quinta-feira, março 13, 2008

Trimmmmmmmmmm!




Meu ex ao telefone ontem a noite:

- To precisando conversar....

- Te recomendo um terapeuta. Ele vai ter um prazer enorme em te ouvir.






A pedido da Renata, vou colocar o SMS que rolou depois.

Ele mandou: "Não te reconheço mais!"

Respondi: "Algum dia você me conheceu?"


Fim!



Porque ninguém merece desenterrar os mortos!

quarta-feira, março 12, 2008

Carta ao Coração.

Então tá. O negócio é o seguinte, você tanto pediu por isso, você tanto lutou e agora ta ai. Resolva! Coloque todos os pingos nos “is”, ajeite essa confusão e me diga o que eu faço! Como assim você não sabe?? Eu havia decretado a quase dois anos que essa coisa toda não era pra mim. Mandei você se aquietar ai dentro e se convencer disso. Mas se eu não sou uma pessoa obediente. Porque você seria?

Mas agora escuta, segura a onda. A minha e a sua. Não da pra dar uma de descontrolado não. Porque a cara que esta sendo colocada a tapa é a minha. Segura a tua onda porque, já que você me meteu nisso, dessa vez eu quero fazer tudo certo. Como se eu lá soubesse qual o jeito certo! Mas você ta avisado, se tiver que juntar os cacos você vai sangrar junto comigo.

Não tava bom pra você antes? A gente latia por ai feliz. Aproveitávamos muito. E nem tinha o medo do depois. A gente era feliz não era? (Não responda!) Ta certo que faltava alguma coisa, que alguma coisa tava fora do encaixe. Mas a gente levava bem. Agora tem esse turbilhão de coisas acontecendo e você quer que eu encaixe tudo sozinha!

Pare com essas taquicardias e arritmias! E venha já me ensinar como agir. Não foi você que queria tudo isso, deve ter um plano estratégico. Agora me ensina como chegar ao x! É lá que eu cavo e encontro à arca dos tesouros né? Por favor, da pra me dizer alguma coisa coerente?

Eu sei que você ta gostando, que ta se divertindo ai batendo freneticamente depois de tanto tempo num compasso morno. Mas é tão perigoso... E eu não sei se ainda tenho aquele gosto pelo perigo... Já tenho cicatrizes de mais pra me arriscar no bang jump... E não to precisando de um tombo de cabeça... Ok. Estou subindo. Aproveite. Mas não diga que eu não avisei!


**A Clara Lu fez uma para seu relicário e eu fiquei com vontade...

segunda-feira, março 10, 2008

Monotemática.


Sim. Completamente monotemática. Eu tento escrever diversas coisas e acabo voltando sempre ao mesmo ponto. Eu tentei escrever sobre meu novo corte de cabelo, curto, acima dos ombros. Mas acabei me dando conta na terceira linha que cortei meu cabelo, pois estou completamente diferente por dentro, que quis demonstrar por fora. E a culpa é sua. Depois eu tentei fazer alguns tópicos do meu dia, naquele estilo, fale pouco pra não falar bobagens. Mas lá pelo quinto tópico percebi que quatro deles direta ou indiretamente estavam ligados a você. Eu já comecei um texto que falava de horários, mas eu quis falar disso por conta dos teus horários malucos que me fazem sair de casa como uma desvairada às 2 da manhã. Um dia eu terei a sorte de gostar de alguém que tenha uma vida longe de mim das 8:00 às 18:00? E depois seja só meu? Sinceramente, acho que não. Eu tenho o dom de escolher o mais difícil.

Eu queria mesmo era falar dessa bagunça toda que ta causando da minha vida. E me dei conta que já falei sobre isso. Mas parece que tem bem mais coisas bagunçadas do que linhas que eu escrevi. E que as coisas estão fugindo (ou já fugiram?) do meu controle e que eu estou morrendo de medo. Mas, mais uma vez isso já foi dito. Na verdade eu queria era que você soubesse de tudo isso. Mas eu finjo bem. Eu acho. E você não sabe de nada.

Porque me disseram, e eu concordava, que devemos dar espaço, que não devemos demonstrar assim tudo. Porque a gente sufoca e assusta. E eu sei que tenho o dom de assustar. Então eu tento entrar no teu ritmo quando na verdade eu queria tudo mais acelerado. E quem foi o idiota que disse isso de espaço? Com você eu quero provar que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço!

Eu sei, eu sei... Monotemática... Mas me dêem um desconto... Fazia muito tempo.

sexta-feira, março 07, 2008

quarta-feira, março 05, 2008

Do que não posso mais negar...

Meu corpo todo dói. Stress. Daqueles causados por quem sofre por antecipação. Daqueles causados por quem tenta decifrar o futuro não escrito. Meu sono foi-se embora definitivamente. Ando passando a madrugada a conta gotas, câmera lenta. Daquelas madrugadas que tu pensa, e não pensa nada. Daquelas que tu tem inúmeras conclusões, que não concluem nada. Que relembra. Ri e chora. Ri das lembranças e chora de medo.

Ando tento palpitações. Suores e tremores. E mesmo sem dormir, os sonhos andam aqui do lado. Perdi os assuntos. E fiquei chata, confesso. Focada em um só. É isso faz as pessoas ficarem chatas. Tenho passado o dia com o celular no colo, esperando que ele toque, vibre, emita qualquer som. Se toca, e é você, espero quatro toques pra atender, como se estivesse ocupada de mais. Encho minha voz com um ar blasé, que acredito não te convencer. E quando não toca me pergunto que de tão importante e urgente você esta fazendo que ainda não bateu aquela vontade de falar comigo?

Ando meio nervosa. Às vezes meio boba. E ultimamente minha paciência tem se evaporado como água no deserto. Sensações tomam conta do meu estômago, borboletas ou monstros se alternam e dançam freneticamente em mim. Respiro fundo e engulo o ar para não correr o risco de vomitar. Adquiri um novo mantra e o repito a cada minuto: “Devagar, bem devagar”. Não que eu acredite em mantras. Mas como você me fez acreditar em coisas que eu já havia desacreditado há muito tempo... Posso agora até acreditar no mostro verde comedor de pedras que mora no centro da terra.

Tenho me sentido fora de mim. E meio sem chão por não achar minha cachorra. Será que foi domesticada, como disse a Clara-Lu? È. Eu ando assim e mais um monte de coisas que tento esconder pra tentar manter a credibilidade e a imagem desse blog.

Mas agora. Eu me importo? Nem um pouco! Muito melhor essa vida montanha russa, do que a vida carrossel que eu tava levando. Já tava tonta. To preferindo me queimar a me afogar em água morna...

segunda-feira, março 03, 2008

Segredos...


Algumas experiências são tão inesperadas, tão intensas e tão surpreendetes...
Que acabam sendo impublicáveis...


Agora tenho dois segredos!

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Gente grande...



Eu só sei que tenho um bolo na garganta. Que não desce e não consigo vomitar. Eu só sei que assim beirando os 30 não aprendi metade daquelas coisas que diziam que eu aprenderia com a idade. Tem coisas que não sabia lidar aos 18 e continuo não sabendo. Não adquiri paciência e não perdi a pressa. Com a idade somente o grau dos nossos problemas mudam. E pra maior. E pensamos mais, bem mais. Como tudo era simples antes, onde qualquer ferida se curava com mercurocromo. Agora a gente derrama um vidro de mertiolate no corte só pra fazer arder. E já que eu acho que não tenho mais tempo a perder, porque me aconselham calma e espera? Por mais que eu reconheça é tão difícil simplesmente deixar que a vida tome seu curso. E é, pra mim, mais complicado aceitar que o poder de decisão não é meu. São essas pequenas grandes coisas do dia a dia que me fazem perder o curso, o rumo, o prumo. Quando eu era gente pequena tudo que eu sonhava era ser gente grande. Mal sabia o que dizia... Gente pequena é tão mais simples, não precisa seguir as regras do jogo, não esconde sentimentos... E principalmente não tem bolos na garganta indecifráveis. Gente grande... Não entendo o mundo delas... Bergth!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Jogos



Olha eu já fui uma boa jogadora. Eu já gostei desses joginhos que a gente faz sem propósito algum, apenas por diversão. Eu já achei interessante dizer “não” que significasse “sim”. E já gostei de largar aquele “talvez” às duas da manhã só pra deixar alguém confuso.

Hoje eu sinceramente acho tudo isso muito cansativo. Meu “não” continua, às vezes, sendo sim, e meu “sim”, “porém”. Mas não mais pelo prazer que me dava esses jogos de relações humanas. Nesses eu não gosto mais de blefar. Eu não tenho mais idade, mais tempo e nem estrutura pra suportar tanto blefe. Minha sobrancelha vai arquear, meu queixo vai tremer e todo meu blefe será descoberto.

Eu ando numa fase transparente, clara, translúcida... De sim que significa sim. E ponto final. Ou ponto de exclamação? Dou respostas objetivas a perguntas certas. Não embolo mais o meio do campo. Não aposto mais fichas que não tenho. E não vou além do meu saldo. Jogos podem até ter a sua dose de charme e graça. Blefar até pode fazer o coração acelerar. Mas garanto que conheço formas bem mais interessantes pra isso. Se você faz questão do jogo, que tal uns dadinhos em uma noite chuvosa? Até te deixo ganhar...

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Então...

Então que de uma maneira geral todas essas sensações, esses sentimentos não me fazem bem. Não que não sejam bons na essência. Mas as incertezas, as dúvidas e essa coisa toda mais, me pira. Eu poderia dizer que sei quando alguma coisa acontece, pois tenho noites de insônias. Mas estaria mentindo. Eu tenho insônia sempre. Mas quando essa insônia se torna perturbadora, quando minha ansiedade, meu medo e minhas incertezas tornam-se tão desconfortáveis que chega fazer de todo esse desconforto, dor física.

