
Axé! E que venha 2009!
Dessa vez não. Dessa vez minha boca grande não me pega. Dessa vez eu não conto aos quatro ventos. Dessa vez eu vou ouvir a voz da minha mãe que me diz desde pirralha “se preserve” e eu como uma pirralha birrenta nunca ouvi. Dessa fez eu faço tudo diferente. Pra ver se da certo. To cansada de ser eu e dar errado. To cansada de surtar, pirar, de falar, de contar, de dar detalhes e tudo dar errado. Dessa vez eu vou guardar tudo de bom que me acontece. Eu não vou dividir ou vou dividir apenas a parcas pessoas da lista vip do meu ser. Nada disso mais de contar tudo pra todo mundo. Nada disso de surtar e falar tudo que eu penso. Nada disso de vir aqui e falar, falar, falar... Agora é só ser leve. Brisa. Eu cansei de ser confusa, louca, intensa e perder tudo. Eu cansei de pirar à noite, e passar semanas pra me encontrar. Eu cansei de dar detalhes de tudo a todo mundo. Pois eu sempre fiz tudo isso e sempre perdi mais que ganhei. Agora é assim, boca de siri, cara de blasé e a esperança de que essa normalidade, essa preservação toda, deixe as coisas boas acontecerem. Mesmo querendo, mesmo morrendo de vontade de gritar meia dúzia de coisas eu não vou. Eu vou é pra frente do espelho, respiro fundo e me peço calma. Repito mil vezes pra engolir minha ansiedade, minha intensidade, minha loucura. Leve, lembra? Seja leve. Nada de contar medos, de desatar a falar de vontades, de verdades, de piração da minha alma que mal eu compreendo. Nada disso. Falar só se forem amenidades. É isso, nada do que acontece tão cedo por aqui. Uma tentativa de preservar o que de bom pode vir. Pshiiiiiiiiii! Repito pra mim várias vezes...
Tem coisas que eu não sei e nem espero um dia aprender a lidar. Falta de maturidade nos relacionamentos, mentiras e filha da putice, são algumas dessas coisas. Envolver-se com alguém, deixar que essa pessoa compartilhe de sua vida, da sua casa, da sua família, que faça parte dela, pra mim é algo muito sério. E a imaturidade com que as pessoas tratam sentimentos alheios simplesmente não me é simples entender. A facilidade com que as pessoas descartam pessoas me corta pela frieza. E eu definitivamente não sou uma pessoa fria. Não trato pessoas como objetos, que servem somente de degraus para que possamos atingir nossos objetivos. Pessoas não são descartáveis. E o mínimo de maturidade e respeito quando se deixa de sentir algo é importante. Somos feitos de sentimentos e sentimentos são mutáveis, pessoas deixam de sentir, sentimentos se modificam, entendo tudo isso. Agora filha da putice é falta de caráter e nada mais. É falta de vergonha na cara. Por isso nunca trai, deixei de gostar de algumas pessoas nos meus relacionamentos, e sempre fui sincera com isso, sempre tive cuidado em não machucar além do necessário ninguém. Eu nunca fui filha da puta. Eu nunca arrastei um relacionamento até achar alguém para ocupar aquele lugar por medo da solidão. Não que eu não tenha medo da solidão, tenho e já afirmei aqui, mas acredito que não podemos usar as pessoas como base e solução dos nossos problemas. Eu já magoei muito algumas pessoas, por ser impulsiva, por ser estourada, por falar coisas sem pensar. Mas tenho a consciência tranqüila que em nenhum dos meus relacionamentos alguém pode dizer que me faltou caráter. Que me faltou sinceridade. Eu nunca acreditei que se paga com a mesma moeda. Pois acreditem sou PHD em filha da putice alheia, afinal são quase 30 anos em que me deparo com alguns dos tipos mais canalhas. Mas eu? Eu tenho minha cabeça tranqüila, eu deito no travesseiro e sei que posso ter errado muito, em diversos momentos, mas eu nunca perdi a índole que tenho. Eu nunca magoei propositalmente, eu nunca usei ninguém, mesmo tendo tido a chance disso três vezes, eu nunca fiz ninguém de estepe na minha vida enquanto procurava um pneu novo. Isso me alivia. Mas não serve pra compreender atitudes alheias. Não me ajuda a ver onde esta a naturalidade em usar pessoas, em se aproveitar de sentimentos. Eu simplesmente não consigo achar natural que se traia, que se perca o respeito, que falte dignidade e vergonha na cara para assumir olhando no olho do outro o que se fez. Sempre dei minha cara à tapa e geralmente virava o outro lado, mas todas às vezes fiz isso olhando dentro dos olhos e sendo o mais