sexta-feira, outubro 13, 2006

Reflexos de um músculo involuntário...


Sou oito ou oitenta. Os outros 71 não me interessam. Sou dos extremos, das sensações desconcertantes, de euforia ou depressão, não sou de estar mais ou menos. A minha vida nunca “vai indo”, ou vai ou não vai. Sinto tudo grande, alegria, amor, tristeza, vontade, desejo, dor... Por isso mesmo não sei ser indiferente a nada, não consigo ser indiferente as pessoas. E como algo que não sei fazer, também não sei lidar. Ame-me, ou me odeie, você tem toda liberdade disso. Xingue-me ou me diga palavras de amor, posso até não gostar de ser xingada, mas lido muito melhor com isso. Não sei lidar com pessoas indiferentes, não sei, assumo. Eu mesma queria ser assim, queria ligar o foda-se, mas eu não sou...

Sensações, boas ou ruins, borbulham dentro de mim, e entram em erupção. Eu preciso disso, eu preciso falar pra você o que sinto, o que não sinto, o que quero o que não quero. E acho que todo mundo deveria ser assim. Acho isso por egoísmo, é verdade. Porque preciso saber o que passa dentro da sua cabeça, o que acontece...

Porque eu não consigo entender como ontem falavas em coisas que me faziam sonhar e hoje simplesmente me ignora. EU NÃO SEI LIDAR COM ISSO OK? Não sou perfeita, ninguém o é. Sou cheia de imperfeições, como qualquer outra pessoa. E quando vejo alguém ser indiferente comigo, eu surto, saio da casa, enlouqueço, perco a cabeça. Faço merda. Muitas talvez. Mas prefiro fazer merda a ter aquele ar blasé de “isso não me abate”, porque me abate. Porque preciso das coisas ditas, das verdades expressas, das coisas claras, das virgulas e pontos em seu lugar.

Indiferença é algo que me consome, mesmo sabendo que esse é o objetivo de alguém que me ignore, que eu me consuma aos poucos, eu não sei apenas me afastar do pensamento. Minha cabeça dá voltas e voltas, levanta suposições, cria enredos, tenta entender, encontrar o erro, a explicação.

E isso assusta, aos outros e a mim mesma, assusta muito, porque eu queria ser indiferente a tudo isso, mas por natureza não sou, e assumo as minhas fraquezas, não tenho vergonha disso. Sou fraca. Por trás dessa carranca de “nada me abate” eu sou fraca, sou carente. Sou de explicar a explicação...

O coração anda apertado, porque quando ele achou que “agora vai”, “agora estou pronto pra tudo de novo”, se enganou, se iludiu, ele não estava preparado pra indiferença... E eu acho que nunca vai estar...

quarta-feira, outubro 11, 2006

" Tudo de bom que você me faz / Faz minha rima ficar mais rara / O que você faz me ajuda a cantar / Põe um sorriso na minha cara..."

Saltar! Fechar os olhos... Sentir as borboletas... É borboletas andam a me rondar... Quem diria? Nem eu me atreveria a dizer... Minha amante Esperança em plena juventude tentou se matar. Despertando no hospital deparou com uma enfermeira que a interpelou: Mas por quê, por quê? Ela respondeu, sucinta, lúcida, plena de sua própria dor: Sem esperança. Todos conhecemos esses dias sem horizonte à vista. A experiência nos ensina que eles passam, a não ser que estejamos doentes ou sejamos ferrenhos pessimistas por natureza ou formação. Ser mais ou menos otimista depende de criação, ambiente familiar, disposição genética (ah, a genética da alma...), situações do momento. Claro que ter confiança quando se está contente é fácil. Mas não somos só nossa circunstância, somos também nossa essência. Não nos salva o enquadramento medíocre e burocrático das almas documentais, mas o vasculhar corajoso dentro de si para encontrar o material essencial, e abraçado a ele saltar, às vezes até mesmo sem rede nem garantia. E porque não saltar? E porque não arriscar?

Foram-se os amores que tive ou que me tiveram: partiram num cortejo silencioso e iluminado. O tempo me ensinou a não acreditar demais na morte nem desistir da vida: cultivo alegrias num jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e seus segredos. E a esperança – que rebrilha como pedrinhas de cor entre as raízes. Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço acaba por desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol. O que se produzir - casa habitável ou ruína estéril - será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca. Porém isso ainda seria simples demais: nessa argamassa misturam-se boa-vontade e equívocos, sedução e celebração, palavras amorosas e convites recusados. Participamos de uma singular dança de máscaras sobrepostas, atrás das quais somos o objeto de nossa própria inquietação. Nem inteiramente vítimas nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio. Essa ambigüidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos. Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada "ser feliz". (Vejo sobrancelhas arqueando-se ironicamente diante dessa minha romântica afirmação). Cada um em seu caminho e com suas singularidades.

Na arte como nas relações humanas, que incluem os diversos laços amorosos, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexeqüível. O essencial nem pode ser compartilhado: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um -solitariamente. Porém numa conversa ou num silêncio, num olhar, num gesto de amor como numa obra de arte, pode-se abrir uma fresta. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento. Arte e artifício, exercício e invenção no espelho posto à nossa frente ao nascermos. Algumas visões serão miragens: ilhas de algas flutuantes que nos farão afundar. Outras pendem em galhos altos demais para a nossa tímida esperança. Outras ainda rebrilham, mas a gente não percebe - ou não acredita. A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Não é preciso realizar nada de espetacular. Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo.

terça-feira, outubro 10, 2006

Pra o bom entendedor uma palavra é texto...

" Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"
(Vinicíus de Moraes)



Pois é pessoas, foi isso. Mas tudo passa...

Quando Deus fecha algumas portas, nos resta arrombar as janelas....

Beijos

segunda-feira, outubro 09, 2006

Clap Clap Clap...

- Primeiro de tudo uma salva de palmas para Tuka, que pra alegrar a pessoa aqui, teve a idéia de um template, um blog, novinho em folha... Não tenho nem palavras pra dizer como essa pessoa foi importante nos meus momentos de crise. De como uma ligação, contando sua própria experiência me fez bem, de como me deixar falar, falar, falar as mesmas abobrinhas até a exaustão me vez esvaziar e me sentir mais leve. Tuka, não tenho palavras pra agradeçer e vc sabe disso! CLAP CLAP CLAP...

- Eu ainda tenho um ano e meio de arquivos pra transferir pra cá, mas com calma e tempo vai tudo ficando arrumado.

- Tenho novidades, e volto pra explicar o porque de toda a crise (ou talvez não explique nada), vai depender do humor. Por enquanto vão me dizendo o que acharam da casa nova, que logo logo, termino de arrumar isso tudo.

Beijos Pessoas!

quarta-feira, outubro 04, 2006

Então ela voltou

Com tudo, sem pedir licença, sem perguntar se eu a queria novamente na minha vida. Entrou como um furacão, pra me fazer enfiar o dedo na ferida, ver o que nem esta cicatrizado sangrar. Fez-me perder-me em devaneios, ficar contando as horas, os minutos... Entrar num ciclo de pensamentos, e quando esses se acabam, entrar na onda da imaginação, as piores imaginações que alguém poderia ter. Virei zumbi, vagando pela casa escura, a mal dizer a infeliz que voltou sem ao menos um aviso prévio. Quando o que mais queria era dormir, ela volta, como pra me dizer que paz é algo distante para mim no momento. A insônia, aquele fantasma que me acompanhou por vários anos, esta aqui ao meu lado novamente. Como seu já não tivesse fantasmas suficientes a me perturbar! Como se minha mente já não fosse o bastante pra criar cenas a me torturar... Cada vez Murphy me parece mais presente: "Quando algo puder dar errado, vai dar e da pior forma possível". E da, tenha certeza que tem horas que todo universo conspira contra você. E as palavras de consolo me parecem tão distantes, tão vagas, tão sem sentido e sentimento... Sei que não é verdade, mas às vezes me parecem apenas palavras. E eu fico aqui novamente, retornando a um ciclo que conheço bem, noites em claro a procurar o que eu mesma nem sei como perdi.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Dizem que a dor passa

E eu, com muito esforço, até consigo acreditar nisso... Mas eu queria mesmo saber é quando passa? Quando para de doer, quando os meus pensamentos vão parar de fugir de mim e vão parar de ficar divagando, imaginando, quando vou parar de ficar me torturando com isso...

Queria mesmo saber, quando o chão volta pra baixo dos meus pés, quando redescubro o caminho, quando vou voltar a me achar... Quando os meus sonhos desmoronados, voltar a virar novos sonhos... Quando essa dor que me oprime o peito e me faz sentir pequena, me faz sentir inerte, me diminui... Quando ela vai embora?

Queria saber onde foi parar meu orgulho, onde foi parar meu amor próprio, a minha auto-estima... Onde eles se esconderam? Como faço para tê-los de volta? Como tenho essa capacidade de me humilhar, de implorar? Em que pedaço da minha vida, adquiri isso?

Queria saber porque, por mais que eu tente, não consigo parar de acreditar que minha felicidade fugiu de mim, e eu não fiz nada para segura-la, porque deixei que escorresse entre os meus dedos feito areia fina, porque para mim parece que acabou, que cheguei ao fim da linha...

Porque detalhes tão pequenos e tão supérfluos me remetem a uma grande tristeza, porque panelas que comprei e nunca chegarei a usar, quando aparecem num comercial de TV, me remetem ao choro compulsivo...

Queria entender, como meu filho de apenas 5 anos, pode me consolar, quando deveria ser o contrario, quando eu devia estar sendo o seu amparo, quando eu deveria estar dizendo que tudo ficaria bem, porque era eu que deveria dizer a ele para esquecer, que ele irá esquecer, mas é ele que me diz isso, e me sinto cada vez mais incapaz.

Onde foi parar a fortaleza que criei em minha volta? Onde? Em que armário guardei essa fantasia?? Por estou precisando dela agora, mais do que nunca.

Onde eu compro a borracha que apaga atitudes feitas, e tenho a chance de refazer as coisas de forma certa? Porque não consigo parar de me perguntar onde foi que eu errei? Porque não consigo parar de me culpar? Porque os "ses" estão me perseguindo??

