quinta-feira, dezembro 27, 2007

Regente em 2008.

Todo mundo sabe que não gosto de falar de religião aqui, pois religião é que nem bunda, cada um tem a sua. Mas muita gente me mandou um email perguntando que orixá regerá 2008 (coisa que se acha na net facim facim), e como cansei de responder os emails, vai aqui um resumo sobre Xangô, orixá que será o Regente de 2008.



XANGÔ: Orixá da justiça. Comporta-se ora com severidade, ora com benevolência.

Dia da semana: terça-feira

Cor: vermelho e branco

Número de axés: 06, 12, 24, 112, etc.

Comida: amalá, (carne de peito, com mostarda e pirão)

Função: demanda com justiça

Características: dono dos trovões, justiça, pedreiras e espíritos.

Saudação: kaô kabelecilê

Sincretismo: Aganju-São Miguel e São Gabriel; Agodô-São Jerônimo; IBeji -Cosme e Damião;



Bastante popular no Brasil, sendo confundido como um maior entre os outros, Xangô é um rei, porta-se como tal, cuida da administração do poder e principalmente justiça. Reina soberano na cidade de Oyó. É pesado, íntegro, possuindo um grau elevado de autoritarismo.
Suas decisões são sempre baseadas na ponderação, na sapiência e bastante corretas. É o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Considerado por muitos como Deus dos Raios e Trovões. Acredita-se que Xangô utiliza o raio como uma das suas armas, enviando-o como castigo, após estudar os prós e os contras do filho, como num julgamento usando a famosa balança da justiça. Seu axé está concentrado nas formações rochosas, nos maciços a flor da terra.O símbolo de Xangô é o machado com duas lâminas cortantes, indicando seu poder, indicando o olhar da justiça em duas direções.



Características dos filhos: O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Tem comportamento medido. É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar. É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando. É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guarda rancor. A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional. Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.



* O Orixá regente do ano, nada tem a ver com o orixá pessoal de cada um. O meu por exemplo é Iemanjá.



******************************


Aproveito para desejar a todos um FELIZ ANO NOVO!


Meus desejos de fim de ano?
Que cada um chegue exatamente onde quer chegar. E quando 2008 acabar eu não tenha essa sensação de que perdi toda a diversão.





UMA NOITE MARAVILHOSA PRA TODOS!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Papai Noel me deu um presente...

Passei o Natal de vestidinho e havaianas, não que estivesse fazendo complô a essa gente toda que se enfeita pra comer peru e rabanada. É que eu tanto falei do Natal, tanto falei que essa época é um saco, que Papai Noel resolveu me dar meu presente antecipado pra que eu pudesse aprender. Na sexta feira, deixei uma mesa de centro feita de madeira de demolição cair sobre meu dedão! Além de arrancar um naco do meu dedo, simplesmente quebrei minha unha ao meio! Vocês devem imaginar como esta lindo. Realmente eu senti o espírito natalino latejando em mim...

Eu sou uma pessoa de sorte, de muita sorte. Quem me tirou no amigo secreto foi meu cunhado (valeu Noel), que tem o dom de querer ser engraçadinho. Havia pedido maquiagem de presente. Ele me comprou um estojinho de sombras para crianças, da turminha do querubim. Se eu ainda tivesse bonecas elas ficariam lindas! Eu mereço! Eu mereço!

Mas o que valeu mesmo foi ver o Bernardo, a ansiedade dele pelo amigo secreto, valeu todas as risadas. Cada um que ia revelar o seu amigo secreto dizia “meu amigo secreto é chatoooooooo” ele corria e abraçava “sou eu! sou eu!”, e a felicidade dele com os presentes...

Na terça, fomos a Gramado, na serra gaúcha, onde acontece o Natal Luz. Bernardo quase teve um troço, no mini-mundo, na Aldeia do Papai Noel.... Depois que estiver com as fotos, coloco algumas pra vocês verem.

Agora acabou, vou curtir meu presente antecipado algum tempo, e muito provavelmente meu look para ano novo será o mesmo, havaianas em mim!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Notinhas bobas de uma pessoa que anda meio se graça. Ou será a vida que anda assim?



- Então que inventaram um amigo secreto lá em casa, e não adiantou nem eu ser contra, fui voto vencido. Agora, eu que já tinha encerrado a minha odisséia de compras, vou ter que voltar a elas, as vésperas do famigerado Natal... Eu realmente mereço!

- Então que Bernardo e minha mãe vão para o Natal na minha irmã e não voltam, ficam lá até final de janeiro, quando eu saio de férias. Um mês inteiro com a casa vazia. Alguém ai ta afim de fazer umas festas e atazanar meus vizinhos?

- E por falar em vizinhos, eu nunca falei deles, são estranhos, tirando um ou dois apartamentos com gente normal o resto é bem estranho. Meu visinho do lado é manco e anda pelado o tempo todo dentro de casa. Como eu sei? A janela do meu quarto é de frente a janela da sala dele, tem cortina, acontece que ele colocou uma cortina transparente. Meu vizinho de porta, é um velho surdo, mas surdo de pedra, estranhamente quando alguém faz uma festa ele reclama do barulho. Esse mesmo vizinho, vez um auê uma vez quando a filha dele, de 35 anos (e segundo ele, virgem) apareceu grávida, fez com que trocássemos todas as chaves da portaria do prédio porque ela fora atacada, com certeza, ali dentro. Três apartamentos são da mesma família, todos judeus, e tem uma moradora, a campeã da baixaria e estranheza, que para implicar com as coitadas as velinhas, vai pra janela e começa a fazer a saudação a Hitler. Acho o fim, mas o que falta pra ela é sexo, mora sozinha com dois cachorros e nunca na vida vi ela com um homem. Alias é tão chata que uma vez em uma excursão a um templo budista, a deixaram no meio do caminho! O sindico é um bosta, advogado frustrado e fracassado, fica o dia todo passeando com o cachorro vira-lata dele e não cumprimenta nenhum morador. Meu prédio parece o Jambalaia. Kkkkkkkkk

- E por falar nisso, aquele programa o Toma lá, Dá cá, eu gosto, mas gosto muito mesmo é da atriz que faz a empregada.

- E por falar em televisão, eu li por ai (sim eu leio revista inúteis de fofoca) que o Juvenal Antena vai morrer e ressuscitar.... Seria o espírito natalino que esta atacando o autor?

- Vocês viram como estou produtiva?

terça-feira, dezembro 18, 2007


"Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada..."


Caio Fernando Abreu

sexta-feira, dezembro 14, 2007

POR QUE MOTIVO VOCÊ SE GUARDA POR TANTO TEMPO?


Me perguntaram isso nos comentários do post sobre castidade. Porque me mantenho virgem. Claro que foi falta de atenção em ler o post. Claro que todo mundo aqui sabe que de virgem eu devo ter o nariz. Mas psicologizando a coisa, a gente acaba se guardando mesmo.

Guardo as minhas vontades, por medo de não realiza-las. Guardo meus sentimentos por medo de não serem correspondidos. Guardo meus desejos por medo de serem simples ou bizarros de mais. Mantenho virgem algumas das minhas palavras, por não saber se é hora de dizê-las. Preservo alguns dos meus sonhos que não confesso por simples vergonha. Meus medos são guardados a sete chaves, pois preciso manter virgem a minha imagem de fortaleza.

Guardo tanta coisa, por tanto tempo porque muitas vezes é melhor enlouquecer sozinha no seu caos interno, do que ser incompreendida nessa constante busca de sensatez diária que tanto os outros travam. Porque ao nos preservar nos tornamos responsáveis por nossa danação ou nossa salvação. É um processo único e solitário. Que apenas os que também se preservam podem entender e ver o que escondemos por tanto tempo. Somente esses.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Lei de Murphy


Ele existe. E me odeia. Olha eu devia ter decidido por essa coisa de castidade antes. Bem antes. Foi eu tomar a decisão e chuva de homem na minha vida. De bombeiro desconhecido que me parou no meio da rua. Passando por “a gente pode se conhecer e ver no que dá”. Até futuras propostas de casamento. Uma enxurrada.

Impressionante isso, parece coisa do demo pra testar a força de vontade. Pra ver se caio em tentação. Por enquanto continuo firme e forte. Por enquanto... Ainda focada no meu objetivo. Agora vamos ver quem resiste mais, eu ou Murphy. Apostem!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Sexo é escolha...Amor é sorte...


Vou virar casta. Eu querendo apenas fazer amor e o povo ai nesse oba oba por sexo. Não que eu já não tenha feito parte desse grupinho. Fiz. E ainda continuo gostando de sexo. Do babado todo. Mas não é mais o que quero. Assumo minha fase carente. Minha fase mulherzinha. Não é o que quero. Sexo eu posso ter. Todo dia. Com pessoas diferentes. Pra todos os gostos. Tipo menu de restaurante. Mas não me basta mais. Porque sei que vou acabar pensando, que com um ou outro, eu poderia andar de mãos dadas e fazer amor. E eu simplesmente cansei de pensar. Eu quero é fazer. E a melhor coisa de conseguir fazer algo é, no caso, não fazer. Se quero amor não posso sair por ai trepando como uma louca insana. Nem por uma pele mais bonita. Nem por alguns minutos de êxtase.

Eu quero aquela coisa toda que a gente sabe que é fazer amor. De olho no olho, porque se tem certeza que é com aquela pessoa que se quer estar. De não ter pressa. Do carinho por si só. Porque sexo por prazer é trepada. E sexo por amor é carinho. É o não egoismo. É quere receber, mas também dar prazer. É toda aquela coisa toda que acho não ser preciso explicar pra ninguém.

Foi então que pensei em castidade. Momentânea claro. Se quero fazer amor eu tenho que parar de fazer o que não quero. É simples. Porque se eu ficar muito, mas muito tempo sem fazer o que quero, e nada do que não quero, pode ser que eu consiga achar em algum canto algo que eu quero. Não é possível que entre milhões e milhões de pessoas não tenha UM que queria o mesmo que eu. E claro, que possa me amar. E mais ainda, que a gente se encontre por ai antes dos meus 60 anos. Bem, há uma grande probalilidade disso nunca acontecer. Então morrerei casta. Mas ai eu tô literalmente fudida. Sem fuder. Alguém consegue imaginar coisa mais irônica e filha da puta?