De um modo geral nada disso me faz bem. Porque eu preciso ter certezas, porque eu preciso saber o que irei receber em troca, no que estou pisando, e ter o controle de como pisar. Porque eu preciso estar segura. Eu preciso ter o controle sobre mim mesma principalmente. Então eu sei quando algo acontece, pois o que mais tenho pairando aqui são pontos de interrogação, pois vejo que minha pseudo-segurança não serve pra nada, quando eu me pergunto silenciosamente “que controle?”

Medo. Talvez seja a palavra que melhor defina. Todos nós sabemos que a desilusão anda no enlaço de sensações como essas. E teve momentos da minha vida que isso nunca me importou. Mas acabamos por experimentar tanto dessa desilusão que ficamos por esperar que ela esteja sempre correndo atrás de nós. Medo de não saber ler mais os sinais que o outro demonstra. De não conseguir perceber. E de que talvez toda essa coisa boa que ando sentindo aqui dentro acabe por me fazer mal. Só que se tiver que fazer, vai fazer. Do ponto que to não sei se consigo recuar.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Nas nuvens...


Estão vendo aquela nuvem mais afastada à esquerda?

Estão me vendo ali em cima?

Não?? Como não?

Mas eu tô! Repara só!




Tabém se eu cair... Passar um tempão juntando os caquinhos rsrsrs

Besos pessoas ( ho ho ho)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Das pequenas coisas que te compõem.

A Ana D perguntou, a Clara-Lu respondeu, e eu fui no embalo.



Quais as coisas que você acumulou e que te compõem?

Saias. Rasteirinhas. Óculos. Lente de contatos sempre no armário do banheiro (e sem saírem de lá nunca). Perfumes cítricos e amadeirados. Banho morno até no verão. Meu filho. Impulsividade. Ou é assim ou não é. Morenos. Sotaques. Escrever a lápis. Falar tudo. Caio Fernando. Cazuza. Livros. Musica nacional. Comédias Românticas e Suspense. Dedo podre. Pessimismo nato. Tudo com duplo sentido. Mafalda.Turma da Mônica. Cultura inútil. Clarice Lispector. Engenheiros. Falar, falar, falar. Ansiedade. Sofrer por antecipação. Certezas incertas. Uma certa incoerência. Vontade se mata. Gente bozinha só se fode. Pergunta constate: “ainda da tempo?”. Vinho. Cerveja e boteco. Culinária japonesa. Sorvete de chocolate e passas. Pastelina. Bala azedinha. Batom e lápis. Brincos grandes. Clorets. Tatuagens. Uma certa dose de peruagem. Cabelos finalmente crespos. Peitos peludos. Coxas grossas. Olho pequeno. Frejat. Hoje, agora, já. Armaduras. Humor negro. Ironia de sobra. Azul, preto e marrom. Cabelo preso pra dormir. Fatos e atos. Agir antes, pensar depois. Impaciência. Ter sempre que entender. Escrever. Querer, querer, querer. Medo de altura. Insônia. Reticências. Surtos verborrágicos. Apertar sempre na mesma tecla. Insistência. Fantasmas internos. Noite. Frio. Omiô. Urbana. Mulherzinha X Cachorra. Exagerada. Ogros sensíveis. E mais. Muito mais...

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Um bom filho a casa torna


- Voltei pessoas! Morrendo de saudades de vcs!!

- Mas ao me deparar com a minha mesa, tive a certeza que preciso de férias de novo... Estou soterrada de coisas. Então fiquem ai olhando algumas fotinhos até eu pôr isso em dia.

- Assim que der prometo visitar todos! E fazer um post decente.

- Eu juro que to morena (bem... comprando com a minha cor de parede de escritório de antes), mas na foto não da pra ver (alias tem bem poucas fotos minhas, e as que tem estão horrorosas rsrsrs)

- Dá pra alguém me colocar por dentro dos assuntos do BBB? Hahahahaha

- Nada assim de bombástico pra contar pra vcs... Férias totalmente família e bem tranqüilas, regadas a ceva e caipirinha...

- Mas minha volta ta bem interessante (mas ainda sem detalhes...). Talvez eu venha a precisar de umas aulinhas de espanhol ho ho ho ho...

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Plantão de Férias!


- Meu irmão colocou internet a rádio;

- Isso não significa que ficarei pela net, tem feito dias lindos!! Saio as 8:00 e volto da praia só depois das 19:00h. Tomo banho e rua de novo!!

-To bronzeada!! Amanhã tem parque aquático e nem to ligando (viu como férias faz bem a mente?);

- Não visitei ninguém (se chover eu visito hahahaha), mas vim dar notícias pra vcs não morrem de saudades!!!

- Era isso, vou que a cerveja ta esquentando!! (que vida difícil!)



PS: Foto do Bernardo ontem na praia (não baixei todas ainda, e como podem ver não aprendi a arrumar a data!). Desculpe a correria e o post podre, mas ando sem vontade de escrever. Mente vazia e relaxada!



Fui pessoas!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Férias


- To indo, volto dia 18.

- Aqui em Porto Alegre chove. Aquela chuva chata, fina.

-Espero que pare e o sol apareça (ao menos dentro de mim!)

- Me desejem sorte. Para o parque aquático. Para que tenha sol. Para que tenha alguma mudança. Para novos ares.



Até a volta pessoas!

terça-feira, janeiro 29, 2008

Blá...Blá...Blá...

- To sofrendo de uma espécie de falta-de-inspiração-preguiçosa-pré-férias. Tenho preguiça de tudo. E completamente sem assunto pra por aqui. Os que tenho não interessariam vocês.

- Ontem tava de mau humor. Por isso não apareci. Era capaz de rosnar e morder. A crise aguda já passou. Agora só to rosnando, infelizmente.

- Bobeiras Bobagem Besteiradas. Então que a tal miss têm aprontado poucas e boas. No maior estilo bêbada chata e fiasquenta. Mas vamos combinar que sem ela lá eu não daria metade das risadas que dou.

- Tempo ta meia boca. Até domingo o jornal ta marcando pancadas de chuvas. To pensando em enganar o tempo e viajar só na segunda... Mas se tem uma coisa que eu gosto menos do que praia é praia com vento, e o nordestão ta pegando lá pras bandas que eu vou. To preparando meu saco, esvaziando completamente ele para agüentar o que me espera!

- Se tem algo que me irrita é gente que se acha. Se tem algo que me irrita mais é gente que se acha e mente descaradamente. E se tem algo que me irrita infinitamente até a ponta dos meus cabelos é gente que se acha, mente descaradamente e eu simplesmente não suporto nem olhar pra cara sem ver o cinismo escorrendo...

- Definitivamente eu só escrevo algo que preste se estou com raiva, triste ou apaixonada. Assim estando “nada” só sai essas coisas que simplesmente não interessam ninguém.

- Se vocês me acham cara dura e sem noção deveriam conhecer a minha irmã. Em um dia ela marcou o recorde de perguntas indecorosas e sem noção. E nem eu tenho coragem de colocá-las aqui.

- Minha sorte no orkut: "Sorte de hoje: Você e sua mulher terão uma vida feliz". Bizarro! Bizarro!!!

- Então que tava andando na rua ontem e na minha frente vinha uma moça conversando com uma senhora de mais ou menos 70 anos. Ai que a guria fala: “então vó, eu to ‘FUDIDA’!” E a senhora dentro de sua sabedoria, para e olha pra a neta e dá um dos melhores conselhos que eu já ouvi na minha vida. “Mas minha filha, que graça essa vida tem se a gente não “fuder”?” E caiu numa gargalhada. Eu atrás não me agüentei e ria também. Pois é. Não da pra perder o humor, principalmente quando estamos “fudidas”.

- Quanto “mente” neste post: completamente, infelizmente, descaradamente, infinitamente, simplesmente, definitivamente, principalmente...

- Eu desesperadamente estou completamente e assumidamente sem nenhum assunto. Despretensiosamente.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Agonizando na produtividade.

- Sono.Sono.Sono.Sono. Agora pergunta se a noite eu durmo?

- Estou precisando fazer dieta! Minha mãe me perguntou sarcasticamente se eu iria comprar um maiô.

- Como no vi BBB ontem, e não verei hoje, fico completamente sem assunto! kkkkkkkkkkkk

- Vocês já viram um homem com uns 45 anos completamente apaixonado? Ta difícil de segurar. Ainda mais se esse tal homem é meu irmão e é casado a mais de 20 anos. Ta naquele chove não molha e não se decide o que fazer da vida dele. Não sou moralista e todo mundo sabe. Mas gamou na guriazinha, vai lá e assume isso, paga pra ver. Porque todo mundo já sabe, mas ficam fazendo esse teatro de normalidade. UP DATE: Ninguém entendeu, o problema não é ele se apaixonar (é ótimo se apaixonar em qualquer idade) é ele ser casado e ter se apaixonado não pela esposa!! E principalmente não assumir, e não saber o que fazer!

- Definitivamente essa frescura de bloquear fotos e recados no Orkut é o fim. Aquilo perdeu toda a diversão que é justamente futricar na vida alheia! Ahh vai dizer que você não espiava o seu ex, a baranga... Confesse!

- Naquele programa que mostra como o povo que viaja no google chega até os blogs, essas semana encontrei coisas do tipo: "o significado de tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa" (eu falo muito isso, mas sentar pra te explicar vai depender da tua flexibilidade de imaginação); "qual a idade que já podemos beijar na boca?" (dizem que pra algumas outras coisas sentar e encostar o pé no chão já ta de bom tamanho, pra beijar quando vc descobrir o que fazer com a lingua ta valendo); "como fazer sexo anal sem doer" (Ky menina, muito Ky! Acrescenta ai um boa dose de vontade e já era!); "eu te perdi e foi por orgulho que não fui te procurar" (e quem nessa vida já não fez isso? ou melhor deixou de fazer, por orgulho. Mas quer saber? Foi melhor. Escreve ai, foi melhor! Orgulho faz com a gente não fique se rastejando por ai). Ai ai ai, cada uma.

