quinta-feira, julho 31, 2008

Essa mania de romance


Ah o amor! Como perseguimos o amor. Queremos estar apaixonadas, as tais borboletas na barriga, o coração palpitante, a mão suada, a boca seca... De preferência tudo isso junto. Eu mesma já me declarei movida pela paixão. Quanta burrice! O que é o casamento se não uma instituição? E o que garante o sucesso de uma instituição? Bons negócios! Objetivos em comum, persistência, calma e paciência. Mas não, nos ensinaram que temos que esperar A pessoa, aquela que vai nos virar de cabeça pra baixo e nos deixar com olhar de peixe morto. Quanta bobagem.

Queria ter me dado conta disso há anos atrás, quando larguei meu noivo bem de vida praticamente no altar pra fugir com uma paixão. Eu abri mão de um bom negócio por algo totalmente kamikaze que me deu alguns meses de muita emoção.Eu deixei pra lá a chance de um bom negócio para correr os riscos do mercado. Encontrei esses dias me ex-noivo. E sua esposa, e seu casal de filhos. E vão bem, obrigada. Moram em um luxuoso condomínio horizontal, andam ambos com carro importado, e estavam preparando a viagem de férias para Turquia... Não me entendam mal, não sou mercenária, mas é bem mais fácil enfrentar os problemas com uma bela conta bancária. Dinheiro não é tudo, mas te ajuda a sofrer em Paris, se for o caso. Eu me dava bem com ele, era algo estável, calmo e tranqüilo. Era um bom negócio. Mas eu queria emoção... Eu queria aquela coisa toda de tons vermelhos passionais do Almodóvar... Tsc...

Disseram-nos que devemos amar e sermos amados. Que temos que sentir, sentir tanto, sentir até doer. Que temos que querer, e querer mais, e querer mais um pouco. Temos que querer até ficarmos sem fôlego. E foi por tudo isso, ou melhor, pela ausência de tudo isso, que neguei o pedido de casamento de um velhote rico há mais de um ano. Sim, casamento, de fato, com papel, casa, conta corrente, cartão de crédito... E eu disse não, ao casamento e os pedidos de beijos. Perdi a conta de quantos presentes ele me deu, e de quantos tentou me dar, de quantos restaurantes franceses eu conheci. E mesmo assim, eu não sentia um tiquim, e disse não.

E entre o noivo e o velhote, em viagem à Argentina com um amigo, um grande amigo, fui pedida em casamento, com direito a anel, numa casa de Tango. E apesar de adorar meu amigo, eu também não quis. Ele ficou curtindo a dor de cotovelo com um belo Tango. Ao menos era propício o ambiente...

Como podem ver, eu sou uma grande idiota, e hoje, não estou casada porque não quis. Porque me convenceram a vida toda que tinha que ser O cara. Mas O meu cara já passou pela minha vida. Mais rápido que uma tempestade de verão. Fizeram-nos acreditar desde cedo nessa coisa de romance. Abri mão de três bons negócios por essa mania de sentimentalismo digno de novela mexicana. É por essas e outras que hoje moro em CUsmópolis e ando de ônibus com papeizinhos coloridos e não estou na Turquia... Ponto pra mim! Tsc...

quarta-feira, julho 30, 2008

Feeling

Eu quero que ele exploda. Mentira. Mas eu queria querer que ele se explodisse. Pra que foi me tratar bem, se depois ia me tratar mal como todos os outros? Quase trinta anos de aperfeiçoamento na arte de lidar com quem me trata mal, e vem esse famigerado me tratar bem, me dar momentos de pequenas epifanias... Pra que? Pra ser tudo igual depois? Que fosse indiferente de cara, que fosse como todos logo de inicio, que me comesse e pronto. Eu sei lidar com isso. Mas não, ele nem me comeu, ele me tratou bem! O pior, nem me tratou bem porque queria me comer! Ele abriu a porta do carro, ele me ouviu. Ele não se atravessou nas coisas que eu dizia. Ele perguntou se a música que tocava no carro estava boa. Ele segurava as minhas mãos enquanto eu falava. Ele me levou até em casa. Me deu apenas um beijinho de despedida, todo terno, carinhoso. Nada de pegação. Ele me ligou no dia seguinte para ver como eu estava. Disse que tava com saudades. Louco pra me ver de novo. Agora me explica pra que? Se ia ser indiferente depois. Se ia me judiar. Eu sou expert em sofrer, em lidar com canalhas, em ser mais sarcástica que todos juntos. Eu me viro bem nisso. Eu sei latir mais alto. Agora, vem a criatura e me trata bem! Me desarma toda, pergunta da minha vida, e das minhas vontades... Esta cagando para meus ex’s. Ex-rolos. Ex-namorados. Ta nem ai pra eles todos. Não me falou das suas ex’s. Sequer sofre por algumas delas. Não quis falar de sacanagem, nem passou pela cabeça. Queria saber de mim. Vê se pode? Eu mereço isso? A pessoa interessada em mim! No que eu penso! Não sei lidar com isso. Meio que perdi o rumo, perdi a onda. Viajei na maionese. Que fosse um canalha que se assume. Eu sabia o que fazer. Eu sou expert em canalhas, meus dedos sempre me ajudaram nisso, bem ensinados todos! Mas não! Era lobo mau em pele de cordeiro. Ele andava com a mão nas minhas costas por cuidado. Ele puxou a cadeira para que eu sentasse. Coisa chata. Só tinha olhos pra mim, e nem era pra me levar pra sua cama depois. Não atendeu ao celular quando ele tocou. Não queria que nos incomodassem. Fez tudo errado. Mas pra que? Se depois foi fazer tudo certo. Tudo como eu estou acostumada? Pra que bagunçar tanto? Quase trinta anos servindo de capacho e vem o desavisado a me tratar bem, só pra me dar o gostinho, só pra que eu visse como era, só pra que eu achasse que poderia me acostumar com aquilo. Tsc! Não limpou os pés na entrada, mas limpou na saída. Claro, eu não podia ter perdido o feeling.