Quero é encontrar alguém que queira andar de mãos dadas comigo. Para então fazer sexo com ele. E não fazer sexo e depois querer andar de mãos dadas, mas acabar é de mãos abanando. Sei que isso pode ser só uma fase, posso acordar curada disso tudo, novamente com aquela cachorra que mora em mim latindo alucinadamente, desesperada com a chatice que eu transformei a vida dela, chutando essa mulherzinha pra longe, tão longe que demore algum tempo pra voltar. Mas talvez, e eu suspeito que sim, vocês não ouçam latidos por aqui tão cedo... Tsc... Tsc...


____________________________________
UP DATE:
Só para avisar que ELA esta de volta, direto da terra do sol nascente.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Blá blá blá

- Então já temos uma nova moradora há mais de uma semana, Pitty, a York que Bernardo ganhou do Padrinho. Como já tem 3 anos, não passei com aquela fase de choros na madrugada. Esta sendo mais fácil do que esperava, ela quase não late, faz as cacas todas no lugar certo e dorme bonitinha na almofada dela. Bernardo e minha mãe têm passeado com ela todo fim de tarde.

- O futuro “homem da minha vida” do post aquele não vingou. Embromação de mais. E eu ando sem saco pra qualquer coisa enrolada.

- Acabei de ter uma overdose de Natal, na função de organizar a empresa (sobrou pra mim), imprimir os envelopes para os cartões.... Minha cota de coisas fofas de Natal esgotou-se.

- Todo mundo me pedindo presente de Natal, Bernardo, afilhada, mãe.... E eu peço os meus pra quem?

- Gente, o post passado é só uma maneira de ver as coisas, uma forma de expor o que sinto ou como me sinto. Mas calma, não estou a ponto de cortar os pulsos. Ao menos por enquanto. Pretendo entrar de penetra, mas ainda não achei a porta ou muro que eu pudesse pular.

- “Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro” Caio F. – Lixo e Purupurina – Ovelhas Negras. Pois é...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

E meu convite? Deve ter ficado embaixo do tapete....

Então o tempo esta passando. E vou passando também. É, só passando. Espectadora de algo bem maior que acontece em algum lugar. Como se em algum momento alguma luz fosse acender bem e cima e dizer: “Ei chegou a sua vez de participar”. Como se uma hora viesse um convite para fazer parte de tudo isso que acontece. Seja lá o que for. Porque afinal deve acontecer alguma coisa além disso. A festa rolando e você de fora. Qual a senha para ser convidada? A palavra mágica?

É culpa desse oco. Desse vazio que enche tanto. Sufoca. É o que faz dormir mais, não para sonhar com algo que aconteceu, mas simplesmente por não querer acordar e nos dar conta que ainda não fazemos parte de nada. É algo como tentar pegar e achar o nada. Apertando a mão bem forte como se o vazio pudesse ser materializado. É o não querer ficar em casa sozinha. Mas não querer sair pra rua. Pois ser sozinha na rua é muito mais deprimente e assustador do que dentro das suas quatro paredes.

É não querer nem enlouquecer. Mas enlouquecer, e andar por ai com olhos que imploram um pouco de algo palpável, esperando que apareça um convite para essa festa toda que acontece e você só observa. E esse “não acontecer nada” nos faz ter fé por piedade própria. Pedir em lugar de agradecer. Topar aventuras tortas com olhos famintos de quem espera compulsivamente estar agora fazendo enfim alguma coisa.

Comer chocolate pois ele substitui o sexo e causa alegria. E ver que até para alegrias tem tipo. Tem forma. E que nem todo tipo –de alegria- sacia a sua vontade, quando ela não é de chocolate. E essa coisa toda de assistir algo maior acontecendo nos faz chorar do nada. Esperar o milagre. Mesmo que não se acredite neles.

É querer tanto algum movimento, alguma coisa, algum acontecimento e ocupar nossa vida com açucares, paixões forçadas ou simplesmente nos ocupar do nada. É ocupar a vida dos outros com carências, reclamações e questionamentos intermináveis. Consolar-se quando encontramos alguém assim tão oco quanto nós. Tão desesperado quanto nós. E no final, respiramos resignados. Não fomos só nós que não recebemos o convite...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Então é Natal... Ahhh não torra!



Dezembro começou e ninguém fala em outra coisa. É Natal! Todo mundo querendo saber onde vamos passar o Natal (dá pra ser num lugar bem longe de qualquer luzinha e da Simone cantando?). Com dezembro, e esse clima todo de “somos pessoas felizes e melhores” meu humor característico pra época do ano começa a tomar conta do meu ser. Bernardo já começou a me enlouquecer com a Carta do Papai Noel e sua lista de presentes. Nada modesto por sinal. Bem menos modesto que ano passado.

Todo mundo se amontoando em shopping para comprar os presentes. E eu nem sei ainda de onde tirarei dinheiro para tal fato. Querendo saber o que vão vestir, o que vão comer, o que vão ganhar. Por mim podia ser um chinelinho e um pijama, pra combinar com esse lugar distante que eu gostaria de estar na noite fatídica. Eu não tenho nem idéia do que vou almoçar hoje (e já são 11:00hs) vou pensar agora que vou comer no fim do ano? Como se a ceia mudasse muito. Peru, ou suas variações, rabanada, salada.... Todo ano a mesma coisa, gente sem criatividade.

Não montei e sinceramente se depender da minha boa vontade, nem montarei árvore de Natal. Ainda bem que eu tenho uma mãe que acha um absurdo não monta-la e vou continuar me amarrando até que ela faça isso.

Quem vem aqui há mais tempo sabe que dezembro pra mim é um mês perdido. De humor oscilante e quase sem saco pra nada. Então os “novatos” não se assustem. Não sou anti-social. A gente até podia marcar uma cervejada em algum boteco na noite de Natal. Desde que seja completamente distante de qualquer luz tosca piscando e da maldita da Simone que já começa a gritar nos corredores dos shoppings. Com a condição de quem ninguém de a idéia de fazer amigo secreto.

Depois vem fim de ano. E confesso que sou mais tolerante a respeito. Até chego a fazer alguma movimentação. Desde que não comecem com aquilo de “retrospectiva” porque se você fez merda e deu tudo errado o ano todo, adianta chegar no ultimo mês e fazer análise? Promessas de ano novo então... Como se mudasse o ano e mudasse a sua vida. Tudo de novo que você vai ter são as contas do cartão de crédito que você torrou no Natal.

sexta-feira, novembro 30, 2007

CItação




"Não há quem não prefira o conforto da dor conhecida à insegurança de novas formas de ser. Cuidado! Ou cada um se faz responsável por sua singularidade, mesmo que esquisita, ou vira genérico, substituível, descartável. É uma questão de escolha."

Jorge Forbes


quinta-feira, novembro 29, 2007

Era uma vez...


Então eu sou rica. Sou fútil. Mas fútil³. Tenho um cartão de crédito sem limite, que eu nem sei como se paga. Só sei que sempre esta pago quando preciso dele. A única coisa que me liberta dessa sensação de “saco cheio” é comprar, gastar. Entro no shopping e em cada loja a cara das vendedoras sedentas em vender me anima a fazer que cada uma delas despenque a loja inteira para mim. Todas as roupas caem bem, tudo fica lindo e nada realmente aperta em lugar algum. Compro sapatos por impulso, pois metade deles nem usarei um dia. Minha segunda parada de hoje é no salão, desses que vocês se ofenderia se eu contasse quanto custa fazer a unha. Cabelo, com a cara de “capa da Nova”, sobrancelha daquelas que começam e terminam no lugar certo, sem um fio fora do lugar, mão, pé... E pra fechar uma daquelas massagens relaxantes. Nada de drenagem linfática, nada de massagem estética. Musica ambiente, óleo quente, e muito relaxamento. Estou atrasada pro meu compromisso. Entro no meu carro importado e do ano, não encontro um sinal fechado, e nem engarrafamento. Encontro minhas amigas em alguma cafeteria onde servem medialunas deliciosas. O papo? Só amenidades. Sem essa de problemas existenciais. Não os tenho. Nem um pouquinho de crise. Pago terapeuta para resolvê-las. Homens? Tenho todos os que quero. Apenas moda, música, festas e riso solto. À noite, em casa, um banho de banheira com sais a luz de velas, um pijama de seda e um filme bobo na minha tv digital de tela plana. Comédia romântica é a melhor pedida. Adormeço assim, sabendo que meu café da manhã será servido na cama às dez horas em ponto. E já que estou sonhando mesmo, quero acordar com 10kg a menos.


* Tudo porque hoje estou me sentindo gorda (me sentindo = eu realmente estou mas não vou admitir isso!)

quarta-feira, novembro 28, 2007

Cap. Final: Do que eu falo no MSN

(saldo do dia)

Clara diz:
mas aki
Clara diz:
já filosofamos
Clara diz:
já falamos mal da vida alheia
Clara diz:
já reclamamos da nossa...
Clara diz:
dia produtivo hj, não?
Jana diz:
muito
Jana diz:
5 h. Tu vai comprar pão kkkkk
Clara diz:
tu já sabe dos meus horários, né?
Jana diz:
aff
Jana diz:
q saco
Jana diz:
sempre quando meu chefe sai, vc sai kkkkkk

Clara diz:
mas pode ser daki a pouco, não reclama mulezinha!
Jana diz:
kkkkkkk olha q eu vou chorar!
Clara diz:
ah é, até choramos hj
Clara diz:
realmente foi um dia produtivo
Jana diz:
muito! estamos evoluindo !
Clara diz:
uma tarde inteira de assuntos relativamente conexos
Jana diz:
tb achei
Jana diz:
muito produtiva
Clara diz:
e um giga texto, mto foda pra fechar
Clara diz:
estou orgulhosa da gente, Jana
Jana diz:
estamos evoluindo?

