidente de carro. O comentário do ser: “Ai, adorei o que você escreve, maravilhoso! Muito legal o seu blog. Passa lá no meu!”. Eu não irei nem me dar o trabalho de ver se o blog da criatura tem algum conteúdo que me atraia. Simplesmente não vou e pronto. Tem dias que estou péssima, leio e meu comentário se resume a um beijo, mas faço isso em blogs que visito freqüentemente, que geralmente comento efetivamente os textos postados. E geralmente retorno depois para comentar melhor o texto em questão. Agora pra fazer número, não contem comigo, e simplesmente não apareçam por aqui.
- Blogs Temáticos: Pra mim blog é pra divertir, pra falar o que vem a cabeça, com relação a qualquer assunto. De BBB a queda da bolsa de valores de Tóquio. Se for um tema que não me interessa, não perderei tempo lendo por mais interessante que possa vir a ser a matéria. E sem contar que deve ser uma chatice se manter preso a um único tema. Uma hora o assunto esgota e começamos a ler reprises (pioradas) da mesma versão. É como um filme, geralmente a primeira versão é melhor.
- “O quartinho dos fundos”: É aquele blog poluído demais, muita informação junto. Me deixa tonta e me dá aflição. O conteúdo pode até ser legal, mas pra mim o blog tem que ser limpo e claro. Quartinho dos fundos é onde socamos tudo que não precisamos mais, e fica aquela bagunça generalizada, não é lugar de socar nossos pensamentos e opiniões.
- “Amiga de infância”: Ok, isso nem tem muito a ver com o blog, mas sim com os donos e sua personalidade. Faço amigos (as) virtuais, por afinidade e de forma natural (e tenho grandes amigos que conheci aqui), mas me tira do sério a pessoa que vem uma, duas vezes aqui e já chega: “Amigaaaaaaaaaaaaaa...”. Tipo amiga intima, pra fazer confidência. Não fode, porque meus amigos escolho eu, ou a vida.
- “Se você some eu me mato”: Saca? Você passa um, dois dias sem aparecer, sem comentar um ou dois posts e a pessoa em crise de carência total e eterna: “Aii, você sumiu, nunca mais apareceu...” Ah meu cu! Eu tenho uma vida real e não tenho tempo muitas vezes pra vir no meu próprio blog, vou aturar cobrança de quem nem me come?
- “Sou de todo mundo e todo mundo é meu também”: Na natureza nada se cria, tudo se copia. E na internet não pode ser diferente. Copiou? Da os créditos. Não queira ser o que não é. Teve uma vez que descobri um blog que era um clone do meu antigo, só que passado para o masculino. Isso fode cara. Nem sempre escrevo algo que preste, mas às vezes, quebro a cabeça pra sair algo decente e o povo vem aqui, pega e nem pra dizer a fonte? Não sou contra cópias, pois eu mesma faço isso, mas sempre diga o autor da obra. Agora, Plágio é atestado de burrice, já dizia o selinho ali do lado.
- "Eu te linko, você me linka”: Me linkou? Foi porque gostou do que eu escrevo, se identificou ou qualquer coisa do tipo. Problema seu. Se eu for ao seu blog, gostar do que vi (demoro, mas linko), se não o fizer é porque não me interessou. Ficou feliz de você gostar do que eu escrevo e ponto. Sem obrigações. Eu não sou linkada em alguns dos blogs que mais gosto de ler. Mas isso com certeza não tira meu sono.
- Os Assassinos Gramaticais: Esse é o único tipo de blog que realmente nem dou uma olhada. Não tenho condições mentais pra assimilar alguém que escreva: “Aximmmmm”, “bunitinhuuuuuu” e qualquer outra coisa do tipo. Abreviações como: vc, tb, qdo... É uma coisa, agora aterrorizar meu cérebro pra entender essa língua, nem fodendo!
- Meu querido diário: Cada um faz do seu blog o que quer. Isso é fato. E eu leio o que quero mais fato ainda. Então não vem querer que eu ache interessante você contando detalhadamente o que você fez no seu fim-de-semana com o namorado/amiga/sozinha, porque eu vou achar um porre. No fundo a vida das pessoas é um saco, completamente desinteressante, e se você não tem o dom de contar o seu dia, não faça.
- Todo dia é a mesma coisa: É aquele que você já sabe o que vai encontrar. Na segunda você vai encontrar uma descrição detalhada do fds. Na terça vai ler o quanto esta cansada. Na quarta a crise existencial da semana. Na quinta de como precisa que chegue o fds. E na sexta uma descrição de tudo que pretende fazer no fsd. Tenho saco? Você lê o blog uma vez e pode comentar pro resto da vida! Mais fácil escrever “leia o post da semana passada” ou “continuo achando/pensando/sentindo a mesma coisa”, o coisa mais chataaaaaaaa.
Pra mim, blog tem que ter informação, bom humor, certa dose de sarcasmo e diversidade de assuntos. É isso que eu penso. Não estou jogando o chapéu pra ninguém. Estão todos os chapéus expostos, pegue e coloque na sua cabeça se quiser. Mas não me responsabilize por isso. Apertou seu calo? Problema seu, não meu. Pedicure sempre ajuda nessas horas!
terça-feira, setembro 23, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
Das coisas de Cusmópolis – O cobrador e a mocinha
Eu estava devendo um retorno do pseudonamoro. É que não tinha pego mais o ônibus, então estava por fora dos últimos acontecimentos desse bombástico namoro, entre o cobrador com cara de ator latino de quinta e a mocinha com cara de tonta mesmo. Pelo que tudo indica, ela foi comer “as carnes” com ele, e se encantou pelo salsichão do moço. Porque agora ela não desce mais no ponto dela, segue com ele, fazendo todo o itinerário, em pé ao lado do seu amado, com os olhos brilhando, sacolejando como uma melancia verde. E para garantir que nenhuma outra moça enxerida caia de amores por aquele olhar 43 cheio de charme, ela agora engata a mão no braço do amado, não soltando nem pra que ele distribua os papeizinhos coloridos de nossas coleções. Ai ai ai, o amor não é mesmo lindo?
quinta-feira, setembro 18, 2008
30 dias.
Agora, me dão licença que quero 30 vezes pelos últimos 30 dias! Ho!Ho!Ho!
quarta-feira, setembro 17, 2008
Do barulho da ficha
Recado para Ana Paula (irmã do peixe): Guria, claro que você pode mandar o texto pra progenitora de vocês, afinal o peixe é dela não? Como você pediu autorização, até tentei, mas, não deixaste email (esperteza de família, precebe-se kkkk)... Taí a autorização.
terça-feira, setembro 16, 2008
Edgar, o peixe.

Mas essa obsessão por glub glub tem um começo bem mais antigo e um fundo bem mais profundo que o mais fundo do mar, e eu desvendei. Depois longo tempo de conversa no MNS (+- 20 minutos) eu localizei o X da questão, na verdade a ostra dessa história. E assim decidi revelar isso para o mundo. Nasce então: Edgar, o peixe – A história desvendada.