* Inspirada numa crônica da Tati Bernardi.

terça-feira, julho 29, 2008

Dos hábitos locais de CUlândia


É provado cientificamente, a raça humana se adapta ao meio. Suponhamos que ainda podemos caracterizar os cuzences de raça humana, conseguimos então explicar esse fenômeno local. Chove, há três dias chove sem parar. E se prevê que chova por mais quatro. Um verdadeiro dilúvio. Óbvio que no cu do cu do mundo nem todas as ruas são asfaltadas. Claro que a chuva na terra vira barro. Eu tenho então que caminhar uns 10m no barro quando chove. E isso atola meus lindos sapatinhos. Meu salto fica a verdadeira visão do inferno lotado de barro, que faz eu ter uma mão de obra quando chego ao escritório, tirar os sapatos, limpar... Só que eu hoje observei que sou a única que tem os sapatos embarrados dentro do ônibus. O que me faz crer que os cuzences evoluíram, se adaptaram ao meio, aperfeiçoaram a raça humana... Pois eles conseguem caminhar no barro sem embarrar os sapatos. E eu juro que fico impressionada e com inveja. Se Deus andou sobre as águas, os cuzences andam sobre o barro! E viva a evolução da espécie sapiens, diria Charles Darwin!

segunda-feira, julho 28, 2008

Quem inventou o miojo vai pro céu*


Eu cozinho bem. De verdade, eu cozinho muito bem. O problema é que eu só cozinho bem quando eu estou afim. E eu estar afim é algo mais difícil do que eu cozinhar bem. Se eu não estiver nas pilhas de cozinhar, desista, vivo de sanduíche sem problema algum. Ou de miojo. Vocês querem melhor invenção do que miojo? É a invenção do século! Dez minutos de cozinha e você tem várias receitas. Alias já transformei um miojo num pseudo-yakisoba. Então que era sábado, quase duas da manhã, e eu em casa (vida social zero, coisas do cu do cu do mundo) morrendo de vontade de comer massa (paulista chama macarrão, aqui no sul é massa mesmo) com molho branco. Mas ta que eu ia pra cozinha fazer molho branco as duas da madrugada, nem fudendo! Então prestem atenção que eu vou ensinar a fazer uma pseudo-massa com molho branco. Peguem o miojo e cozinhem conforme a embalagem, sem por o tempero que vem junto. Al dente, escorra a água, acrescente metade do pacotinho do tempero, um tiquim de nosnoscada, e duas/três colheres de sopa bem cheias de requeijão. Misture tudo, em fogo brando (pra dar uma aquecidinha) e joguem, atolem queijo ralado com ervas (o meu tinha orégano e alecrim). E pronto.

Pra ficar melhor eu precisava de uma sobremesa, então eu taquei numa taça uma banana picada, duas bolas de sorvete de creme e meio potinho de danette.

E olha, tava bom.

Agora, cá entre nós, eu preciso de uma vida social urgente. Antes que eu passe a quicar em vez de andar... Bem, sexo também resolveria... Mas, tsc, deixem pra lá.


* O criador do macarrão instantâneo foi Momofuku Ando, ele faleceu aos 96 anos no dia 05/01/07. E com certeza, por salvar toda humanidade, que não tem aptidão com o fogão da fome, esta no céu!

sexta-feira, julho 25, 2008

Raio X

(Republicando - pq o dia hj ta corrido - com algumas alterações)

Gosto de azul e preto. E não suporto rosa. Não gosto das minhas coxas, grossas de mais E minha barriga pós-filho me incomoda, faria lipo sem nem pensar. Mas tem partes em mim que gosto muito. Gosto do meu colo e dos meus seios. Gosto do meu pé. E dos meus olhos. Não entendo nade de pintura. Impressionista. Neo Clássica. Cubismo. Construtivista... O que eu sei é se gosto ou não gosto daquilo. E pra mim me basta. Assim é com música, não entendo nada de música internacional, não sei quem canta nada. Apenas gosto ou não. MPB é meu chão, é o que eu ouço e me perco.

Gosto de massagem e cafuné. Mas odeio me mecham no meu umbigo. Adoro desenho animado. Amo manga e não como morango nem sob tortura. Até me provarem que estou errada não mudo de opinião. Mula empacada. Não me ligo em horóspoco, apesar de lê-lo todo dia. Não mudo minha crença, e respeito à crença de todo mundo. Gosto de sorvete de chocolate e creme com passas. Sol com frio. Não posso com banho frio. Até no verão tem que ser morninho. Não sou escrava da chapinha e da escova. Gosto dos meus cabelos lisos, mas os adoro crespos também. Gosto de serra e frio. Fondue, vinho e uma companhia, fazem minha felicidade por vários dias.

Gosto de morenos, mas abro exceção para alguns loiros na minha lista. Mas ambos, têm que matar barata. E combinar meias e sapatos. Eu acho homem que não bebe estranho. E acho os que bebem coca cola ligth bem piores. Gosto da palavra. De palavras. Tem palavras que nos enchem a boca pra falar. Ruborizar, hipoteticamente, bunda... Gosto delas. Dou risada de graça. De tudo e de nada. Odeio gente fresca, pra falar, pra comer, pra andar. Não enrolo e não gosto de ser enrolada. Adoro boteco e cerveja. Mas gosto de bons restaurantes também. Minha perdição é culinária japonesa. Em outra vida devo ter sido gueixa de alguém. Adoro churrasco e massas. Como salada quando a crise de consciência esta muito grande, e como reclamando. Tenho medo de altura e de escuro. Mas já fiz coisas nessa vida que envolvia altura e escuro. Eu acho que sou meio masoquista. Medo me da uma espécie de prazer.