- Amanhã é aniversário da vaca mais amada deste pasto, então todo mundo lá para dar os parabéns certo? Porque ela merece! \o/


Bom findi pessoas! Que semana que vem eu volte mais inspirada!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Produtiva?

- Minha família é completamente exagerada. Resolvido meu esquema de praia. Vou mesmo pro meu irmão. Não devo fazer baladas e afins. A praia é calma (ta certo que é ao lado de uma movimenta até de mais) e minha cunhada não é o ser mais prestativo do mundo, então não teria com quem deixar o Bernardo a noite (quem sabe suborno minha sobrinha? rs).

- Bobeiras Bobagem Besteiradas. Depois eu que uso óculos!! Que essa gente tem na porcaria da cabeça? Tira aquela coisa maravilhosa de se ficar olhando (ele nem precisava abrir a boca!) e me deixa aquele ser esquisito, narigudo e chato. Eu li num jornal local que a tal miss disse para o peguete dela lá que sentia falta de uma festa muito louca. Com “bala”, “ácido” e “outras coisinhas mais”. Não sei se a Globo passou. Não sei se é nem verdade. Mas que a guria é doida todo mundo já tinha notado, agora dar a cara a tapa assim na TV? Será que agüenta o tranco? Porque esse bando de gente moralista vai cair matando.

- Bem então, minhas férias. Começa dia 01 e termina dia 15, ganho dois dias de lambuja e devo estar de volta dia 18. Pra deixar todos informados. Por favor, façam figa pra não chover (ano passado choveu os 15 dias inteiros!!!!).

- Bernardo além da praia quer ir, nas férias, num parque aquático, vejam o que uma mãe é capaz de fazer! Eu já não gosto de verão. E ainda vou ter que encarar um parque aquático!! Sim, sintam pena!

- Ahhh pra lembrar!! Dia 02 de fevereiro é dia de Iemanjá. Então acendam uma vela azul. Joguem flores no mar e façam seus pedidos!

- Minha produtividade esta caindo vertiginosamente. To ficando sem coisa (in)úteis pra falar pra vocês.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Continuando a Produtividade



- Insônia, tem épocas que me persegue. Ando numa. Não, não tem uma explicação, não tem um motivo, não tem um problema, apenas aparece. E a infeliz resolveu dar o ar da graça. Acontece que fico o dia destruída, mas chega à noite, só deitar na cama que todo sono e cansaço desaparecem. Um inferno.

- Eu vou pra praia nas férias. Ou ia. Nem sei mais. Tava tudo certo, ia pra casa do meu irmão que mora lá. Mandei um e-mail perguntando/avisando/comunicando, respondeu dizendo que as coisas por lá andavam meio “sinistras” e que me dizia durante a semana. Não sei, talvez babe. Se de fato não der certo e não arrumar alguém pra dividir uma casa ou uma pousada bem em conta, não rola. Se não rolar Bernardo vai ter um troço, a um mês ele só fala dessas férias.

- Eu nunca tive um janeiro sozinha em casa tão comportada. Uma eximia dona de casa, sem a parte de lavar e passar todo dia, mas assim, bem caseira. Janeiro chegando ao fim da uma sensação de “bom, eu acho que evolui” e outra “que merda, perdi um mês inteiro de festa”. Mas sei lá, não aconteceu. Ou melhor. Aconteceu assim. Então por algum motivo que eu ainda desconheço deve ter servido para alguma coisa. Eu espero.

- Acabei de reler Cartas, do Caio Fodástico de Abreu. Talvez agora essa nostalgia e esse buraco tão cheio dêem um tempo. Ou não. Vai depender do que vou ler. Pensei em reler “A Casa dos Budas Ditosos” do João Ubaldo, talvez assim aflore a cachorra que mora em mim e eu não tenho a mínima idéia de onde foi parar.

- Assisti “Avassaladoras” ontem a noite na TV. Já tinha visto. Nada de surpreendente o filme, mas impossível não pensar ou não se reconhecer.

- Contar pra vocês sem dar nome aos bois. Quinta fui ao aniversário de uma amiga. Trinta anos (ano que vem sou eu!), um pub meio Irlandês (acho!) e encontrei um cara ai que já esteve por aqui nos posts. Tanto lugar pra sair e tínhamos que ir para o mesmo lugar. Tava ele e a namorada. Veio me dar oi, me apresentou a namorada. Bem eu achei que a menina tava grávida! Como tava sem óculos e sem lente (que até agora não sei onde as enfiei) fui assim tirar a dúvida. Perguntei pra aniversariante, ela confirmou, gravidez gritante. Eventualmente eu e o cara nos falamos (motivos profissionais), então no dia seguinte ao aniversário nos falamos, fui obviamente dar os parabéns pelo Baby. Silêncio cortante doutro lado da linha. Eu sentindo a bola fora: “ela ta grávida, não ta?”. Não! Não estava. Só não quis um buraco pra me enfiar porque sou mais debochada do que envergonhada e cai na risada. Ria e pedia desculpas ao mesmo tempo... E só consegui pensar que a gente reclama de barriga cheia. Confesso que fez um bem filha-da-puta pro meu ego!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Patati Patatá

- Epa lá! Que bando de auto ajuda é essa? Teve quem me mandasse ler/ver “O Segredo”! Vamos combinar né? È só mau humor, talvez alguma chatice extra. Mas ainda não enlouqueci! “O Segredo”? Não to nesse nível de lavagem cerebral. Ainda to preferindo sentar num boteco e chorar as mágoas, depois rir de todas elas!

- Também não to com minha auto-estima abalada não gente. Sim, eu me amo! Só que sou modesta. Só que sou exagerada. E quando to de mau humor é tudo mais dramático. Mas passa, sem chance de eu cortar os pulsos (alias se fosse fazer algo desse tipo com certeza tomaria uns comprimidinhos, bem mais chic e limpinho! rsrs), então guardem o pretinho básico e os óculos escuros.

- Pois é tem a minha bunda. Minha bunda realmente não ta essas coisas, mas ainda ta uma bunda. Ainda parece uma bunda. Não esta parecendo um pedaço de carne adiposa disforme. E não da pra perder as esperanças! Um dia entrarei na faca assim e sairei uma Jana aperfeiçoada!

- Alguém ai nos comentários falou em príncipe encantado. Eu sempre fui mais do lobo mau. Mas digamos que eu tivesse um príncipe encantado, ele com certeza já caiu do cavalo e ta em coma em algum hospital!

- Bobeiras Bobagem Besteiradas. Sim eu vejo. E sem discursos ai. Todo mundo vê. Agora o que foi aquilo do gatinho que pegou a miss gaúcha (alias ela é a versão loira da outra miss gaúcha que participou, passa a idéia de que no Sul toda mulher tem a mesma cara) querendo uma DR com sei lá, duas semanas de “ficação”? Ta certo que eu acho que a mulher lá extrapola. Ta beijando a boca do gatinho não ta? Então pra que ficar dançando com cara de “me come” pra todos os carinhas? Mas ai o maluco vir com aquele papo “quero te fazer uma pessoa melhor” não tem santo que agüente. Mas mulher é triste, aposto meu dedinho que ela vai se policiar agora. Tem mais. O barbudo quando anunciou de cantinho a homossexualidade dele, levou um milhão. Não gosto dele, mas escrevam ai. Mais ainda. Eu gosto de morenos todo mundo sabe, mas têm alguns loiros que me fazem abrir uma exceção. O que é aquele Rafael Galego?? De passar mal, com aquela cara de “nada me abala”, eu passo mal! Ta no paredão agora o coitado, se ele sair juro que o abrigo aqui em casa. A última, prometo. Aquela ruiva, não sei o nome da infeliz, me da nos nervos, o criatura com mania de perseguição! Vai pro analista!

- Como podem ver voltei a ser uma pessoa extremamente produtiva!

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Linha do tempo...

Tempo. A vida era tão simples. Eu estudava, brincava, comia. E pronto era isso. Inocência. Com 9 anos no meu sonho aos 21 anos estaria rica (trabalhando como secretária porque eu achava legal), teria meu próprio apartamento ou dividiria com alguma amiga. Festas. Carro. Um namorado. E deu, era isso. Eu teria sido feliz assim. Aos 22 eu já tinha um filho. Um amor mal resolvido. Morando com minha mãe. E sem nenhum dinheiro extra. Realidade. Agora quase aos 29 eu tenho mais de um amor mal resolvido. Nada de dinheiro extra. Carências. Pensamentos complexos. Uma certa insatisfação. E minha bunda nem em sonho se parece com a minha bunda dos 20 anos. E só hoje, eu consigo entender que se a minha evolução continuar nessa linha eu estarei fudida e falida em pouco tempo. Mau humor.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Patética

Então é isso. Lá no fundo. Bem no fundinho, não acredito mais nesse Amor (com letras maiúsculas), ao menos não nesse amor romântico. Mas aqui fora, na casca, no leve, a gente de uma forma e de outra espera que aconteça. Pateticamente a gente espera.

Eu tenho evitado sentar para escrever algum texto assim mais “encorpado”, ando tão dramática, tão exagerada, tão patética. Me bate o medo de que em um desses meus textos truncados e ultimamente completamente melo dramáticos, vocês pensem que ou estou sofrendo de amor ou estou prestes a cortar os pulsos ou estou louca. Mas calma, nem tudo é assim tão gigantesco. Ao menos não assim por fora. Ando apenas um pouco afetada. O externo contribui. Sozinha em casa. Amiga de MSN para surtos diários trabalhando. Esse calor insuportável que me deixa mole, sem forças. Isso tudo contribui para carência saltar aqui dentro. Mas por fora to controlando bem. Quase um ser normal. Meio patético. Mas ainda dentro dos parâmetros aceitáveis de convivência social. Ao menos eu penso estar.