sincera que posso ser. Nunca me escondi por trás de deboches, pois relacionamentos, pessoas, são compostas de sentimentos e sensações e deboche não cabe nesse contexto. Pra isso existem palhaços de circo, que no fim nem são tão engraçados. Mesmo quando foram canalhas e filha da puta comigo, tentei manter o mínimo de civilidade, de respeito, não pela pessoa, mas pelo que vivemos ou deixamos de viver, no fundo por respeito a mim, ao que eu acredito, pelo que penso eu ser a base de toda e qualquer relação humana. Mas eu tenho meu limite, eu tenho o ponto que perco toda e qualquer educação, que eu deixo de respirar fundo com deboches, que eu desço do salto, pois eu fervo, e imaturidade alheia, principalmente em assumir que jogou merda no ventilador e que lhe faltou honestidade eu não aturo. Nesse dia, nesse momento, a outra pessoa simplesmente morre pra mim. E depois de morto eu simplesmente paro de sentir qualquer coisa, até mesmo civilidade. Afinal não há necessidade de ser civilizado com quem, pra mim, não existe.
- Então que um telefonema assim do nada, com convite assim despretensioso, faz com que a gente se lembre da mulher que é, e faz um bem danado pra auto-estima;
- Mila, esta de volta, Em Cima do Salto Agulha, não vão deixar de conferir né?
- Eu não entendo qual a dificuldade das pessoas devolverem o que não lhes pertencem. Juro que fica parecendo birra só pra se sentir notado... ai ai ai, me falta paciência....
- Ta calor, muito calor, e eu to fazendo as contas de quando volta o frio...
- Eu ainda teria algumas coisas pra falar em função de outras coisas, mas, ainda não é o momento.
- É isso, rapidim que to com sono...
Lilith, eu não tenho nem palavras, eu não sei nem o que escrever, na verdade não tem palavras pra descrever as lágrimas que rolaram ao ler sua carta, lágrimas de gratidão, de alivio entende? Gratidão por vc dividir um cadim de sua vida, sua historia comigo, e de alivio por mim, acho que era aquele choro contido que precisava de uma forma ou de outra sair...
Eu ti!
Tudo nessa vida tem um limite, até para o sofrimento...
7 dias... Deu tempo de morrer, de velar, de enterrar e de rezar a missa...
Agora deu.
*************
"Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza."
Caio Fodástico de Abreu, claro.
Eu estava pensando, meu sonho de ontem podia ser uma metáfora da minha vida. Vem sonhando, sonhando e ploft, cara no chão, não resta mais nada além de acordar. Ando irritada, e por Deus, queria socar minha cara de tanta irritação que eu to, e como uma das coisas que andam me irritando fui eu que provoquei, eu tenho vontades absurdas de bater com cabeça na parede. Ando insuportavelmente chata. Reflexo de uma vida que anda insuportavelmente chata. No fundo somos reflexos, de tudo. Ai junta a vida chata, com essa época escabrosa que se aproxima... E eu viro algo bem próximo de um cão raivoso. Não gosto de natal, suporto ano-novo, mas natal definitivamente não é minha época. Eu fico um pé no saco, e só consigo pensar que minha carteira magra, vai virar anorexica, lojas lotadas, em gente correndo como barata tonta, aquela “neve” num País com esse calor, em toda aquela gente que não fez nada o ano inteiro e de uma hora pra outra se sentem os reis da solidariedade porque deram um quilo de arroz pra qualquer campanha, em todos os sorrisos falsos de fim de ano de gente que nunca mostrou os dentes pra você antes e essa coisa idiota, que uma noite vai fazer toda vida mudar na manhã seguinte. Enfim, tudo de novo, e eu só rezo pra sobreviver. Sensação de que terei 60 dias de TPM. Estou a um fio de mandar meu emprego à merda, simplesmente porque eu sou uma anta e cometi a asneira de misturar gente da minha vida pessoal na minha profissional, e virou uma paçoca daquelas que você mastiga e esfarela mais, ruim de engolir, e eu praticamente não tenho faço outra coisa além de falar dessa coisa toda com gente que eu deveria relaxar e não me estressar. Se todo mundo tem um limite o meu transbordou faz tempo. Vontade de ir pro raio que parta junto com o capeta e viver de sacanagem até tudo isso passar. Pois acreditem nem sacanagem eu ando fazendo! Não há mente nem corpo que agüente, e tenho a sensação que mais dia menos dias eu simplesmente vou explodir e entrar em surto. Daí, nem meu tarja preta resolve mais!