Queria saber como é que se esquece! Porque talvez esquecendo eu possa realmente seguir em frente... Porque já que não posso fazer mais nada, queria apenas esquecer...

segunda-feira, setembro 25, 2006

"A quatro mãos escrevemos o roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério."
Lya Luft- Perdas e Ganhos
Aos poucos pessoas, aos poucos.... Beijos

sexta-feira, setembro 08, 2006

A dor incomoda. A quietude perturba. O recolhimento intriga e incomoda os demais: "Ele deve estar doente, deve estar mal, vai ver é depressão, quem sabe um drinquezinho, uma nova amante, um novo namorado..." Para não se inquietarem, para não terem de "parar para pensar", ou apenas porque nos amam e nosso sofrimento os perturba, a toda hora nos dão um empurrãozinho: "Reaja, vamos, saia de casa, pára de chorar, bote um vestido bonito, vamos ao cinema, vamos jantar fora".Também para isso haverá uma hora certa. O luto é necessário - ou a dor ficará soterrada debaixo de futilidade, sua raiz enterrando-se ainda mais fundo, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade, e fechando todas as saídas. Não vou me alegrar jantando fora quando perdi meu amor, perdi minha saúde, perdi meu amigo, perdi meu emprego, perdi minha ilusão... perdi algo que dói, seja o que for. Então, por um momento, uma semana, um mês ou mais, me deixem sofrer. Permitam-me o luto no período sensato. Me ajudem não interferindo demais. O telefonema, a flor, a visita, o abraço, sim, mas por favor, não me peçam alegria sempre e sem trégua.
....
Tempo de viver. Se houver um tempo de retorno, eu volto. Subirei, empurrando a alma com meu sangue por labirintos e paradoxos - até inundar novamente o coração.
Terei, quem sabe, o mesmo ardor de antigamente.
(Trechos do Livro Perdas e Ganhos - Lya Luft.)

sexta-feira, setembro 01, 2006

quarta-feira, agosto 30, 2006

Sylvia Plath

Ontem assisti Sylvia - Paixão além das Palavras. Uma história real de amor, paixão e inteligência entre duas das mentes mais brilhantes do século 20, a poeta americana Sylvia Platch e o poeta inglês Ted Hughes. Um romance sensual e extremamente provocante. Paixão além das Palavras te leva além da escritora aclamada, além do romance, além da traição, e recria a mais devastadora história de amor de todos os tempos.

Estou completamente maluca para ler os seus diários. Procurei alguns Ebooks, mas não achei nada traduzido. Comprar por enquanto esta fora de questão em virtude do rombo do meu orçamento. Alguém ai se habilita a me dar de presente?

Ontem, vendo o filme fiquei pensando que pra muitos (inclusive pra mim) parece ser incompreensível um suicídio daquela forma, com os filhos no quarto ao lado, preparando-lhes o leite para quando acordarem. Mas Sylvia esta muito além disso. É difícil compreender o que realmente se passa na alma humana. E acredito que nisso o filme cumpre o seu papel...

A fama de Sylvia Plath como escritora está irremediavelmente ligada à repercussão do seu suicídio. Os poemas mais conhecidos estão no livro Ariel, publicado dois anos depois de sua morte e foram, na maioria, escritos nos seus últimos meses de vida. Durante o final da década de 50, Sylvia Plath era considerada uma escritora completa, porém alternativa, vivendo à sombra do talento do marido, o poeta inglês Ted Hughes. Escreveu um romance angustiado, The bell jar (1963), publicado sob pseudônimo, dias antes de morrer. Poucos, com certeza, teriam adivinhado que seria capaz de produzir poemas de tamanha força como os últimos que escreveu, combinando desespero enfurecido e altíssimo nível técnico literário. Seus poemas são atormentados e profundamente inteligentes. Por expressar raiva e dirigi-los praticamente contra os homens, como em Daddy (Papaizinho), Plath foi canonizada pelas feministas durante as décadas de 70 e 80, que usaram indevidamente sua obra para suscitar polêmicas. Quando esse fanatismo passou, pôde-se perceber que sua poesia era realmente única, dotada de um misterioso jorro de eloqüência poética. Sylvia Plath suicidou-se em 1963. Se ela tivesse sobrevivido à terceira e última tentativa de pôr fim à vida, talvez não soubesse justificar a origem dos poemas de Ariel . Os poemas são encantadores e inimitáveis e possivelmente influenciaram inúmeros poetas ao longo dos últimos 30 anos.

Os diários de Plath

Hoje, a tradução completa de seus diários permite ver, dia após dia, como uma escritora mágica, uma moça sadia, vaidosa, espontânea, irônica, hipersensível, foi acometida de uma neurose. Seus diários se assemelham a uma longa novela de Fitzgerald cujo personagem fosse verdadeiro, dotado de lucidez total e de coragem igualmente grande para enfrentar os problemas íntimos. Duas coisas chamam particularmente a atenção nesses diários: de um lado, é a capacidade da estudante Sylvia Plath de nos mergulhar mais uma vez nas ondas luminosas daquela época do pós-guerra e um lado "American Graffitti" e, de outro, a terrível transformação de seu estilo mágico em imagens convencionais quando começa a viver com o poeta Ted Hugues. As pequenas estradas verdes e brancas de Cap Code, as noites de chuva primaveril de Cambridge, a insolência natural dos retratos, tudo perde seu verniz, seu brilho.

Vida breve

Nascida em 1932, no Estado de Massachusetts, numa família de origem austríaca, ela fez estudos brilhantes no Smith College. O pai morreu quando ela tinha 8 anos. Em 1953, tentou matar-se. Em 1957, seu marido, Ted Hughes, publicou The Hawk in the Rain, primeira coletânea de poemas que o tornaria célebre. Em 1962, Hughes encontrou outra mulher e abandonou Sylvia. Em junho, numa casa de campo, em Devon, ela escreveu seus mais belos poemas, que compõem a coletânea Ariel, movida por verdadeiro frenesi. Antes do Natal, solitária, desamparada, mudou-se com os filhos para uma casa em Londres, onde viveu Yeats. Na manhã de 11 de fevereiro de 1963, depois de preparar o leite das crianças, escreveu um bilhete e abriu o gás da cozinha. Sua morte a tornou tão célebre quanto Hemingway e se instalou um culto em torno de sua obra e de sua vida. (Fonte: www.terra.com.br).

OBS: Post só essa hora, pq passei o dia sem net.

terça-feira, agosto 29, 2006


Dias como esse, são aqueles que eu queria que acabassem logo. São dias onde tudo parece pior... Apesar do sol brilhando la fora, o estado de espírito aqui de dentro ta cinza... Definitivamente problemas com a família me tiram do eixo... Pior que ter que escolher entre dois caminhos é não ter nenhum pra escolher...

segunda-feira, agosto 28, 2006

Fui etiquetada por essa moça aqui, ela me mandou falar 6 coisas sobre mim, então vamos lá:
- sou cabeça dura. Muiiito.
- sou centralizadora, não sei delegar, eu faço tudo...
- sou carente ao cubo...
- parece que tenho 3 bocas e 1 ouvido... falo, de mais, de mais...
- sou chorona, choro até vendo novela...
- sou impulsiva, explodo, faço merda, e 5 minutos depois já estou calma como cordeirinho
- não tenho facilidade em perdoar
- esqueçer então, é algo infinitamente mais difícil...
Ihhh eram apenas seis.... Não vou passar pra ninguém, quem quizer tá ai a idéia....

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E na novela das oito (que é das 9:20), juro que fiquei com pena da Marta. Fiquei mesmo. É a personagem mais real que tem na novela... Sofre de desamor... Como não ser amargurada e amarga? 5 anos sem sexo, sem se sentir mulher... Entendo os porques dela...

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Quando vão entender que eu sou a mãe do meu filho? Que eu que tomo as decisões no que se refere a vida dele?? E que não é pra me contrariar na frente dele?? Quando vão entender, que mesmo sendo filha, eu sou mãe! E nessas horas eu que mando! E lá vou eu tomar medidas radicais novamente. Vou sofrer? Vou. Vou fazer alguns sofrerem? Também! Mas pode ser que agora entendam que eu tenho uma vida e eu que mando nela!!!

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Família é muito bom quando é apenas visita.... Prevendo uma dia péssimo por aqui...
Beijos pessoas...

sexta-feira, agosto 25, 2006

Eu sou aquele tipo de pessoa que quando tem um problema não consegue pensar em mais nada. Aquelas coisas, "respire fundo", "olhe em volta", "descontraia" por mais que eu tente não é pra mim. Eu fico remoendo, remoendo o tal do problema. Me consumo até as últimas, fico exausta... Sei que faz mal, sei que a somatização causa danos, mas não adianta, fica lá como uma pedrinha no sapato... Até que eu resolva, eu até que eu transborde por não agüentar mais.


Eu sofro por antecedência também. Costumo tentar antecipar as coisas (ruins claro!) e fico lá sofrendo pelo que não sei se vai dar certo. Os que me conhecem bem me tem como pessimista. Mas não é isso. Sou ansiosa de mais. Não sei aguardar o curso das coisa. Não sei esperar. Quero fazer.


Também sofro de desamor. Sabe aquela frase "não é porque não te amam da maneira que você gostaria que não te amem com toda a força que podem", não entra na minha cabeça. Sofrer de desamor é muito mais difícil do que sofrer de amor, acreditem. Carência? Com certeza. Não fui uma criança que recebesse amor abertamente, minha mãe nunca foi do tipo que desse beijo, colocasse no colo e desse carinho, não fui uma adolescente normal, por baixo dessa casca de "eu posso tudo", "eu sou forte", existe muita fraqueza, muita carência escondida. E hoje, eu demonstro essa carência. Mas nem sempre, e ultimamente, quase nunca, ela é suprida.


Sempre exigi de mais nos meus relacionamentos. Sempre quis sentimentos a mostra. Com certeza pra tentar suprir esses sentimentos que não tive na infância. Tento hoje, talvez de forma errada suprir e compensar feridas que estão bem mais fundo do que eu possa imaginar.