Clara diz:
será?
Clara diz:
de toda forma, vou colar essa conversa e guardar pra posteridade
Jana diz:
faça, no minimo rende um post kkkk
Clara diz:
rende
Clara diz:
é nisso que estou pensando
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Clara diz:
bom, já vou. Até breve

(/saldo do dia)

__________________________________________________________

terça-feira, novembro 27, 2007

Cap. 4: Do que eu falo no MSN

(momento chuva de confete)

Jana diz:
ta ai?
Clara diz:

Clara diz:
não ouvi tu chamar
Jana diz:
ai desculpa
Jana diz:
tava resolvendo as ferias com meu chefe
Clara diz:
tuas?
Jana diz:
sim rs
Clara diz:
tu não pode sair de férias!
Clara diz:
eu vou morrer de saudade
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Luciana diz:
qdo?
Jana diz:
eu quero tirar de 6/21fev
Clara diz:
preciso me preparar psicologicamente
Clara diz:
ah, ainda tem tp
Clara diz:
pensei que era pra já
Jana diz:
ele quer q eu tire 1/16

Jana diz:
Pq ai pega carnaval e ele fica sozinho menos tempo
Jana diz:
mas eu n quero
Clara diz:
É que alimento a secreta esperança de acordar outra pessoa no dia 01/jan e dai nem vou precisar te alugar assim
Jana diz:
mas vc ñ me aluga. Ou se acha q eu gostei aquele dia q tu disse "vou dormir"?
Clara diz:
ah, alugo. Isso é incontestável
Clara diz:
cara, aquele dia eu tava maus
Jana diz:
tu tava era um saco! kkkk
Clara diz:
a gente não ia dizer uma frasezinha sequer divertida
Clara diz:
poizé
Clara diz:
eu queria poupar vc
Jana diz:
mas gosto de vc até mesmo estando um saco
Clara diz:
me agradeça pela generosidade
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Clara diz:
(q coisa meiga isso: gosto de vc até mesmo estando um saco)
Clara diz:
pra qtas pessoas nesta vida a gente pode dizer isso a vera?
Clara diz:
estou comovida.
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Jana diz:
q meiga

(/momento chuva de confete)
_____________________________________________________________

*Continua

segunda-feira, novembro 26, 2007

Filho de peixe...

- Bernardoooo!
(silêncio)
- Bernardooooooooo!
(desistindo e indo eu falar com ele)
- Responde quando eu falar contigo guri.
- O que é?
- Vai escovar os dentes. Bem escovados!
- Que saco!
- Não é saco não!
- É um baitaaa saco!
- Não responde pra mim.
- Mas acabou de mandar eu responder!!! Tu não é boa da cabeça....

Posso com isso?

sexta-feira, novembro 23, 2007

Porque não pode ser ele o homem da minha vida?


Eu me pergunto. Sempre. Porque não pode ser ele o homem da minha vida? Me fiz essa pergunta a cada homem que conheci (vai dizer que vocês não? Hum... sei ....). E tenho certeza que vou me perguntar para qualquer um que venha a conhecer, até que um dia ele apareça. Então, quando o homem da minha se apresentar pra mim vai ficar tudo bem, e eu vou parar de insistir com homens errados que aparecem na minha vida. Vamos viver um comercial de margarina. Tsc!

A primeira tentativa (desde que eu comecei a pensar sobre isso -pois a gente só começa a pensar sobre isso depois de certa idade), de “porque não pode ser ele o homem da minha vida?”, me fez quase acreditar que era. Apesar de quase ele não abrir a boca. Acho que eu falava de mais. De nome impronunciável, ganhou logo um apelido, Confeiteiro, não que entendesse alguma coisa disso, mas por ser dono de uma padaria... Engordei horrores com ele! No fundo só me fez mal, me lenvando pra jantar toda semana, me mandando pães e afins. Virei A dona orca. Tive até a parte de montar casinha, e enfeitar tudinho. Lindo! Tinham que ver a cozinha toda branca, com mármore preto, vidros jateados, lixeira embutida... Acabei montando a casa pra outra morar. Mas com certeza ela odiou tudo! Difícil achar pessoas com bom gosto como o meu! Ho ho ho.

O segundo que tentei, me causa arrepios até hoje, me faz ter taquicardia toda vez que nos falamos. Me ferve. Me causa coisas. Simplesmente não agüento aquele sotaque e me derreto. Figurativamente falando. Pois a ressaca moral foi tão grande, que é algo como AA, só por mais um dia (cof... cof... cof...). Infelizmente o segundo futuro homem da minha vida, acabou sendo um baita de um safado comprometido. E mais infelizmente ainda, tenho contatos diários com ele por motivos profissionais, então, apesar de precisar de alguns copos de água depois de falar com ele, e de quase surtar a cabeça de quem estiver no MSN comigo, ele serve pra me mostrar que homens da nossa vida não aparecem em qualquer esquina... Ainda mais os de terno, charmosos, e ... ai ai ai. "Upi daite" atrasado: Bem eu sou do tipo que vou lá tirar a prova dos nove, mentira, eu fui pq tava a fim mesmo, sabe... carente. Mas foi bom, alguma coisa se quebrou, o encanto, vi ele tão mais normal, não saberia explicar direito, claro que ainda acho que seria perfeito se ele fosse o homem da minha vida, mas já sem tanta intensidade, claro que ele continua charmoso, gostoso, e bom de sexo, na verdade ficou isso, sexo é ótimo com ele. Ficou apenas isso. Sem grandes tragédias e ressaca moral.

O terceiro possível homem da minha vida que conheci era bonzinho de mais. Explicava tudo por demais. Era romântico demais. Daqueles que ficam olhando o nada... Queria romance, casamento, filhos e casa. Juro que tentei me comover com o seu jeito bom moço. Mas se não fervo não adianta, em banho maria não dá. Eu tentei, tentei, tentei. Ta bom, não tentei tanto assim, porque quando ele revirou os olhos pra mim, desisti da minha tentativa. Tem que ter muito claro quem é a mulher numa relação!

O da vez “porque não é esse o homem da minha vida”, é algo que ainda esta em processo, é algo muito surreal, só vi de foto, apesar de estar aqui do lado. Nunca falei com ele (“upi daite” de ultima hora: me ligou ontem à noite), apesar dele ter meu telefone. E mesmo ele dizendo todo dia “entre tantas, vc”, nada aconteceu. Porque sei lá, complicado de mais, problemas de mais... Desconfianças minhas de mais. Porque sou que nem São Tomé. Só vendo. Olhando... Pegando... Tocando... Essa coisa de virtual, de ter paciência, de esperar, não da pra mim não. Se quer é pra agora. Palavras bonitas não me comovem... Minha ultima tentativa, pra ninguém me acusar de mulher sem coração, foi dar uma dura. Agora ou vai, ou desaparece no espaço.

Ainda me pergunto, quantas vezes irei precisar gritar: “Porque não pode ser ele??????” É, ele mesmo, simples, rápido, sem enrolações, mentiras, complicações.... E de preferência, pra sempre!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Trivialidades...

- Faz dois anos que Bernardo me pede um cachorro. Da primeira vez eu dei um periquito. Que morreu um tempo depois. Da segunda vez eu dei um peixe. Que morreu um tempo depois. Agora, depois de muita insistência, ele irá ganhar um cachorro do padrinho. Só espero sinceramente que ele não morra um tempo depois.

- Não é que eu não goste de cachorro. Eu adoro. Dos outros. Quando criança já tive vários, muitos ao mesmo tempo. Além de papagaio e mico. Eu apenas cresci e virei chata o suficiente pra não ter o mínimo de paciência pra cuidar de um cachorro. E lá vamos nós aos latidos.

- Bernardo e minha mãe estão na casa da minha irmã, desde sexta. Então obviamente estou sozinha em casa. Segunda quase enforco o banho. Entrei no boxe e dei de cara com uma barata tamanho GG. Sai do boxe, com movimentos lentos e calculados. Vai que a desgramada me vê e tenta me pegar. Sentei no vaso, pensando o que fazer. Se não estivesse tão quente, eu teria passado por cima de todos os quesitos de higiene e não teria tomado banho, até que a dita se abalasse a sair do lugar. Mas não dava, estava quente. Decidi fazer tiro ao alvo. Peguei meus chinelos e comecei a atirar na infeliz. O chinelo batia e ela saia correndo pro outro canto. Nada de esmagar ou ao menos aleijar. Outra tarefa árdua era recuperar os chinelos para mais tentativa. Uma operação de guerra. Depois de umas 8 chineladas à distância, a infeliz finalmente vira de barriga (?), batinhas pra cima. Pego uma sacolinha plástica, enrolo na minha mão (pra não correr o risco de encostar na bicha), coloco o meu chinelo na mira, fecho os olhos e ploft. Mais um corpo estendido no chão.

- Acredite quem quiser. Apesar de estar sozinha estou bem caseira, nenhuma festa essa semana. Eu no meu ninho. Algo precisa ser feito! Isso não sou eu.

- Estou quase a passo de me esquecer da ressaca moral que algumas atitudes causam no dia seguinte. Um estoque de água ajuda a passar por isso não é mesmo? Ho ho ho

quarta-feira, novembro 21, 2007

Cap.3: Do que eu falo no MSN

(momento confessional)

* CONTEÚDO CENSURADO *

Clara diz:
fazem esse tipinho “ou me amem ou que explodam”, mas só querem atenção
Clara diz:
quem precisa manter um blog agressivo assim? Pra quem lê é engraçado, mas convenhamos!
Clara diz:
e deixa eu ser sincera: no início eu achava a msma coisa de vc!
Clara diz:
e agora eu tenho certeza!!!
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Jana diz:
tudo bem: eu te achava muito cult kkkkkkkkk

Clara diz:
Q te prendeu ao rascunho?
Jana diz:
eu te achava inteligente da porra e dizia "vou escrever coisa cult q nem ela"
Jana diz:
eu ainda te acho inteligente

Jana diz:
mas menos cult e mais louca kkkkkkkkkkkk

Clara diz:
é, tá vendo? ninguém é normal nessa porra!
Clara diz:
cult é qdo escreve coisa que não dá pra entender?
Jana diz:
cult é aquele povo que fala bonito coisa q tu demora anos pra entender e com uma frase tu conseguiria kkkkk
Luciana diz:
(um dia q eu tiver bem sem assunto, vou editar isso e publicar)
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


(/momento confessional)
_________________________________________________
* Continua
** Pois é, eu ando bem sem assunto rs

terça-feira, novembro 20, 2007

Diversos...

Mene:


A Ana D me passou essa corrente, disfarçada de um nome bonitinho, onde eu tenho que declarar minha amizade por 10 blogueiros:


Mônica: Não é segredo pra ninguém que eu amo essa vaca de pasto verde.

Carol: Minha alma gêmea gay.

Mila: Que mesmo afastada dessa vida blogueira nunca vai se afastar do meu coração!

Elisa: Minha amiga de net que virou bem real.

Cin: Que tem posts incríveis, e é sempre carinhosa.