Eu sou ansiosa e meio dramática. A mistura dos dois me fode seguidamente. Alias é assim que vivo, me fodendo. Tenho o dom de fazer isso sozinha. E nem gozo no final. Se alguém repetir o que me disse mais de duas vezes tenho vontade de esganar. Não sou retardada, sou bem esperta. Eu odeio ter que explicar mais de uma vez o que eu disse, e quase tenho um colapso quando tenho que fazer isso pau-sa-da-men-te. Eu odeio calcinha, por isso nem uso, mas a cima de tudo eu odeio calcinha bege. Odeio mulher que usa calça jeans com a marca do biquíni quase na teta, e se acha a super gostosa, sorry por avisar, mas isso é vulgar. Pra odiar mais esse ser, só se ela for loira, com a raiz preta aparecendo, estiver num salto de acrílico e uma blusa que quase parece um biquíni. Ai eu me atiro de um precipício.

Acampar pra mim, só com toda infra-estrutura que um Chalé no meio do mato pode te dar. Chocolate é minha perdição. Vinho tinto seco também. Quando meus conceitos são quebrados, fico meio atordoada. Gosto de ter o controle e de dar a última palavra. Mas não gosto de gente carneirinho. Ninguém, pra mim traduz melhor as pessoas e as sensações do que Clarice e Caio. Leio muito. Leitura útil e inútil. Leio até xampu no banho. Livros entram na minha lista de necessidades básicas. Meu maior problema é a boca se encontrar tão perto do cérebro, geralmente não dá tempo de pensar e eu falo antes. Meu paladar é infantil e se não engordasse comia besteiras todo dia. Tenho gastrite nervosa. Sou estressada, e isso me rendeu uma quase-úlcera.

Não acho que a gente se arrependa somente do que não faz, me arrependo de muitas coisas que já fiz na vida. Já fiz e tentei coisas sem explicação. Aprendi da pior maneira a valorizar a vida. Já disse coisas que me arrependo. Já bati portas, quebrei copos. Já escrevi cartas de amor. As mais bregas e apaixonadas cartas de amor. Já chorei, já fui piegas. Tatuei colarinhos, usei os decotes mais ousados. Já dei vexames, já fugi de casa. Já solucei em despedidas. Já disse adeus sem chorar. Já fiz surpresas. Já dei presentes surreais. Já ganhei um outdoor de presente. Já passei noites em claro roendo as unhas. E chorei trancada no banheiro.

Quero me casar. Não na igreja. Casar de alma com alguém. Mas confesso que já meio que perdi as esperanças disso. Eu penso de mais. Em tudo. Acho que já vivi muita coisa, e não construí nada. Às vezes acho a existência inútil. Meu esporte preferido é a inércia. Sou ciumenta, possessiva e confesso, meio enfezada. Gosto de sexo, de todos os tipos. Mas não com todo mundo. Não tenho pudores. Realmente acho que toda mulher deve ser santa e puta. Dinheiro não é tudo, mas sem hipocrisia, é importante também. Quero uma casa com cercas brancas e um labrador. Mas, no rumo que as coisas andam, me contentaria com um apartamento e um chiuaua.

quinta-feira, julho 24, 2008

Calma, calma, calma... Eu respondo

* Imagem que a Carol me mandou ontem.



1. Comer argamassa é bom? Assim, eu estava grávida, e salivei por mais de uma semana por aquilo. Então quando comi, eu realmente estava querendo muitooooooooo comer, consequentemente eu achei muito bom. No estilo Teletubbies “Creminho gostosooooo!”

2. Porque eu não gosto de morangos? Eu nunca fui muito fã da fruta, mas comia, em doces, tortas, bolos... Até que eu ex-namorado, teve a grande idéia de imitar o filme “Uma linda mulher” e veio com aquela história de “o morango realça o sabor do champanhe”. Até ai tudo ok, não ia cortar a onda do cara, comi um, dois... Só que ele se empolgou e era morango pra cá, morando pra lá...morango na minha boca. Um, dois...outro morango na minha boca. Final da história, eu praticamente fui obrigada a comer o vidro todo de morango, e pra amenizar o gosto eu tomei toda garrafa de champanhe. Claro que depois, com todo o movimento, eu passei mal pra c*, e só não joguei um creme de morango direto na cara do infeliz porque eu ainda sou uma lady. Desse dia em diante não consigo nem sentir o cheiro.

3. A minha calça nova que me deixa gostosinha e que o “cerumano” filho de uma égua rasgou já esta na costureira, ela ganhará uns detalhes rasgados em ambas as pernas. Fazer o que né?

4. Depois dos comentários conclui que ninguém baixa as calças até os calcanhares! Então deduzi que a doida é a Renata que acha que o normal é baixar, mas ai chegamos a conclusão que o povo de lá faz isso porque eles limpam a bunda em pé!

5. Sr. Anonymous, não entendi muito bem o que me deixaria feliz, minha calça que me deixa gostosinha ou o fato do seu comentário... Agora, quando ao fato de falar palavrão e isso me fazer uma pessoa sem vergonha, eu posso te deixar contente e te dizer uns bem bons? O que você acha? Quer me rotular? Faça, mas tenha bagos de assumir!

6. Não, não, o “cerumano” que me atropelou não era da Cuzolândia. Mas olha, tinha todo o equipamento pra ser!

quarta-feira, julho 23, 2008

Memes, bizarrices e minha jeans nova.

Então que vinha eu hoje, linda e maravilhosa pela rua, dentro da minha calça jeans nova que me deixa gostosinha quando um “cerumano” vem correndo do raio que o parta e me dá um encontrão, fazendo eu despencar no chão. Além do mico clássico de se estabacar na rua, o esbarro do “cerumano” filho de uma égua, me fudeu o joelho. Eu já tenho os joelhos fudidos, ambos de platina como sabem, agora um deles esta mais fudido ainda. Mas o pior, o pior de tudo é que a porra do “cerumano” filho de uma égua e seu encontrão fizeram com que a minha calça jeans nova que me deixa gostosinha rasgasse! Ok, hoje talvez tivesse uma social, por que ando precisando beber, e como eu não dirijo mesmo, to cagando e andando pra lei seca que se instalou. Mas agora eu to aqui com um rasgo na calça, com um joelho fudido e com raiva sem igual dos “cerumanos” que aparecem do raio que o parta pra me jogar no chão e estragar calças jeans novas que me deixam gostosinha.