Então vocês vão dizer, "se você sabe onde esta os problemas, tente resolvê-los, tente entender que você deve resolver essas coisas com você mesma". É eu sei, na teoria talvez eu saiba que o problema é aqui dentro comigo. Mas na prática o buraco é mais em baixo, bem mais em baixo...


E enquanto isso eu fico aqui, com esse buraco que não se completa, com esse nó no peito por me sentir meio anormal. Com essa tristeza meio bucólica...


Liguem não pessoas, apenas palavras jogadas numa folha em branco... "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos..."


Bom finde!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho...

Dizem que estas são as coisas não devemos deixar de fazer na vida. Na minha lista acrescentaria mais algumas:
- ande de pés descalços
- tome banho de mar
- dance, mas dance muito
- tome um porre (ao menos uma vez)
- ame - deixe ser amada
- coma pão quentinho só com manteiga
- brinque com seus filhos
- curta o sol num inverno frio
- viaje, mesmo que seja apenas na maionese
- se empanturre de doces
- beba vinho em boa companhia
- transe, com amor ou sem. ninguém tem nada com isso.
- vá a parque de diversões
- tome sorvete, muito!
- tenha menos problemas imaginários
- contemple o pôr do sol
- tome banho de chuva
- caminhe
- use sempre duas palavrinhas: obrigada e por favor
- leia. leia tudo que tiver vontade
- experimente
- mude, diversas vezes
- tenha ideais, mas não se apegue apenas a eles
- trabalhe, mas não ao ponto de esquecer de se divertir
- sorria mais, ao menos evita rugas
- faça, de o passo no escuro
- confie nos seus sentimentos, aguce seu sexto sentido
Beijos pessoas

quarta-feira, agosto 23, 2006



A vida é como a maionese, depois que desanda, vc até conserta, coloca limão ... vinagre... E ela volta pro ponto... Mas sempre fica aquele gosto amargo no fim...

terça-feira, agosto 22, 2006

- e ontem eu despenquei na rua. desmaiei. acordei no hospital. soro. remédio. exames. o que eu tive? segundo o médico, labirintite. to ficando velha.

- quando a gente descobre uma mentira. é difícil acreditar em qualquer outra palavra sincera. eu descobri, uma, duas. não confio mais em nada agora.

- bernardo diz que desmaiei porque não tinha uma toca pra esquentar as orelhas.

- desanimada. desacreditada das pessoas. com um nó no peito.

- será que só eu dou valor a certas coisas? como confiança.

- só quero que o dia de hoje passe. pra poder dormir e esqueçer algumas coisas.

- e quando mais eu preciso. menos te encontro.

segunda-feira, agosto 21, 2006



Apesar de nunca saber o que me espera na próxima descida, ainda to preferindo essa vida montanha russa.... A uma vidinha carossel....

sexta-feira, agosto 18, 2006

- Agora me perguntem se aguentei ficar de boca fechada?? Perguntem!! hahahahaha
- A uma semana chove em Porto Alegre, tudo cinza... Meu finde será quase ibernando se continuar desse jeito...
- Bernardo vendo a Grande familia me disse ontem: "A namorada do Remela, é um gay!". Perguintei: " Como sabe disso? Tu la sabe que é gay!". Com a cara mais séria do mundo ele me responde: "Ele é que nem o teu amigo Pity. Ele é gay. Oras! Pensam que sou burro!!" Então tá!
- Uma saída no final da tarde com o namorido, podem render muitas coisas boas. Pra mim rendeu! Ganhei de presente dele, não é lindo!?
UM BOM FINDE PRA VOCÊS PESSOAS!!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Pois é. Eu espero demais das pessoas. Eu espero que elas façam, cumpram tudo que me falam ou prometem. E eu fico esperando. Mas as pessoas não são assim. Acho que pressiono de mais. Que me importo de mais. Espero que adivinhem, que leiam meus pensamentos e façam. Mas ninguém tem esse dom de adivinhar o que pensamos. Eu queria que tivessem. E eu fico aqui esperando de mais de cada um. E eu cobro. Cobro, despejo tudo em cima. Hoje tenho que tentar viver a máxima de que se temos dois ouvidos e apenas uma boca, é porque deveríamos ouvir mais e falar mesmo. Vou tentar, estou tentando falar menos. Mas me enervo, e na hora da irritação, meus dois ouvidos somem e todos os meus buracos faciais viram boca, e eu falo, falo de mais. Hoje não. Hoje estou exercitando meu autro-controle, antes de despejar tudo que penso, quero ouvir. Estou tentando não esperar de mais das pessoas. Tentar esperar apenas o que elas são capazes de me dar. É um exercício. O exercício do silêncio. Que pra mim é um dos mais difíceis, pois sempre traduzi o silêncio como indiferença. Não estou indiferente, apenas silenciosa, tentando fazer meus ouvidos trabalharam mais que minha boca. Sabe aqueles macaquinhos que não vem, não ouvem e não falam? Não me serve, pois eu vejo, eu ouço e eu falo. Falo muito mais que os outros dois, quando começo a despejar a frustração de não terem feito o que espero que faça, me perco. Hoje não vou falar nada, apenas vou usar o silêncio, bem mais do que pra mostrar a minha insatisfação, pra tentar escutar mesmo. Quem sabe eu ficando assim bem quietinha consiga escutar o que se passa aqui dentro também. Silêncio sempre me oprimiu, tanto que raramente fico em total silêncio. Nem todo exercício é prazeroso, mas não deixa de ser necessário. Para exercitar um músculo é preciso trabalhá-lo até fazer ele queimar dentro de vc. Deve ser assim com os sentidos também. Para exercitá-lo deve ser preciso fazer ele doer até vc não agüentar mais. Que o silêncio doa então...

terça-feira, agosto 15, 2006



Novos projetos a médio prazo. Cabeça cheia de idéias e novas perspectivas... Gosto disso!

segunda-feira, agosto 14, 2006

Que se dane a perfeição, porque ela não tem a menor graça! Não tem graça quando é assim: por demais óbvia, por demais lógica, por demais... A perfeição é isso mesmo: rotineira, monótona, sem surpresas, sem emoção. Diante dessa conclusão, resolvi a anos, algo para a vida toda: Vou correr léguas dos príncipes encantados. Nunca quis o homem que a minha mãe sonhou. Nunca quis o genro-filho-marido perfeito. Nunca quis uma vida perfeita, numa casa perfeita, com filhos perfeitos, em dias perfeitos... Detesto o Sandy's way of life! Nada nem ninguém são perfeitos. Somos todos falíveis e errantes e é neste ponto que está toda a beleza da vida. É justamente no que há de defeito em nós, que estão nossos maiores encantos. Somos o que somos. Sempre quis um ser humano ao meu lado. Alguém com dúvidas, questionamentos, problemas, erros, confusões, mudanças de humor, altos e baixos. Sempre quis simplesmente alguém sem maiores qualificativos. Tenho alguém que me escuta e rebate (raramente, mas quando abre a boca é destruidor). Tenho alguém que sabe dizer quando estou errada. Alguém que brigua comigo quando é preciso e que me ofereçe ombros largos e carinho para suportar meu pranto. Tenho alguém opinioso, impulsivo, amigo, generoso... Mas que, ao mesmo tempo, é educado (como eu), sem tempo (como eu), cabeça dura (como eu), imprevisível (como eu), chato (como eu)... Tenho alguém que entende que pouco importa o que aquelas pessoas que não têm influência nenhuma na nossa vida pensam da gente, pouco importa o que elas acham-falem-comentem-espalhem. Pouco importa quanto dinheiro se têm. Pouco importa o que já passou, pelo simples fato de já ter passado. Tenho mesmo alguém que percebe que, às vezes, a minha carranca é proteção, minha extroverção (essa palavra existe???) é timidez, meu sorriso é uma máscara, meu desdém é admiração, minha ausência é manifesta saudade, meu pranto é alegria, minha alegria é fingimento, minha antipatia é precaução, minha verborragia é insegurança, meu silêncio é tristeza, meu isolamento é reflexão, minha falta de tempo é válvula de escape, minhas farras são apenas necessidade de afirmação, minha vaidade é baixa-estima, meus "enfins" são só "poréns", meus pontos finais são apenas vírgulas, meus "nãos" são "sins"... Ou não! Talvez não seja nada disso! Tenho alguém que entende toda a antítese que eu sou, toda a confusão, a bagunça que há em mim e ainda assim gosta de mim. Já bati a cabeça na parede tantas vezes mesmo! Que arriscar me parece sempre a melhor saída. Enquanto não estivermos perdendo tempo e oportunidades, sempre vale a pena, mesmo que eu ainda não saiba se é ou não A pessoa. Sou assim: só aprendo no erro. Sigo errando, sigo sem saber o que virá...


"Na bruma leve das paixões que vêm de dentro, tu vens chegando pra brincar no meu quintal. No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento e o sol quarando nossas roupas no varal. Tu vens... tu vens.... Eu já escuto teus sinais. A voz de um anjo sussurrou no meu ouvido, E eu não discuto já escuto teus sinais, Que tu virias numa manhã de domingo E eu te anuncio nos sinos das catedrais..."

quinta-feira, agosto 10, 2006

quarta-feira, agosto 09, 2006

Para o IP: 200.204.181.15

Sim, eu trepo! Trepo mesmo! Tem dias que eu faço amor também. Mas tudo com a mesma pessoa. Porque é preciso variar. Tem dias que quero fazer amor, daqueles calmos, amorosos, lentos, explorando... Mas tem dias que simplesmente eu quero trepar, ai quero ser comida, ter os cabelos puxados, ser apertada, nada de carinhos, de beijos longos e apaixonados, apenas algo carnal, visceral. Pra mim tudo uma questão de momento. Pra você pelo que parece trepar não é algo "politicamente correto". Uma pena, não sabe o que ta perdendo. Gosto dos dois, fazer amor e trepar... Tem transar também, não sei como você classifica isso na tua lista de palavras chulas e vulgares, mas de vez enquando eu também transo. Mas trepar é bom. Você deveria experimentar qualquer dia. Enquanto isso se não concorda com o que eu escrevo, se acha que não devo usar certas palavras, apenas clique no "x" e vá embora. Não me venha com lições de falso moralismo e hipocrisia, simplesmente porque não tem saco pra isso, muito melhor estar trepando!
*****
E para vocês que nada tem a ver com isso, minhas desculpas... Ah sim, muita gente não entendeu, minha dieta nada tem a ver com emagrecimento (apesar de estar emagrecendo por conta dela - alguma coisa boa tinha que acontecer), acontece que eu tinha gastrite e esta virou uma ulcera, por conta disso, fui mandada pro campo de concetração pelo nazista.
Beijos pessoas! E claro, trepem bastante!