Clara-Lu: Seria impossível tentar explicar o porque, simplesmente pq nossa alma vibra junto.

Solin: Porque adoro as bizarrices dela.

Erika: Que é sempre uma fofa, estando junto e pedindo por mim.

Ana D : Que é uma fofa, com a mente tão louca quanto a minha.



Cap. 2: Do que eu falo no MSN


(momento filosofia de boteco)

Jana diz:
mas sabe aquele gostar com pesar?
Jana diz:
“pqp pq tem q ser assim?”
Clara diz:
eu sei
Clara diz:
qto mais triste mais bonito soa...
Clara diz:
quem lê só vê a parte bonita, mas quem escreve sente o qto é triste
Jana diz:
é guria, é mais q triste é foda

Clara diz:
qdo eu falo que te entendo, acho que tu não alcança o qto...rs
Jana diz:
eu acho que alcanço pq no fundo sentimos a mesma coisa, aquela falta de tempo pra fazer o q nem sabemos o q é
Clara diz:
e cara, nem é falta de tp
Clara diz:
é precisar de alguma coisa que a gente nem sabe o que é
Clara diz:
enton, como vai procurar?
Clara diz:
entende?
Jana diz:
ñ procura, a gente ficar esperando o raio. a verdade, o mar se abrir, o cavaleiro...
Jana diz:
até desistir e voltar a andar sabe-se la pra onde
Clara diz:
poize, e esperar dá nos nervos
Clara diz:
embora seja a única coisa que a gente possa fazer

(/momento filosofia de boteco)
______________________________________________________
*Continua


Piada Interna:

Pois é, porque??? Porque a voz que me derrete é a voz que não posso ter...
Muita judiaria.... kkkkkkkkkkk

segunda-feira, novembro 19, 2007

Cap. 1: Do que falo no MSN...

Clara diz:
olha, nunca mais volte a ser cachorra! Tá ótemo!
Jana diz:
kkkkkk tá ótemo pra quem?
Clara diz:
oras, pra quem lê ... alguém tinha que tirar proveito disso
Jana diz:
só se for mesmo
Jana diz:
pq eu, nekas

Clara diz:
mas diga-me, de onde saiu tanta inspiração hj?
Jana diz:
cara sei lá
Jana diz:
começei a escrever, era pra ser uma coisa completamente diferente
Jana diz:
quando vi tava "xingando o mundo" kkkkkkkkkk
Jana diz:
foi assim, era pra ser um texto meia boca... de ah vida cruel kkkkkkk
Clara diz:
é o q eu digo: essa mulezisse tda tá fazendo bem pro blog
Clara diz:
ficou mto bom
Clara diz:
aquilo das “verdades absolutas/relativas” foi show
Clara diz:
e “tds perdidos dentro do seu próprio umbigo”
Clara diz:
per.fei.to
Jana diz:
ate eu gostei


_______________________________________________

*Continua

Trilha sonora...

Coisas que eu sei
Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão




Eu quero ficar perto de tudo que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
O meu conhecimento é minha distração



Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o 'Play'


Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo 'tá' fechado pra visitação


Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei


Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais, depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei


Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei


As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim


Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia


Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia


Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei

terça-feira, novembro 13, 2007

Do não entedimento...

Então enquanto as coisas não se resolvem, eu fico assim. Mal resolvida. Com um bolo na garganta. Algo que tranca e me impede de respirar. Para não sufocar, dou respirações curtas e lentas. A agonia do não saber me é pior do que a certeza do errado. Enquanto isso, fico esperando e pensando. Pensando de mais. Cá com os meus botões. No quanto o simples pode ser extremamente complexo e difícil. Já assumi meu lado mulherzinha. E já disse que essa coisa de cachorrice é só para assustar. Ou me defender. Pois cão que ladra, não morde. Quero a coisa simples. Mas hoje é mais fácil ser complicada do que simples. Antes as pessoas se apaixonavam. Eu me apaixonava. O querer era mais fácil, sem problemas, sem dificuldades. Era tudo mais normal. A gente dizia: “eu vou” e “íamos”. Tínhamos menos medo. Ou mais coragem. Hoje a gente quer ir, mas não sabe pra onde. Não sabe com quem. Simplesmente parece que nada mais pode nos tirar desse estado de inércia. De espera. E construímos castelos areia que nós mesmos desmoronamos. Enfiamos o pé. Nenhum castelo é suficiente para abrigar tudo aquilo que sonhamos, que almejamos. Destruímos simplesmente sem nem perceber que talvez ele possa ser aproveitado. Que mais alguns baldes de areia resolveria o problema. Não! Simplesmente nos desinteressamos e pronto, amassamos tudo naquele bolo de areia disforme. Destruímos também os castelos alheios. Não por maldade. Não no intuito de acabar com a brincadeira. Simplesmente por reconhecer que aquele castelo não nos basta, não nos pertence, não da pra pegar a bandeirinha e simplesmente gritar que é nosso. Porque não é. Porque igualmente nos falta algo, e nesse caso, não tem balde de areia que resolva. Eu sei, você não esta entendendo nada. Mas não se preocupe. Às vezes o entendimento é pior. O saber de si chega quase a enlouquecer. Melhor simplesmente não saber, ou não entender. Pois quando começamos a entender, que seja um pouco de nós, não podemos simplesmente fechar os olhos e fingir que não vimos. É impossível. Aquela verdade medíocre cospe na nossa cara e temos que admitir. Admitir que talvez a gente esteja a perder o rumo. Ou a procurar um rumo que é quase inexistente. Numa cegueira momentânea. Procurar algo que nem sabemos o que é. Porque as coisas poderiam ser simples. Sem embromação alguma. Mas temos tanto medo... As pessoas têm tanto medo que acabam mascarando tanto, para que só aqueles que queriam correr o risco encontrem seja lá o que for. Chamem de verdade. De querer. De glória. De perdição. De caminho... Não importa. O que importa é que embaçamos tanto, que acabamos por embaçar nossos próprios olhos. Eu sei. Nada disso ta fazendo muito sentido. Mas quem disse que precisa fazer? Não se preocupem com o sentido. Nem tudo faz sentido. E não é por não fazer que deixa de existir. Para isso tudo talvez apresentar algum sentido, eu deveria classificar as idéias em ordem, colocar parágrafos, talvez uma prévia explicação. Mas a vida se explica? A vida lá tem parágrafo? É um amontoado de coisas que vem aos supetões e você interpreta como quiser, se quiser. E quase sempre errado. Então esqueça essa coisa de sentido, de pingos nos “is”. Meu sentido não é o seu. Minha interpretação não é a mesma. E no fim, seria a mesma coisa. Cada um com a sua verdade absoluta... Completamente relativa. E todos perdidos dentro do seu próprio umbigo. Porque no fundo é com isso que nos importamos, com o nosso umbigo e pra onde ele deve ir. Mesmo que nem sempre a gente saiba pra onde ele esta indo. Porque não sabemos, simplesmente não escolhemos. Somos arrastados. E estamos lá. Esperando que algo aconteça. Esperando que tudo tenha um propósito. Esperando o milagre. O cavaleiro no cavalo branco. O mar se abrir. Um raio cair do céu. Uma luz. Uma iluminação. A verdade. Que alguma coisa aconteça! Raios! E simplesmente nada acontece. Ninguém aparece. Então você da meia volta e começa a esperar de novo, começa a tentar achar o tal rumo pra algum lugar ou lugar algum. Com aquele bolo trancando a garganta. Até que um dia a gente vomita tudo isso, e vê que nada fazia sentido. E nem tinha o porque.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Figa. Sorte. Oração. Rezas. Pedidos. Energias positivas. Bons Pensamentos. Axé. Luz Divina. Miagre. Fé. Esperança.



Não interessa o credo. A crença. Apenas me desejem coisas boas.
Pois hoje ou acontece o milagre ou o PROBLEMA despenca de vez na minha cabeça...


Dor de barriga!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Ping-Pong

Saudade: Do quem nem se sabe ainda; Esperança: Que não deve morrer nunca; Amor: O Próprio; Incondicional: O filho; Carnal: Ainda não desisti dele. Tristeza: Não pede licença; Felicidade: Apenas momentos; Paixão: Não me pega mais; Amigos: Os mais pertos estão longe; Família: Aprendizado; Desejos: Muitos, mas ainda não sei como ter todos; Mudanças: Várias vezes ao dia; Humor: Negro; Me acham: Transparente; Na verdade: Eu engano bem. Viagem: Na janela; Trabalho: Só porque preciso; Temperatura: Fria; Música: Das antigas; Sexo: Eu gosto; Sapos: Engoli vários; Mesas: Virei algumas; Não sei: Ser indiferente; Quero: Pra agora; Tempo: Tem que dar tempo; Homens: Os morenos; Vida: A gente vive né; Gosto: Picante; Sol: De final de tarde; Chuva: Tem que vir forte; Fé: Não se explica; Perguntas: Não devo ter feito as certas; Respostas: Um dia vem; Voz: Alta, rouca; Sentido: Visão; Cheiro: De pão; Dia: Noite; Independência: A de dentro; Vou: Pra onde eu quero; Me falta: Paciência; Me sobra: Impulsividade; Meio termo: Meio morno; Equilíbrio: Dizem que existe; Sintonia: Não se forja; Bichos: Dos outros; Dinheiro: Mais do que necessário; Vontade: Se mata; Fidelidade: Antes, lealdade; Leio: Quase tudo; Escrevo: Pra esvaziar. Me importo: Com tudo e nada; Medo: De não chegar lá; Solidão: Não sei conviver; Penso: O tempo todo; Durmo: Quase nada. Palavras: Vomito-as; Sou: Isso aqui, e mais um monte de coisa; Por quê? Porque sim.

terça-feira, outubro 30, 2007

Intuições... Pessimismo... Deduções.... Ou seja, nada de útil!