Fora isso, Renata (e mais alguém que eu não lembro) que é uma pessoa meiga e fofa (completamente rosa - e me mandará a merda no msn depois de ler isso) , me passou um meme, dizendo sabe-se lá porque, que eu não sou normal. E pediu que eu listasse algumas bizarrices minhas. Eu não tenho bizarrices nenhuma, eu sou uma criatura perfeitamente normal e dominante de todas as suas faculdades mentais. Claro que hoje eu comeria fígado com batatas, de preferência o fígado do “cerumano” filho de uma égua que me fudeu com meu joelho e com minhas calças jeans nova ... Bem vocês sabem.



1. Eu leio jornais e revistas de trás pra frente. E livros, antes de iniciar, leio as duas últimas folhas. Vai que eu morro antes de chegar ao fim?

2. Quando fazia provas, sempre respondia as questões pares e depois as impares. Por que? Porque eu gostava oras.

3. Eu tenho uma leve tendência a TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), lavo a mão diversas vezes por dia, e no meu PC do escritório deixo todos os programas que uso com regularidade aberto em uma determinada ordem na barra de tarefas. Se por algum motivo, algum imbecil fecha um deles, eu fecho todos e abro novamente na ordem correta.

4. Eu gosto de comer carreteiro com bananas e acho isso perfeitamente normal, já que a banana combina muito bem com o molhadinho do carreteiro.

5. Adoro tudo que for derivado de morango, cremes, balas, gelatina, mas odeio morango (a fruta in natura) não como nem amarrada... Culpa de um ex-namorado.

6. Se eu entrar em algum lugar que tenha duas portas, eu necessariamente, tenho que sair pela porta contrária a que entrei (olha lá o TOC de novo!)

7. Pode estar o calor do diabo, pra dormir, minha bunda tem que esta tapada. Mesmo que seja um pedacinho do lençol a bunda tem que estar coberta!

8. Quando estava grávida comi argamassa. Trabalhava ao lado de um prédio em construção, e ficava vendo aquela argamassa ser remexida, e salivava de vontade, parecia um creme cremoso e gostoso, um dia não agüentei, fui lá e pedi um potinho. Diante do barrigão não me negaram, e eu comi, me deliciei no creminho. Mas isso não é bizarro, é desejo de grávida!

9. Assim como a Renata eu não abaixo toda a calça (lembrei agora da minha calça jeans rasgada, aquela que me deixa gostosinha) quando vou fazer xixi, eu achava isso perfeitamente normal, mas ela disse que não, que pessoas normais abaixam a calça até os calcanhares. Gente estranha...

10. Eu abro a geladeira pra pensar. Mesmo não querendo nada lá de dentro, mesmo sabendo que não tem nada que eu tenha vontade de pegar lá dentro, eu rodo, rodo e acabo abrindo a geladeira quando preciso pensar.


Como eu disse, perfeitamente dentro da normalidade.

terça-feira, julho 22, 2008

Diminutivos

Oi pessoalzinho! Tudo legalzinho com vocês? Aqui hoje ta um calorzinho, eu to meio chatinha porque gosto de friozinho. Mas a vidinha é isso, tudo cor-de-rosinha!


Isso não deixa vocês irritadinhos?


Euzinha também...


Da uma vontadizinha de fazer uma perguntinha:



“E no cuzINHO não vai nadINHA?”

segunda-feira, julho 21, 2008

Epifania...

do Lat. epiphania
Gr. epiphneía,
aparição
compreensão repentina sobre algum assunto






Talvez tenha sido só isso, uma bem pequena... Epifania.

quinta-feira, julho 17, 2008

Um texto dolorosamente parido

Algo me acontece hoje. Um algo bem diferente. É uma inquietação. Mas não aquela corriqueira e quase permanente, a quase-amiga. É uma coisa meio agoniante. Gelada. De me deixar gelada, tensa e meio aérea. Inquieta e ansiosa. Essa ansiedade sempre me fode. Assustada. Uma boa definição seria uma inquietação assustadoramente agoniante. Mas não é ruim. Não de todo modo. Me deixa assim estranha e vulnerável. Mas não me parece que seja ruim, ao menos num primeiro momento. A verdade é que eu estou tentando ignora-la. Porque eu sei que a minha auto-sabotagem esta sempre a me perseguir os calcanhares, e que se deixar tomar conta, vou cagar tudo. Mesmo que ainda não saiba que tudo é esse. Eu sinto até alguns tremores. Mas esses eu sei bem o que são, é susto. Susto de pensar em ponderar coisas que até bem pouco tempo eram imponderáveis. É susto diante de um interesse em querer no mínimo saber mais. É tão assustador isso tudo que fico reticente em expor, falar, comentar. Eu, tão língua solta, to com ela queimada e mais fechada que o normal, fazendo que algumas coisas sejam arrancadas somente por aqueles seres perspicazes que tão bem entendem os meus sinais, e acabo quase dolorosamente confessando. Eu confesso assim, entre os dentes... E me vejo depois perplexa. Mas como eu dizia, é bom. Pois isso tudo que acontece me trouxe de volta aquele fio de esperança. De poder acreditar que talvez, e apenas talvez, as coisas possam dar certo. E que eu possa ver todas minhas subjeções, filosofias e definições estarem erradas. Que talvez eu ainda tenha algo a receber por merecimento, onde eu não precise brigar com dentes por aquilo que eu ache meu por direito (ou por birra). Me traz de volta a idéia de que realmente o que a gente faz aqui esteja valendo pontos em algum lugar e que chegou a minha hora de ter os pontos conferidos, e que esteja recebendo meu bônus. “Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania”. Uma esperança tão tênue que parece se dissipar, mas me agarro, e que quem sabe, possa no futuro, me trazer algumas respostas, algum amadurecimento, alguma paz, e certa dose de felicidade. Pra me aquietar e me livrar desta cretinice de me contentar com o que no fundo não me mata a fome.