terça-feira, agosto 08, 2006


Fui ao médico ontem. O que já era ruim ficou pior. Bem pior. Não que ele tivesse permitido antes, mas agora foi taxativo em me proibir de tomar café e álcool. Agora me diz, isso é vida? Não que eu beba todo dia, e encha a cara com regularidade, agora ficar sem aquela cervejinha do finde é pra louco. E café?? Eu faço o que quando passar na frente da padaria aqui ao lado, com aquele cheirinho de café expresso com pão de queijo quentinho?? Me toco em baixo de um carro, com certeza. Tentei negociar, conseguir um dia da semana pros meus prazeres fúteis... Nada, o homem parecia um nazista me condenando ao campo de concentração. Pior que não é só isso. Três dias da semana só posso consumir salada (pasto), iogurte, leite e frutas. São pão, sem carne, sem arroz, sem batata, sem feijão... Vou virar uma vaca verde de verdade. Por quanto tempo? Ele ainda não sabe, mas mandou fazer isso 30 dias e depois repetir os exames. Eu até tava comendo pasto contra minha vontade, mas passar 3 dias da semana durante 4 semanas comendo isso é praticamente um passo para me transformar num vegetal! Depois de tudo isso quando ele mandou eu cortar o sal e o óleo, nem tava ouvindo nada, tava apenas me lamentando por ter comido apenas um pão de queijo pela manhã, por ter tomado apenas um Mokka, por não ter bebido mais no finde... Olha ninguém merece isso não, ainda bem que eu ainda trepo, porque se não fosse isso, tava pronta pra ser enterrada. A noite, tive um pesadelo. Era um nabo!! Um nabo gente! Eu odeio nabo! Ainda tinha carinha, estilo desenho animado! Sem contar que não tinha braços nem pernas, andava pulando por ai... Um nabo....
Inté pessoas!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Sexta: Saída pra jogar sinuca, cerveja quente, papo estranho, discussão no meio da madrugada, falo tudo que me incomoda e um pouco mais, chuto o balde, junto minhas tralhas e não quero mais. Ânimos acalmam, vi ele com medo pela primeira vez, nada resolvido, mas sexo selvagem.
Sábado: Aniver do filhote, muita criança, muita gente, gritaria, correria, eu perdendo meu juízo. Pais, deixam os filhos e se mandam, mal dou conta de um, imagina de 16, não como, não bebo, apenas corro. No fim, todos bem, e eu ainda viva. Casa, descanso, brincadeiras, saída com o namorado (que anda um anjo depois da chutada de balde) pra comer alguma coisa, casa, cama, desmaio.
Domingo: Chuva, almoço, sofá, travesseiro e tv. Nada de bom. Vídeo game com filho, vontade louca de sair pra ver a parada gay. O tempo não ajuda, tv, pipoca, cama. Nada de útil. A namorada do Ronaldinho é uma anta irritante, o Faustão um asno irritante. Banho. Mais vídeo game. Namorado chega, conversa amena, brincadeiras com Bernardo, DVD chato (Não assistam: O Zodíaco). Sono. Cama.
E começa tudo de novo.... Boa semana pessosas!

domingo, agosto 06, 2006

"Quando um coração que está cansado de sofrer Encontra um coração também cansado de sofrer..."

Você me pergunta o que eu quero de você, me pede pra abrir meu coração. E eu nunca sei o que dizer. Sempre queremos tanta coisa... O que é fácil fica difícil, como escolher os desejos diante do gênio da lâmpada. Queremos tanta coisa que, de repente, não conseguimos querer nada. Mas tá bem: eu quero ser feliz, como todo mundo que eu conheço. Você, como eu, sabe que, por melhores que sejamos, conseguimos boas doses de felicidade nessa vida quando estamos tentando dividir o melhor de nós com alguém. E deve saber também que poucas coisas na vida podem nos fazer sentir mais seguros do que achar alguém que conheça os nossos defeitos e nos ajude a usá-los a nosso favor; alguém que tenha paciência com os nossos maus dias; alguém que goste de viver e nos dê alegria; alguém que saiba reparar em nós o que ninguém mais vê; e alguém que nos faça morrer de desejo, como quem deseja uma garrafa de água depois de andar quilômetros no mais absoluto deserto. Não somos tão jovens. Já vivemos muito e temos tentado. Tenho certeza que você, como eu, fez o melhor que pôde. Por alguma razão, não deu certo pra sempre, não foi como nos contos de fada. Sei que você chorou, se sentiu só, desacreditou. E achou que não ia dar certo nunca. Comigo também foi assim. E por alguma razão, nos encontramos agora. Já parou pra pensar como é bela essa coisa do encontro? Geralmente, a gente encontra o que quer achar quando desiste de procurar, naquela hora que não esperava, bem quando não foi planejado. É meio como aquela chave que estava naquela gaveta, aquela mesma, que você olhou mil vezes quando estava procurando desesperado, mas não conseguiu encontrar. E de repente, ela aparece. Na verdade, sempre esteve ali, você só precisava se acalmar e abrir os seus olhos pra ver. E é isso que eu quero de você. Que você me olhe, por todos os ângulos, em todas as curvas, em todas as poses. E em troca, eu posso olhar pra você.

"É tempo de se pensar Que o amor Pode de repente chegar..."

O amor é assim. Viu uma porta aberta, ele entra. Você conhece um pouco dele, eu também. Inútil tentar definir, você sabe que não dá. Amamos alguém quando aquela pessoa se faz presente dentro de nós, como se uma simples lembrança atualizasse aquele alguém ao nosso lado, e isso nos desse o alívio de qualquer dor, de qualquer prazer. E o melhor jeito de se fazer presente é pela paixão. Eu vivo de paixão. Sei que isso cansa, e às vezes é difícil. Mas prefiro viver de algo que me arraste do que de algo que me deixe quieta. Gosto do friozinho na barriga, do brilho no olho, da falta de apetite, da desconcentração, do medo de perder, da tremedeira, do coração disparado, da vontade de tocar, beijar, abraçar. E o que eu quero de você é que você se esforce para ser uma pessoa por quem eu possa me apaixonar e reapaixonar todos os dias; que você faça algo diferente que acenda mil vezes essa faísca; que você mostre pra mim algo que eu possa ver e admirar, mesmo que não seja algo que eu goste. E em troca, eu posso me esforçar também para ser alguém melhor e assim voltar a fazer você se apaixonar por mim.

"Quando tem alguém que tem saudade de alguém E esse outro alguém não entendeu... Deixa esse novo amor entrar... Mesmo que depois Seja imprescindível chorar..."

Pode ser que não seja fácil seguir. Você diz que quer ser meu companheiro, meu amante, meu amigo. E eu quero tudo isso de você. Já estive apaixonada antes, e sei que a decepção anda no encalço da ilusão, que é inerente ao amor. E eu, que já me desiludi tanto, e estava sofrendo quando você chegou... Sei que o amor não é perfeito, simplesmente porque o amor só existe nas pessoas que amam... E as pessoas não são perfeitas. Talvez eu seja chata e geniosa em alguns momentos. Em outros, posso falar demais. Em outros, posso não corresponder ao que você espera de mim. Em outros, posso parecer apática e triste. Posso precisar demais de você quando você não precisa de mim. Posso não querer fazer coisas que você quer que eu faça, ou querer de você coisas que você não quer fazer. Posso te deixar enciumado, posso te fazer sentir pequeno, posso te magoar. Posso ter sombras no olhar que você não entenda, posso querer voar quando você me quer no chão ao seu lado. Posso ter muito medo de algumas coisas, medos que eu não consiga superar. Posso esperar demais de você, atrasar, xingar, chorar. Posso não conseguir sorrir quando você precisar dessa luz. Tudo isso e muito mais pode acontecer. E nessas horas, o que eu quero é que você lembre que sou humana, e que estou tentando. E em troca, posso tentar te compreender sempre que você precisar, mesmo quando isso signifique eu esquecer de mim um pouquinho ( só um pouquinho ).

"Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar Nas coisas do amor que ninguém pode explicar..."

Como diz a canção, quero um amor maior que eu. Daqueles grandes amores. Daqueles que marcam a história de uma pessoa, daqueles que não se pode esquecer. Quero um daqueles que seja mais forte que eu, mais forte que as minhas manias, minhas filosofias, minhas cicatrizes e tudo o mais. Um amor assim, pra durar bastante, tem que morrer e renascer várias vezes, porque as pessoas vão mudando, a vida tem movimento e vive rodando e arrastando as nossas certezas pra lá e pra cá. E a maior prova de amor é quando alguém muda pra nos acompanhar, ou quando sentimos vontade de mudar, se ser melhor, só pra seguir alguém, pra fazer essa pessoa mais feliz. Isso significa crescimento. Significa florescer. Significa viver intensamente. O que eu quero de você é que você me ame tanto que possa crescer junto comigo. E em troca, eu cresço com você também, fazendo o meu melhor por mim mesma, por você e por nós dois. E quem sabe crescendo... Sejamos felizes. :-)

"Vem, nós dois, vamos tentar... Só um novo amor pode a saudade apagar..."

sexta-feira, agosto 04, 2006

Do tempo que ninguém lia essa bagaça...


Plástica? Botox? Personal trainer? Não. Quero um upgrade no cérebro!