"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára..."
Preciso de um tempo daqui, um ou dois dias talvez. Quem sabe mais.
Ontem eu tava lá toda MARA vendo TV e pensando que um dia eu serei igual a Copélia, quando toca meu celular. Peguei o celular na mão e quando vi o visor piscando com o nome de quem me ligava joguei o celular longe no impulso. O nome do pai do Bernardo, que faleceu há pouco mais de um ano, piscava na tela. Fiquei olhando aquilo hipnotizada e pensei: “Fudeu! Ta me ligando do além pra dizer que chegou minha hora”. Já tava vendo a cena: A voz dele sussurrando pra mim: “sete dias, sete dias” e fiquei lá parada a uma distância segura daquela merda de chamada que com certeza custaria uma fortuna, afinal era DDD interdimensional. Quando uma boa alma gentil da minha família me tira do transe delicadamente gritando “atende logo essa merda!”. Resolvi encarar, porque fugir do fato não iria resolver minha situação e eu tava morrendo de curiosidade de como seria uma ligação lá do lá de lá. Atendi, com a voz meio trêmula. Ao ouvir a voz do outro lado pensei “morreu e afinou a voz?”, nada era apenas a ex-mulher dele pra torrar meu saco com burocracias do inventário. Uma chatice, muito mais divertido pensar que um morto me ligava!
* Pra começo de conversa, se você é evangélico não comece a ler esse texto. Porque você vai querer me mandar a merda, e eu não vou estar nem ai pra isso. Então, não leia pra não se ofender. Mas se vai ler, leia pensando que não tenho nada contra o SEU Deus e sua fé, apenas com a sua IGREJA e como ela funciona. Um texto inspirado em uma conversa de MSN com o Edgar.
Então que eu miacabo rindo com aqueles programas evangélicos, o que tem de gente com o capeta nesses cultos, é algo impressionante! Uns 15 por noite! Multiplicando isso pela quantidade de igrejas que tem só no Brasil, dá um número incontável de capetas por noite, abrigando o corpo dos fiéis. O que me faz pensar, se Deus é um? O capeta não deveria ser só um? Então com pode esse número absurdo de chifrudos soltos por ai? Pode ser tempo de globalização, o Belzebu máster, fica lá sentado na frente do seu note diabólico espalhando “capetas vírus” nos coitados dos fiéis. A pessoa ta lá com dor na unha encravada do dedão pé esquerdo, e o pastor aos gritos que ta sentindo a presença do mal, que ele esta ali! A criatura morrendo de dor, louca pra ir pra casa, tirar o sapato apertado resolve deixar o mal vir pra acabar com aquela palhaçada toda! E pessoas, vocês sabem, são influenciáveis. É efeito cascata, despenca o demo de tudo que é lado. E vamos combinar, que diabos fraquinhos esses. Demônio bom era o demônio da Regan do Exorcista, que virava a cabeça, vomitada creme de ervilha e rachava a cara. Esses de hoje em dia, bando de capetinhas que precisam malhar, o máximo que causam são uns tremeliques que depois de 5 minutos com a mão do santo pastor já passa. Capeta bom era capeta de antigamente!