Reler Caio também tem ajudado a acentuar essa fase me-socorre-que-niguém-me-ama-ninguém-me-quer-e-eu-vou-ali-cortar-os-pulsos, eu sei que acentua, porque piro junto com ele e começo a fazer conjecturas e dá nisso.

A Lu, escreveu uma vez:

Dizem que o diabo mora nos detalhes. Mentira! Deus mora nos detalhes. O diabo mora é no vazio.

Não naquele vazio que Drummond achou que era falta, ausência. Felizmente ele descobriu em tempo de nos ensinar que esse era apenas um "estar em si". Não naquele que Nietzsche tomou por companheiro. Não naquele fundamental, transcendente e quase terapêutico que faz a gente se perguntar se Sartre não estaria certo quando disse que o inferno é o outro ...

A casa do diabo é aquele vazio que ocupa todo o espaço que a gente dá e nos toma o restinho que sobrou, o que a gente não daria, se pudesse. É o vácuo que responde pelo nome que chamarmos e que se alimenta basicamente do que a gente pensa que é bom, alheio a verdade indigesta de que a vida real quase nunca é tão boa quanto à imaginação."


Eu acho que resumidamente é isso, é um vazio tão preenchido, que não da pra explicar sem ser eu de certa forma melodramática. Desamor, sem não ter sido amor. Da pra entender? Sobra tanta falta! É essa coisa gritante que a vida real nunca é tão boa quanto à imaginação. E de certa forma eu ando vendo tudo tão mais real.

Sem motivos para pânico. Eu ando apenas meio patética.

Mas passa. Sempre passa. Passará.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Caio Fernando Abreu e suas verdades que me cortam...

"Será que isso que a gente chama de amor se passa sempre fatalmente em dois níveis? O da fantasia, da emoção real, poética - e o da realidade que descamba para a agressividade, para a dureza? Por que, na segunda feira, eles (nós) não revelam a carência do fim de semana e se dizem coisas duras? Realmente, por que, afinal? Se não seria mais fácil se a verdade pudesse fluir? Um pouco mais além: mas será que a verdade poderia mesmo fluir? Será que verdade e fluência não se opõem, contrapõem?

E coisas como: amor existe mesmo? Ou só existe o permanecer de praços abertos, pronto (a) a receber alguém que nem sequer chega a tomar forma? E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projecta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior...

(...)

Há demônios às vezes incontroláveis que me vêm a tona."

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Blá...Blá...Blá...

- Bernardo e a prima (minha afilhada) montaram um bar. O local? O barzinho da sala da minha irmã. Os clientes? Eu, a avó, minha irmã e meu cunhado. Acho que cansados da gente ficar pedindo as coisas eles resolveram tirar algum proveito disso. Vendem tudo. Alguns preços que lembro: 01 copo pequeno de refrigerante: R$ 1,50; 01 copo pequeno de suco: R$ 1,00; 5 unidades de tic tac: R$ 1,00; e também oferecem vários serviços: Aluguel de gibi: R$ 1,00; 5 minutos de massagem: R$ 5,00... Em dois dias de funcionamento do bar, já tinham em torno de R$ 22,00... Empreendedores não? Rsrsrs

- Relendo Cartas de novo, vi ontem uma frase que me pareceu maravilhosa, algo mais ou menos assim: “Depois de chorar duas cachoeiras, sempre podemos passar um creme Nívea”. Eu simplesmente adorei, não que tenha a ver com a minha fase, to carente e não tendo crises de choro... Mas eu acho que sei lá, sempre se tem “um creme Nívea”....

- Alguma boa alma quer me dar de presente, me emprestar, me alugar... “Meu nome não é Johnny”, tava querendo ler antes de ver o filme...

- Eu juro a vocês que se eu não comer peixe cru num prazo de uns 4 dias, terei um colapso nervoso. Ainda mais que ganhei uma cortesia de um festival de sushi (por conta de uma reclamação a um atendimento que fiz) em um restaurante maravilhoso... Mas não to afim de ir sozinha. Quer coisa mais deprimente, e o maior atestado de carência do que ir jantar sozinha?

- Eu ando tendo crises por conta “off line” mas ainda não to pronta pra falar. Pode ser apenas neurose. Ou não... Só consigo é ficar pensando: “Não é pra mim. Não é pra mim. Se convença!”

quinta-feira, janeiro 10, 2008

E-mail em Retalhos...

To relendo Cartas do Caio de novo. Sempre acho uma coisa nova naquele livro, impressionante. Minha casa ta uma bagunça, não tenho ânimo (ta fazendo calores absurdos aqui) pra arrumar e nem limpar nada. Mas já me dei o ultimato de hoje não passa, arrumo tudo aquilo.

Eu sei, to embromando. (já viu que eu geralmente embromo quando faço merda?). É eu fiz merdinha. Mas não to arrependida não. Não to mesmo (...) Não sei se lê. Só falamos amenidades (e perversidades?) (...) Rimos, bebemos de mais (...) São 8:05 e eu cheguei em casa as 7:30. É contido de mais sabe? (...) algo bem assim Clara-Lu (...) Não sei se da algo ou não da nada. Não pensei nisso (...) não pensei (bom ou ruim?). Não sei como te explicar, não é bonito, mas é bonito. Não tem uma beleza plástica padrão. Mas me atraiu em alguma coisa. Se ao menos não fosse tão contido.

(...) achei um "arivederci", soltei uma risada, não agüentei (...). Sei lá. To com sono. Meio de ressaca. Demais pensar nisso tudo agora (...) preciso perguntar se lê e o que lê. To falando nada com nada, penso e escrevo aqui pra vc. É saudade de te ter ali em tempo real. Queria saber o que tu pensa... Ai que falta tu me faz. Ao menos pra pirar comigo.(...) é isso, considerações são bem vindas. Tava pensando, queria escrever cartas como o Caio (pretensão eu sei) mas o leio e penso "devia dar gosto receber uma carta dele". Tinha umas idéias que ninguém mais tinha... Fugi do assunto. (...) To acabada hoje e indo no automático...


* (...) Partes suprimidas.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Sem graça...

Não esperem muito desse post. Eu sei. Eu ando uma chata. Ando completamente vazia de assunto. Vazia de muitas coisas. Na verdade acho que nem engraçada eu ando mais. Ando dispensando todos os homo sapiens que aparecem perto de mim. Porque sinceramente de sapiens eles não tem quase nada. Aprendi a ler cada uma das mensagens subliminares que eles andam emanando por ai, e não to caindo nelas. Antes eu lia e deixava-me cair com consciência. Saca aquela coisa de mentira consentida. É. Eu acreditava naquele bando de mentiras sinceras. Era enganada com meu consentimento. Que grande desperdiço de tempo! O meu claro. Agora meu tempo tem valido muito, mesmo que o esteja gastando com horas atiradas no sofá relendo meus livros. Tem valido mais, do que aquele arrependimento que vem logo depois que me deixava ser levada (a qualquer lugar). Eu não gosto de solidão. Eu sou aquele tipo de pessoa que nunca gostou de ficar sozinha em casa. Mas aprendi que minha companhia acaba sendo melhor do que esse tipo de companhia que não me agrega em nada. Melhor o tempo perdido, do que ficar perdendo tempo. Sim, tem horas que me bate uma carência absurda (naquelas que nenhuma amiga pode fazer algo) e eu quase ligo pra um boçal desses que nitidamente só estão interessados no que eu tenho no meio das pernas e pergunto “qual a boa de hoje?”. Mas conto até 10, respiro e penso “não vale a minha ligação”. Volto pro meu sofá (eu agora ando querendo um puff) e pras minhas releituras. Já ouvi que ando ficando velha e seletiva de mais. Mas me digam que mal há numa seleção? Me diz o que no fundo ganhamos saindo por ai com esses tipos que não estam nem um pouco interessado em saber o que você pensa, o que você é? Eu acabava perdendo bem mais do que ganhando. Perdendo meu tempo. Perdendo a minha calma. Perdendo a pose. Perdendo o saco. Perdendo a noite. Sabem eu posso até ter perdido a graça, mas não perdi o humor. Eu posso até ter ficado mais chata. Mas estou me privando de um monte de arrependimentos futuros. E pra isso nem me importo de andar meio sem sal...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Polianice...



É assim. Todo inicio de ano nos descobrimos imersos em crises existenciais, em projetos, em listas de promessas, em reavaliações. Eu não fiz lista alguma, e não me reavaliei, não escancaradamente, se fiz isso, foi internamente e com certeza de forma mais dolorida. O que aconteceu comigo foi bem pior: Eu nesse inicio de ano me descobri Poliana. Calma! Ainda não gosto de rosa, ainda acho um saco gente positiva sempre e ainda penso que a vida não é um mar de rosas. Minha face Poliana é mais disfarçada. Me confessei mulherzinha. E o pior, ando me confessando facilmente. O quer era arrancado de mim com dificuldade, hoje eu mesmo confesso sem esforço. Me tornei menos agressiva. E assim me exponho mais. A pior coisa de estar assim mulherzinha é que tudo dói mais, tudo machuca intensamente. De chorar vendo propaganda de TV! Não que naquela fase cachorra eu não sentisse as coisas. Mas era mais fácil de lidar. Era soltar um "foda-se". E pronto a vida segue. Era mais fácil esconder. Porque se sentia, mas não se mostrava, não se assumia. Não virava concreto. Agora não. Quando algo se torna concreto não tem como fugir do fato. Utopias e mais utopias. Sonhos e mais sonhos. É tudo mais gritante, em cores de Almodóvar. É ter que confessar que meu desejo de janeiro é bem simplório e por isso mesmo bem mais difícil. E se isso for evoluir, eu tenho que dizer a vocês, evoluir dói. E assusta mais ainda.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ano Novo...