Freqüentemente me sinto assediada por dois tipos de apelos obsessivos. O primeiro deles trata das maravilhas técnicas destinadas ao rejuvenescimento: plástica, botox, lipoaspiração, drenagem linfática, cremes de ovas de caviar, lifting, peeling e demais tratamentos para olhos, lábios, barriga e todas as possíveis e inconfessáveis partes do corpo. O segundo do nosso cotidiano é a dificuldade de acompanhar a velocidade dos avanços da tecnologia. "Com essa mereca de memória que você tem, em dias não acessará nenhuma página da Internet e não abrirá nenhum dos seus 150 e-mails recebidos por dias", me diz o petulante técnico de informática, espécie abominável que deveria estar em extinção. Quanto atinjo tantos megabytes, é preciso no mínimo alguns gigabytes. Isso sem falar do megahertz, outro estranho padrão de medida que me deixa sem saber quando estou defasada, sem contar nessa bendita memória RAM que nunca consigo alcançá-la. Nos dois casos, o que nos deixa exaustos é que não basta uma frente de ação, é a demanda continua. Um investimento requer altos níveis de manutenção: a cada seis meses é preciso se atualizar. Personal trainer foi a primeira febre, tudo bem, mas alguns o contratam para caminhadas, será que esquecemos como andar? Daí vieram a dermatologista, a massagista, a nutricionista. Outros tipos de personal começaram a invadir o mercado, até o estilista veio. Imaginei que um dia iria aparecer o personal sexy, e para minha surpresa me deparei com ele há um tempo atrás numa edição da revista Veja. Será que alguém precisa de um personal pra comer, andar, trepar, vestir-se? Ou será que é só uma questão de solidão, de falta de companhia, amor, intimidade com o outro que tanto nos assusta? Cuido do meu filho, o que me da o maior prazer, mas não posso me descuidar destas três pestes: celular, palm e pc. É preciso um acompanhamento interativo e a compatibilidade é fundamental, senão você está frita. Nunca mais acha e-mail, telefones e compromissos. Estamos mais preocupadas e somos mais eficientes com a rotina do carregamento da bateria do celular do que com o funcionamento do nosso intestino. Esquecer de carregar o celular pode ser uma catástrofe. Nesta corrida contra o tempo, seja na tecnologia, seja na preservação da carne, o curioso pe que a demanda externa é acelerada e antecipada no tempo. Parece uma questão do mercado futuro, compro hoje o papel que vai subir amanhã, puxo hoje porque me dizem que vai cair amanhã. Estou decidida, preciso de um upgrade! Falei isso para uma amiga e ela me perguntou se já tinha escolhido o médico. Eu disse sim, procurei um neurocirurgião que vai resolver meu problema. È!! Eu desejo uma reforminha, mas não é na barriga que depois de um filho não é mais a mesma, e nem no bumbum, ele ainda agüenta mais um tempo. Queria apenas uma expansão ilimitada e definitiva da minha memória RAM. Queria um upgrade no meu hardware. Já pensou que maravilha? Assim eu poderia recuperar e acessar todos os momentos da minha vida, lá da mais antiga infância, desde a amamentação, que dizem ser o maior dos prazeres. Haveria no meu hard disc, após essa expansão ilimitada da memória, espaço para registro de todas, todas, as lembranças vividas que eu desejasse preservar. E em qualidade digital!! Poderia priorizar, catalogar como eu quisesse. E mais, aquela que eu desejasse esquecer, bastaria deletar, sem correr o risco de um dia retornar à minha mente. Lembraria das palavras que disse antes e depois do primeiro beijo, guardaria como imagem digitalizada a luz do nascimento do meu filho, não perderia nenhum daqueles momentos inesquecíveis que a mãe relapsa esqueceu de anotar no álbum da criança. Meu hard disc teria uma biblioteca digital, e eu poderia acessar a qualquer momento tudo que li e amei. De Monteiro Lobato a Clarice Lispector. Não pararia por ai: gravaria desenhos animados e sessões da tarde, gravaria músicas de novelas, de festas, de fossa. Gravaria todas as cenas de beijos vistas no cinema. Os recursos multimídia são ilimitados de modo que os arquivos seriam registrados com todos os sentidos, até cheiro e paladar. Mediante a um clique no ícone certo até um tesãozinho seria acionado. As lembranças seriam arquivadas em pastas classificadas por assunto, idade, fase da vida. Bacana mesmo seria um antivírus instalado. Aborrecimentos, maldades, provocações fofocas indesejáveis, encheção de saco seriam barrados na rede e retornariam imediatamente ao remetente. Burrices, perdas de tempo, burocracia, não teriam acesso ao sistema operacional. O antivírus teria função turbo, capaz de apagar mágoas, limpar ressentimentos e até perdoar. Mas o maior vantagem dessa avançada placa instalada seria um processo contínuo de redigitalização da auto-imagem. Assim, pelo menos pra mim mesma, e por muitos anos, eu permaneceria satisfeita com as marcas do tempo surgindo, com esses pnelzinhos que teimam em estar aqui, e ficaria livre do dermatologista, de todos os "istas" do famigerado técnico de informática e até do neurologista que me daria garantia eterna. Minha vizinha, tem 87 anos, nunca entrou na faca, não conhece nenhum técnico de informática, e jamais ouviu falar em personal coisas. Mas eu tenho uma tremenda inveja da sua memória RAM. Onde será que ela conseguiu? Em Miami ou Taiwan?

Um bom finde pra vocês pessoas!!


quarta-feira, agosto 02, 2006

E daí que a escola do meu filho inventou de fazer um chá para os pais no mesmo dia e horário do aniversário dele. Então de 20 colegas, apenas 4 confirmaram que vão no aniversário, contando com as crianças de fora ficarão em torno de uns 14. E eu estou muito chateada. Pelo Bernardo. Qualquer coisa que possa machucar ele me pira a cabeça.

Namorido foi viajar, pra ir num tal churrasco lá da cidade dele (que é um ovo, é o que se pode imaginar de uma cidade onde os homens param em função de um churrasco pra o vencedor do jogo anual). E eu? Vou sair com as amigas e beber todas, oras.

Ah vcs não sabem, estou de dieta. Na verdade não foi uma escolha. To com uma ulcera. Há males que vem para o bem, então emagreci 10kg por conta disso. Me aguardem no verão!!

Ganhei gérberas vermelhas. Lindas! Estão aqui no escritório, mandaram entregar, sem cartão. Não são do namorido. Acho que tenho algum admirador....

Estou viciada em Mokkacino (um daqueles cafés da maquinha da Nestle) com pão de queijo.

Tem coisas que até consigo perdoar, mas esqueçer é outra história.

Ou eu paro de gastar, ou eu começo a ganhar mais...

Não acho que peço muito, então não espere que eu peça menos...

terça-feira, agosto 01, 2006

Hoje estamos em festa. É aniversário do meu bezerro!


Sábado é a festinha. 30 crianças juntas, que Deus me ajude! hahaha


segunda-feira, julho 31, 2006

Me perguntaram se as coisas por aqui estão ruim. Não, definitivamente não estão. Já estiveram pior. Ai quiseram saber qual o problema. Se não esta ruim, porque não esta bom? Porque não esta como eu quero. Eu sou acostumada a ter tudo como eu quero. Coisa de gente mimada? Pode parecer, mas não é não. Nunca fui mimada. Aos quatorze decidi que não queria mais ninguém me dizendo o que fazer. Fui embora. Foi do jeito que eu quis. Foi fácil? Não! Mas isso não vem ao caso, estava como eu queria que fosse. Depois decidi ter um filho sozinha, numa família moralista. Foi exatamente do jeito que eu quis. Não foi moleza não. Mas a questão é que era tudo da maneira que eu queria que fosse, e isso não quer dizer que tenha sido fácil. Portanto nunca fui mimada, sempre foi como eu quis, mas não porque me deram isso de mão beijada, não porque estalaram os dedos e todos mudaram pra fazer minha vontade. Isso é mimo, e definitivamente eu não tive. Só que eu quero as coisas do meu jeito. Nem que pra isso eu tenha que perder. Pois sempre eu perdi algo, talvez mais do que tenha ganho. E desta vez não é diferente, quero do meu jeito, e se não for assim não me basta. Tem muito mais a ver com cabeça dura do que com mimo. As coisas que me ofereceram nunca me bastaram. E não é diferente agora. Não me basta. E se tiver que viver com o que não me completa, não quero. Quero do meu jeito. Mesmo que eu perca algo logo ali adiante.

"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha Esperando o ônibus da escola sozinha Cansada com minhas meias três-quartos Rezando baixo pelos cantos Por ser uma menina má"

quinta-feira, julho 27, 2006

Negativo é a resposta!!!
Não entendeu?
Bom, então não era pra vc entender!!!
Agora...




Ligue, e seja Feliz!!
Beijos pessoas!
Eu acho que meus posts são claros. Acho mesmo. Sério. Não porque eu os escrevo. Mas eu acho que se entrasse no blog como o meu, e lesse o post de ontem eu acharia claro. Não por saber o porque do negativo da pessoa que escreveu e nem por saber o porque ela queria apertar o foda-se. Mas eu acharia claro pq todos na vida tem respostas negativas, e todos na vida, vez ou outra, tem vontade de apertar o foda-se. Então eu acharia claro. Não por saber seus motivos, mas por saber que eu também teria/tenho/tive essa vontade. Claro, pode ser que eu ache tudo isso simplesmente porque escrevi o post.

Bem, eu não apertei, não ainda, a vontade ta lá, o dedo coçando. Mas eu não sou mais nenhuma porra louca que faz as coisas e arrepende-se logo depois. Até um foda-se hoje em dia, merece no mínimo uma reflexão. Então eu dei um prazo pro foda-se. Dois meses. Se em dois meses o dedo ainda estiver coçando, eu aperto, sem nem pensar. Cara eu me senti agora como alguém rebelde.

O negativo. Bem o negativo é a resposta de uma coisa. Claro. Mas eu, por mais que não me importe com a opinião alheia, por mais que fale da minha vida aqui, tem coisas que não dão vontade de ser tintin por tintin. Não que seja segredo. Não é. Porque os meus segredos são bem mais profundos do que um simples negativo. E eu não falo neles. Nem dou a entender aqui no blog. Afinal são segredos. E vcs ficariam horrorizados só em saber. Acontece que eu não tenho como falar em particular com cada um sobre o porque do negativo. Não dá, e eu não teria saco. Por tanto se vcs não entenderam, era porque não era simplesmente para entender. Alias da net, acho que apenas uma pessoa entendeu. Porque eu falei claro. Mas mesmo assim eu ainda acho que se pode entender um negativo, assim jogado do nada.