N.A. Como podem perceber muitos talvez, alguns quem sabe. Somente subjeções, ponderações, medos, agonias e principalmente, esperança. A citação é de Caio F. na Crônica Pequenas Epifanias.

quarta-feira, julho 16, 2008

Dos hábitos locais de CUlândia

Há um hábito entre os moradores de CUsmópolis. Eles dormem no ônibus. 95% deles ficam sob efeito de um sonífero e apagam. Há diversas modalidades de sono, o avestruz que o “cerumano” quase encosta a cabeça nas pernas de tanto que pende pra frente. Existe também o “módulum advance”: joão bobo, a criatura dorme lá solta, a cada curva o corpo pende, se freia quase bate com a cabeça no banco da frente e seguem nesse balance... Uma muito interessante é a nãotodormindonão, trata-se daquela modalidade que o habitante local vai pescando, pescando, pescando e cada vez que pesca da um pulo ao acordar! Existem mais algumas, mas o que me intriga mesmo, o que me deixa boquiaberta, não é o dormir, é até compreensível que 45 minutos no expresso do terror, sacolejando como melancia no caminhão faça com que os “cereumanos” durmam. O que realmente mexe com a minha imaginação é o fato do ser dorminhoco acordar exatamente onde tem que acordar. É impressionante! Eles despertam UM ponto antes do seu. Cuzence não dorme no ponto!! Eu cheguei à teoria que há um relógio biológico bem lá no fundo desses habitantes. E tratando-se de cuzences lá do cu do cu do mundo, o relógio fica no olho do... Bem, vocês sabem onde eu acho que fica localizado o famigerado despertador biológico...









*O Haloscan tava em crise existencial e dando pau. Mas me parece que ele já resolveu se assumir de novo

terça-feira, julho 15, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

Rapidim

Das coisas do Bernardo

Bê me pentelhou o fim-de-semana todo. Queria um blog, ele queria um com cara de crianças, desenhos e tal, mas não sei fazer, pra parar de pentelhar, fiz um comum. Alguém ai afim de satisfazer uma criança chata? Agora imaginem as coisas profundas que ele anda escrevendo rsrsrs?

Depois do blog pronto, quis um orkut, fiz também. Já expliquei que só vai usar, tanto o blog quando o orkut quando eu estiver junto... Mas agora, um pirralho de 6 anos nessa inclusão digital! Não é de arrancar os cabelos? Eu to perdida!



Das coisas de CUsmópolis


Perguntaram e eu vou responder: Alguém lá vai para o cu do cu do mundo por opção? Ainda mais quando esse alguém sou eu? Me poupem né, foram vários problemas e umas coisinhas mais!

No ônibus do cu do cu do mundo, acontecem diálogos bizarros:


- Ah a gente podia marcar uma pizzaria com todo mundo.
- Mas fica ruim, de voltar pra casa depois...
- Meu irmão tem uma “combi” cabe todo mundo!!

(eu imaginando a cena, aquele bando de gente feia, gorda, xexelenta e esfomeada, dentro de uma “combi” descendo na porta da pizzaria! corre que é arrastão!)


*****


- Porque a escola lá ta ruim, o prefeito não faz nada.
- Eu vi! Tava passando no jornal.

(tudo muito lindo, a moça se preocupando com a educação dos cuzencinhos, tudo perfeito, se o jornal que tava PASSANDO a notícia, não fosse um jornal ESCRITO!)


E que eu seja poupada!

sexta-feira, julho 11, 2008

Sobre morar no cu do cu do mundo...


Então que eu moro agora no cu do cu do mundo. E vocês vão enjoar de me ver falar disso (já estou avisando!). E para alguém que sempre morou no “centro” de tudo, é uma experiência no mínimo bizarra, morar lá no cu do cu do mundo. O cu do cu do mundo não é um lugar deserto, tem gente, uma gente, na sua maioria, feia, gorda e xexelenta. E têm um centro também, um centro de uma avenida de gente feia, gorda e xexelenta, que adora puxar papo inútil... Pensar que tudo isso fica a 45 minutos do centro que eu morava antes, me faz ver o abismo que 45 minutos podem causar.

Então que sábado retrasado eu fui no centro do cu do cu do mundo, procurar um tonalizante pro meu cabelo. Certa de que não iria achar a marca nova que eu queria nesse centro provinciano de gente feia, gorda e xexelenta. Mas incrivelmente achei, depois de caminhar horas pra cima e pra baixo naquela avenida que eles chamam de centro. Porque o centro do cu do cu do mundo, é feito por pessoas feias, gordas, xexelentas e aparentemente burras, que parecem nunca terem ouvido falar que da necessidade de colocar o nome da loja, ou no mínimo ao que ela se destina na fachada, eu demorei horas subindo e descendo naquela avenida do cu do cu do mundo para achar o que precisava.

Pedir informação no cu do cu do mundo é em vão, garanto a vocês. Pois eles acham que todo mundo lá provem daquela mesma raça e as informações são dadas num dialeto que somente os “cuzences do cu do mundo” entendem. Eu sei, eu tenho preconceito com o cu do cu do mundo. Há exceções claro, pessoas não tão feias, não tão gordas e não tão xexelentas lá, assim como eu. Mas estas andam tão baratas tontas quanto eu, se percebe na cara de espanto e no caminhar atordoado.

Eu confesso que não acharia tão ruim morar no cu do cu do mundo, se eu tivesse um carro. Pois em vez de demorar 45 minutos pra chegar em alguma civilização decente, eu demoraria 20. Porque eu não iria precisar procurar minha tintura num centro de uma rua onde pessoas não aprenderam ainda a necessidade e a finalidade de placas de fachada. Porque eu não teria que pegar ônibus cheio de pessoas feias, gordas e xexelentas. Pois, no fundo a casa é ótima, grande, arejada, pátio, piscina... Mas eu não tenho um carro, e eu pego ônibus. Então eu odeio o cu do cu do mundo!