* na foto dos pés, só eu com o pé esquerdo, não é agouro não, acontece que a unha do meu pé direito esta emagada por conta da cagada de natal...
** reparem que a esperta aqui não sabe arrumar a data na máquina!

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Regente em 2008.

Todo mundo sabe que não gosto de falar de religião aqui, pois religião é que nem bunda, cada um tem a sua. Mas muita gente me mandou um email perguntando que orixá regerá 2008 (coisa que se acha na net facim facim), e como cansei de responder os emails, vai aqui um resumo sobre Xangô, orixá que será o Regente de 2008.



XANGÔ: Orixá da justiça. Comporta-se ora com severidade, ora com benevolência.

Dia da semana: terça-feira

Cor: vermelho e branco

Número de axés: 06, 12, 24, 112, etc.

Comida: amalá, (carne de peito, com mostarda e pirão)

Função: demanda com justiça

Características: dono dos trovões, justiça, pedreiras e espíritos.

Saudação: kaô kabelecilê

Sincretismo: Aganju-São Miguel e São Gabriel; Agodô-São Jerônimo; IBeji -Cosme e Damião;



Bastante popular no Brasil, sendo confundido como um maior entre os outros, Xangô é um rei, porta-se como tal, cuida da administração do poder e principalmente justiça. Reina soberano na cidade de Oyó. É pesado, íntegro, possuindo um grau elevado de autoritarismo.
Suas decisões são sempre baseadas na ponderação, na sapiência e bastante corretas. É o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Considerado por muitos como Deus dos Raios e Trovões. Acredita-se que Xangô utiliza o raio como uma das suas armas, enviando-o como castigo, após estudar os prós e os contras do filho, como num julgamento usando a famosa balança da justiça. Seu axé está concentrado nas formações rochosas, nos maciços a flor da terra.O símbolo de Xangô é o machado com duas lâminas cortantes, indicando seu poder, indicando o olhar da justiça em duas direções.



Características dos filhos: O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Tem comportamento medido. É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar. É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando. É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guarda rancor. A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional. Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.



* O Orixá regente do ano, nada tem a ver com o orixá pessoal de cada um. O meu por exemplo é Iemanjá.



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Aproveito para desejar a todos um FELIZ ANO NOVO!


Meus desejos de fim de ano?
Que cada um chegue exatamente onde quer chegar. E quando 2008 acabar eu não tenha essa sensação de que perdi toda a diversão.





UMA NOITE MARAVILHOSA PRA TODOS!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Papai Noel me deu um presente...

Passei o Natal de vestidinho e havaianas, não que estivesse fazendo complô a essa gente toda que se enfeita pra comer peru e rabanada. É que eu tanto falei do Natal, tanto falei que essa época é um saco, que Papai Noel resolveu me dar meu presente antecipado pra que eu pudesse aprender. Na sexta feira, deixei uma mesa de centro feita de madeira de demolição cair sobre meu dedão! Além de arrancar um naco do meu dedo, simplesmente quebrei minha unha ao meio! Vocês devem imaginar como esta lindo. Realmente eu senti o espírito natalino latejando em mim...

Eu sou uma pessoa de sorte, de muita sorte. Quem me tirou no amigo secreto foi meu cunhado (valeu Noel), que tem o dom de querer ser engraçadinho. Havia pedido maquiagem de presente. Ele me comprou um estojinho de sombras para crianças, da turminha do querubim. Se eu ainda tivesse bonecas elas ficariam lindas! Eu mereço! Eu mereço!

Mas o que valeu mesmo foi ver o Bernardo, a ansiedade dele pelo amigo secreto, valeu todas as risadas. Cada um que ia revelar o seu amigo secreto dizia “meu amigo secreto é chatoooooooo” ele corria e abraçava “sou eu! sou eu!”, e a felicidade dele com os presentes...

Na terça, fomos a Gramado, na serra gaúcha, onde acontece o Natal Luz. Bernardo quase teve um troço, no mini-mundo, na Aldeia do Papai Noel.... Depois que estiver com as fotos, coloco algumas pra vocês verem.

Agora acabou, vou curtir meu presente antecipado algum tempo, e muito provavelmente meu look para ano novo será o mesmo, havaianas em mim!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Notinhas bobas de uma pessoa que anda meio se graça. Ou será a vida que anda assim?



- Então que inventaram um amigo secreto lá em casa, e não adiantou nem eu ser contra, fui voto vencido. Agora, eu que já tinha encerrado a minha odisséia de compras, vou ter que voltar a elas, as vésperas do famigerado Natal... Eu realmente mereço!

- Então que Bernardo e minha mãe vão para o Natal na minha irmã e não voltam, ficam lá até final de janeiro, quando eu saio de férias. Um mês inteiro com a casa vazia. Alguém ai ta afim de fazer umas festas e atazanar meus vizinhos?

- E por falar em vizinhos, eu nunca falei deles, são estranhos, tirando um ou dois apartamentos com gente normal o resto é bem estranho. Meu visinho do lado é manco e anda pelado o tempo todo dentro de casa. Como eu sei? A janela do meu quarto é de frente a janela da sala dele, tem cortina, acontece que ele colocou uma cortina transparente. Meu vizinho de porta, é um velho surdo, mas surdo de pedra, estranhamente quando alguém faz uma festa ele reclama do barulho. Esse mesmo vizinho, vez um auê uma vez quando a filha dele, de 35 anos (e segundo ele, virgem) apareceu grávida, fez com que trocássemos todas as chaves da portaria do prédio porque ela fora atacada, com certeza, ali dentro. Três apartamentos são da mesma família, todos judeus, e tem uma moradora, a campeã da baixaria e estranheza, que para implicar com as coitadas as velinhas, vai pra janela e começa a fazer a saudação a Hitler. Acho o fim, mas o que falta pra ela é sexo, mora sozinha com dois cachorros e nunca na vida vi ela com um homem. Alias é tão chata que uma vez em uma excursão a um templo budista, a deixaram no meio do caminho! O sindico é um bosta, advogado frustrado e fracassado, fica o dia todo passeando com o cachorro vira-lata dele e não cumprimenta nenhum morador. Meu prédio parece o Jambalaia. Kkkkkkkkk

- E por falar nisso, aquele programa o Toma lá, Dá cá, eu gosto, mas gosto muito mesmo é da atriz que faz a empregada.

- E por falar em televisão, eu li por ai (sim eu leio revista inúteis de fofoca) que o Juvenal Antena vai morrer e ressuscitar.... Seria o espírito natalino que esta atacando o autor?

- Vocês viram como estou produtiva?

terça-feira, dezembro 18, 2007


"Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada..."


Caio Fernando Abreu

sexta-feira, dezembro 14, 2007

POR QUE MOTIVO VOCÊ SE GUARDA POR TANTO TEMPO?


Me perguntaram isso nos comentários do post sobre castidade. Porque me mantenho virgem. Claro que foi falta de atenção em ler o post. Claro que todo mundo aqui sabe que de virgem eu devo ter o nariz. Mas psicologizando a coisa, a gente acaba se guardando mesmo.

Guardo as minhas vontades, por medo de não realiza-las. Guardo meus sentimentos por medo de não serem correspondidos. Guardo meus desejos por medo de serem simples ou bizarros de mais. Mantenho virgem algumas das minhas palavras, por não saber se é hora de dizê-las. Preservo alguns dos meus sonhos que não confesso por simples vergonha. Meus medos são guardados a sete chaves, pois preciso manter virgem a minha imagem de fortaleza.

Guardo tanta coisa, por tanto tempo porque muitas vezes é melhor enlouquecer sozinha no seu caos interno, do que ser incompreendida nessa constante busca de sensatez diária que tanto os outros travam. Porque ao nos preservar nos tornamos responsáveis por nossa danação ou nossa salvação. É um processo único e solitário. Que apenas os que também se preservam podem entender e ver o que escondemos por tanto tempo. Somente esses.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Lei de Murphy


Ele existe. E me odeia. Olha eu devia ter decidido por essa coisa de castidade antes. Bem antes. Foi eu tomar a decisão e chuva de homem na minha vida. De bombeiro desconhecido que me parou no meio da rua. Passando por “a gente pode se conhecer e ver no que dá”. Até futuras propostas de casamento. Uma enxurrada.

Impressionante isso, parece coisa do demo pra testar a força de vontade. Pra ver se caio em tentação. Por enquanto continuo firme e forte. Por enquanto... Ainda focada no meu objetivo. Agora vamos ver quem resiste mais, eu ou Murphy. Apostem!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Sexo é escolha...Amor é sorte...


Vou virar casta. Eu querendo apenas fazer amor e o povo ai nesse oba oba por sexo. Não que eu já não tenha feito parte desse grupinho. Fiz. E ainda continuo gostando de sexo. Do babado todo. Mas não é mais o que quero. Assumo minha fase carente. Minha fase mulherzinha. Não é o que quero. Sexo eu posso ter. Todo dia. Com pessoas diferentes. Pra todos os gostos. Tipo menu de restaurante. Mas não me basta mais. Porque sei que vou acabar pensando, que com um ou outro, eu poderia andar de mãos dadas e fazer amor. E eu simplesmente cansei de pensar. Eu quero é fazer. E a melhor coisa de conseguir fazer algo é, no caso, não fazer. Se quero amor não posso sair por ai trepando como uma louca insana. Nem por uma pele mais bonita. Nem por alguns minutos de êxtase.

Eu quero aquela coisa toda que a gente sabe que é fazer amor. De olho no olho, porque se tem certeza que é com aquela pessoa que se quer estar. De não ter pressa. Do carinho por si só. Porque sexo por prazer é trepada. E sexo por amor é carinho. É o não egoismo. É quere receber, mas também dar prazer. É toda aquela coisa toda que acho não ser preciso explicar pra ninguém.