Nem sei porque to escrevendo tudo isso. Deu vontade. E tem vontades que eu posso fazer na hora que elas batem. Não é como o foda-se, que é uma vontade programada. Me pergunto agora, será que virei uma pessoa chata, que não faz nada mais impulsivamente? Porque por mais que eu planeje fazer as coisas, as pessoas continuam me acusando de ser impulsiva. Como se isso fosse um defeito. Como se isso fosse ir contra todas as regras de uma boa conduta em sociedade. Ta certo que eu não piro mais como antes. Mas ainda falo muita merda. Ainda enfio muito os pés pelas mãos, e acho sinceramente que um dia eles vão ficar pra sempre invertidos. Mas hoje até pra fazer merda, eu penso antes, se vai ser uma merdinha, uma merda, ou uma verdadeira caganeira. Eu penso. E antes de colocar pra fora pela boca, o que deveria sair por baixo, já peguei os apetrechos pra fazer a faxina depois. Porque a merda tem que sair, mas isso não quer dizer que tem que ficar lá fedendo.

Pronto, parei, porque comecei dizendo que acho claro tudo que escrevo, e to me contradizendo no fim, nem eu to entendendo mais o que to falando. Esqueçam, nada é claro. Por isso pode ser que nunca consigo me fazer entender. Nem quando, falo, desenho, contorno, pinto, recorto e colo. Nem assim.

Um bom finde pra vocês!

quarta-feira, julho 26, 2006

Máscaras






Está na hora de parar de me contar velhas mentiras... E parar de acreditar nelas...

E começar a me falar na cara umas boas verdades...

terça-feira, julho 25, 2006


Não que eu acredite em sonhos... Mas quando um sonho ruim acontece três noites seguidas, começa a me incomodar... Alguém ai manja muito de sonhos?

segunda-feira, julho 24, 2006

Da série: Os homens da minha vida...

Elódio
O último da série (ao menos por enquanto hahaha). O conheci numa festa na casa da minha irmã, tomou um porre e passou a noite correndo atrás de mim. Odiei ele. No outro dia me ligou (sabe-se lá Deus, como conseguiu meu número) para pedir desculpas pela perseguição. Convidou pra sair, disse que não dava estava saindo de férias (e era verdade), mas não tinha intenção alguma de sair com ele. Passei minhas férias recebendo torpedos e ligações carinhosas. Resolvi curtir com a cara dele, disse que voltaria mais cedo das férias para ir numa festa na casa da minha irmã, menti claro, ele foi na festa, perguntou por mim discretamente. Depois dei uma desculpa esfarrapada, tudo para parar de me ligar, não resolveu.
Quando voltei de férias, resolvi sair com ele, mais por insistência de todo mundo do que por vontade mesmo, saímos numa terça, depois na quinta, depois na sexta, depois no sábado, e foi assim na semana seguinte e na outra. Semanas depois estava praticamente na minha casa. Ainda está, não todos os dias, mas numa semana de 7 dias, 5 são lá. Nunca houve nada formal entre nós.
Quando tínhamos 3 meses juntos ele comprou um apartamento pra ele... Estranhei quando pediu pra me ajudar com os móveis, quando vi já era um apartamento para nós. Não, não mudamos, nem ele mudou. Ainda não esta pronto, e devido a alguns problemas nem toco mais no assunto.
O que era mar de rosa, virou um mar de rosa com espinhos. Normal. Relacionamentos são isso. Temos problemas, às vezes eu diria que são muitos. Temos diferenças, às vezes eu diria que são muitas. Mas estamos juntos, tentando da melhor forma possível resolver esses problemas e essas diferenças. Ainda vamos mudar, mas diferente do que aconteceu, não damos mais datas, quando sentirmos que é o momento acontecerá.
Não é perfeito, mas é maravilhoso dentro de sua imperfeição.
Beijos Pessoas.

sexta-feira, julho 21, 2006

De repente...

E, de repente, me veio essa vontade incômoda e insistente de te dizer essas coisas que pairam na minha cabeça, que permeiam meus pensamentos cotidianos. E, de repente, me veio essa necessidade estranha e indecifrável de falar acerca das coisas que me fazem lembrar. E, de repente, me vi aqui, a página em branco, essas teclas a minha frente e eu simplesmente sem saber o que dizer. Com a prolixidade e a falta de objetividade que me são comuns, tento (em vão?) te contar sobre os sentimentos que explode em mim, que me faz ver as coisas de um modo diferente, que me move e me modifica, me transforma e me faz mulher. Fico tentando te contar que preciso do teu amor também, não que ele seja condição para a minha felicidade, não que ele seja a razão do meu viver, não que somente ao teu lado poderei ser feliz... Não que eu ache isso. Não acho! Mas preciso do teu amor como para a sensação de tranquilidade, para o sentimento de paz, para a alegria verdadeira, para o conforto seguro, para que seja doce. Preciso do teu amor leve, fortuito, fiel, inesperado e surpreendente como me foi ofertado. Não sei mais por quantas provas finais, com peso dois, terei que passar. Não sei mais quantas vezes terei que fechar os olhos, respirar fundo e contar até 814, umas trinta e cinco vezes. Não sei quantas vezes sentirei meu coração se despedaçando a ponto de me faltar ar. Não sei quantas lágrimas ainda escorrerão. Não sei. O fato é que por este amor que escorre, pos este sentimento que explode, tudo mais parece demasiado pequeno. Tudo mais parece incrivelmente irrisório. É decisão, da qual não arredo pé! É convicção, é certeza, é resolução, é promessa de fim de ano, é projeto de vida. Eu passo pelo que tiver de passar, eu faço o que tiver de ser feito, eu aguento o que puder aguentar, mas vai ter o dia que vou concluir que não aguentarei mais...
* Texto roubado e adaptado.
Beijos pessoas, bom finde!

quarta-feira, julho 19, 2006


Porque tenho que complicar tanto? Porque tenho que sempre querer mais? Porque tenho que sentir essa constante insatisfação? Porque o que me dão não me basta? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Cansei! Para o mundo que eu quero descer. Na frente de um Mc Donald's, por favor!!!

* Imagem roubada da Luma

terça-feira, julho 18, 2006

Horóspoco


Nossa, o que aconteceu? Ah, você vinha correndo alegremente pela estrada quando... Uuuch! Despencou nas profundidades. Não, não caiu num buraco, mergulhou em algo muitíssmo mais significativo. Insights e intensidades, percepção que vai muito além da superfície, compreensão da essência. Você está ficando pra lá de sábio, ariano. Ou será que não?


Será que não? Beijos pessoas.

segunda-feira, julho 17, 2006

Da série: Os homens da minha vida...

Frank


Esse vai ser curto. Não o amei. Nunca. Quebrei a regra de "onde se ganha o pão, não se come a carne". Comi. Não estaria aqui se não tivesse engravidado. Não foi planejado. Não foi querido. Mas havia acontecido. Vamos tirar. Não, não vou. Ficamos juntos, não claro que não, ao menos não durante a gravidez, ficamos antes, não era um romance, era um caso. Filho e marido são assuntos completamente a parte. Precisa de amor para juntar os dois. E ali não existia. Demorou um ano (após o nascimento) para ele reconhecer o filho. Não tem como gostar de alguém como esse, sem caráter. Da pra nutrir algum sentimento bom por alguém que renegou o próprio filho e só o reconheceu pq foi obrigado? Não, não tinha como. Esta aqui, apenas porque me deu o que pra mim é mais importante nesse mundo, meu filho. Porque ele... Ele, não tem importância.
Beijos Pessoas.

quinta-feira, julho 13, 2006

Ostracismo

Sei que tem muita gente me excomungando pq sumi do MSN, pq passo a maior parte do dia offline, e quando estou on quase não falo com ninguém. Por favor, sem pragas ou pensamentos de acidentes. Estou apenas numa fase de ostracismo voluntário, sem vontade de conversar. No blog é diferente venho, posto, e pronto, não preciso falar com ninguém, no orkut ainda tenho dado as caras, pelos mesmos motivos, nada de conversas. É uma fase, problemas de mais aqui nessa vidinha de merda, que me deixam assim, alienada a tudo no meu redor, me some a vontade de bater papo, de interagir. Não sei exatamente o porque, ando num momento que me somem as palavras ou as coloco da forma errada, então decidi ficar com a boca fechada. A verdade é difícil de assimilar vez ou outra, a diferença de como as coisas são e de como eu gostaria que fossem, andam me tirando do eixo. Tenho feito muito exercício de respiração para ver se me controlo, e deixo os pés onde devem ficar os pés e as mãos onde devem ficar as mãos. Isso tudo pq evolui, sei disso, em outros tempos teria chutado o balde. Ou será que foi o contrário "desevoluí" e me falta a coragem pra chutar o balde? São esse tipo de dúvidas que andam pairando na minha cabeça. É uma mudança tão simples, quer faria toda a diferença, mas definitivamente tem coisas que não depende de nossa vontade, e temos que aprender a respeitar a vontade alheia. Isso pra mim é complicado, sempre as coisas foram da minha maneira, ou não foram. Estou seguindo o curso, sem saber muito bem pra onde. Mas já dizia o Gato da Alice, se não sabes para onde quer ir, não importa a direção que vais seguir. É isto, estou a tentar descobrir pra onde desejo ir. Por enquanto vou indo pra qualquer lugar.
Beijos pessoas