Alias ônibus para o cu do cu do mundo é outro fato bem interessante. Eles não têm horários fixos, então você pode amargar quase uma hora esperando por um, como podem passar quatro que vão direto para o mesmo lugar. Sem contar que durante o trajeto eles param duas vezes em postos de fiscalização onde um carinha anota o nº dos papeizinhos que eles te dão. Ah sim, os papeizinhos. Você entra no ônibus, o cobrador te pergunta até que lugar do cu do cu do mundo você vai. Pois para cada lugar tem um preço e um papelzinho colorido respectivo, que te é dado ao passar pela roleta, e você pode começar uma coleção de papeizinhos coloridos. Veja como é linda a modernidade! Claro que eles são cheios de cidadãos típicos, feios, gordos e xexelentos. Muitas vezes, encontro espécies como eu, perdidas com o olhar lânguido pela janela pensando no que se meteram, e porque são obrigadas a conviver com esse martírio? Pessoas assim, mais meu tipo, mais parecidas comigo, não tão feias, não tão gordas, e não tão xexelentas... Em determinados momentos, nossos olhos se cruzam e trocamos um sorriso resignado de consolo. Sim, nós acabamos de nos reconhecer.

Alguém comentou aqui sobre paquerar no ônibus, para que eu tome cuidado. O que tenho a dizer sobre isso? Não corro esse risco. Já não corria morando a 45 minutos do cu do cu do mundo, e usando esporadicamente ônibus de gente mais como eu, não tão feia... Nunca considerei a possibilidade de namorar/paquerar no ônibus. O máximo que me ocorria era dar uma espiadela na bunda do estudante de odontologia que eu encontrava no ônibus às vezes. Porque ele tinha uma bunda bem bonita. Mas, sem falsos moralismos, não me ocorre paquerar/namorar alguém que não tenha carro. A pé, já basta eu. Talvez eu diga um dia que tudo isso é idiotice. Mas hoje isso é seleção. A não ser que por ironia do destino eu caia de paixonite aguda por algum pé rapado, eu continuo com a minha opinião, e dane-se o que vocês vão pensar sobre isso... Mesmo que ele seja loiro, alto, simpático, criativo e tenha não tenha carro por déficit de atenção ao dirigir (piada interna!), nem assim eu cedo, acreditem! Agora vocês analisem, se eu já agia e pensava assim, porque cargas d’água, agora que eu pego ônibus lotado de “cuzences”, eu iria se quer me preocupar com a possibilidade disto acontecer? Eu nem sorrio pra essa gente.

Morar no cu do cu do mundo e não ter carro, tem arruinado outra área da minha vida. A social. Como sair e voltar lá para o cu do cu do mundo? Lembram? Os ônibus não têm horários, e depois da meia noite, imagino eu, que você pode ser estuprada, assassinada, esquartejada e apodrecer antes que algum apareça. E eu, sinceramente, não tenho cara de pedir para alguém me levar lá no cu do cu do mundo depois de algum programa. Eu poupo as pessoas de traumas...

E que Deus me poupe de um dia vir a achar tudo isso normal. Nesse dia eu teria me tornado uma “cuzence”, habitante típica do cu do cu do mundo, e estaria destinada a ter uma loja sem nome numa avenida conhecida como centro.

quinta-feira, julho 10, 2008

Miscelânea


A colher de sobremesa...

Muita gente estranhou eu andar com uma colher de sobremesa na bolsa. A coisa toda é muito simples ...

Tenho problemas pra engolir comprimidos. E não interessa o tamanho, simplesmente não desce pela garganta, então tenho sempre que colocar o comprimidinho na boca e mastigar... Alguém já mastigou comprimido? É horrível! Ai que a colher de sobremesa serve pra isso, se estou em um lugar com liberdade pra tal, eu pego o famigerado comprimido, coloco na colher, esmago com meu delicado dedinho, um cadim de água e voalá! Comprimido devidamente engolido.


Viu, muito, muito simples... Sem contar que a colher já me serviu para diversos fins...


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Bernardo e as profissões

Então que eu estava no ônibus com ele e surge esse diálogo:

- Já sei o que vou ser quando crescer.
- O que?
- Cobrador de ônibus! Olha o tanto de dinheiro na mão dele...
- Mas esse dinheiro não é dele, é do dono da empresa dos ônibus, ele ganha só um salário...

(pensa, pensa, pensa)

- Vou ser DONO de banco!


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E por falar em ônibus...

Sabe, eu quase nunca andava de ônibus, por morar perto de tudo, mas agora eu moro no cu do cu do mundo, então eu pego ônibus duas vezes por dia, todo o santo dia. Ai que me peguei analisando a cara das pessoas que passam à roleta e selecionando quem poderia ou não sentar do meu lado. Aqueles que não quero, e seja lá por que motivo, fico rogando pragas mentais e me esparramo no banco. Aqueles que eu daria o prazer de sentar no meu lado, me ajeito legalzinha, tipo convidando. Vai que na próxima parada eu não tenho a sorte da minha praga funcionar e eu vou ter que ir até o cu do cu do mundo do lado de algum escroto?


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"Vou dar a volta no mundo eu vou, vou ver o mundo girar."

Labirintite (sim eu tenho!) e hoje ta pegado o negócio, tonta pra c*, vendo o mundo girar.


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Dos sonhos...

Lembram que há algum tempo eu sonhei com um loiro magrelo que eu tinha a impressão de conhecer? Pois bem, ontem sonhei de novo com um loiro. Um gurizinho loiro de cabelos cacheados, que se declarava pra mim.O mais bizarro é que no fim do sonho eu tava pensando na idéia do guri... Há algo de muito errado comigo ou com os sonhos.. Loiros, magrelos, mais novos... Será que estou tão a perigo que já começo a pensar em fazer concessões?

quarta-feira, julho 09, 2008

Eu sei o que vocês procuram

Das coisas que fazem o povo chegar aqui no blog (transcrito exatamente como procurado):

- um bolo na garganta significa o que?: Significa que vc não mastigou bem rsrs

- quem já usou ab toner shorts: Humm eu não, mas me amarro nesses programas de vendas rs

- meias de lurex: Foi-se o tempo, e se a gente tiver sorte, não volta!