Sabe aquela coisa de intuição, sexto sentido... É complicado isso né. Porque a gente simplesmente sente, sem saber bem ao certo o que sente, porque sente, e se deve sentir. Hoje to assim, peito apertado, ansiedade, agitada, e sem ao menos ter idéia do que é, mas acordei com algo. (Sai desse corpo que ele não te pertence!!). Pior de tudo é que quando to assim, nunca consigo pensar que pode ser por algo bom. É sempre uma desgraça/tragédia/noticia ruim... Às vezes se confirma, às vezes passo o dia área a troco de nada. Probabilidades... 50% de chances de eu estar certa, 50% de estar errada. Ou seja, minha intuição não é das melhores. Só espero que o dia acabe sem outra bomba ser jogada na minha cabeça. Se bem que dizem que noticia ruim vem a galope (sim, eu sou velha!). E por falar em velha. Essa coisa de idade. Hoje ta todo aquele bafafá porque vão, provavelmente, anunciar o Brasil como País sede da Copa de 2014. E ai que me parei a fazer contas, em 2014 eu terei... trinta e cinco anos! TRINTA E CINCO ANOS!!! Um filho com TREZE ANOS!! Levei um susto. Porque a gente nunca pensa assim... Em tal ano terei tal idade. Eu ao menos não penso. Pra que? Procurar um processo de depressão? Mas enfim terei trinta e cinco anos. Aproveitando meu estado alguma-coisa-muito-ruim-irá-acontecer-e-hoje-será-o-fim-do-mundo. Comecei a viajar de como estaria eu aos trinta e cinco anos... Com a tendência ao pessimismo que to hoje eu não tive uma boa previsão sobre o meu futuro... Se eu tiver sorte, muita sorte (coisa cada vez mais escassa aqui na minha vida) a tal noticia ruim seria eu ter trinta e cinco anos em 2014... Tsc... Só se eu tivesse muita sorte...

segunda-feira, outubro 29, 2007

Sonhos... Reprises...

Porque as personagens dos nossos sonhos tendem a se repetir? Falta de criatividade até para sonhar! Coisa besta viu.

To precisando de uma pauta “novas pessoas para sonhar”.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Concha... Analogias... Suposições... Ou... Um daqueles textos bem mulherzinhas...


Eu não sou uma concha como me disseram. Mas usando esta analogia, e supondo que eu esteja errada e você certo... Eu diria. Ok, eu sou uma concha. Uma ostra. A questão é que não é difícil extrair de mim a pérola (ou as respostas, ou os querer, ou...), apenas você terá um pouco de trabalho para isso. Mas antes temos que saber o que são pérolas. “Uma pérola é um material orgânico duro e esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como um grão de areia”.

Não tenho nem idéia de como se dá o procedimento de extração dessas pérolas, nem da captura destas ostras (acredito que com gaiolas no fundo do mar), mas suponhamos (já que o que mais fazemos é supor coisas) que um mergulhador tenha que ir até o fundo do mar, para conseguir achar uma ostra, traze-la a superfície, e então abri-la cuidadosamente para tirar dela o que ela tem a oferecer. O que eu espero de você (ou de alguém) é no mínimo uma disposição para mergulhar o mais fundo que puder em mim, me trazer a superfície e então com cuidado abrir-me para extrair de mim o que tenho a oferecer.

Analogicamente, podemos dizer que uma pérola só se forma, depois que uma conha é invadida. Podemos também imaginar que uma ostra, só se fecha desta forma, tornando a extração de sua preciosidade uma coisa meio complicada, porque ao se dar esta invasão, ela foi ferida, machucada. Sendo eu, como você afirmou, uma ostra, fui invadida, e machucada. Me fechando cada vez mais, e produzindo minhas próprias pérolas, disposta a entrega-las para alguém que esteja verdadeiramente as querendo, a ponto de correr o risco de fazer todo esse processo. De se aventurar num mergulho, de procurar a ostra certa, de abri-la cuidadosamente, e depois cuidar do que encontrou. Porque suponho eu, mais uma vez, que ostras não gostem de ser engaioladas sem que demostrem um esforço para conquista-las.

Mas veja bem, eu não entendo nada de conchas, de ostras, de pérolas, de pesca... Apenas supus que seja assim. Como você supõe que eu seja uma concha.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Dando sinal...

Então é assim que funciona. A vida vem e descarrega o problema em cima de você. Sai de fininho como dissesse “te vira agora fia”. E a gente tem que se virar. Ou ao menos tentar. Porque no caso, só milagre. Mas parece que O cara lá resolveu tirar umas férias. Acabamos apenas nos debatendo pra não morrer afogado. Eu sei que os problemas somos nós mesmos que criamos, mas bem que na hora de resolvê-los podíamos ter uma ajudinha né, nem que fosse encontrar pelo nosso caminho pessoas (no caso, a que decide a questão) um pouco mais humanas. Mas parece que o ser humano esqueceu de como “ser” humano. Resolvi nada não. Até porque eu precisaria de um milagre ou ganhar na mega-sena (coisa que eu nem jogo). Os mais desesperados me emprestaram o filme o Segredo. A mais desesperada aqui assistiu. Dormi na metade do filme, porque não agüentei aquele positivismo todo. Eu sei, eu sei, que pensamento positivo atrai boas vibrações e tal, mas sinceramente não acredito naquilo tudo de desejar/materializar/possuir, se eu ficar aqui sentada desejando/materializando que tenho um baita de um carro, ele não vai aparecer estacionado na frente da minha casa, se eu não me mexer pra isso acontecer. Pra mim não cola. Muito positivo, muito animador, muito pra frente. Mas não me convence. Desespero faz as pessoas fazerem cada coisa absurda. Mas assim, não to mal num contexto geral, é apenas um PROBLEMA, mas daqueles que valem noites de insônia, e daqueles que podem te fuder legal por um bom tempo. Estranhamente outra parte da minha vida que já meio tinha desistido começa a andar. Não, não venham com “ahhh viu, nem tudo é tão ruim”. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Um não interfere e nem resolve o outro. Nem vou ficar falando muito, porque nessa maré de coisa ruim, se falar em algo bom é capaz de desandar também. O que acontece é que não ando muito inspirada pra escrever. Não me vem nada na cabeça, esta oca. Essas linhas explicativas demoraram horas pra sair. Porque também não vou aparecer aqui só pra reclamar e maldizer as coisas, ninguém tem saco pra ler isso todo dia. Quem sabe começo uma sessão de “replubicação” de alguns textos... Não sei. Eu hoje apareci mais pra dar sinal de vida. Antes que vocês comprassem um pretinho básico pra me velar. Segurem os óculos escuros. Ainda não esta na minha hora.

quarta-feira, outubro 17, 2007



P-R-O-B-L-E-M-A-S




Problemas. Desses com letras grandes e gordas... E não me venham com todo aquele blá blá blá que tudo se resolve, que tudo se ajeita, que tudo no fim fica bem... Porque, às vezes, a merda toda, é só um monte de bosta que fede. Ok? Sem aquele papo todo colorido hoje! Quando calhar, eu volto.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Drops

- Conversei com o Bernardo. Quando comecei a falar, explicando que ele sabia que o pai estava doente, que havia feito uma operação, e que o coração estava fraco... Ele me interrompeu e disse que já havia entendido o que eu queria dizer. Me abraçou e se fechou. A reação dele foi estranha, diferente do que eu esperava. E confesso que fiquei preocupada, por ele ter se fechado. Não sei se na inocência, talvez por não conviver diariamente com o pai, realmente não tenha sentido de forma forte tudo isso. E por isso não tenha externado. Mas tenho medo que ele tenha guardado dentro dele tudo o que estivesse sentido... Não inventei história alguma, falei a verdade, expliquei que o coração do pai dele estava fraco e que havia parado, que o pai havia morrido e que nunca mais iria vê-lo, disse que ele agora estaria cuidado dele de outro lugar. Deixei claro que estava ali, que não ia sair do lado dele e que estaria pronta pra tudo. A reação dele foi realmente melhor que eu esperava, mas de alguma forma não fiquei tranqüila.

- Mas meu desgaste com toda essa história esta apenas começando. Tenho toda parte legal e burocrática pela frente. A atual esposa do pai dele não morre de simpatia por mim, e só espero que ela não encrenque com todo esse processo.

- Adoro horário de verão, mas demoro uns 4/5 dias pra me adaptar a ele. Então hoje estou lenta, lenta...

- Hashmalim, meu blog não esta autorizado a visitar o teu, se quer que eu apareça, ou você autoriza, ou você comenta no haloscan;

- Dizem que a primavera já chegou... Eu ainda não vi, o inverno insiste em ficar por aqui... Estação da chuva.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Perda

Ontem à noite Bernardo e eu falávamos do pai dele. Ele me cobrava um irmão e eu dizia que ele já tinha dois, filhos do pai dele. Claro que ele me dizia que não era a mesma coisa, mas eu tentava sair pela tangente. Depois ele me disse que o pai ainda não havia dado o presente de aniversário dele. E eu explicava que, como ele já sabia, o pai estava no hospital (havia feito um transplante de rins há 80 dias), e que tínhamos que esperar ele sair do hospital para ele comprar o presente. Isso não vai acontecer. Hoje pela manhã o irmão do pai do Bernardo me ligou. Ele teve uma parada cardíaca ontem à noite, e não agüentou. Como ele hoje em dia morava em outra cidade, o velório e o enterro serão lá. Não levarei o Bernardo. Primeiro porque nesse momento seria inviável pra mim fazer essa viagem. Segundo porque até chegarmos lá, tudo já teria acabado.

Nunca precisei dar uma noticias dessas a ninguém. E agora me vejo perdida. Não sei como explicar a uma criança de 6 anos que ela nunca mais verá o pai. Não sei se espero passar o feriado das crianças, já que não poderei levar o Bernardo ao enterro. Não sei se falo agora. Não sei como começar. Minha mãe diz pra mim dizer a ele que oi pai virou uma estrela, porque Papai do Céu chamou. Talvez seja uma alternativa. Mas conheço meu filho, ele sabe exatamente o que significa morte, pois sempre teve uma maturidade incrível para a idade, e talvez essa história não o convença. Mas mesmo tendo toda essa maturidade, ele tem apenas 6 anos, e tenho medo da reação. Não quero que sofra. A pior dor para uma mãe é a possibilidade do seu filho sofrer. E como eu queria preservá-lo disso.

Perdi meu pai aos 10 anos, e nunca esqueci a dor que isso me causou. Claro que a situação do Bernardo é diferente, pois como não vivia com o pai dele, e este morava longe, as visitas eram espaçadas, não havia aquele convívio diário. Talvez a ausência não seja tão sentida. Mas ao mesmo tempo penso que eles tiveram tão pouco tempo juntos. Que tiveram tão poucas experiências. Que conheciam tão pouco um ao outro. E penso em tudo que Bernardo não terá, não passará, junto ao pai.