Bem antes do presépio da Tia Mari, numa época que diziam ter um homem que andava sobre o mar, num lugar onde pescadores tentavam em vão alimentar suas famílias, mas suas redes voltavam dia após dia vazias, Edgar já nadava feliz nas profundezas geladas das águas. Até o dia que este que multiplicava pão, para provar sua força ordenou que os pescadores jogassem suas redes e elas voltaram abarrotadas de peixes. Dentre esses muito, estava nosso amigo, lutando para voltar à água e terminar seu destino, mas foi em vão. Edgar teve sua primeira encarnação desperdiçada por ser Maria vai com os as outras e ter seguidos seus amigos nadadores.
Mas o mundo é sábio, a natureza nunca priva ninguém do seu destino. Muito tempo depois iríamos nos chocar de frente novamente com nosso amigo. Muito mais evoluído, depois de algumas encarnações como cavalo marinho, estrela do mar ou simples alga. Edgar ressurge! Mobidick, a terrível baleia branca! Convenhamos que foi um grande passo na escala evolutiva. Mas como bem sabe todos, no meio do caminho da Mobidick tinha um arpão, e já advínhamos como acaba essa história.
Ouvimos falar de Edgar mais uma vez apenas, na história de um menino de madeira que mentia de mais. Edgar guloso e sedento por reconhecimento foi capaz de engolir o pai do menino, apenas para se tornar o centro das atenções e conseguir seus minutos de fama... Desta vez, apesar de não ter tido o seu destino abreviado, Edgar não conseguiu o reconhecimento que precisava... Uma pena!
Muitas encarnações depois, e muita evolução depois, temos o Edgar de hoje, humano (ou quase), mas que no fundo, nos resquícios de sua memória de vidas passadas, ainda sente vontade de nadar livremente por mares nunca dantes navegados. Na verdade, Edgar queria ser o Nemo! Ter tido sua fama e abanado as nadadeiras em muitos laguinhos. Mas isso infelizmente não aconteceu! Era impossível ser o Nemo, sendo gente. Dai a fixação de ser peixe de presépio, lugar onde todo esse carma começou...
Bem, ele tem algumas ainda pra quitar, com um tal de lobisomem. Mas isso é outra história.
* Foto do arquivo pessoal do Edgar, mostrando ele como peixe de presépio!
segunda-feira, setembro 15, 2008
O post que virou email...
quinta-feira, setembro 11, 2008
Do que fica
Tem uma propaganda, acho que de um bombom, que diz mais ou menos que depois da paixão o que resta é que faz acontecer ou não. Que o ato de apaixonar-se é involuntário, desencadeado porque qualquer fator alheio ao mínimo senso de lógica. A gente não se apaixona pelo carro, pela conta bancária, por um par de coxas, é geralmente aquele detalhe que passa despercebido que desencadeia toda essa coisa louca. Só que isso acaba, cientificamente acaba. E quando acaba é que se começa a pesar e medir o resto todo. Se o que sobra, o que fica é suficiente para se amar. Se os defeitos antes aparentemente inexistentes não vão te fazer espumar de raiva. Se aquela mania antes engraçada não vai fazer ter vontade de mandar o ser para casa do caralho. Se a demora que ela leva pra se arrumar antes vista como cuidado hoje não vai fazer o vivente ter idéias de torturas chinesa nas horas que espera. É o depois que importa. É o que fica.
E não que mascaremos nossos defeitos, eles sempre estiveram ali, envoltos nesse véu filha da mãe da paixão. Porque paixão é algo filha da mãe convenhamos. Essa coisa toda nos faz cair de 4 por alguém, e se não tiver estrutura, se o depois não for suficientemente forte, tudo que a gente vai querer é ver a criatura de 4, pastando de preferência. Eu nunca escondi um defeito meu. Até porque me é mais fácil aponta-los do que as parcas qualidades. Estão todos ai gritando a olhos vistos, literalmente. Não estou dizendo que são lindos e faceies de lidar. Longe disso. Só eu sei o inferno que eles são. Mas fazem parte de mim. E o maior erro é ficar com alguém pensando em mudá-lo. Ninguém muda de personalidade. O que deve acontecer é pesar, medir e analisar se é possível ou não lidar com aquilo. Se colocando na balança é pequeno ou grande. Se for pequeno o amor acontece. Se grande for, o nada chega.
Não estou aqui fazendo apologia do estilo “me aceite como sou” e nem espero que ninguém levante essa bandeira. Porque evoluir é melhorar sempre. Adoraria acordar não ser mais uma pessoa explosiva e estourada. Mas não é assim que funciona. Eu posso tentar me controlar, eu posso respirar fundo. Mas vai ter o dia, que a menor coisa me fará jogar o telefone na parede, embora eu esteja mirando a cabeça de alguém. Quem manda eu ser ruim de mira.
No fim o que importa é o que construímos enquanto cegos. Com o que conseguimos conviver. Se eu vou aprender a conviver com aquela mania de fazer brincadeira em hora séria. E se você consegue aceitar que eu vou ficar fula porque virou coca cola na minha camisa nova. O amor não é um comercial de margarina. E imagina que chatice seria? Todo mundo rindo o tempo todo. Fake. É saber lidar com o dia a dia. Com o mau humor matinal. Com a falta de saco. É saber lidar com isso tudo e no fim, ser feliz. Se conseguirmos responder sinceramente, “apesar de... eu sou feliz”, há uma grande chance de sermos realmente.
Eu sei textinho auto-ajuda. Mas não é a intenção. Era pra ser mais ou menos assim. Ninguém é lindo. Ninguém é perfeito. Ninguém quer sexo 24 horas por dia. Ninguém consegue ser maduro em todas as situações. Ninguém tem a resposta pra tudo. E ninguém, nunca vai ser exatamente como você quer ou julga que deve ser. As pessoas vão se magoar por assuntos idiotas. Vão explodir. Vão rir da sua cara. Vão ter vontade de mandar a merda. De sair correndo. De querer enfiar a mão. E algumas das coisas que mais te irritam nunca desaparecerão... Tudo isso e um pouco mais. A resposta do que vai ficar, do depois, do que resta depende de como você responder a duas perguntas:
Você consegue lidar com isso? E depois de tudo, você ainda pensa em estar junto?
terça-feira, setembro 09, 2008
Bem Bal..
segunda-feira, setembro 08, 2008
Perguntinha
Quando apesar de TUDO. Apesar da cena que de tão ridícula beirava uma comédia pastelão. Apesar de se ter vontade de sentar e chorar de raiva. Apesar de todos os momentos que se olhou pro céu e perguntou pra Deus, se já não tava bom? Apesar de uma saia e de um chapéu que custaram a tua unha, e ficaram completamente horríveis e diferentes do que você havia pedido. Apesar de ter passado mais tempo com a bunda dentro de um carro. Apesar de eu ter ficado praticamente zerada e falida no quinto dia do mês. Apesar da chuva. Apesar da sombrinha quebrada. Apesar da gripe que ainda ta me destruindo. Quando mesmo depois de tudo isso e um cadim mais, a gente acha que no fim foi bom, que valeu a pena... Quando isso acontece é o que?
sexta-feira, setembro 05, 2008
Namorado?!?