Que os evangélicos pagam dízimo todo mundo sabe, inclusive os católicos também pagam. Mas evangélico ta comprando terreno no céu com VISA, na maquininha e tudo! Agora, alguém ai apresentou pra essas criaturas o corretor de imóveis? Alguém viu nem que seja uma foto do loteamento do céu? Porque assim, se tem que pagar, quero ao menos escolher onde morar né! Porque morar ao lado do Sto. Antônio, com o perdão do trocadilho, deve ser um inferno! A quantidade de pedidos que chegam pra ele todo dia deve acabar com a paz da vizinhança! Se eu to pagando, quero escolher né, a infra-estrutura da região. Tipo, morar do lado de São Pedro, e não me preocupar com a meteorologia! Se bem que me conhecendo tanto, eu ia acabando morando do ladinho do São Tomé! O que me choca é a quantidade de fiéis que passam fome, mas estão lá mensalmente creditando na conta do céu para garantir seu pedaço do paraíso. Só espero que a construtora celestial não declare falência. Imagina que lindo seria o MSPD - Movimento dos Sem Pedacinhos do Céu!
Eu prefiro mesmo é um terreno no inferno, sem complicações para compra, pagamento apenas no ato, você escolhe pessoalmente, ao chegar lá procura o corretor chifrudinho e compra seu caldeirão, quem sabe até um ofurô! Até porque uma religião que só permite sexo pra fins de procriação, deve terminantemente proibir qualquer contato físico lá no paraíso! Um tédio dos infernos! No inferno que deve ser bom: festa quase todo dia, sexo liberado, e muito calor humano!
Amor, que você tenha:
Mais dias comigo.
Noites acordado comigo.
Beijos na minha boca.
Sucesso, pra ficar rico e me dar um cartão de crédito sem limites.
Saúde, pra segurar o tranco rs.
Felicidade sozinho e ao meu lado.
Um dia colorido (comigo claro) apesar do cinza lá da rua.
Uma canseira hoje à noite.
Paz, de espírito, de vida, a todo momento.
Paciência, pra continuar me aturando.
Tudo, tudo, tudo, que você sonha (desde que nesses sonhos não tenha peituda, nem sem peito, nem loira, nem morena, nem ruiva... nem mais ninguém do sexo feminino que não seja eu, entendeu?).
E pra completar de vez sua felicidade, desejo que você tenha EU sempre! Ho Ho Ho!
Amo tu criatura!
Feliz Aniversário!
Eu queria escrever algo legal. Mas estou tão sem saco para ato de sentar e escrever... De ficar assim organizando idéias e ver se o cu combina com a bunda. Sem saco sabem como é né? É que eu sem grana sou azeda. E sim, eu estou duranga, e isso me fode a vida, porque esse mês tem aniversário do namorado, porque tem coisas que eu deveria ter pago e não paguei, porque eu tenho um filho pedinte, porque eu sou uma pessoa naturalmente consumista e estar sem grana é quase ali beirando o holocausto. Eu to tão dura que juro se comprassem minha mãe eu vendia. Acontece que ninguém ia querer. Mas juro que fora isso ta tudo bem. As pessoas são engraçadas. São movidas por desafios. A gente encasqueta com aquele dito cujo justamente porque o dito cujo não ta nem ai pra gente. E quando o dito cujo fica todo ai pra gente? Bem é bom, mas fico cá me perguntando e quando aparecer um dito cujo mais difícil, vou lá jogar tudo pro alto só pra ver se eu consigo? Eu sei, eu sei, não depende só disso todos vocês me dirão, e eu que sou uma pessoa que odeia coisa fácil sei bem disso, mas é que to sem saco pra entrar em todos os por menores da coisa toda. E nem to a fim de ficar enfiando minhocas na minha cabeça com tudo isso, porque por mais que meu cérebro seja fértil, minhocas nele não. Eu tenho um gênio cão, todo mundo sabe. E sei que é uma tarefa heróica lidar com ele, algo como matar um leão por dia. Ai fico me perguntando, e se eu mudo isso, e se viro eu uma cadelinha adestrada, rosa e cheia de frufru não irá perder toda a graça? Não vou deixar de ser assim exatamente como eu sou? Tá, a coisa não é tão simplista assim como eu to colocando, porque cadelinhas adestradas podem morder também. Mas eu to sem paciência pra ficar aqui falando sobre isso. Dia das crianças foi bom. Torturei o Bernardo pra dar os presentes. Tudo por etapa, quase surtei a criança. A pipa do namorado não subiu. Não essa... Essa sobe até por telepatia. A pipa de pandorga, essa não subiu. Perdeu quase uma hora fazendo o negócio e nekas de subir. Culpou o vento claro. Porque namorado é máster e não tinha vento que levantasse a pipa. Até pensei em soprar, mas tem horas que pra levantar a coisa em vez de soprar é melhor... Bem deixa pra lá que não é disso que estamos falando... Mas eu ri tanto, tanto, porque perco o amigo, mas não perco a piada, por mais velha e batida que ela seja. To com uma dor filha da mãe nos músculos das minhas coxas. Como se tivesse feito 54371890547 agachamentos. Tá uma coisa bonita de ver, uma velha reumática conseguiria correr e subir escadas melhor que eu. E nem adquiri essa dor da forma que vocês estão pensando, o que realmente é uma pena. Fora isso, durante o fim-de-semana eu tomei banho de guaraná, levei glacê de bolo na cara, tive chiquitas espalhadas pelo cabelo e madruguei sozinha no domingo, único dia que eu tinha para morrer dormindo. Mas eu to sem vontade de contar tudo isso, então eu não sei o que ainda estou fazendo aqui. Vou embora.