Eu sofro agora pelo meu filho, pelos outros dois filhos do pai dele, também tão pequenos... Por todas as experiências que eles não terão. E preciso tentar achar uma forma de suavizar tudo isso. Mas infelizmente dessa vez não tenho como colocar Bernardo embaixo da minha asa e evitar que tudo isso o atinja.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Falsidade...


Então hoje eu rio alto. Chego a gargalhar. Eu mantenho meu humor sarcástico. Eu mantenho os meus trejeitos comuns. E gargalho alto e feliz...

Como se eu achasse graça. Como uma necessidade de tentar fazer parecer que tudo esta bem...

Quando na verdade, talvez, tudo esteja prestes a desmoronar...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Onde esta o meu par? kkkkkkkkk

Este era pra ser um post sério. Mas conhecendo meus leitores, sei que praticamente todos acharão que é sacanagem! Ok. Eu sou a maior culpada nisso tudo!

Eu não vou me casar! Essa é uma das coisas que mais penso. É sério. Não que eu não queira me casar. Eu simplesmente não vou. Entendem? Não que isso não seja da minha vontade. Simplesmente não vai acontecer. Vocês entendem????

Porque eu sinto, no mais intimo do meu útero, que isso pra mim já passou, já foi, já era. Depois do meu ultimo relacionamento (que não irei entrar em detalhes, quem sabe sabe, quem não sabe, trate de saber, se quiser também), eu perdi completamente as esperanças disso acontecer!

Se eu fosse espírita, diria eu que isso é carma de outra vida, deveria ter sido uma péssima esposa! Como não sou, posso dizer que, com certeza, eu sou uma pessoa com dois pés frios!

E não me venham com aquele blá blá blá todo “ah mas você é tão nova, só 28 anos”. Porque quanto mais o tempo passa, mais chatos ficamos, mais cheios de manias, (pra não falar daquela parte que tudo cai...), e, por conseguinte mais difícil de conseguir achar alguém pra dividir o teto. Junta isso a minha sacra santa vontade (quase inexistente) de sair de casa. A minha paciência (quase um fio) de conhecer gente. E o meu saco (quase estourando) de todo o resto... Temos então a minha certeza. Não casarei nunca!

Por via das dúvidas, to pedindo a todas que vão se casar, a todas que um dia por ventura se casarem, coloque meu nome na barra do vestido! Não sou supersticiosa... Mas vai saber né?

quinta-feira, outubro 04, 2007

Surrealismo... (Eu ainda to em pause, mas é que não aguentei)


Então, nesta fase de "eu nem sei que eu sou", me resta ver novela. Estreou a novela nova, Duas Caras. Concordo que todo mundo tem duas caras (ou até mais), mas o que eu não tenho é cara de otária. E sinceramente o autor da novela (que não faço idéia de quem seja, e nem fui procurar puramente por preguiça), esta num surrealismo difícil de engolir. Vamos lá.

Ok, a mocinha tem 18 anos, é ingênua (quem hoje em dia preserva tanta ingenuidade com 18 anos?), mas vá lá, a guria é um poço de ingenuidade. Ai que os pais morrem num acidente de carro. Obvio que é o bandido que vê tudo, aproveita-se da situação e tals. Ok. A novela tem que rolar.

Mas ai acontece que o bandido vê a oportunidade de tirar o pé da lama. Certo. Tudo muito lindo dentro do roteiro. Diz que vai cuidar da moça, atendendo o último pedido da mãe. Todos acham estranho, menos a guria abalada pela perda repentina. Mas mesmo com todo esse abalo, ela se apaixona pelo bandido bem na frente dos caixões dos pais. Depois, no mesmo dia do enterro, perde a virgindade, planeja fugir para casar... Foge, e nem depois que ele simplesmente pega o telefone da mão dela (que havia ligado pra casa), desliga com aquela cara de vilão de novela, ela desconfia de algo... Viajam novamente. A tonta, digo, mocinha, sem nenhum motivo, sem nenhum porque toma calmante que ele mandou, sem ao menos contestar... Mas esta no roteiro! Ele precisava sair para aprontar mais alguma coisa... É de mais pra mim. Analisem comigo, ela conheceu, enterrou os pais, trepou, resolveu casar, fugiu... Em dois dias!

Ah ta de mais pra engolir... E olha que só to falando da mocinha, nem comecei a destrinchar o resto....

Tsc!

terça-feira, outubro 02, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Ciclo Seco Ou Caio Fernando e seu prognóstico a minha fase de vida...

Todo mundo conhece ciclo seco, a maioria até já passou por ele. Alguns mesmo vivem desde sempre dentro dele, achando que isso é vida e eternizando o que, por ser ciclo, deveria também ser transitório. É preciso acreditar que passa, embora quando dentro dele seja difícil e quase impossível acreditar não só nisso, mas em qualquer outra coisa. Não que ciclo seco não tenha fé, o que acontece é que não podendo ver o que não é visível, fica limitado ao real.

Antes de ir em frente, é importante dizer que ciclo seco nada tem a ver com as estações do ano. É coisa de dentro do humano, não de fora, e justamente por isso não tem nenhum método: vem quando não é esperado e vai quando não se suspeita. Ciclo seco não desaba de repente sobre alguém; chega aos poucos, insidioso, lento. Quando se percebe que se instalou, geralmente é tarde demais. Já está ali. É preciso atravessá-lo como a um deserto, quando se está no meio e a água acabou. Por ser limitado ao real, o ciclo seco jamais considera a possibilidade de um oásis ou de uma caravana passando. Secamente, apenas vai em frente.

Porque o real do ciclo seco são ações, não pensamentos nem imaginações. Tanto que, visto de fora, não é visível nem identificável. Não se confunde com “depressão”, quando você deixa de fazer o que devia, ou com “euforia”, quando você faz em excesso o que não devia. Em ciclo seco faz-se exatamente o que se deve ou não, desde escovar os dentes de manhã ou beber um uísque à tardinha, mas sem prazer. Nem desprazer: em ciclo seco apenas se age, sem adjetivos. A propósito, ciclo seco não admite adjetivos — seco é apenas a maneira inexata de chamá-lo para que, dando-lhe um nome, didaticamente se possa falar nele.

E deve-se falar dele? Quero supor entusiástico que sim, mas não tenho certeza se dar nome aos bois terá alguma serventia para o dono dos bois ou sequer para os próprios bois — e essa é uma reflexão típica de ciclo seco. Mas vamos dizer que sim, caso contrário paro de escrever já. E falando-se dele, diga-se ainda que ciclo seco não é bom nem mau, feio ou bonito, inteligente ou burro — nem a Alice, de Woody Allen, nem Bette Davis em algum filme antigo, nem o Homem Elefante nem um dos irmãos Baldwin, nem Gertrude Stein nem Romário —, embora possa dar uma impressão errada a quem o vê de fora, ávido por adjetivar.

Ciclo seco, por exemplo, não se interessa por nada. Pior que não ter o que dizer, ciclo seco não tem o que ouvir, compreende? Fica na mais completa indiferença seja ao terremoto no Japão ou à demissão de Vera Fischer. No plano pessoal, tanto faz ler ou não ler um livro, ir ou não ao cinema — ciclo seco é incapaz de se distrair, de se evadir. Fica voltado para dentro o tempo todo, atento a quê é um mistério, pois que pode um ciclo seco observar de si mesmo além da própria secura, se não há sequer temporais, ventanias, chuvaradas?

Nesse sentido, ciclo seco é forte, porque nada vindo de fora o abala, e imutável, porque de dentro nada vem que o modifique.

E nesse sentido também é antinatural, pois tudo se transforma e ele não, simulando o eterno em sua digamos, i-naba-la-bi-li-dade. E sendo assim, com alívio vou quase concluindo, pode se deduzir que.

Não, não se pode deduzir nada. Só que passa, por ser ciclo, e por ser da natureza dos ciclos passar. Até lá, recomenda-se fazer modestamente o que se tem a fazer com o máximo de disciplina e ordem, sem querer novidades. Chatíssimo bem sei. Mas ciclo seco é assim mesmo.

Todo mundo tem os seus, é preciso paciência. E contemplá-lo distante como se se estivesse fora dele, e fazer de conta que não está ali para que, despeitado, vá-se logo embora e nos deixe em paz? Eu, francamente não sei.Ainda mais francamente, nem sequer sinto muito.

(texto de CFA devidamente enviado por email (2 vezes) pela Clara-Lu)

sexta-feira, setembro 28, 2007

Hoje é dia de Motim...

Então você foi lá e viveu todo o luto. Todo aquele processo que tem que viver. Chorou rios. Quase quebrou os dedos esmurrando coisas pra extravasar a raiva. Teve o período da negação. Dos porquês. Se achou culpada de tudo. Culpou o outro de tudo. Quis morrer. Achou que ia morrer. Passou por todo aquele “é assim mesmo, mas passa”. Sempre passa. Passou? Sim. Não. Vai saber. Decidiu viver. Viveu. Então, você se enche de certezas. De poses. De “estou ótima”. Pronta pra outra. Você consegue falar da situação sem ter crises incontroláveis. Você começa a recuperar (infelizmente) alguns dos seus quilos perdidos no processo destrutivo. Esvaziou-se. Encheu-se. Esvaziou-se de novo. Encheu-se a conta gotas. Esta bem. Está ótima. Esta certa. Pode até trepar de novo. Trepou. Beijou. Trepou mais um pouco. Fez amor? Não. Trepou. Sonhos acontecem. Alguns vão por água a baixo. Normal. Você nem liga mais. Você é forte. É fodona. É fodástica. E conteúdo. É casca. Entre mortos e feridos. Você se salvou. Ilesa? Alguém algum dia sai ilesa de algo? Mas se salvou. Isso que importa. Vaso ruim não quebra. Dizem. E você lascou. Colou com super bonder. E ta ai. Meio surrada. Mas inteira. Cheia de certezas. Cheia de conclusões. Cheia de entendimentos. Cheia. Certo? Errado. Bem errado. Quando um sonho idiota. Completamente idiota. Te deixa em crise. Sempre. Dura 24 horas. Vinte e quatro horas de crise. Certezas. Poses. Afins... Tudo por terra. Vinte e quatro horas que você pira. Viaja. Chora. Rir de nervosa. 24 horas. Até sonhar outra coisa. Pra apagar aquele sonho idiota. E você achando que a tempestade tinha acabado. Ta é no olho do furacão... Tsc...

quinta-feira, setembro 27, 2007

Roda Viva


Então a vida é isso. Nascemos. Crescemos. Brigamos. Escola. Nascem pelos. Mestruamos. Engrossamos a voz. Brigamos com o cabelo. Escolhemos entre o certo e o errado. Brigamos com os sentimentos. Os seus. E dos outros. Estudamos. Trabalhamos. Beijamos. Trepamos. Fazemos amor. Sorrimos. Choramos. Amamos. Odiamos. Desprezamos... Sentimos. Temos ou não filhos. Temos ou não companheiros. Envelhecemos. Vivemos... Ou não... Vamos girando a roda da nossa vida, como aqueles ratos brancos de laboratórios. Ora de forma entediante. Ora de forma frenética. Depende da “droga” que nos alimenta naquele momento. Mas sempre girando. Muitas vezes no automático.