Sabe o que alguns de vocês me lembraram? Aquele gatinho da propaganda do Whiskas Sachê que a dona fala, fala e ele só ouve o que quer: “blá blá blá blá blá blá blá blá whiskas sachê blá blá blá blá blá blá”
blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá namorado blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá namorado blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá namorado...
Vocês querem de frango ou fígado o whiskas sachê?
quinta-feira, setembro 04, 2008
Namorado Noel e a saia justa!
Ho! Ho! Ho! Então é Natal!! Não? Mesmo? Mas pra mim foi, igualzinho a Natal ontem!!! Ganhei meus presentes... Um óculos de sol todo estiloso, que deu um trabalhão pra namorado achar, assim igual ao que eu queria. Uma blusa de linha preta, linda de morrer forever, não tem como explicar, mas é assim linda ta (cara de nojenta). E um casado bem quentinho e lindo de morrer. Abre parênteses. Não se achava o bendito. Não tinha mais, quando achava não tinha o tamanho. Quando tinha o tamanho não tinha a cor. Eu tinha experimentado com uma blusa fina e tinha ficado ótimo, ai quando ele foi buscar, pegou o mesmo tamanho, só que ele vai ficar apertado com blusa de lã, então depois de toda correria, vou ter que trocar o tamanho, mas já fui avisada que do mesmo modelo não tem, então já to aqui apreensiva e louca que chegue sexta à noite pra poder ir lá trocar o casaco e sair mais feliz que pinto no lixo. Mas ta eu vou respirando, expirando até sexta! (bate a cabeça na mesa sucessivamente). Fecha parênteses. E Papai Noel é gordo, apesar do love boy ser magro (de ruim)... Então que tudo que Bernardo mais queria era um PC só DELE, no quarto DELE, e eu tinha prometido para o Natal (o de verdade), mas o Natal chegou antes... E ele ganhou do namorado ontem. Sim, isso mesmo Bernardo ganhou um PC todinho dele ontem! Agora é Deus no céu e namorado na Terra pra ele. To perdida.
Ahh!!! Eu ganhei uma saia justa também. De tão justa que quase me curvei e enfiei a cabeça na terra de vergonha. Eis que estava eu deitada no meu berço, quase dormindo, o celular toca. Um ser com voz de radialista, todo cheio de intimidade comigo me chamando de Jana pra lá, Jana pra cá. Quando pergunto com quem eu to falando, devo ter ficado mais vermelha que o vermelho da ferrari. Eu tava ao vivo, para todo o Sul, com o Mr. Pi da Rádio Atlântida. Sim, namorado pediu pra ele me ligar! Mico na rádio! Não me perguntem o que a gente falou, pois não me lembro, a vergonha foi tanta que eu devo ter absorvidos as bobagens ditas (ruim que depois a gente pensa em um monte de coisa legal pra dizer). Mas ao menos serviu pra comprovar que eu tenho um gosto musical muito melhor que o namorado (alguém lúcido esse radialista!).
Então amigos ouvintes desta manhã, ontem foi Natal em Cusmópolis! Ho! Ho! Ho!
quarta-feira, setembro 03, 2008
As últimas 24hs na vida do humor
Então que o humor acorda com sono, com sono e mais de uma hora atrasado. O humor sai correndo de casa, esbravejando este lugar situado no fiofó do mundo e essa gente tosca que passa mais de uma hora num veículo sacolejando feito melancia e falando tosquices no ouvido do humor. O humor já esta com uma leve irritação. No decorrer da manhã, o humor prevê que o dia será desastroso. Atura humores mais insuportáveis, e exercita seu auto-controle. Prestes a cometer um assassinato de humor alheio ou o que seria pior, a suicidar seu próprio humor ele resolve sair e ir às compras, única forma que ele conhece de se melhorar. Mais feliz o humor volta, com algumas sacolas, contendo sapatos, camisas e uma satisfação que só o ato de comprar proporciona. Então que à tarde do humor, apesar de lenta, corre mais tranquilamente. Porque humor tem a esperança de que a noite outro humor mais paciente vai dar pro humor a segunda melhor coisa dessa vida para os humores. Presentes! O humor mais contente encontra o humor paciente, e vão lá, buscar os presentes. Mas ai que a casa cai na vida do humor! Tons vermelhos anunciam a raiva chegando! Sem luz no local o humor perde qualquer sinal de controle e entra em tilte. Como assim sem luz? Esses imbecis não sabem que o humor ia ganhar presentes e ficar mais feliz que pinto no lixo? Humor então sente vontade de sentar e chorar de cantinho, mas o orgulho do humor é maior, e ele fica lá, amaldiçoando de raiva pura e genuína. Eis que humor paciente ta ali do lado respirando fundo pra fazer jus ao seu nome. E como um humor salvador da pátria, resolve alimentar o humor raivoso, porque vocês sabem que cara feia é sempre fome, mesmo em humores mimados. Humor já consegue então falar sem emitir sons que pareçam grunidos de bichos furiosos, mas mesmo assim, não esta feliz. Humor frustrado é o fim. Ainda mais um humor mimado e frustrado. Mas humor paciente é além de tudo fofo e amoroso e diz que vai pela manhã buscar todos os presentes do humor chato e reclamão. Humor melhora, da até pra fica mais alegrinho, mas mesmo assim acha que humor paciente não vai achar tudo. Porque o humor é sem sorte, e ele tem uma relação forte com o humor de outro ser conhecido como Murphy. Promessa feita de que humor paciente vai achar tudo, tudo, tudo, pela manhã deixa humor excitado. E humor alimentado e excitado é um perigo. E já dizia a sabedoria popular, quando tudo ta perdido relaxa e goza. E humor adora uma sabedoria popular! Foi lá e seguiu a risca! E seguiu a risca de novo! E de novo... E bem, vocês entenderam. Ai que humor quando esta alimentado, excitado, relaxado e prazeroso, esquece os medos e dá de vez o tal do salto do humor no precipício. Humor agora esta feliz. Assim, bem simples. Humor feliz, alimentado, excitado, relaxado e prazeroso. E volta pra casa, feliz e brincalhão porque sabe que humor paciente, assim que acordar, depois das 10 horas da manhã, vai lá atrás dos presentes do humor mimado e vai trazer tudo tudo tudo, porque humor paciente é fofo e amoroso e faz tudo pra deixar o humor chato um pouquinho mais sorridente... Humor acorda com sono, como sono e atrasado. Mas hoje sai de casa sem xingar ninguém e até cumprimenta o motorista do veículo que sacoleja como caminhão de melancia, tudo porque hoje humor vai ganhar um tantão de presentes...