- porque menstruamos: Porque assim, todo mês seu corpo se prepara para receber uma sementinha...

- pra quantos caras eu já dei: Se vc não sabe, não é o google que vai poder te ajudar!

-fotos de peitos peludos: Ah tb gosto deles...

- filhas de Iemanjá são boas donas de casa: Eu não sou... mas sei lá, ta fazendo enquête pra escolher pra casar?

- frases populares falando assim eu sou linda fazer o que: Sem comentários... Ego é pouco nesse corpo!

- voce pode me ensinar a fazer laços de fita plastica: A troco do que?? Coisa mais brega! Sem contar que eu adoroooooo quem conversa assim com o google...

- algo bem quente a dois no dia dos namorados como fazer com que ele nunca mais me esqueca? Se vc não te a criatividade necessária pra isso... Agora você pode tentar fazer a vida dele um inferno, te asseguro que nunca mais ele te esquece...

- tudo agora vai depender da flexibilidade do rabo da lagartixa: Eu sempre disse isso, agora que os atrasados começam a se dar conta

- preciso de uma receita de chimia de abobora: Eu contei 8 procuras sobre chimia de abóbora, o gente com vontade de comer chimia, é chatinho de fazer, compra no super em potinho! Viva a modernidade!

- monólogos de Shakspeare aprede que demora anos para se conquistar mas segundos para destruí-las momentos felizes o mundo não para o jardim: Traída? Confusa com certeza...

- você foi toalha pro meu rosto agora é tapete pros meus pés: Dor de cotovelo?

-escolhe eu ou ela: O google que vai responder por ele? Dá um chute logo e vai viver mulher! Até porque eles sempre escolhem elas!

- trepo mesmo: Que bom!! Eu tb (procurando pela memória!)

- se eu fosse uma caneta seria um texto escrito: Como? Não me diga! Mas vc seria a caneta ainda, não o texto!

- enfiar a língua virgem: A sua língua é virgem? Vc quer enfiar a língua na virgem? Eu juro que tentei, mas não entendo...

- entretantas eu / blog da jana / jana do entretantas / entretanas: Mamãe, eu sou famosa!

- blog do Marcelo Antony/ marcelo antony / fotos do marcelo antony pelado / anotony pelado: Todas as variações possíveis, ainda o campeão de buscas, mas eu já disse, não tenho, não tenho, não tenho... mas queria ter...

terça-feira, julho 08, 2008

Questionáriozinho...

Por total falta de ter o que fazer, peguei em um blog ai:

Um nome: Bernardo
Uma palavra: Bunda, boa de dizer.
Um sentimento: Paixão
Um verbo: Querer
Um gesto: De carinho
Um 1º lugar: Ganho medalha?
Uma cor: Azul
Um objecto: Livro
Um dia: Sexta-Feira
Um Mês: Agosto
Um ano: O próximo
Uma letra: Sou mais, um conjunto delas.
Uma estação: Inverno
Uma flor: Girassol
Uma fruta: Manga
Uma matéria: Literatura
Um passatempo: Que o tempo passe!
Um esporte: Inércia
Um herói: “Os meus heróis, morreram de overdose”
Um exemplo: Não gosto de exemplos, mas eu posso desenhar pra quem quiser entender...
Um filme: De suspense
Uma música: Várias músicas...Da MPB
Um programa de TV: Eu mal vejo tv...
Um time: Grêmio, por ser apenas, nem sei a quantas anda
Uma mania: Grifar livros, morder os lábios, carregar uma colher de sobremesa na bolsa...
Uma profissão: Dá pra ser mulher de homem rico?kkkk
Um sonho: Uma vira de 180º
Uma coisa importante: Ai eu amarro um fio no dedo pra não esquecer
Uma sorte: O banheiro vazio na hora que se esta apertada
Um medo: "Eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz"
Um amor: Bernardo
Um perfume: Que me remete a pessoas
Adoro: Muito...Pessoas, coisas, situações....
Odeio: Muito mais ainda
Amigos: Por afinidade
Um lugar: UMA casa
Um cheiro: Terra molhada
Um horário: Noite, com precisão? 00:00hs
Um sorvete: Chocolate, Passas ao rum
Um ciúme: De livros. De amigos.
Uma cidade: Porto Alegre
Uma saudade: Meu pai.. e mais algumas que não devia.
Um hobby: Escrever.
Uma peça de roupa: Pijama
É indispensável: Que eu esteja errada no final.
Um website: Sto. Google, tudo sabe, tudo vê.
Um gosto: O BOM Gosto
Um defeito: Ansiedade, entre outros já confessados.
Uma qualidade: Sinceridade
Uma comida: Japonesa
Um doce: Mousse de chocolate
Água na Boca: Faz tempo que não aparece alguma coisa que me dê.
Uma frase: No momento: "Que eu vou experimentar um dia o delicado da vida... " Frejat, Clarice, Cazuza.

segunda-feira, julho 07, 2008

Eu sou uma má pessoa...


Pois é. Sou mesmo. E assumo. Assim como pra mim sempre me foi mais fácil afirmar meus defeitos do que as qualidades. Sempre soube todo ruim de mim na ponta da língua. Seria uma forma de auto-flagelação? Não sei. Mas sempre me foi mais fácil. Já me assumi egoísta, já me assumi mal humorada... E hoje me assumo invejosa. Não que eu vá querer o que é seu. Mas eu quero igual ao seu. Pois se você pode, eu também posso. Teoricamente.