Então a vida é isso? Sem mágica? Mas ao mesmo tempo tão ilusória. Tão fugaz. É o momento (?). O agora (?). O já (?). Tentamos uma forma equilibrada de viver o hoje e garantir o amanhã. Queremos sempre mais. E nunca encontramos o tal mais.

Então a vida é isso: Rodamos em desespero dentro de nossa gaiola, girando essa roda atrás de algo que nem sabemos o que é. Simplesmente porque é assim que tem que ser feito. É assim que sempre foi feito.

Então a vida não é nada disso? É aquilo que fazemos por impulso. É o beijo roubado. É o beijo dado com gosto. É olhar o filho dormindo. Lagartear no sol. Não ter hora. Cinema. Pipoca. Guaraná. Passeio no Zoológico. Parque de diversões. É rir até a barriga doer e as lágrimas escorrem. São os amigos. É beijar na boca. Fazer amor. É ficar parada olhando o pôr-do-sol e sentir paz. É tomar banho de chuva no verão. É não ter hora pra deitar. Nem levantar. É deixar de lado os compromissos. Se encher de sorvete de chocolate. Comover-se com bobeiras. Ligar o famoso botão. É ter a certeza que tudo passa. Ou não. Mas mesmo assim achar que vale a pena. Melhor. Ter alguém que nos convença que tudo passa, quando o mundo despenca na cabeça. Dar-se o luxo de ser fútil. De ser séria. De ser. Ou de não ser. De não ser política. De não ser cordata. De não ser “gente grande” o tempo todo. De não querer. Ou de querer. De querer ser fraca. De querer ser forte. De querer ser conteúdo. De querer ser casca. E simplesmente ser...


Então a vida é isso: A vida é. Ora a gente gira na roda do laboratório. Ora a gente faz motim. Ora ratos brancos. Ora ratos coloridos... Azul, rosa, amarelo... Que cor você prefere?

quarta-feira, setembro 26, 2007

Ta na idade...


Não sou moralista. Longe de mim cuspir pra cima. Porque corro o sério risco de ficar com a cara babada. Mas não entendo quando vejo uma mulher dizer, vamos sair pra “caçar”, sendo o principal motivo da festa beijar na boca e não divertir-se. Não vou pra balada pra beijar na boca (se bem que ultimamente nem pra balada tenho ido), vou pra extravasar, dançar, enfim, me divertir. Claro que já fui uma adolescente idiota e beijar na boca já foi o mais importante. Mas a fase de boba já passou, há mais de 10 anos. E nunca, em nenhum momento mais idiota meu, beijei mais de uma boca por noite. Acho o fim, sem moralismo com quem beija, afinal cada um mete a boca onde bem entender, mas acho realmente o fim o infundado “pegou quantos?”.

Minha mãe e eu discordamos de quase tudo, mas se tem algo que nós duas podemos dizer que estamos de acordo é quando ela diz “mantenha a dignidade”. No meu caso nem sei se é fundamentalmente dignidade, mas tenho orgulho de mais. Isso eu garanto. Já liguei para caras que estava a fim. E esses mesmos caras já não me atenderam. Só que não ligo incansavelmente para algum cara, nunca passei a noite ligando e ouvindo recado de secretária eletrônica. Se algum desses não me atendeu por estar no banho, por estar enterrando a avó, por ter sido voluntário num desastre de avião... Quando retornou a ligação encontrou a secretária eletrônica. É orgulho. É “dar-se o valor”. Mas isso não foi da noite pro dia. Aprendi depois de muitas chamadas minhas não atendidas. Depois de muitos “não se dar valor” jogados na minha cara. E pra ficar melhor a situação, hoje raramente ligo pra alguém. E não é por cu doce. Eu simplesmente acho que não tenho o porquê de fazer isso.

Já levei muitos foras da minha vida. Já fui deixada, das piores maneiras. Sofri cada uma dessas oportunidades como uma cadela. Sofri. Sozinha em cima da minha cama. Lavando meu travesseiro e esmurrando as minhas paredes. Pra geral? Estava ótima. Aos amigos me acabava em porquês, em palavras pra crucificar o desgramado. Algum desses causadores de sofrimento soube? Um ou dois na minha retardada adolescência. Hoje me acabo por dentro, mas a casca esta intacta, sem nenhum arranhão. Amor próprio de mais, orgulho em doses colossais. Mas antes de tudo, a tal dignidade que minha mãe fala. O assumir que “ele simplesmente não esta afim de você”, e não é rastejando, implorando, ligando madrugadas inteiras, virando “a chata”, que isso vai mudar. Ele continuará não estando a fim de você. Só que agora falará pra todos o quão desesperada (provavelmente dirá desesperada por sexo) você é. Isso apenas aumentará o ego dele, na mesma proporção do despreso. Nada é indolor. Dói igual. Mas com certeza, mantermos a pose, evita que façamos papel de ridículas.

Mais uma vez eu digo, longe de mim esse moralismo todo. Não posso. Não tenho um passado que me deixe atirar a primeira pedra. Eu que ando cansada de tudo isso. De coisas vazias, de beijos em bocas sem sentido. Em baladas onde a música que toca é menos importante do que o percentual de homens pegáveis por metro quadrado. Ando trocando qualquer baladinha meia boca, por um programa com amigas em um boteco que certamente não terá nenhum homem que se possa olhar duas vezes, pelo simples fato de me parecer mais interessante rir, conversar, beber, saber da vida de cada uma delas e é claro, falar de homens... To preferindo ficar em casa ao bar cult da moda, recheados de bons partidos, onde possa quem sabe beijar umas três, quatro bocas...

To na idade. To ficando velha pra tanta coisa vazia.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Tópicos


- Notícias do Japão: Falei com a Mila pela manhã. Estava numa lan com decoração havaiana que servem drinks de graça. E de malas prontas. Não gostaram da cidade que estão, Toyota. Quarta devem ir para Tókio. Ainda bem, ela era capaz de morrer de tédio no interior do Japão. Manda dizer que esta viva e bem. Breve, eu espero, deve retornar com o blog. E mais breve, eu espero mais ainda, deve mandar meu zippo e os cigarros de pêssegos, rosas com strass. Imagina eu com cigarro rosa!!

- Bernardo esta com catapora, desde quarta. Eu não faço a mínima idéia de quanto tempo essas coisas demoram pra secar. Como ele estava viajando, só vou levá-lo ao médico hoje. Mas por incrível que parece ele esta bem, e sem nenhuma manha.

- Depois de vários dias de chuva, resolveram dar uma folga. Ta um sol lindo, mas um frio de inverno.

- Desde que quarta que ando acordando cedo e dormindo tarde. Mas tarde mesmo. Quinta (feriado aqui) fui dormir 4 da tarde, sábado deitei às 8:30 e a 13:00 já tava de pé. Certo que dormi de novo, praticamente o dia todo, e quanto mais eu durmo, mais sono eu tenho.

- Como podem ver, continuo sem idéia do que escrever aqui.

- Eu ganhei, não lembro de quem ganhei, mas alguém em deu o certificado de melhores momentos virtuais. Valeu. Se bem que ultimamente, não anda tendo nada que valha muito a pena por aqui.







Bem e eu tenho que passar o trem:

- Diário De Mim Mesma

- Expresso Para Dois...

- One Last Cigarette

- Psicofilosofias da Vida Cotidiana

- Segredos de Liquidificador

- Vida no Rascunho



Até.

sexta-feira, setembro 21, 2007

...

Daí que eu só escrevo bem, quando estou infeliz, triste, puta da cara...
Ou em último caso, apaixonada.
Uma média de 3X1.
Matematicamente da pra vocês deveriam ficar feliz por não estarem lendo nada que preste. Certo?


Bom finde!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Carta

Carta de Caio Fernando Abreu para Hilda Hilst, sobre o encontro com Clarice Lispector


"Hildinha, a carta para você já estava escrita, mas aconteceu agora de noite um negócio tão genial que vou escrever mais um pouco. Depois que escrevi para você fui ler o jornal de hoje: havia uma notícia dizendo que Clarice Lispector estaria autografando seus livros numa televisão, à noite. Jantei e saí ventando. Cheguei lá timidíssimo, lógico. Vi uma mulher linda e estranhíssima num canto, toda de preto, com um clima de tristeza e santidade ao mesmo tempo, absolutamente incrível. Era ela. Me aproximei, dei os livros para ela autografar e entreguei o meu Inventário. Ia saindo quando um dos escritores vagamente bichona que paparicava em torno dela inventou de me conhecer e apresentar. Ela sorriu novamente e eu fiquei por ali olhando. De repente fiquei supernervoso e sai para o corredor. Ia indo embora quando (veja que GLÓRIA) ela saiu na porta e me chamou: - "Fica comigo." Fiquei.

Conversamos um pouco. De repente ela me olhou e disse que me achava muito bonito, parecido com Cristo. Tive 33 orgasmos consecutivos. Depois falamos sobre Nélida (que está nos States) e você. Falei que havia recebido teu livro hoje, e ela disse que tinha muita vontade de ler, porque a Nélida havia falado entusiasticamente sobre Lázaro. Aí, como eu tinha aquele outro exemplar que você me mandou na bolsa, resolvi dar a ela. Disse que vai ler com carinho. Por fim me deu o endereço e telefone dela no Rio, pedindo que eu a procurasse agora quando for. Saí de lá meio bobo com tudo, ainda estou numa espécie de transe, acho que nem vou conseguir dormir.