E depois dizem que o humor é instável... Humor acha isso uma bobagem!
terça-feira, setembro 02, 2008
Um expresso e um livro
Eu trabalho há 6 anos na mesma empresa. E hoje, eu daria o meu dedo mindinho pra poder mandar todo mundo pra casa do caralho. E ir lá abrir meu café com livraria/biblioteca, que já tem até nome o coitado, mas ta tudo aqui na minha cabeça só. Se cada uma fizesse seu trabalho, eu trabalharia menos. Pagamos um contador para que eu faça o trabalho DELE. Meu chefe me paga para que eu faça meu trabalho. MEU TRABALHO. Então porque pra que meu trabalho aconteça eu tenho que fazer o trabalho de todo mundo? Pague todos os salários pra mim, que eu faço de bom grado. É eu to irritada. Eu to irritada com a incompetência alheia, com esse telefone que toda a cada 5 minutos pra que me falem alguma abobrinha que eu tenho que resolver, sem que isso seja responsabilidade minha! Eu deveria ter meu lugar cativo no céu só pelo que eu aturo todo dia daquele que me paga. Pensem em alguém centralizador, sem memória, e que adora bater cabeça com coisa pequena. É esse tipo de gente que eu aturo. Uma gente que liga de 5 em 5 minutos pra perguntar se alguém ligou. Deve ser carência de ligação. Que me liga pra dizer que esta vindo pra cá! Tem necessidade? Sou eu, ou essa gente é chata e sem noção? Ele envelheceu e esqueceram de avisar. Esse tipo de gente me irrita, eternos gatões. Ao menos se eu ganhasse pra aturar tudo isso. Mas não, na última vez que pleiteie um aumento eu ouvi que “não havia necessidade”, noutro dia trouxe todas as minhas contas e coloquei na mesa dele “minha necessidade”, disse. Levei, não o que merecia e o que queria. Mas hoje eu juro, dava dois, dois dedinhos mindinhos pra estar lá no meu café com livraria/biblioteca, que já tem até nome, e eu não conto para não roubarem, tomando um expresso e lendo um livro, batendo papo furado e talvez tentando combinar sabores de cafés com leituras apropriadas.
* Eu sei, texto horrível, mas hoje, ao menos que eu possa socar alguém, não sai nada melhor. Deixa eu ir, que esse telefone ta berrando de novo... E não. Ninguém ligou pra ele até agora. Vou dizer pela oitava vez.
segunda-feira, setembro 01, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
É simples.
É tão estranha essa sensação de saber que a noite você irá querer o mesmo que queria pela manhã. Que não vai me causar dores no estômago pensando quanto tempo falta pra você encher a sua cota de carinho desse relacionamento e simplesmente ir embora. Desaparecer pra sempre.
Eu não preciso parecer adulta. Nem sexy. Nem nada o tempo todo. Fazia tanto tempo que eu não era tão eu. Eu que posso ter um acesso de riso no momento mais inoportuno. Ou eu que falo a coisa mais ridícula na melhor hora. Eu não to precisando ter idéias inteligentes o tempo todo, nem me esforçar nas caras e bocas. Não há teatro. É não tentando agradar você a todo o momento que eu agrado. Que coisa diferente isso de simplesmente relaxar.
De não ter que ficar supondo, adivinhado, imaginando. Porque você vem e me diz às coisas que quer com uma simplicidade e uma objetividade que me deixam pasma. E eu penso cá comigo, será tão simples assim dizer e colocar pra fora as vontades? Você faz parecer que sim. Não se preocupa que eu possa achar piegas, submissão, loucura... E mesmo que eu, às vezes, ache tudo isso, você não liga. E você me faz ver que talvez expressar as vontades de forma direta não seja algo extremamente maluco como eu pensava. Até porque se você quer, você não vai correr. Eu acho isso tão... Tão assim, entende? Não ter que ficar procurando a palavra pra amenizar a verdade por simples medo que alguém saia correndo dos meus traumas e das minhas insanidades.
Você me mostra que insegurança não é crime. Que eu não tenho que ter todas as respostas. E nem que tenho que pular na frente antes. Desacelerar. Apesar de você querer acelerar tantas outras coisas. E nem se importar quando eu digo pra ir devagar. E nem achar que com isso eu não goste de você. E nem achar que tudo que falo, é reclamação, cobrança ou loucura. Você não tem crises existenciais. O que me facilita muito a vida nas minhas. Eu insisto em te puxar pra realidade, e você me pega e me da uns pedacinhos de sonhos vez ou outra pra que eu não ache tudo tão duro, nu e frio. Talvez você esteja promovendo milagres em mim quando sabia que eu não acreditava neles.
quinta-feira, agosto 28, 2008
Eu gosto dos malvados.
Ai eu aqui, com muita coisa pra fazer claro, e sem nenhum tempo livre, fiquei pensando cá no meu umbigo e percebi que tipo eu gosto dos malvados na vida real. Não assim malvado de ir lá dar tiro na cara de alguém, porque não sou doida de correr o risco de eu ser esse alguém. Mas o pseudo-malvado. Eu gosto. Gente santa, gente boazinha, gente que segue todas as regras, que sempre é positiva, que sempre faz o certo, que troca o papel higiênico do banheiro quando acaba... Essa gente me cansa! Porque geralmente gente boazinha de mais é lerda. Bem lerda. Eu preciso de certa malicia. De pessoas que entendam as entrelinhas. Desvio de conduta só pode. Acabo dessa forma explicando minha predileção para cafajestes. É algo de sangue, genética. Nada mais chato que o bonzinho, que faz tudo que você quer, que é todo previsível. Gente a onde ta a emoção? Os malvados são os que têm as melhores idéias pra te surpreender, são mais criativos. Bonzinhos geralmente não agüentam e entregam suas parcas idéias antes do acontecido. Porque de tão bonzinhos, mas de tão bonzinhos não querem te deixar na expectativa.
E isso vale pra tudo, pras amizades inclusive, Minhas amizades mais sólidas e mais verdadeiras é feita de gente doida. Sabe que vai falar um monte de merda e depois dizer que te ama e ta tudo bem. Que não vai entrar em crise se você não ligar por uma semana. Porque gente assim, boazinha vai ter uma crise se você sumir. Você não é assim um verdadeiro amigo... Amiga boa é aquela que ta contigo e te da a maior força pra você enfiar o pé na jaca. E não aquele que aluga teu ouvido com uma relação de todos os riscos que isso pode te trazer. Gente chata faz lista. Gente chata pondera tudo, o tempo todo, e a cada instante...
Só pode ser mesmo desvio de caráter, ajudado pela genética, mas eu gosto mesmo é dos malvados! Muito, mas muito mais divertidos. E que a Flora Pilar se de muito bem! Ho Ho Ho!
quarta-feira, agosto 27, 2008
Passatempo
COMPLETE
- Eu tenho: tentado
- Eu desejo: meu desejo saciado...
- Eu odeio: eu odeio uma porção de coisas...
- Eu escuto: só quando eu quero
- Eu tenho medo: “...do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz”
- Eu não estou: mas volto logo.
- Eu estou: bem. E ta mais que bom.
- Eu perco: a paciência, sempre; a linha, às vezes; à vontade, nunca.