Ai que no sábado, levando Bernardo para assistir Kung Fu Panda (assistam é bem legal!) encontrei uma amiga que não via há séculos, uns 7 anos mais ou menos. Pergunta da vida, responde da vida. Fico sabendo que não casou com o noivo (filho de um deputado federal) depois de 9 anos de namoro, que deu uma coisa e não casou, se desapaixonou, me disse. Até ai eu entendo muito bem, perfeitamente. Ai me conta que ta casada, com um comentarista esportivo da maior emissora daqui. Feliz, fazendo faculdade. Eu juro que tava feliz (e to ainda) por ela. Porque sei o quão difícil foi a vida dela, e pô, ela merece. Eu estava sendo uma pessoa boa. Ai que ela me pergunta se to casada, normal né, afinal eu to em idade de estar casada, ela ta casada, claro que ela queria saber se eu também estava casada. Digo que não, conto resumidamente meu último relacionamento, motivo pelo qual me faz não estar casada hoje. Então ela solta “ahh mas também tu é louca, louca de pedra não tem como estar casada!”. Toda minha meiguice sumiu, e eu só conseguia pensar se ela era burra ou idiota. Se depois de tudo que eu contei, era culpa da minha loucura não estar casada... Ela deveria ser muito alienada.

Comecei a pensar, a pessoa vem da merda, e nesse momento esta casada com um comentarista esportivo famosinho, porque ele é só um comentarista esportivo da tv regional... não o Bonner, só pode ter ficado alienada. Só pode estar pensando se ela conseguiu agarrar um partido desses qualquer mulher que não consegue agarrar partido algum, é louca... E incompetente, o que é pior... E eu fiquei lá com um misto de raiva e inveja, da situação, não do casamento dela com o cara diga-se de passagem que eu nem acho ele bonito. Pensando que deve ser maravilhosa essa alienação toda, porque ela vive alienada, mas ela vive muito bem obrigada. Ai a raiva foi passando e eu fui ficando só com a inveja. Pois é eu assumo, me consumi de inveja. Enquanto ela com certeza me olhava e sentia pena, por essa vida solitária e medíocre, no quanto eu deveria ser incompetente.. Eu a invejava pela pseudo-alienação colorida e feliz que ela vive....

sexta-feira, julho 04, 2008

Terapia...


Nada melhor do que aderir a uma terapia intensiva...


Eu aderi! Muito, mas muitooooooo melhor que Freud! rs

quinta-feira, julho 03, 2008

Fluxo... Refluxo



A dor faz crescer. É fato. É sabido. E eu não contesto. A gente pega no tranco mesmo. Mas ai dizer que SÓ a dor ensina a crescer, é burrice. Demagogia. Sabe aquele tipo de pessoa que vê toda merda ali espalhada e insiste em dizer que lá no fundo tem um perfume bom que vai nos ajudar? Eu enjôo com isso. Vomito. E também não da pra se fazer de vítima. Ninguém é vítima de nada. Já escrevi sobre isso, sobre o assumir a culpa. Mas essa de lição de moral, não é pra mim. Ética e moralidade se aprende de outra forma. Gente rosa e otimista em tempo integral me dá calafrios. Fico pensando o tamanho do tombo desse povo quando acordarem desse sonho na terra do nunca. Às vezes aquela merda toda é só bosta. E deu. Fudeu-se e pronto! Acabou. Ponto final. Não se aprende nada, só se vomita. Teve uma época que eu quis ser ameba. Me contentar com pouco. Com menos. Não ter essa coisa que queima aqui dentro e me esvazia e me enche num piscar de olhos. Não ter interrogações e conseguir viver apenas com afirmações de terceiros. Eu juro que quis. Porque acho que deve se ter uma dose de felicidade na ignorância. Mas foi ai que li uma frase do Umberto Eco, que diz: “Alguém que é feliz a vida toda é um cretino; por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto.” E eu desisti. Não sei ser ameba. Sou inquieta. Inquieta de mais pra isso. Eu posso até ser cretina. Na verdade, eu tenho alguma cretinice em alguns pontos da minha vida. Mas inquietação, essa eu tenho sempre, diariamente. Não sou vítima. Definitivamente não sou rosa. Mas também não sou preta. Só to inquieta esperando a merda toda cair para que eu possa começar a limpar. Sem lição alguma no final da história. Sem essa de fecha-se porta e abre-se a janelas. Por favor.

terça-feira, julho 01, 2008

No limbo...


Enquanto me encontro cá nesse limbo nebuloso algumas coisas acontecem em paralelo...

- Conheci Carol, do Expresso pra Dois, uma carioca que anda pelas bandas de cá a congelar de frio... Quer ver quem é? No meu Orkut tem...

- Me mudei. Estou morando no cu do cu do mundo... Problemas daqueles todos com letras maiúsculas me fizeram ir pra lá... Por quanto tempo? Não faço idéia, mas por enquanto é isso, acordar cedo pra caralho, enfrentar ônibus ida e volta, e quase desmaiar de sono todo o santo dia.

- A única pessoa que gostou da mudança foi Bernardo que saiu de um apErtamento pra uma casa com pátio, piscina e o escabal. Ao menos alguém gostou.

- Esse stress todo me fez emagrecer 5Kg e baixar um número de calças. Tinha que ter acontecido alguma coisa boa nessa merda toda né...

- Depois da tempestade... Vem mais tempestade. E não me venham com palavras rosa e otimistas, que eu ando megera o suficiente pra mandar todo mundo longe.

- Alias, ando megera o suficiente pra muitas coisas.

- Pintei meu cabelo, enfim me livrei do tricolor que estava, castanho, vermelho, amarelo... Agora ta Chocolate Glacê, uma nova coloração, Loreal Creme Gloss .

- Meu lado direito ta todo fudido, pescoço, ombro, braço. Dores terríveis. Anti-flamatório, relaxante muscular, nada resolve... Amputação?

- Não tem coisa mais irritante do que esperar e-mail. Definitivamente.

- Talvez eu comece uma sessão remember aqui no blog. Textos antigos enquanto a vontade não volta. Aliás, alguém disse ai nos comentários, que não devia me punir me afastando do blog. Desculpa ai, mas que punir o que jacu? Eu ando é totalmente sem saco pra toda essa coisa.

- Entrei definitivamente num Ciclo Seco, bem no estilo Caio Fernando Abreu.



E termino também com Caio:

"você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. e você sabe disso.
o caminho é in, não off. " (Cartas)



É eu sei.