quarta-feira, julho 12, 2006

Apelando

Nome? Janaina
Data de nascimento? 25 de março de 1979
Local de nascimento? Porto Alegre/RS
Residência? Porto Alegre
Olhos? verdes e míopes
Cabelos? crespos, castanhos, longos
Altura? 1,65 e meio (o meio é muito importante)
Destra ou canhota? destra, mas sei fazer algumas coisas interessantes como a esquerda hahaha
Ascendência? com certeza italiana, mas deve ter mais coisa misturada ai.
Signo e ascendente? áries e aquário
Sapatos que usou hoje? to morrendo de dor nas pernas da academia, to de sapatênis.
Fraqueza? aii são tantas... Sushi, sashimi, sorvete de chocolate, chocolate, coisas gordurosas e engordantes.. (isso pra falar de comida)
Medos? perder as pessoas que amo, de não conseguir dar o melhor pro meu filho, de altura e de escuro, entre outros
Objetivo que gostaria de alcançar? estabilidade financeira e emocional (quero pouco!)
Frase que mais usa no MSN Messenger? ultimamente ando numa fase de ostracismo com o MSN, quase não entro
Melhor parte do corpo? no meu? Olhos e colo. No deles? Bundas e coxas.
Pepsi ou Coca? Coca Light Mc
Donalds ou Bob's? MC, aqui o Bob's não emplacou não.
Café ou capuccino? capuccino
Fuma? fumei durante 11 anos, parei, fiquei quase dois anos sem, e ultimamente ando fumando (stress pessoas)
Palavrão? Porrrrraaaa do Caralho!!! Putaqueopario!!!! É de foder!!! (entre vários)
Perfume? eu sou a pessoa mais desligada pra perfumes, mas ultimamente, tenho usado Flowers, Angel e um que ganhei de lang-lang (que não lembro o nome)
Canta? e espanto!
Toma banho todo dia? e vc não?
Gostava da escola? gostava
Quer se casar? no papel não, na igreja queria um dia. Sonho idiota...
Acredita em si mesmo? deveria acreditar mais
Tem fixação com saúde? com a minha não
Se dá bem com seus pais? me dava bem com meu pai, com a minha mãe não muito
Gosta de tempestades? se estiver dentro de casa e bem acompanhada, sim.
No último mês...
Bebeu álcool?bem menos do que do costume, sake e chopp
Fumou? sim
Usou drogas? depende do que vc considera droga
Fez saliência? se não fizesse não estava aqui hahaha
Foi ao shopping? fui, para ir ao cinema
Comeu um pacote inteiro de Oreos? não, nem sei que raios é isso
Comeu sushi? sim!!! Segunda.
Subiu ao palco? não... essa faz tempo
Levou um fora? alguns quase foras hahaha
Fez biscoitos caseiros? tenho cara de ter dotes domésticos?
Pintou o cabelo? sim
Roubou algo? claro que não
Já tomou um porre? um só não!
Já apanhou? já
Já bateu? eu levo, mas revido hahaha
Número de filhos? um
Como você quer morrer? na verdade eu não queria, mas se tiver que ser, de alguma forma rápida e indolor
Onde você fez faculdade? Ulbra
Piercings? não, não
Tatuagens? sim, um ideograma japonês no pescoço que significa sentimento e orquídeas no pé.
Cicatrizes no corpo? nos dois joelhos (depois do acidente de moto, tenho eles de platina e pinos), da retirada do apêndice, de uns pontos no braço (devido a uma queda de frescura na piscina) e uma na sola do pé (prego).
Do que você se arrepende de ter feito? se for me arrepender das burradas que fiz não vivo.
Qual sua cor favorita? azul, preto...
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri: se vc não viu ou não descobriu, foi que eu não quis!!! hahaha
Qual sua disciplina favorita na escola? português
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior): aqui, Nordeste. Lá, Espanha
Você é uma pessoa matutina ou noturna? vespertina e noturna
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação? não tava lá, mas dizem que pousaram hahahaha
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?) no momento, o telefone que um carinha me deu (obviamente não irei ligar), algumas moedas e uma bala de menta.
Em 10 anos, você se vê... 10 anos mais velha!
Falta energia e você não tem um gerador. Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido? durmo
O que você jamais comeria? carne humana, coco e coisas nojentas
Quanto tempo de TV você assiste por dia? ultimamente, bem pouco, algum filme interessante que passe.
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo. o que vc considera obscuro?
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo. sinto uma obsessão por obscuridade
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor? prefiro o frio
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama. quem disse que vivo na obscuridade?
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte? Um número 4 com coca cola e fritas grandes. Ou quem sabe, sushi e sashimi. Talvez massas. Um pouco de tudo então.
Qual sua lembrança mais antiga? na casa do meu avô, uns 3 ou 4 anos, sentada no chão da sala e descruzando os dedos dos pés dele.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro? que pudesse realizar mais 3 desejos
Qual seu vegetal favorito? não sou muito de vegetais, mas simpatizo com brócolis
Qual o seu time, e por quê? sou gremista, porque sou oras
Qual sua canção favorita no momento? Ando numa fase Cássia Eller
Onde você morou? Curitiba
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito? affe tanta coisas, gosta de brincadeiras de guri (taco, bolinha de gude), desenhos, Xuxa, e adorava os Smurf's
Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria? dinheiro, oras, muito
Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria? acho que não sinto vontade disso
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria? passo
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente? não sou prepotente a esse ponto.
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar? e eu lá ia conseguir me esconder da Máfia?
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos? eu não sou muito chegada a eventos olímpicos Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria? Inércia, por tempo máximo
O que você está ouvindo neste momento? Ana (Engenheiros do Havaí)
Qual foi a última coisa que você comeu? um pão de queijo e tomei um Mokka
Primeira coisa que você nota no sexo oposto? o cérebro, se quiser algo. A bunda, se quero apenas sexo.
Bebida favorita? Coca
Bebida alcoólica favorita? vinho e sake
Você usa lentes de contato? sim, e óculos tb
Irmãs ou irmãos: 1 irmã (de ambas as partes), 9 irmãos (por parte de pai) e 2 irmãos (por parte de mãe)
Mês favorito: agosto
Comida favorita: churrasco
Último filme a que assistiu no cinema: Código da Vinci
Você consegue tocar seu nariz com sua língua? não, mas consigo fazer um canudinho com ela.
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã? geralmente que gostaria de dormir mais tempo
Como é o seu wallpaper? A Docinho, das meninas super poderosas
Sugira algo para ler, algo para assistir: Para ler: Gabriel García Márquez, Zibia Gasparetto, Clarice Lispector Para assistir: Teria vários pra indicar, se tivesse alguma memória pra gravar nomes de filmes.
O que lhe irrita acima de tudo... ignorância me irrita... estupidez me irrita... indiferença me irrita... atraso me irrita...
Admita, você não é perfeito... O que você faz e que deixa as pessoas irritadas? não preciso admitir, sempre soube. Agora pra saber o que faço pergunte aos outros, pois sei que tenho um gênio difícil.
Nasceu em que dia da semana? nasci num domingo
Ator favorito? putz, tem muitos
Instrumentos que toca? quando estudava tocava escaleta e lira, mas sempre quis aprender a tocar violão
Internação em hospital? quando Bernardo nasceu, quando tirei o apêndice, quando operei os joelhos...
Religião? espírita
Qual seu aparelho eletrônico favorito? celular, computador
Beijos pessoas!

segunda-feira, julho 10, 2006

Da série: Os homens da minha vida...