- Eu preciso: tanta coisa, pra quem eu mando a lista?
- Me dói: no momento, o ouvido esquerdo...
SIM OU NÃO:
- Tem um diário? Blog equivale a diário? Devo eu começar a escrever Querido diário?
- Gosta de cozinhar? Gostar eu gosto, quando estou afim o que já é mais difícil.
- Há algum segredo que você não tenha contado a ninguém? Sim, apenas um.
- Acredita no amor? Pode por favor repetir a pergunta?
- Toma banho todos os dias? Não, na verdade faz 15 dias que a água nem me vê... tsc
- Quer casar? Depende da definição de casar... serve de alma?
- Quer ter filhos? Eu não, Bernardo quer um irmão...
QUAL É?
- A frase que mais usa no msn: Alguma do Caio Fodástico de Abreu... Mas hoje ta assim: Minha Gordura Deveria Ser Perdida e Não Localizada!!
- Sua banda favorita: Engenheiros
- Seu maior desejo: Dos meus desejos saciados...
OUTRAS PERGUNTAS
- Signo: Áries
- Cor dos olhos: Verdes
- Numero favorito: 7. O infinito
- Dia favorito: Sábado
- Mês favorito: Agosto. Mês do cachorro louco (Alias vcs sabem pq se chama assim? Porque é em agosto que a grande maioria das fêmeas entram no cio, deixando os machos loucos...)rs
- Estação do ano favorita: Inverno. Sempre.
- Café ou chá? Café, forte.
VOCÊ
- Tem problemas de auto-estima: Com certeza, mas eu finjo bem
- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: O próximo que espere na fila...
- Iria a uma micareta: Eu? Nunca!
- Cuidaria de amigos bêbados: Sim, eu sou uma pessoa boa!
- Dá toko sem problema nenhum: Claro. Tenho cara de quem faz caridade?
NAS ULTIMAS 24HS VOCÊ:
- Chorou? Não
- Ajudou alguém? Serve a mim mesma?
- Ficou doente? Não
- Foi ao cinema? Não
- Disse “te amo”? Não
- Escreveu uma carta? Sim, das cartas que escrevo mas não mando.
- Falou com alguém? Eu ando tão sociável...
- Teve uma conversa séria? Tenho todo dia
- Perdeu alguém? Não
- Abraçou alguém? Sim
- Brigou com algum parente? Não
- Brigou com algum amigo? Não
ALGUMA VEZ VOCÊ PODERIA:
- Beijar alguém do mesmo sexo? Não é a minha, mas se me decepcionar com os homens... Prometo pensar no assunto...
- Fazer sexo com alguém do mesmo sexo? Leia a resposta acima.
- Saltar de para quedas? Já, e quase me borrei kkkkkk
- Cantar em um karaokê? Depois da 4º cerveja
- Ser vegetariano? Na na ni na não!
- Se embebedar? Vamos?
- Roubar uma loja? Não
- Se maquiar em publico? É proibido?
segunda-feira, agosto 25, 2008
Dona das Palavras
Se o Edgar estivesse certo, em um comentário que fez, e eu fosse mesmo à dona das palavras, não estaria eu aqui agora completamente sem saber como dizer poucas coisas. Coisas que mal consigo confessar às parcas amigas e ainda assim confesso com certa cretinice. Se fosse eu mesmo a dona das palavras não estaria aqui de cócoras pensando como dizer a vocês, mesmo que baixinho e quase imperceptível que: eu estou feliz, e meio assustada porque felicidade essa vem de mim sim, mas vem também de alguém totalmente o oposto de mim, e completamente fora dos meus “padrões pré-estabelecidos”. E vocês sabem calmaria e felicidade sempre me assustaram, porque eu fico sempre cá esperando a tormenta. Tsc. Dona das palavras...
quinta-feira, agosto 21, 2008
Nem de longe vou ser o melhor que aconteceu na sua vida
Eu me assusto com um monte de coisas que vem de você. Mas consigo sobreviver a quase toda elas. Sem traumas aparentes provavelmente. Mas eu me assusto mesmo quando percebo em você aquele seu olhar perdido onde parece ser eu a melhor coisa que aconteceu na sua vida. Quando no meio da coisa toda, você em vez de me comer, ou me comendo mesmo, tenta olhar dentro dos meus olhos e enxergar a minha alma. Eu gosto, confesso. Mas me borro de medo dos teus pensamentos. Pois não sou, nem de longe a melhor coisa que lhe aconteceu na vida.
Eu sou geniosa e chata. Além de egoísta. Eu vou sempre pensar em mim antes. E vou gostar de fazer mais meus programas do que os seus, mesmo que eu faça os seus de bom grado. Eu não gosto de palpite com meu filho, e isso me faz respirar fundo seguidamente. E isso lá é coisa que a melhor coisa que aconteceu na vida da gente faça? Não é mesmo! A melhor coisa que acontece na vida da gente não se cansa da gente, e eu sei, porque me conheço, que em alguns momentos ou vou cansar, eu vou respirar contar até 10, fazer um balancete, e seguir em frente também, mas eu por alguns momentos vou cansar, e vou querer a minha solidão.
Então quando você me fala essas coisas, quando você me faz essas coisas, eu fico cá pensando nessa ilusão que você talvez esteja criando que eu possa ser a melhor coisa que lhe aconteceu na vida. Eu não sou, anote isso pra não me cobrar depois. Eu posso ser uma coisa muito boa. Mas a melhor, essa definitivamente eu não sou. Porque a melhor coisa da nossa vida sempre tem a palavra certa para o momento certo, e eu não vou ter. A melhor coisa da nossa vida esta com a gente quando a gente precisa. E pode ser que não esteja, simplesmente por estar comigo mesma quando eu me preciso. Posso ser muito boa, posso esquecer de mim um pouco e me preocupar com você, mas posso não estar com os pés nos chão quando você me quer. E nem voar quando você chamar.
Eu vou ter momentos de altruísmo onde devo estar focada só em você. Mas esses momentos vão passar e eu vou voltar ao meu foco principal, meu umbigo. Aquelas pessoas, que são as melhores que acontecem na nossa vida, geralmente não nos magoam, não são capazes de nenhum momento de crueldade. E eu sou. Eu sei que se você pisar no meu dedo mindinho eu vou lá e enfiar o pé na sua pior ferida. Sem dó. Ao menos no momento. Pode ser que depois, no minuto seguinte eu me arrependa, mas também não confesso. As melhores pessoas da nossa vida não são assim, definitivamente. Como eu sei? Eu suponho. Eu não tive a melhor pessoa que aconteceu na minha vida. Mas tenho um monte de teorias de como deveria ser. E não me encaixo muito no meu padrão.
Mas veja, eu tenho uma coisa boa. Eu assumo e aviso antes. Ao menos, não pode me acusar de propaganda enganosa. Então: eu sou chata, explosiva, egoísta e autoritária. Eu gosto das coisas do meu jeito, mas pode tentar me convencer que do seu jeito é melhor (não garanto eficácia alguma). Eu vou te machucar, eu vou te aborrecer. Eu vou me atrasar. E vai ter coisas que você nunca vai entender sobre mim. Tenho sombras incompreensíveis. Não vou falar o que você quer ouvir, e sim o que eu quero dizer. Vou me irritar com você mais do que você comigo.
