E no meio desse tiroteio todo ainda encontra-se a nossa amiga. Perdida. Sem certezas. Precisamos salvar essa novela mexicana queridos amigos, antes que isso vire uma tragédia, ou pior, uma comédia pastelão.
Janaina Das Loucas anda vivendo em clima “eu tenho um namoradinho”. E fazendo coisas, que francamente andam decepcionando a narradora cachorra desse folhetim. Nossa heroína não viaja no feriado, porque paralelamente a esta história que não nos renderia um tostão, existe uma “saga do chuveiro” acontecendo. E para tentar solucionar o problema do chuveiro “meio-a-meio” nossa protagonista decide ficar no seu lar.
Eis que na noite do feriado Roberto Valente aparece. Nosso casal protagonista vai as compras. Vinho, pão, presunto, queijo, chocolate... Eis que no caixa do supermercado acontece algo que, senhoras e senhores, realmente me deixou boquiaberta, uma cena que em outros tempos atiçaria a sua cachorra interior... Mas não, nossa Das Loucas, esta fazendo jus ao seu nome e ficou lá, impassível, melancolicamente vivendo sua mulherzinha. Tsc, tsc, tsc. Alguém ai tem que fazer alguma coisa, por favor! Chame essa mulher de volta a razão!!!
Já no feriado, depois do “almoço em família”, nossos protagonistas vão passear no parque, enquanto a dona cachorra não vem. Chimarrão, solzinho da tarde, e passeio de mãos dadas. Para piorar literalmente o que já estava indo para o brejo. Nosso Roberto Valente convida das Loucas para um jantar na casa de alguns amigos... E ela, queridos amigos, no topo de seu surto psicótico, aceita.
Mas nem tudo esta perdido para nossa amiga cachorra, prova disso é que para chegar a esse tal jantar “meus amigos são teus amigos”, nossa amiga teve que caminhar. E todos sabem que o que mais tira nossa protagonista do sério é caminhar. Em diversos momentos dessa caminhada, nossa cachorra esteve a ponto de gritar em alto bom som “o que eu estou fazendo aqui!!??”.
Mas já que estava no inferno, mais fácil abraçar o capeta. Jantar. Amigos legais, gente zen. Zen de mais é verdade. Mas legais. Gente que é vegetariana (ainda bem que era sopa, pois todos sabem que nossa heroína odeia mato), que toca uma música zen, com uns toques de indignação. Tudo zen de mais pra cabeça dela. As pessoas não falavam merda. Não gargalhavam. Não zuavam... Era vinho, cachaça, sopinha com alpiste, e música, música, música... As meninas tem uma bela voz, Roberto Valente tocando violão fica sexy. Mas, música zen, com vinho é música boa pra dormir...
Já em casa, naquele clima vou deitar no teu ombro o ver DVD, nossa protagonista, mostrou que nem tudo esta perdido, ainda há salvação para essa alma, ainda há coerência nessa cabeça, ainda a sangue em suas veias, ainda a muito de cachorra em sua alma! Pois queridos leitores, ignorando todas as ultimas horas zens e “eu to pagando pau de mulherzinha”, Das Loucas fez um dos sexos mais cachorros de sua vida... Auuuuuuuuuuuuu!



