Foi então que pensei em castidade. Momentânea claro. Se quero fazer amor eu tenho que parar de fazer o que não quero. É simples. Porque se eu ficar muito, mas muito tempo sem fazer o que quero, e nada do que não quero, pode ser que eu consiga achar em algum canto algo que eu quero. Não é possível que entre milhões e milhões de pessoas não tenha UM que queria o mesmo que eu. E claro, que possa me amar. E mais ainda, que a gente se encontre por ai antes dos meus 60 anos. Bem, há uma grande probalilidade disso nunca acontecer. Então morrerei casta. Mas ai eu tô literalmente fudida. Sem fuder. Alguém consegue imaginar coisa mais irônica e filha da puta?

Quero é encontrar alguém que queira andar de mãos dadas comigo. Para então fazer sexo com ele. E não fazer sexo e depois querer andar de mãos dadas, mas acabar é de mãos abanando. Sei que isso pode ser só uma fase, posso acordar curada disso tudo, novamente com aquela cachorra que mora em mim latindo alucinadamente, desesperada com a chatice que eu transformei a vida dela, chutando essa mulherzinha pra longe, tão longe que demore algum tempo pra voltar. Mas talvez, e eu suspeito que sim, vocês não ouçam latidos por aqui tão cedo... Tsc... Tsc...


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UP DATE:
Só para avisar que ELA esta de volta, direto da terra do sol nascente.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Blá blá blá

- Então já temos uma nova moradora há mais de uma semana, Pitty, a York que Bernardo ganhou do Padrinho. Como já tem 3 anos, não passei com aquela fase de choros na madrugada. Esta sendo mais fácil do que esperava, ela quase não late, faz as cacas todas no lugar certo e dorme bonitinha na almofada dela. Bernardo e minha mãe têm passeado com ela todo fim de tarde.

- O futuro “homem da minha vida” do post aquele não vingou. Embromação de mais. E eu ando sem saco pra qualquer coisa enrolada.

- Acabei de ter uma overdose de Natal, na função de organizar a empresa (sobrou pra mim), imprimir os envelopes para os cartões.... Minha cota de coisas fofas de Natal esgotou-se.

- Todo mundo me pedindo presente de Natal, Bernardo, afilhada, mãe.... E eu peço os meus pra quem?

- Gente, o post passado é só uma maneira de ver as coisas, uma forma de expor o que sinto ou como me sinto. Mas calma, não estou a ponto de cortar os pulsos. Ao menos por enquanto. Pretendo entrar de penetra, mas ainda não achei a porta ou muro que eu pudesse pular.

- “Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro” Caio F. – Lixo e Purupurina – Ovelhas Negras. Pois é...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

E meu convite? Deve ter ficado embaixo do tapete....

Então o tempo esta passando. E vou passando também. É, só passando. Espectadora de algo bem maior que acontece em algum lugar. Como se em algum momento alguma luz fosse acender bem e cima e dizer: “Ei chegou a sua vez de participar”. Como se uma hora viesse um convite para fazer parte de tudo isso que acontece. Seja lá o que for. Porque afinal deve acontecer alguma coisa além disso. A festa rolando e você de fora. Qual a senha para ser convidada? A palavra mágica?

É culpa desse oco. Desse vazio que enche tanto. Sufoca. É o que faz dormir mais, não para sonhar com algo que aconteceu, mas simplesmente por não querer acordar e nos dar conta que ainda não fazemos parte de nada. É algo como tentar pegar e achar o nada. Apertando a mão bem forte como se o vazio pudesse ser materializado. É o não querer ficar em casa sozinha. Mas não querer sair pra rua. Pois ser sozinha na rua é muito mais deprimente e assustador do que dentro das suas quatro paredes.

É não querer nem enlouquecer. Mas enlouquecer, e andar por ai com olhos que imploram um pouco de algo palpável, esperando que apareça um convite para essa festa toda que acontece e você só observa. E esse “não acontecer nada” nos faz ter fé por piedade própria. Pedir em lugar de agradecer. Topar aventuras tortas com olhos famintos de quem espera compulsivamente estar agora fazendo enfim alguma coisa.

Comer chocolate pois ele substitui o sexo e causa alegria. E ver que até para alegrias tem tipo. Tem forma. E que nem todo tipo –de alegria- sacia a sua vontade, quando ela não é de chocolate. E essa coisa toda de assistir algo maior acontecendo nos faz chorar do nada. Esperar o milagre. Mesmo que não se acredite neles.

É querer tanto algum movimento, alguma coisa, algum acontecimento e ocupar nossa vida com açucares, paixões forçadas ou simplesmente nos ocupar do nada. É ocupar a vida dos outros com carências, reclamações e questionamentos intermináveis. Consolar-se quando encontramos alguém assim tão oco quanto nós. Tão desesperado quanto nós. E no final, respiramos resignados. Não fomos só nós que não recebemos o convite...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Então é Natal... Ahhh não torra!



Dezembro começou e ninguém fala em outra coisa. É Natal! Todo mundo querendo saber onde vamos passar o Natal (dá pra ser num lugar bem longe de qualquer luzinha e da Simone cantando?). Com dezembro, e esse clima todo de “somos pessoas felizes e melhores” meu humor característico pra época do ano começa a tomar conta do meu ser. Bernardo já começou a me enlouquecer com a Carta do Papai Noel e sua lista de presentes. Nada modesto por sinal. Bem menos modesto que ano passado.

Todo mundo se amontoando em shopping para comprar os presentes. E eu nem sei ainda de onde tirarei dinheiro para tal fato. Querendo saber o que vão vestir, o que vão comer, o que vão ganhar. Por mim podia ser um chinelinho e um pijama, pra combinar com esse lugar distante que eu gostaria de estar na noite fatídica. Eu não tenho nem idéia do que vou almoçar hoje (e já são 11:00hs) vou pensar agora que vou comer no fim do ano? Como se a ceia mudasse muito. Peru, ou suas variações, rabanada, salada.... Todo ano a mesma coisa, gente sem criatividade.

Não montei e sinceramente se depender da minha boa vontade, nem montarei árvore de Natal. Ainda bem que eu tenho uma mãe que acha um absurdo não monta-la e vou continuar me amarrando até que ela faça isso.

Quem vem aqui há mais tempo sabe que dezembro pra mim é um mês perdido. De humor oscilante e quase sem saco pra nada. Então os “novatos” não se assustem. Não sou anti-social. A gente até podia marcar uma cervejada em algum boteco na noite de Natal. Desde que seja completamente distante de qualquer luz tosca piscando e da maldita da Simone que já começa a gritar nos corredores dos shoppings. Com a condição de quem ninguém de a idéia de fazer amigo secreto.

Depois vem fim de ano. E confesso que sou mais tolerante a respeito. Até chego a fazer alguma movimentação. Desde que não comecem com aquilo de “retrospectiva” porque se você fez merda e deu tudo errado o ano todo, adianta chegar no ultimo mês e fazer análise? Promessas de ano novo então... Como se mudasse o ano e mudasse a sua vida. Tudo de novo que você vai ter são as contas do cartão de crédito que você torrou no Natal.

sexta-feira, novembro 30, 2007

CItação




"Não há quem não prefira o conforto da dor conhecida à insegurança de novas formas de ser. Cuidado! Ou cada um se faz responsável por sua singularidade, mesmo que esquisita, ou vira genérico, substituível, descartável. É uma questão de escolha."

Jorge Forbes


quinta-feira, novembro 29, 2007

Era uma vez...


Então eu sou rica. Sou fútil. Mas fútil³. Tenho um cartão de crédito sem limite, que eu nem sei como se paga. Só sei que sempre esta pago quando preciso dele. A única coisa que me liberta dessa sensação de “saco cheio” é comprar, gastar. Entro no shopping e em cada loja a cara das vendedoras sedentas em vender me anima a fazer que cada uma delas despenque a loja inteira para mim. Todas as roupas caem bem, tudo fica lindo e nada realmente aperta em lugar algum. Compro sapatos por impulso, pois metade deles nem usarei um dia. Minha segunda parada de hoje é no salão, desses que vocês se ofenderia se eu contasse quanto custa fazer a unha. Cabelo, com a cara de “capa da Nova”, sobrancelha daquelas que começam e terminam no lugar certo, sem um fio fora do lugar, mão, pé... E pra fechar uma daquelas massagens relaxantes. Nada de drenagem linfática, nada de massagem estética. Musica ambiente, óleo quente, e muito relaxamento. Estou atrasada pro meu compromisso. Entro no meu carro importado e do ano, não encontro um sinal fechado, e nem engarrafamento. Encontro minhas amigas em alguma cafeteria onde servem medialunas deliciosas. O papo? Só amenidades. Sem essa de problemas existenciais. Não os tenho. Nem um pouquinho de crise. Pago terapeuta para resolvê-las. Homens? Tenho todos os que quero. Apenas moda, música, festas e riso solto. À noite, em casa, um banho de banheira com sais a luz de velas, um pijama de seda e um filme bobo na minha tv digital de tela plana. Comédia romântica é a melhor pedida. Adormeço assim, sabendo que meu café da manhã será servido na cama às dez horas em ponto. E já que estou sonhando mesmo, quero acordar com 10kg a menos.