Vai ter momentos que vai querer me mandar pra casa do caralho, e que a viagem seja no expresso do inferno. Com certeza vai ter. Mas mais certo que isso, é que a melhor coisa que acontece na nossa vida não desperta essa vontade. Sem chance. Eu posso ser sim, uma coisa muito boa, muito legal e muito companheira, mas nem chego perto DA melhor. Então, pense em tudo isso da próxima vez que me olhar com aquele olhar perdido, tentando ver minha alma, pois corre sério risco de enxergar tudo que já estou lhe avisando antes...
quarta-feira, agosto 20, 2008
O romance de Cusmópolis - O cobrador e a mocinha
Chove aqui a infinitos dias, o que era um cu anda um cu embarrado, mas há amor mesmo num mar de lamas. Eu vi esse amor desabrochar, sendo sacudida como melancia em um caminhão de cargas! Mas eu estava lá para testemunhar o nascimento do mais puro amor entre cuzences... Cobrador do ônibus com cara de ator latino de 5ª e mocinha com cara de sonsa mesmo. No inicio, era só um “boa tarde”, e uma olhadela de canto de olho. Passando uns dias, ela já se atrevia a sentar (quando tinha lugar! Lembrem é do cu do cu do mundo que estamos falando) no banco próximo a ele. Começaram a trocar algumas palavras e em semana ela já ia em pé encostada no vidro como sua assistente na distribuição de papeizinhos coloridos super-mega-ultra importantes para sua coleção de papeizinhos coloridos! Cabe contar que nesse período houve uma visível transformação nas roupas da mocinha, passando cada dia a usar mais base, batom e perfume! E os olhares? As risadas? Ai era lindo de se ver! Cobrador dava de “eu sou o bom, sou o bom, sou o bom” e consigo fazer continha de cabeça para dar o troco e mocinha com cara de sonsa suspirava e suspirava... Eu já estava quase interferindo e promovendo essa paixão, porque já estava ficando monótono ver todo dia as mesmas risadas e as mesmas caretas... Até que semana passada finalmente a coragem tomou conta do nosso amigo cobrador e toma a iniciativa:
- Você gosta de churrascaria?
- Gosto sim! (nessa hora ela gostaria até de prego frito)
- Ah vou ver o dia certo do meu pagmento ai a gente vai comer uma carne...
E eu? Desatei a rir descontroladamente dentro do ônibus enquanto era sacudida como melancia em caminhão de cargas. É o amor é lindo, mesmo no meio de espetos de carne no dia do nosso pagamento!
terça-feira, agosto 19, 2008
Ah lê ai e tenta entender... Que não vou desenhar.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Let's go!
Só falta saber se vôo ou caio esborrachada... Ho Ho Ho
sexta-feira, agosto 15, 2008
Tudo junto misturado – Reflexo do meu eu atual
Antes de mais nada quero dizer que não tinha nada a ver com a lei seca o causo da poliÇa, porque eu não tenho carro, se tivesse... teria oficorsi, mas o condutor não bebe, nem uma gotinha... Agora, como vocês andam pervertidos não? Ou seria me achando pervertida? Tsc, tsc... Não fomos parados devidos a atos ilícitos realizados no interior do veículo... Isso explicado e exposto, não com todos os detalhes de sinceridade que me é comum, quero contar que tem tanta coisa acontecendo por aqui... Mas eu ando tão egoísta que fica difil dividir. E ando confusa também. E ando principalmente assustada. Ou principalmente confusa... Dá pra ver que não to em entendendo muito bem né. Mas definitivamente eu ando egoísta. É que não da pra explicar o que eu não sei explicar. Então vai sair algo mais ou menos como tu que saiu até agora e claro que nenhum de vocês ta entendendo porra alguma, assim como nem eu to entendendo muito mesmo. Mas vamos lá né, vocês já estão acostumados. Eu ganhei flores essa semana. Só que até agora não faço a mínima idéia de quem foi. Porque quem eu achei que era não foi, e como não veio cartão, e até presente momento ninguém se manifestou, to começando a achar que o guri da floricultura errou o destinatário e fez uma massagem no meu ego por engano. Mas ta valendo... Não to podendo dispensar nenhum tipo de massagem. Sabem, eu ando assustada, de verdade, porque a gente leva tanta paulada nessa vida que deixa de acreditar em paixão, amor à primeira vista e toda essa história linda que nos contam, somos imunizadas, ou no mínimo aprendemos a desconfiar a da própria sombra. Ao menos eu sou assim, paixão já não me pega mais na primeira esquina, e o amor não vê esse corpo há uns dois anos pra mais. Ai da um baque quando a gente escuta alguma declaração, ainda mais uma coisa assim rápida e repentina... A primeira coisa que vem na minha cabeça é que o ser esteja confundindo carência, carinho, ou qualquer outra coisa, com paixão, que é inviável se apaixonar assim como eu um dia acreditei. Mas também penso que nem todo mundo deu tanto com a cara na parede, nem todo mundo tem assim traumas adquiridos como eu tenho, e algumas pessoas ainda conservam a ingenuidade dos amores perfeitos... Coisa que eu aqui de cima dos meus quase 30 anos, e de todas as rasteiras que essa vida me deu não consigo mais ver. Mas vamos lá, deixando as coisas assim tomarem o rumo por si só... Eu já desisti de ter o controle mesmo. É isso e não é só isso, tem outras coisas aqui pairando na minha cabeça que anda me deixando com pé atrás. Coisas escrotas é verdade. Das escrotices mais cretinas que me compõe. Que eu assumo. Mas não confesso. Lamentável eu sei. Junta isso com o todo resto de bagunça que anda a minha vida, vira isso que me encontro agora. Freud explica? Acho que nem ele...
quinta-feira, agosto 14, 2008
PE O ELE I CEDILHA A .... POLIÇA!
quarta-feira, agosto 13, 2008
Eu já...
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Já andei descalça na rua, já tomei banho de chuva... E peguei uma baita gripe. Já fiz palhaçada pra criança sorrir, já dei bronca no meu filho... E me senti culpada, mas já deixei ele se entupir de bobagens na hora do jantar.
Já disse não querendo dizer sim e vice versa. Já voei, pulei de pára quedas, andei a cavalo. Já cantarolei na rua, contemplei o pôr-do-sol. Já chorei no chão do banheiro até me acabar, já tomei um porre de não lembrar nada no dia seguinte...
Já tive paixões que seriam pra sempre... E vi que nada é tão pra sempre. Já disse que nunca mais amaria...Mudei de idéia no amor seguinte. E vi que muitos nem amor foram... Mas já amei da forma mais pura e verdadeira...