Alexandre II
Confesso que de todos que escrevi, ou ainda vou escrever, esse foi o único que quis pular, não por ter algum receio de falar, mas pq ele, ou pessoas direta e indiretamente poderão vir a ler. Mas como ninguém tem nada com a minha vida, e se não gostar do que estiver escrito, favor entrar na fila de reclamação.
Eu estava fazendo cursinho, e um colega de aula me convidou para uma festa. Ele estava nitidamente querendo me comer, eu estava nitidamente querendo me divertir. O erro dele? Convidou um ser bem mais bonito e interessante pra ir junto. E fomos nós 3 no carro do ser mais interessante. Danceteria legal, festa rolando, e eu dando maior mole para o ser interessante e o ser nada, quando tava quase achando que o ser gostava da mesma fruta que eu decidi fazer uma investida, fui ao banheiro e na passada enchi a mão na bunda do moço, com tudo, e tentei fazer a minha melhor cara de safada. Na volta o moço já tinha entendido o recado e descobri que a sua não ação devia ao fato do colega estar querendo me comer, como o que um não quer, dois não fazem, fiquei com o moço bonito.
Final de festa, entregue em casa, passo meu telefone pra ele. Dias depois até tinha esquecido da criatura, o telefone toca, foi uma boa surpresa. Começamos a sair. Só que ele tinha namorada. Dei um ultimato: "gosto de vc e essa situação não me faz bem". Ele terminou com ela, e começamos a namorar. Foi paixão, paixão intensa. Foi algo completamente inexplicável. Poucos meses, que simplesmente me tiraram do eixo. Mas brigávamos de mais, na mesma intensidade que era apaixonada. Durou pouco. E quando acabou perdi meu rumo, meu centro. E fiz a maior bobagem que alguém podia cometer a si mesmo. Num dia, sem ao menos pensar nas conseqüências, tomei todas as merdas que uma pessoa poderia tomar pra acabar com a sua vida.
Trabalhava em uma grande empresa na época, onde havia livre acesso a uma farmácia, que tinha todas as merdas possíveis e imagináveis, tomei, tudo, e no meio do dia, fui pra casa, sem explicar nada, sai e fui embora, cheguei em casa, deitei e dormi. Acordei com minha mãe aos berros, e contei pra ela o que tinha feito. Desespero, correria, liga pra um, liga pra outro, inclusive pra ele. Fui para o hospital, me enfiaram um tubo, fizeram uma lavagem, me entupiram de medicação.
Depois disso, imaginei que talvez tivéssemos uma chance, minha infantilidade achar isso. Comecei a fazer análise, e fui perceber que mais que acabar com a minha vida eu queria era chamar a atenção dele, de modo completamente errado. O namoro acabou, e mesmo seguindo a minha vida, nunca havia me recuperado totalmente, dizia a todo mundo que ele tinha sido o único cara que eu realmente quis, e tinha sido exclusivamente culpa minha não estarmos mais juntos. Quando meu filho nasceu, não sei como ele ficou sabendo, me ligou, e foi me visitar, foi estranho, mas naquele momento eu estava centrada em outras coisas. Quando Bernardo era bem pequeno, me ligou dizendo que tinha se casado, a ficha havia caído, e percebi que mesmo passando tanto tempo, eu ainda esperava que pudéssemos ficar juntos. (Vim descobrir depois a verdade desse casamento, e muitas outras verdades).
Puro engano, vim a perceber muitos anos depois. Por obra dessas do destino, logo depois que conheci meu atual namorado, o Alexandre reapareceu do nada na minha vida, me mandou um email dizendo que lia meu blog, e que depois de tudo que havia acontecido entre nós não sabia qual seria minha reação. Foi de surpresa, de muita surpresa. Decidimos ir almoçar juntos, e apesar de tantos anos, muita pouca coisa havia mudado. Conversamos sobre nossas vidas, eu falei do inicio de relacionamento, ele falou de uma ex, que veio depois de mim, e com quem ainda existia um lance, sempre a pintando de louca. Falou que havia conhecido uma outra pessoa, mas não era nada, pois não queria envolvimento com ninguém no momento. E tivemos um remember. Saímos algumas vezes, transamos. Ele sempre com o papinho "não quero me envolver com ninguém" e eu vesti a carapuça de que também não queria. Era mentira, eu achava que poderíamos agora terminar a nossa história, que pra mim ainda estava inacabada. Outra mentira. Tirei minhas férias, e durante esse período, recebi alguns torpedos dele, todos com conotação sexual, em contra partida, recebia torpedos do meu namorado (que na época não era ainda), eram torpedos carinhosos, preocupado em saber como eu estava. Comecei a perceber a diferença entre ambos e me encher daquela relação toda. Cortei o Alexandre e decidi dar uma chance pro carinha que havia conhecido quando voltasse de férias. E assim o fiz. Mas acabei pisando na merda e saindo com o Alexandre mais uma ou duas vezes. Acabei descobrindo pelo orkut algumas mentiras sobre o que ele me dizia, e finalmente disse pra mim mesma que não queria mais isso. Engatei de vez o meu novo namoro. A história pra mim estaria terminada.
Outro engano.
A vida nos prega peças que é complicado explicar. Uma dessas mentiras era em relação essa ex namorada dele, descobri que na verdade eles ainda estavam juntos e ele tava pisando na bola com ela, bem pisado. E a vi sofrendo lá. Nem sei porque resolvi escrever um email, foi um email onde eu a consolava, pois sabia o que estava passando. Ai as máscaras começaram a cair. Vou tentar resumir, pois e algo confuso e longo. Essa ex namorada não veio logo depois de mim como eu pensava. Ela veio durante o nosso namoro. Ele havia me trocado por ela. Mais isso não foi o que mais me enfureceu, foram as mentiras que me chocaram, através dela, conheci outra ex namorada dele e fiquei sabendo das coisas. Mentiras como eu e ele nunca termos tido realmente um relacionamento, que nem havíamos chegado a transar. Descobri que ele tinha se adonado de um promessa que minha irmã havia feito e ele contava como dele, inventando histórias mirabolantes sobre isso. Descobri que eu havia sido casada, e meu marido havia morrido na lua de mel. Descobri que a namorada que ele me dizer ter escondido os remédios dele, depois de uma cirurgia, havia na verdade escondido as boletas que ele tomava pra emagrecer. Descobri que o carro importado azul que ele disse ter sido roubado num assalto nunca havia existido. Descobri, que nesse remember, quando ele estava comigo, estava com a ex dele, e mais com a que hoje é a atual. E descobri muitas outras coisas que me fizeram perceber, que perdi muito tempo em análise, que eu posso realmente ter cometido erros naquele relacionamento, mas nunca menti, enganei, e acreditei em alguma fantasia que minha mente doentia tenha criado.
Finalmente minha ficha havia caído, eu era muito melhor que ele e sua doença. Pois pra mim isso é doença. Em fim estava livre de tudo aquilo. Hoje sei que ele namora, e tenho pena dela. Que mentiras ele não estará contando? Ainda sou amiga de uma das ex namoradas, e infelizmente com uma não me relaciono mais, por outros motivos, que vão além dele. Ainda nutro um carinho muito grande por ela, pois foi com ela que comecei a abrir meus olhos.
Beijos pessoas!

sexta-feira, julho 07, 2006


Começo a achar que ele estava certo quando cantava...

"Mentiras sinceras me interessam..."









Inté pessoas. Bom finde.

quinta-feira, julho 06, 2006

Ginástica...

Já que a minha cabeça não consegue voltar pro lugar...
E eu estou sem saco pra post's profundos e filosóficos...
Vamos falar da minha vidinha sem graça mesmo...

Ontem começei a fazer academia, depois de uns 213133123812038120 sem fazer nada.
Hoje dói cada músculo do meu corpo... Sou um vegetal. Mas a cara do professor gostosão-sarado-vitaminado-com nome de chocolate me dando tchau ontem, e falando "te espero amanhã com todo gás" esta me fazendo pensar na idéia de ir lá no posto, tomar gás na veia... Só não quero encher os pneus (tosco! hahaha).
Beijos pessoas!

quarta-feira, julho 05, 2006

E pra não dizer que não falei em Copa...

"Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da Pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do Presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmulas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas..."
Drummond escreveu este texto, tão absolutamente atual, em seguida à derrota do Brasil para a Itália na Copa de 1982. E acrescentou uma lição que vale aprender:
"Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória, estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo."
Talvez essa lição valha muito mais do que para o fim de uma copa do mundo... Talvez valha para vida...
Beijos Pessoas

segunda-feira, julho 03, 2006

Da série: Os homens da minha vida...

Alexandre I
Então eu fui pra Curitiba. Deixa pra trás um casamento, um ex-noivo, uma família em fúria... Me muni de coragem, joguei os dados e estava tentando a sorte... Quando chegamos, fomos direto para o apartamento dele, um lugar completamente novo pra mim, um lugar que não era minha casa, mas deveria se tornar... Ele tinha que ir a empresa, e eu fiquei lá tentando me situar ao novo ambiente. Estava arrumando minhas coisas quando a campainha tocou.
- Oi.
- Oi. (dizia pra mim uma loira, com uma cara de surpresa). O Alexandre ta ai?
- Não, ele foi na empresa. E vc quem é?
- Sou a namorada dele.
- (juntando os pedaços, tentando entender o que acontecia...) Olha, acho que vc deve ser a ex namorada agora, por que nós estamos morando juntos.
- (ela mais perplexa do que eu) Posso entrar? Como é que ele pode fazer isso? Quem é vc? Me devem uma explicação!
- Olha, pode entrar, mas as outras perguntas vc deve perguntar pra ele.
- Tenho que pegar as minhas coisas, que estão aqui...
- Pega, alias, vc conhece a casa melhor que eu... Ela pegou as coisas dela e saiu batendo a porta.
Eu com a raiva taquei mão do telefone e liguei pro Alexandre, cobrando uma explicação. Era sim a namorada dele, mas ele esperava terminar com ela, não imaginou que ela apareceria assim na casa dele. De qualquer forma o namoro estava acabado.
No inicio foi difícil lidar com a distância de casa, num lugar diferente, com pessoas frias, quantas vezes peguei o ônibus errado e fui parar no outro lado da cidade... Mas as coisas foram se ajeitando, eu comecei a trabalhar, fiz amigos, a nossa relação ganhou intimidade e cumplicidade, éramos felizes.
Havia pouco mais de um mês que estava lá, recebi uma caixa enorme de presente, imaginando ser o Alexandre, abri toda feliz, quando me deparo com uma caixa cheia daqueles cocos falsos com uma bilhete da ex "muita merda pra vocês!". Fiquei fula, e meses pensando o que iria fazer para dar o troco, pois é claro que não ia deixar barato, o Alexandre conciliador como era, tentava me convencer de deixar pra lá, mas eu como sou, nunca iria fazer isso. Descobri o dia do aniversário da dita, e mandei de presente pra ela um buquê enorme de rosas vermelhas com um lindo cartão que dizia: "Na vida, cada um dá o que tem... Te desejo flores." Nunca soube da reação da pessoa, se entendeu ou não a sutileza do cartão, mas sei que nunca mais tive problemas com ela.
Vivíamos em mar de rosas, já havia voltado as boas com a minha família, já tínhamos vindo a POA visitar e conhecer a sua família, era clima de felicidade pura, o amava. Fazia 8 meses que estávamos lá, ele foi transferido definitivamente para Porto Alegre. Ai começaram os problemas, a família dele como visita era ótima, mas para ter por perto era a visão do inferno. E as brigas começaram.
Claro que não posso responsabilizar a família por todos os problemas que tivemos. O buraco era mais embaixo, bem mais embaixo. Era a diferença de amor e paixão. Eu o amava, mas ele, ele acho que foi apenas apaixonado por mim. E a paixão acaba, ou transforma-se em algo, no caso dele, acho que transformou-se em amizade. Sofri horrores, mas o amava tanto que o mais importante era vê-lo feliz, por isso aceitei a sua decisão e até de certa forma, continuamos amigos.
Ele começou a namorar novamente, e vi em seus olhos o brilho do amor que eu não via por mim. Por mais que me doesse nunca me afastei, pois vi que ele estava feliz, e era isso que importava pra mim. Talvez ele mesmo nunca tenha notado a dor que me causava vê-lo assim, transbordando felicidade.
Quando resolveu se casar, fui convidada pra ser madrinha, e fui, nunca chorei tanto em um casamento, minha ficha estava caindo, entendi que no fundo, nunca havia me afastando esperando que esse sentimento que ele sentia por outra, pudesse se tornar meu. Nunca se tornou, eu tinha perdido. Comecei gradualmente a me afastar e a tocar minha vida, comecei a me libertar de tudo que sentia por ele e me fazia mal, e um dia consegui.
Consegui me apaixonar, consegui amar, e consegui compreender, que mesmo sendo amor o que sentia por ele, era algo quase doentio. Eu consegui ser novamente livre e dona de mim. Tinha encontrado minha paz. Quando decidi encerrar meu antigo blog, Os Meus Momentos, e iniciar o Entre Tantas Eu, tive a noticia, de que ele havia sofrido um acidente de carro e não havia sobrevivido. Desmoronei pela segunda vez, uma coisa era saber que eu nunca estaria com ele e superar isso, outra era saber que ele nunca mais estaria no mundo. O último post do blog antigo, é sobre a morte dele, um resumo do que vivemos, da dor que eu sentia, e o segundo post do blog novo é sobre a missa de 7° dia dele, a qual, apesar de avisada não quis comparecer, preferi ficar com as lembranças boas que tinha...
Beijos pessoas!