* Tudo porque hoje estou me sentindo gorda (me sentindo = eu realmente estou mas não vou admitir isso!)

quarta-feira, novembro 28, 2007

Cap. Final: Do que eu falo no MSN

(saldo do dia)

Clara diz:
mas aki
Clara diz:
já filosofamos
Clara diz:
já falamos mal da vida alheia
Clara diz:
já reclamamos da nossa...
Clara diz:
dia produtivo hj, não?
Jana diz:
muito
Jana diz:
5 h. Tu vai comprar pão kkkkk
Clara diz:
tu já sabe dos meus horários, né?
Jana diz:
aff
Jana diz:
q saco
Jana diz:
sempre quando meu chefe sai, vc sai kkkkkk

Clara diz:
mas pode ser daki a pouco, não reclama mulezinha!
Jana diz:
kkkkkkk olha q eu vou chorar!
Clara diz:
ah é, até choramos hj
Clara diz:
realmente foi um dia produtivo
Jana diz:
muito! estamos evoluindo !
Clara diz:
uma tarde inteira de assuntos relativamente conexos
Jana diz:
tb achei
Jana diz:
muito produtiva
Clara diz:
e um giga texto, mto foda pra fechar
Clara diz:
estou orgulhosa da gente, Jana
Jana diz:
estamos evoluindo?

Clara diz:
será?
Clara diz:
de toda forma, vou colar essa conversa e guardar pra posteridade
Jana diz:
faça, no minimo rende um post kkkk
Clara diz:
rende
Clara diz:
é nisso que estou pensando
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Clara diz:
bom, já vou. Até breve

(/saldo do dia)

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terça-feira, novembro 27, 2007

Cap. 4: Do que eu falo no MSN

(momento chuva de confete)

Jana diz:
ta ai?
Clara diz:

Clara diz:
não ouvi tu chamar
Jana diz:
ai desculpa
Jana diz:
tava resolvendo as ferias com meu chefe
Clara diz:
tuas?
Jana diz:
sim rs
Clara diz:
tu não pode sair de férias!
Clara diz:
eu vou morrer de saudade
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Luciana diz:
qdo?
Jana diz:
eu quero tirar de 6/21fev
Clara diz:
preciso me preparar psicologicamente
Clara diz:
ah, ainda tem tp
Clara diz:
pensei que era pra já
Jana diz:
ele quer q eu tire 1/16

Jana diz:
Pq ai pega carnaval e ele fica sozinho menos tempo
Jana diz:
mas eu n quero
Clara diz:
É que alimento a secreta esperança de acordar outra pessoa no dia 01/jan e dai nem vou precisar te alugar assim
Jana diz:
mas vc ñ me aluga. Ou se acha q eu gostei aquele dia q tu disse "vou dormir"?
Clara diz:
ah, alugo. Isso é incontestável
Clara diz:
cara, aquele dia eu tava maus
Jana diz:
tu tava era um saco! kkkk
Clara diz:
a gente não ia dizer uma frasezinha sequer divertida
Clara diz:
poizé
Clara diz:
eu queria poupar vc
Jana diz:
mas gosto de vc até mesmo estando um saco
Clara diz:
me agradeça pela generosidade
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Clara diz:
(q coisa meiga isso: gosto de vc até mesmo estando um saco)
Clara diz:
pra qtas pessoas nesta vida a gente pode dizer isso a vera?
Clara diz:
estou comovida.
Jana diz:
kkkkkkkkkk
Jana diz:
q meiga

(/momento chuva de confete)
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*Continua

segunda-feira, novembro 26, 2007

Filho de peixe...

- Bernardoooo!
(silêncio)
- Bernardooooooooo!
(desistindo e indo eu falar com ele)
- Responde quando eu falar contigo guri.
- O que é?
- Vai escovar os dentes. Bem escovados!
- Que saco!
- Não é saco não!
- É um baitaaa saco!
- Não responde pra mim.
- Mas acabou de mandar eu responder!!! Tu não é boa da cabeça....

Posso com isso?

sexta-feira, novembro 23, 2007

Porque não pode ser ele o homem da minha vida?


Eu me pergunto. Sempre. Porque não pode ser ele o homem da minha vida? Me fiz essa pergunta a cada homem que conheci (vai dizer que vocês não? Hum... sei ....). E tenho certeza que vou me perguntar para qualquer um que venha a conhecer, até que um dia ele apareça. Então, quando o homem da minha se apresentar pra mim vai ficar tudo bem, e eu vou parar de insistir com homens errados que aparecem na minha vida. Vamos viver um comercial de margarina. Tsc!

A primeira tentativa (desde que eu comecei a pensar sobre isso -pois a gente só começa a pensar sobre isso depois de certa idade), de “porque não pode ser ele o homem da minha vida?”, me fez quase acreditar que era. Apesar de quase ele não abrir a boca. Acho que eu falava de mais. De nome impronunciável, ganhou logo um apelido, Confeiteiro, não que entendesse alguma coisa disso, mas por ser dono de uma padaria... Engordei horrores com ele! No fundo só me fez mal, me lenvando pra jantar toda semana, me mandando pães e afins. Virei A dona orca. Tive até a parte de montar casinha, e enfeitar tudinho. Lindo! Tinham que ver a cozinha toda branca, com mármore preto, vidros jateados, lixeira embutida... Acabei montando a casa pra outra morar. Mas com certeza ela odiou tudo! Difícil achar pessoas com bom gosto como o meu! Ho ho ho.

O segundo que tentei, me causa arrepios até hoje, me faz ter taquicardia toda vez que nos falamos. Me ferve. Me causa coisas. Simplesmente não agüento aquele sotaque e me derreto. Figurativamente falando. Pois a ressaca moral foi tão grande, que é algo como AA, só por mais um dia (cof... cof... cof...). Infelizmente o segundo futuro homem da minha vida, acabou sendo um baita de um safado comprometido. E mais infelizmente ainda, tenho contatos diários com ele por motivos profissionais, então, apesar de precisar de alguns copos de água depois de falar com ele, e de quase surtar a cabeça de quem estiver no MSN comigo, ele serve pra me mostrar que homens da nossa vida não aparecem em qualquer esquina... Ainda mais os de terno, charmosos, e ... ai ai ai. "Upi daite" atrasado: Bem eu sou do tipo que vou lá tirar a prova dos nove, mentira, eu fui pq tava a fim mesmo, sabe... carente. Mas foi bom, alguma coisa se quebrou, o encanto, vi ele tão mais normal, não saberia explicar direito, claro que ainda acho que seria perfeito se ele fosse o homem da minha vida, mas já sem tanta intensidade, claro que ele continua charmoso, gostoso, e bom de sexo, na verdade ficou isso, sexo é ótimo com ele. Ficou apenas isso. Sem grandes tragédias e ressaca moral.

O terceiro possível homem da minha vida que conheci era bonzinho de mais. Explicava tudo por demais. Era romântico demais. Daqueles que ficam olhando o nada... Queria romance, casamento, filhos e casa. Juro que tentei me comover com o seu jeito bom moço. Mas se não fervo não adianta, em banho maria não dá. Eu tentei, tentei, tentei. Ta bom, não tentei tanto assim, porque quando ele revirou os olhos pra mim, desisti da minha tentativa. Tem que ter muito claro quem é a mulher numa relação!

O da vez “porque não é esse o homem da minha vida”, é algo que ainda esta em processo, é algo muito surreal, só vi de foto, apesar de estar aqui do lado. Nunca falei com ele (“upi daite” de ultima hora: me ligou ontem à noite), apesar dele ter meu telefone. E mesmo ele dizendo todo dia “entre tantas, vc”, nada aconteceu. Porque sei lá, complicado de mais, problemas de mais... Desconfianças minhas de mais. Porque sou que nem São Tomé. Só vendo. Olhando... Pegando... Tocando... Essa coisa de virtual, de ter paciência, de esperar, não da pra mim não. Se quer é pra agora. Palavras bonitas não me comovem... Minha ultima tentativa, pra ninguém me acusar de mulher sem coração, foi dar uma dura. Agora ou vai, ou desaparece no espaço.

Ainda me pergunto, quantas vezes irei precisar gritar: “Porque não pode ser ele??????” É, ele mesmo, simples, rápido, sem enrolações, mentiras, complicações.... E de preferência, pra sempre!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Trivialidades...

- Faz dois anos que Bernardo me pede um cachorro. Da primeira vez eu dei um periquito. Que morreu um tempo depois. Da segunda vez eu dei um peixe. Que morreu um tempo depois. Agora, depois de muita insistência, ele irá ganhar um cachorro do padrinho. Só espero sinceramente que ele não morra um tempo depois.

- Não é que eu não goste de cachorro. Eu adoro. Dos outros. Quando criança já tive vários, muitos ao mesmo tempo. Além de papagaio e mico. Eu apenas cresci e virei chata o suficiente pra não ter o mínimo de paciência pra cuidar de um cachorro. E lá vamos nós aos latidos.

- Bernardo e minha mãe estão na casa da minha irmã, desde sexta. Então obviamente estou sozinha em casa. Segunda quase enforco o banho. Entrei no boxe e dei de cara com uma barata tamanho GG. Sai do boxe, com movimentos lentos e calculados. Vai que a desgramada me vê e tenta me pegar. Sentei no vaso, pensando o que fazer. Se não estivesse tão quente, eu teria passado por cima de todos os quesitos de higiene e não teria tomado banho, até que a dita se abalasse a sair do lugar. Mas não dava, estava quente. Decidi fazer tiro ao alvo. Peguei meus chinelos e comecei a atirar na infeliz. O chinelo batia e ela saia correndo pro outro canto. Nada de esmagar ou ao menos aleijar. Outra tarefa árdua era recuperar os chinelos para mais tentativa. Uma operação de guerra. Depois de umas 8 chineladas à distância, a infeliz finalmente vira de barriga (?), batinhas pra cima. Pego uma sacolinha plástica, enrolo na minha mão (pra não correr o risco de encostar na bicha), coloco o meu chinelo na mira, fecho os olhos e ploft. Mais um corpo estendido no chão.

- Acredite quem quiser. Apesar de estar sozinha estou bem caseira, nenhuma festa essa semana. Eu no meu ninho. Algo precisa ser feito! Isso não sou eu.