Já fiz sexo, já fiz amor... E conclui que o melhor é sexo com amor. Já gritei e briguei... Descobri que o melhor é conversar. Já comi um pote de sorvete vendo tv para curar uma deprê... Me arrependi quando subi na balança. Já pintei o cabelo de várias cores, já fui careca, já sonhei em ser lisa... Já escrevi cartas de amor. Bregas, melosas, irreconhecíveis
Já fui ao cinema e assisti um filme triste simplesmente porque precisava chorar, já tive um filho, já plantei uma árvore e escrevo... Não um livro, mas para desabafar, para mim mesma. Já usei drogas, já quis morrer e já tentei realmente morrer...
Já tive um câncer e ganhei dele. Já menti que estava doente para faltar ao trabalho e ficar em casa fazendo nada. Já viajei com apenas uma mochila e quase nenhum dinheiro. Já acampei e assumo que gosto mesmo é de conforto.
Já engoli muitos sapos... Mas já virei à mesa também. Já briguei sem ter razão... E aprendi a pedir perdão. Já provei novos sabores e ouvi novos ritmos. Já disse mentiras necessárias e verdades completamente dispensáveis. Já fui magoada... E já magoei. Já tirei conclusões pela "primeira impressão". Já humilhei pessoas e me arrependo. Já fui cruel com outras e acho que mereceram. Já disse adeus sem chorar.
Já tive muitos amigos...Hoje tenho vários conhecidos. Já decepcionei alguns, e alguns já me decepcionaram. Já esperei muito das pessoas, e conclui que o melhor é não esperar nada. E mesmo assim acredito nas pessoas.
Já caminhei na rua sem destino. Já tomei sorvete no inverno e sopa no verão. Já chorei em público, já tive crises de ciúmes, já fui penetra em festas. Já me senti só na multidão e acompanhada quando estava apenas comigo mesma... Já lagartiei no sol, já fiz trocas das quais me arrependi... E já me arrependi por não trocar... Já quebrei barreiras e levantei outras... Já criei pontes e muros. Já não tenho tanta certeza nas minhas certezas absolutas. E já fiz um outro tanto de coisas que já contei aqui.
terça-feira, agosto 12, 2008
A maior busca dos últimos tempos...
A maior busca dos últimos tempos já feita no google que trouxe a criatura até aqui:
Google: então vai ser assim mesmo ? vai me apagar da sua vida, me esquecer como se não tivesse tido uma historia, como se tudo só tivesse sido um sonho ? eu vou te dizer uma coisa não sou um arquivo de computador que se deleta nen um ursinho de pelucia que se joga no lixo, sou uma pessoa assim como você, que tem um coração assim como VOCÊ. eu sei que isso que você sente não é de verdade e JAMAIS sera se continuar fingindo, então me faz um favor me ajuda a te esquecer, ou melhor me ENSINA a te esquecer... juro que ja tentei de tudo e nada adiantou, eu sei, eu reconheço EU PRECISO DE VOCÊ aqui comigo, assim ja não sei viver, mais então vamos fazer um trato.. eu vou te esquecer assim como VOCÊ se esqueceu de mim (...)
Adoroooooooooo quando a pessoa conversa com o Sto. Google, como se fosse uma pessoa....Adoro!
Tinha que ser um descornado... Tsc
segunda-feira, agosto 11, 2008
Dos Aniversários....
Do Bernardo:
Do outro aniversário:
Foi ontem, mas eu não posso deixar de desejar viva à ela aqui. Clara-Lu, que tem a clarividência da Clara de Alende. E que entende tão bem as minhas não palavras. Que você possa experimentar o delicado da vida, todos os dias. E umas três ou quatro pequenas epifanias por mês, para que possamos nos salvar. Amo tu, sem segredos.
quinta-feira, agosto 07, 2008
“... não tenha medo... quando começar a conhecer os meus segredos...”*
Eu gosto de Fábio Jr. De verdade. De cantar com olhos fechados e tudo. E eu o acho sexy, daria pra ele sem nem pensar. Mas bem, ninguém precisa saber disso não é mesmo?
É segredo.
Eu tenho uma cinta liga rosa choque, só que isso eu não conto nem sob tortura.
Eu descrevi detalhadamente algumas transas ridículas para amigas.
E se eu souber que alguém comentou isso, eu nego.
Ah, e já que estamos nesse assunto, para quem me pergunta, “com quantos”, eu minto sempre. E pra baixo, claro.
Boca de siri!
Se algum cara me chamar de mina, gata ou deusa. Eu o bloqueio no msn. E faço cara de paisagem se cruzar na rua.
Eu sinto uma vontade de mandar a merda quando escuto alguém dizer “a nível de”, “um plus a mais” ou qualquer outro assassinato a língua portuguesa. E internamente agradeço por não falar asneiras sem tamanho. Acontece é que eu me acho! Só que ficaria feio pra mim admitir isso!
Se me convidam para “pagode na piscina” ou qualquer outra coisa que inclua pagode, funk, muita gente suada e muita cerveja. Meu cérebro dispara : Pobre! Pobre! Pobre! E eu sorrio, não aceito educadamente e a gente se dá bem.
Eu acho ridículo quem sofre de amor. Só que tenho uma coisa masoquista e preciso de todo esse processo e até o valorizo. Prazer na dor. E juro toda vida que se acontecer de novo, eu mordo o travesseiro até a crise passar.
Mas quem precisa saber disso?
Eu comia hóstia, da igreja do lado da minha casa quando era criança, sem nem ao mesmo ter feito primeira comunhão!
Mas boca de túmulo, que isso é pecado!
Eu já tirei a calcinha sentada à mesa de um restaurante, sem que ninguém percebesse. Eu já tive porres enormes, de ter feitos coisas absurdas e até hoje se alguém comenta, digo ser mentira.
Já fiz xixi no mar.
Já fingi orgasmos.
Só que tudo isso é segredo!
Eu já pisei em pessoas, eu já magoei propositalmente. E eu muitas vezes toco no ponto mais sensível de alguém. É só pisar no meu calo. Não me orgulho não, me falta uma dose de altruísmo. Mas isso não é coisa que a gente saia confessando assim sem mais nem menos.
Já imaginei minha vida sem filho, e teve horas, minutos que eu achei que seria perfeita. Ainda bem, que essa é das coisas que dá e passa.
Eu acho rachar conta de última. E a não ser que eu queria muito passear naquele corpo, o “cerumano” provavelmente nunca mais me verá na frente.
Eu tenho cara de metida. E gosto.
Entre falar e calar. Eu falo.
Entre rir ou chorar. Eu rio da minha cara.
Piscina ou Praia? Piscina.
Sou meio intolerante e impaciente. Não suporto barata, adoro peixe cru. E não gosto de Skank. Entre um homem sensível e um Xucro, fico com o segundo. Ainda mais se ele tiver o peito peludo. Sou tarada por coxas grossas. Na verdade eu sou meio tarada mesmo.
Prefiro gente ácida a humor industrializado. Pub a “balada”. Vinho a coca cola.
Não gosto de ouvir Caetano Veloso, olhar pra ele me enerva. Acho o Moacir Sclair um porre. Mas adoro o David Coimbra.