Ela é demais estranha. Sua mão direita está toda queimada, ficaram apenas dois pedaços do médio e do indicador, os outros não têm unhas. Uma coisa dolorosa. Tem manchas de queimadura por todo o corpo, menos no rosto, onde fez plástica. Perdeu todo o cabelo no incêndio: usa uma peruca de um loiro escuro. Ela é exatamente como os seus livros: transmite uma sensação estranha, de uma sabedoria e uma amargura impressionantes. É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor.

Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto. Acho que mesmo que ela não fosse Clarice Lispector eu sentiria a mesma coisa. Por incrível que pareça, voltei de lá com febre e taquicardia. Vê que estranho. Sinto que as coisas vão mudar radicalmente para mim – teu livro e Clarice Lispector num mesmo dia são, fora de dúvida, um presságio. Fico por aqui, já é muito tarde.

Um grande beijo do teu Caio"



* Amanhã é feriado por aqui, então até sexta!

terça-feira, setembro 18, 2007

Sensações...

Então naquele momento não faltava nada. Apesar de faltar tanta coisa. Mesmo eu ainda querendo tanta coisa. Naquele momento me senti completa. Estava simplesmente feliz. Fechava os olhos e me sentia embalada, meu corpo todo mexia. Sem mexer. Eu sabia que era embalada. Mesmo quando abria os olhos não havia ninguém ali. E eu me sentia completa. Me sentia feliz. Uma felicidade absurda. Algo que normalmente não esta em mim. Que me fazia rir na cara das pessoas. Mas não rir das pessoas. Rir para as pessoas. Aquele tipo de bobeira que te dá acessos de riso incontroláveis, que saem meio cuspidos, pois vamos tentando trancar, trancar... E eu ria, e eu chegava a chorar de tanto rir. Sem explicação. Simplesmente porque naquele momento, mesmo me faltando tanta coisa, não me faltava nada. Minhas mãos e pés entravam em transe. Dormentes. Formigava. E eu sabia por quê. Que estava ali para um propósito e tudo tinha sido como deveria ser. Não ficava parada. Não conseguia ficar. Era energia de mais. Felicidade de mais. Bobeira de mais. E eu levantava, dançava, ria. Depois me atirava de peixinho no colchão. E ria mais ainda. Ninguém entendia. Nem aquele negrinho que corria de bico azul me assustava. Eu ria mais. Nem o puxão do lençol que senti, mas não teve, me assustava. Eu ria mais de boba. Eu não sou assim. Eu sou mais debochada. E menos boba. Eu sou mais sarcástica. E menos inocente. Mas naquele momento eu só era inocência. Então dois dias depois eu chorei. O único momento que chorei. Foi de felicidade. Daqueles choros bobos. Que as lágrimas brotam e a gente ri junto. Quando voltei pra casa. Toda minha noção de espaço havia se perdido. Foram apenas dois dias. Mas me pareceram meses. Em dois dias me senti completa. Feliz. E nada me faltava. Nada. Eu havia sido visto o negrinho de bico azul correndo. Eu havia sentido puxões no meu lençol. Eu havia sido embalada por ninguém. Eu havia me sentido completa e feliz. Mesmo me faltando tanta coisa. O que mais iria querer?

segunda-feira, setembro 17, 2007

Tópicos (pq estou lenta ainda)

- Voltei. A ansiedade era de coisa boa pessoas. Mas ao contrario do que alguns pensaram não é homem. Tsc. Tem coisas que me fazem muito mais feliz e me deixam bem mais ansiosa.

- Então fds foi ótimo, o nervosismo na hora H, passou, eu acabei por não sentir nada, ri muito, brinquei, descansei, fiquei feliz, chorei, e sabe? To leve, renovada.

- Eu ainda to meio lenta, me situando no tempo e espaço, os ambiente me parecem completamente diferentes.

- Não da pra explicar mais que isso, não posso, e to com preguiça.

- Então era isso, só pra dizer que to viva, e que to ótima!!!!

- Ahhh!! A tarde estarei sem net!

sexta-feira, setembro 14, 2007

Ansiedade...


Então a ansiedade e o nervosismos me pegam assim meio de lado... Frio na barriga... Eu fico, em alfa, alienada e descompassada...
Finde incomunicável!

Fui pessoas!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Nada melhor que ele...


"Mas não é verdade que nunca tivesses suspeitado desta tarde e desta fome, não é verdade que por um momento sequer tivesses tentado fugir à tua trágica determinação, não é verdade que alguma vez tivesses sequer pensado numa possibilidade de salvação, sabias desde o começo da consistência ácida do que tecias, e no entanto persistias nela, como quem penetra num beco sem saída, caminhando pela estreita dimensão que sabias desde sempre, intransponível; sim, tu sabias deste momento a construir-se desde o começo, e não fizeste nenhuma tentativa de evitá-lo; agora é necessário que enfrentes, embora talvez não soubesses do depois deste momento que se faz agora e portanto não possas estar preparado para o próximo momento, mas deste sabes, tudo se encaminhou para ele, e já não podes fazer mais nada, á não ser enfrentá-lo; tens ainda o que convencionaste chamar força; tens ainda todas as partículas de tua determinação; tens ainda a tua integridade, embora saibas que ela pode te destruir, pois então toma dessa fibra que a si mesma se construiu em solidão sob teu olhar espantando e impassível, toma dessa fibra feita de algo tão denso quanto o ódio, toma do teu ódio, agora enfrenta."


Trecho de O Afogado - Livro O Ovo Apunhalado.
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, setembro 12, 2007

...

Então ando me sentindo vazia. Sem nada. Podem sugar, não sai mais nada daqui de dentro. Não amo nenhum homem. Não odeio ninguém. Tenho problemas, os mesmos que todo mundo tem. Às vezes os meus parecem piores, mas com certeza não devem ser. Não estou passando por nenhum pseudocrise-interna, não estou dando pulos de alegria por nada. No momento, estou existindo. Inerte. Queria tanto me esvaziar, que consegui. Oca. Agora preciso me encher novamente, nem que seja a conta gotas. Porque esse oco da uma dor no estômago que não faz parte de mim. Uma amiga me disse que isso é um processo de purificação, de limpeza, não sei, ela tem umas idéias esotéricas meio malucas. Seja lá o que for, segundo ela o processo já chegou ao fim. Foi um processo dolorido, chorei todos os amores quer eu tive e perdi, por todos que me tiveram e perderam. Pelas minhas incapacidades. Um a um, cada fantasma da minha vida foi indo embora, foi expulso. E a cada um que saia de mim, era de uma dor enorme, como se levassem algo junto. E foram, todos, toneladas saíram das minhas costas. Mas acabou que vazio me incomoda. Eu sei o que quero. Agora sei exatamente o que quero. Só não sei se tenho condições de ir lá buscar. Tudo acabou me parecendo vazio de mais. Amo minhas amigas, meus amigos, mas ando preferindo ficar em casa. Deve ser o tal ostracismo. Não que eu não queria sair, ir pra rua, quero. Mas na hora, me dá uma coisa... Sei lá. Não sei explicar sem que isso pareça falta de vontade. Pois não é falta de vontade. É algo diferente. E como se perguntasse “pra que?” em tempo intergal. Isso deve passar também. Assim como passou a sensação de transbordar a cada passo. Ta confuso de mais. Ou talvez seja esse excesso de clareza que não me deixe ver as coisas. Ultimamente não consigo mais escrever nada conciso, coerente. Sai esse amontoado de coisas sem nexo. Mas não. Não pensem que estou mal. Não estou. Pelo contrário. Estou bem. Minha cabeça focada em uns problemas ai. Mas bem. Eu acho, que apesar de tudo não andava tão bem há tempos. Da uma estranheza e ao mesmo tempo um alivio, essa ausência de tudo, essa coisa oca. Uma outra amiga, bem menos mística e bem mais carnal, me disse que é apenas falta de sexo e de amor. Talvez. Podem ser que ambas estejam certas. Ou erradas. Eu simplesmente não sei. É como se nada tivesse grande importância. Nem meus medos. Nem minha casa com cercas brancas e labrador. Talvez seja pra não ser. Ou se for, será. Não me importo muito. Como se tudo estivesse como deveria ser. Como foi planejado. Em algum lugar. Em outro nível. Ou talvez não, talvez eu tenha ficado tão cansada que simplesmente parei de correr atrás do meu próprio rabo. Porque simplesmente não se chega a lugar algum. Pessoas me perguntam o que eu tenho. Como se estivessem me vendo pela primeira vez na vida. Como se viesse de outro planeta. Não sei o que tenho. Ou o que não tenho. É apenas uma sensação de que de agora em diante não há mais o que tirar de mim. Só preciso colocar. Absorver. Ou... Tsc. Não seja nada disso.

terça-feira, setembro 11, 2007

Plectranthus Nummularius


Bernardo chegou em casa ontem, trazendo da escola, uma muda de Plectranthus nummularius, conhecida popularmente como "dólar". E disse pra mim "agora não tem mais porque tu reclamar de dinheiro mãe, é só esperar nascer"


Ai, ai, ai... Quem dera né?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Da série: Eu sei o que vocês andam fazendo!

Entretantas, blog ; Entretantas; Blog da Jana: Sim, sim, chegaram ao lugar certo! A vontade

Colorir a virilha: Olha, parece que dá, tem que testar antes, imagina se embola!

De tantas caras que eu posso: Como? Algum problema de português e de concordância verbal...

Não gosto de loiros : Nem eu, mas abro algumas exceções!

Eu entre tantas mulheres : É filha, a gente tem que se achar, por se não, ninguém acha!

Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa : Tudo! Já disse isso, no rabo da lagartixa que ta o segredo!

Eu amo pênis e eu quero ver isso: Aqui não tem não, mas sempre se pode procurar um ao vivo. Já tentou?

Quero casar com você , se não for nessa, será em outra vida: Aí, as vezes é melhor deixar ir sabia? Mas vou torcer pra não virem do mesmo sexo.

Eu sei que acabou tudo entre nós, mas: Mas nada minha filha, se acabou, acabou. A vida segue pra frente!

Sou autentica isso incomoda muitos: É incomoda mesmo. Mas vc liga?

Eu aprendir que dor são barreira: Agora você pode começar a aprender a escrever!

Me arrependo é isso me incomoda: Incomoda mesmo, mas passa vi, ou não, as vezes a gente se arrepende pra sempre, mas para de incomodar!

Mas, a vencedora de busca ainda é a foto do Marcelo Antony peladão!! Totalizei mais ou menos 25 buscas. A caça da imagem!!!