- Estou quase a passo de me esquecer da ressaca moral que algumas atitudes causam no dia seguinte. Um estoque de água ajuda a passar por isso não é mesmo? Ho ho ho

quarta-feira, novembro 21, 2007

Cap.3: Do que eu falo no MSN

(momento confessional)

* CONTEÚDO CENSURADO *

Clara diz:
fazem esse tipinho “ou me amem ou que explodam”, mas só querem atenção
Clara diz:
quem precisa manter um blog agressivo assim? Pra quem lê é engraçado, mas convenhamos!
Clara diz:
e deixa eu ser sincera: no início eu achava a msma coisa de vc!
Clara diz:
e agora eu tenho certeza!!!
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Jana diz:
tudo bem: eu te achava muito cult kkkkkkkkk

Clara diz:
Q te prendeu ao rascunho?
Jana diz:
eu te achava inteligente da porra e dizia "vou escrever coisa cult q nem ela"
Jana diz:
eu ainda te acho inteligente

Jana diz:
mas menos cult e mais louca kkkkkkkkkkkk

Clara diz:
é, tá vendo? ninguém é normal nessa porra!
Clara diz:
cult é qdo escreve coisa que não dá pra entender?
Jana diz:
cult é aquele povo que fala bonito coisa q tu demora anos pra entender e com uma frase tu conseguiria kkkkk
Luciana diz:
(um dia q eu tiver bem sem assunto, vou editar isso e publicar)
Jana diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


(/momento confessional)
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* Continua
** Pois é, eu ando bem sem assunto rs

terça-feira, novembro 20, 2007

Diversos...

Mene:


A Ana D me passou essa corrente, disfarçada de um nome bonitinho, onde eu tenho que declarar minha amizade por 10 blogueiros:


Mônica: Não é segredo pra ninguém que eu amo essa vaca de pasto verde.

Carol: Minha alma gêmea gay.

Mila: Que mesmo afastada dessa vida blogueira nunca vai se afastar do meu coração!

Elisa: Minha amiga de net que virou bem real.

Cin: Que tem posts incríveis, e é sempre carinhosa.

Clara-Lu: Seria impossível tentar explicar o porque, simplesmente pq nossa alma vibra junto.

Solin: Porque adoro as bizarrices dela.

Erika: Que é sempre uma fofa, estando junto e pedindo por mim.

Ana D : Que é uma fofa, com a mente tão louca quanto a minha.



Cap. 2: Do que eu falo no MSN


(momento filosofia de boteco)

Jana diz:
mas sabe aquele gostar com pesar?
Jana diz:
“pqp pq tem q ser assim?”
Clara diz:
eu sei
Clara diz:
qto mais triste mais bonito soa...
Clara diz:
quem lê só vê a parte bonita, mas quem escreve sente o qto é triste
Jana diz:
é guria, é mais q triste é foda

Clara diz:
qdo eu falo que te entendo, acho que tu não alcança o qto...rs
Jana diz:
eu acho que alcanço pq no fundo sentimos a mesma coisa, aquela falta de tempo pra fazer o q nem sabemos o q é
Clara diz:
e cara, nem é falta de tp
Clara diz:
é precisar de alguma coisa que a gente nem sabe o que é
Clara diz:
enton, como vai procurar?
Clara diz:
entende?
Jana diz:
ñ procura, a gente ficar esperando o raio. a verdade, o mar se abrir, o cavaleiro...
Jana diz:
até desistir e voltar a andar sabe-se la pra onde
Clara diz:
poize, e esperar dá nos nervos
Clara diz:
embora seja a única coisa que a gente possa fazer

(/momento filosofia de boteco)
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*Continua


Piada Interna:

Pois é, porque??? Porque a voz que me derrete é a voz que não posso ter...
Muita judiaria.... kkkkkkkkkkk

segunda-feira, novembro 19, 2007

Cap. 1: Do que falo no MSN...

Clara diz:
olha, nunca mais volte a ser cachorra! Tá ótemo!
Jana diz:
kkkkkk tá ótemo pra quem?
Clara diz:
oras, pra quem lê ... alguém tinha que tirar proveito disso
Jana diz:
só se for mesmo
Jana diz:
pq eu, nekas

Clara diz:
mas diga-me, de onde saiu tanta inspiração hj?
Jana diz:
cara sei lá
Jana diz:
começei a escrever, era pra ser uma coisa completamente diferente
Jana diz:
quando vi tava "xingando o mundo" kkkkkkkkkk
Jana diz:
foi assim, era pra ser um texto meia boca... de ah vida cruel kkkkkkk
Clara diz:
é o q eu digo: essa mulezisse tda tá fazendo bem pro blog
Clara diz:
ficou mto bom
Clara diz:
aquilo das “verdades absolutas/relativas” foi show
Clara diz:
e “tds perdidos dentro do seu próprio umbigo”
Clara diz:
per.fei.to
Jana diz:
ate eu gostei


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*Continua

Trilha sonora...

Coisas que eu sei
Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão




Eu quero ficar perto de tudo que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
O meu conhecimento é minha distração



Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o 'Play'


Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo 'tá' fechado pra visitação


Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei


Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais, depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei


Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei


As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim


Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia


Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia


Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei

terça-feira, novembro 13, 2007

Do não entedimento...

Então enquanto as coisas não se resolvem, eu fico assim. Mal resolvida. Com um bolo na garganta. Algo que tranca e me impede de respirar. Para não sufocar, dou respirações curtas e lentas. A agonia do não saber me é pior do que a certeza do errado. Enquanto isso, fico esperando e pensando. Pensando de mais. Cá com os meus botões. No quanto o simples pode ser extremamente complexo e difícil. Já assumi meu lado mulherzinha. E já disse que essa coisa de cachorrice é só para assustar. Ou me defender. Pois cão que ladra, não morde. Quero a coisa simples. Mas hoje é mais fácil ser complicada do que simples. Antes as pessoas se apaixonavam. Eu me apaixonava. O querer era mais fácil, sem problemas, sem dificuldades. Era tudo mais normal. A gente dizia: “eu vou” e “íamos”. Tínhamos menos medo. Ou mais coragem. Hoje a gente quer ir, mas não sabe pra onde. Não sabe com quem. Simplesmente parece que nada mais pode nos tirar desse estado de inércia. De espera. E construímos castelos areia que nós mesmos desmoronamos. Enfiamos o pé. Nenhum castelo é suficiente para abrigar tudo aquilo que sonhamos, que almejamos. Destruímos simplesmente sem nem perceber que talvez ele possa ser aproveitado. Que mais alguns baldes de areia resolveria o problema. Não! Simplesmente nos desinteressamos e pronto, amassamos tudo naquele bolo de areia disforme. Destruímos também os castelos alheios. Não por maldade. Não no intuito de acabar com a brincadeira. Simplesmente por reconhecer que aquele castelo não nos basta, não nos pertence, não da pra pegar a bandeirinha e simplesmente gritar que é nosso. Porque não é. Porque igualmente nos falta algo, e nesse caso, não tem balde de areia que resolva. Eu sei, você não esta entendendo nada. Mas não se preocupe. Às vezes o entendimento é pior. O saber de si chega quase a enlouquecer. Melhor simplesmente não saber, ou não entender. Pois quando começamos a entender, que seja um pouco de nós, não podemos simplesmente fechar os olhos e fingir que não vimos. É impossível. Aquela verdade medíocre cospe na nossa cara e temos que admitir. Admitir que talvez a gente esteja a perder o rumo. Ou a procurar um rumo que é quase inexistente. Numa cegueira momentânea. Procurar algo que nem sabemos o que é. Porque as coisas poderiam ser simples. Sem embromação alguma. Mas temos tanto medo... As pessoas têm tanto medo que acabam mascarando tanto, para que só aqueles que queriam correr o risco encontrem seja lá o que for. Chamem de verdade. De querer. De glória. De perdição. De caminho... Não importa. O que importa é que embaçamos tanto, que acabamos por embaçar nossos próprios olhos. Eu sei. Nada disso ta fazendo muito sentido. Mas quem disse que precisa fazer? Não se preocupem com o sentido. Nem tudo faz sentido. E não é por não fazer que deixa de existir. Para isso tudo talvez apresentar algum sentido, eu deveria classificar as idéias em ordem, colocar parágrafos, talvez uma prévia explicação. Mas a vida se explica? A vida lá tem parágrafo? É um amontoado de coisas que vem aos supetões e você interpreta como quiser, se quiser. E quase sempre errado. Então esqueça essa coisa de sentido, de pingos nos “is”. Meu sentido não é o seu. Minha interpretação não é a mesma. E no fim, seria a mesma coisa. Cada um com a sua verdade absoluta... Completamente relativa. E todos perdidos dentro do seu próprio umbigo. Porque no fundo é com isso que nos importamos, com o nosso umbigo e pra onde ele deve ir. Mesmo que nem sempre a gente saiba pra onde ele esta indo. Porque não sabemos, simplesmente não escolhemos. Somos arrastados. E estamos lá. Esperando que algo aconteça. Esperando que tudo tenha um propósito. Esperando o milagre. O cavaleiro no cavalo branco. O mar se abrir. Um raio cair do céu. Uma luz. Uma iluminação. A verdade. Que alguma coisa aconteça! Raios! E simplesmente nada acontece. Ninguém aparece. Então você da meia volta e começa a esperar de novo, começa a tentar achar o tal rumo pra algum lugar ou lugar algum. Com aquele bolo trancando a garganta. Até que um dia a gente vomita tudo isso, e vê que nada fazia sentido. E nem tinha o porque.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Figa. Sorte. Oração. Rezas. Pedidos. Energias positivas. Bons Pensamentos. Axé. Luz Divina. Miagre. Fé. Esperança.



Não interessa o credo. A crença. Apenas me desejem coisas boas.
Pois hoje ou acontece o milagre ou o PROBLEMA despenca de vez na minha cabeça...


Dor de barriga!