Fazer o que? É verdade. A mais pura verdade.
Sou essa boazinha cheia de maldades engraçadinhas. Ou essa má com bondades esporádicas. Depende que lado você esta.
Minhas maldades não fazem diferença alguma na tirania já existente. E minha bondade não serve nem pra me salvar.
E isso tudo não interessa a ninguém. Nem a mim mesma, que já sei de tudo isso que me faz eu.
É segredo viu?!
Psssss!
* Frejat – Segredos.
** Inspirado numa crônica de Cléo Araújo – Sem Segredos.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Do Plágio
Sabe, super comum se identificar com textos alheios, normal de mais pensar “eu poderia ter escrito isso”, acontece diariamente comigo nesse mundo blogeiro. Já usei diversos textos alheios como base e inspiração para os meus, mas não me caiu às mãos citar isso no final, reconhecer o talento alheio não dói.
No fundo é triste ver isso, pois constatamos o quão vazia pode ser a vida de alguém, que a faça ter a necessidade de plagiar outra vida, viver uma fantasia que acredita ser real...
Eu sinto vergonha por e de pessoas assim. É muito triste tentar justificar o erro da maneira que ele fez, e achar que esta tudo resolvido. Alguém precisa avisá-lo que plagio além de burrice, é crime. E que crime, apesar alguns não acreditar, ainda é algo punível.
Mas no fim, no fundo, eu fico apenas com vergonha alheia.
terça-feira, agosto 05, 2008
Extra! Extra!
Plagio... De vários textos. Incluindo o de hoje....
O que essa gente ganha?
Um exercício de paciência
- O que esta fazendo em casa filho, porque não foi à aula?
- Porque eu não quis.
- Mas porque não quis ir a aula?
- Porque não estava afim.
- Mas não estar afim não é motivo pra faltar aula, tu acha isso certo?
- (silêncio)
(ao fundo a voz da minha irmã dizendo que ele fez um escândalo para não ir à aula)
- Bernardo, tu fez essa birra toda? Não to acreditando!
- (silêncio)
- Bernardo, responde, to falando contigo!
- (silêncio)
- À noite vamos conversar!
- Tu tu tu tu tu tu...
Sim, isso mesmo ele desligou o telefone na minha cara!
Respira, respira, respira...
À noite, tudo muito conversado e espero eu, que definitivamente entendido.
Juro que, às vezes, dá vontade de estrangular, eu juro!
segunda-feira, agosto 04, 2008
A beira de um ataque de nervos.
Eu juro que se sobreviver essa semana, eu nunca mais morro de estresse. NUNCA! Bernardo fez aniversário sexta, mas a festa será no próximo sábado. E eu juro que não sabia que tinha um filho tão chato. No inicio a única “exigência” era uma cama elástica. Beleza, seja feita vossa vontade majestade. Loquei a famigerada cama elástica. Fazendo os convites para que ele entregue pros colegas da escolha, veio à novidade, dos 25 alunos, ele só quer convidar 20. Seria tranqüilo, menos crianças pra cuidar e correr atrás evitando que os pestinhas se joguem na piscina. Só que meu querido filho fez um auê na escola, e entregou os convites pros que ele quer na frente dos que ele não quer (e qdo perguntei por que não queria, ele disse que não gostava da cara e deu), e isso causou um rebu na sala de aula... A professora ta bem feliz comigo. Convidei claro alguns amigos meus, que têm filhos e que Bernardo conhece. Mas o enjoado do guri me disse “eu não convidei eles, não vou nem cumprimentar”. Essa foi mais fácil, acabei com a birra dizendo que não precisava cumprimentar, mas também não pegaria os presentes... Só que eu sou tão burra, mas tão burra que marquei a festa para o dia 9 porque teria compromisso dia 31 e dia 1, o que faria não ter tempo para organizar a festa para o dia 2. Eu errei a semana. Meus compromissos são dias 7 e 8, o que me deixou apenas 3 dias para organizar tudo, e nem os salgadinhos encomendei ainda! E não posso nem pensar em faltar a eles. Na quarta se eu não surtar e mudar de idéia, tenho um jantar para ir. Junta tudo isso, ao fato das pessoas ligarem pro meu celular e não falarem, ou não atenderem quando eu retorno, mais a vizinha de baixo que é uma desocupada com falta de sexo, até porque se for trepar com o marido é capaz de morrer esmagada de tão gordo que o infeliz é, ta torrando minha vida por conta de um pingo do ar condicionado me fazendo congelar o dia todo no escritório, porque os seres que concertam o ar só podem vir na semana que vem. Acrescente uma dose de mau humor da minha mãe, sabe-se lá o porquê da crise do mês. Uma pitada da minha paciência que falta. Os cachorros que uivam há 4 noites por conta de uma cadela no cio, não deixando eu dormir... E mais umas picuinhas que não vem ao caso... Tirando isso... Tirando tudo isso eu to ótima... E pensar que eu deveria estar na Turquia... Tsc!
sexta-feira, agosto 01, 2008
Corram a Polaina esta de volta!
Segundo a Wikipédia, Polaina é o nome de uma peça de roupa, que geralmente é de lã, que se usa por cima do sapato, cobrindo o peito do pé. Ela também é usada para proteger a parte superior da perna e o peito do pé. Participou da moda na década de 80, esse trem ai da foto.Eu usei muita polaina na infância, mais por insistência da minha mãe “pra esquentar as pernas”, e odiava. Eu esses dias vi uma vivente com uma na rua e achei meio brega. Ai que vi mais uma, e mais uma... E fiquei pensando que ataque de nostalgia estaria dando nessa gente toda. Fui no Sto. Google, que tudo sabe e tudo vê, e ele me informou que as polainas estão novamente na moda.
Tanta coisa legal pra trazer de volta, vão me trazer essas coisas que são uma desgraça para quem tem pernas curtas e grossas como eu (e como quase 90% da populção feminina do Brasil). Será que não entendem que isso achata e diminui mais a perna? Corram, as polainas estão de volta!
Quem não se lembra:
-Calça baggy e semi-baggy
-Sandália de plástico (Melissinhas em geral)
-Ombreiras (tinha até sutiã de ombreira)
-Manga morcego
-Saia balonê
-Batom 24 horas (não saía da boca nem com sabão)
-Scarpin
-Cores ácidas
-Mochilas e carteiras emborrachadas
-Tule no cabelo
-Faixas na testa
-Gola canoa
-Gel "New Wave"
-Walkman Sony amarelo
-Atari
-Pastilhas Supra-Sumo
-Balas Soft
-Cubo Mágico
-Mobilete
-Lolo (atual Milkybar)
-Cabelos assimétricos
- Relógio Champion (aquele que trocava as pulseiras)
-Tênis iate (tinha um da OP quadriculado que era uma febre)
-Tênis All Star (de todas as cores imagináveis)
-Acquaplay
-Geleka
-Franja repicada
-Luminárias de neon
E se você se lembra, ou usou alguns desses ítens, você assim como eu, esta ficando velho!