Deu! Acabou podem ir embora também!
A grandeza das coisas se faz nos detalhes. Toda e qualquer diferença se mostra nessas pequenas coisas. O diabo mora nos detalhes já dizia o ditado popular. É nos detalhes que eu me apego. E são os detalhes que fazem o sentir falta. Podemos sentir falta de alguém, sentir falta de algo, mas sentir falta do menor detalhe é que faz a coisa toda ter o tamanho grande que tem. O sentir falta do que era e deixou de ser. Do jeito peculiar do olhar que se perdeu em algum lugar do dia-a-dia. O sentir falta do detalhe da palavra dita. De se perguntar qual o momento exato que parou de ser dita. Qual foi o dia, a hora, o minuto, o segundo que o olhar mudou. São esses detalhes que me são importantes. Porque a vida, a felicidade, se faz nessas pequenas coisas, que se deixamos são engolidas pela pressa e correria e simplesmente passam a não fazer diferença. É por isso que me preocupo com coisas que parecem ser insignificantes, com o olhar que não veio, com a palavra presente que se tornou ausente, com o timbre de voz, com a atenção desmedida que passou a ser comedida. Com o não dito. São coisas que num olhar menos atento continuam iguais, mas que na sutileza do menor detalhe perdido causa esse buraco que não consigo preencher. Simplesmente por ser os detalhes que o compõe...
Imaginem a sensação de ter sido atropelada por uma carreta. Uma. Duas. Três vezes... Imaginaram? Então é assim que to. Com a sensação de que tiraram de mim todas as forças físicas e mentais, tamanho foi o stress e questões conflitantes do fim-de-semana. Se tudo se resolvesse dentro de um quarto, eu tava tranqüila, feliz, lépida e faceira por toda minha vida. Juro que tava. Mas, não se resolvem, ajudam, mas não resolvem. Eu sei de todas as minhas culpas, não pensem vocês que sou inocente, não sou não. Sou difícil, de gênio difícil, difícil de agradar, e mais um monte de coisas. Mas os problemas são como quase tudo nessa vida, vem dos dois lados, não há culpados, não há vítimas e carrascos. Há sim uma dificuldade do lado de lá de entender que pra mim o que é acertado é como sagrado. Que pra mim isso é importante. Que pela manhã, é pela manhã. Que se digo que estarei às 3 da tarde, nem que eu precise assassinar o Papa, eu estarei às 3 da tarde. E há uma dificuldade do lado de cá de se contentar com o que é dado, e de reconhecer o esforço alheio de muitas vezes fazer o impossível pra que minhas vontades aconteçam. De querer mais sempre. Como vêem sem bem nem mal. Só dificuldade de acertar no equilíbrio. Todo mundo é meio-vilão-meio-mocinho. A sensação hoje é de exaustão. Aquela dúvida, que talvez todo mundo tenha, com ou sem problemas, de que será que teremos algo juntos ali na frente? Mas eu to bem. Cansada, mas bem. Dizem que o sol sempre volta amanhã.
*Depois que a nuvem cinza que achou morada em cima da minha cabeça passar, voltaremos com o besteirol de sempre. Deve ser TPM. Se for, essa irritabilidade tende a desaparecer esta semana.
* Eu ia falar de outra coisa, mas é difícil escrever com o ranho pingando no teclado (sim, estou gripada de novo - muito vento frio na costas, se é que vocês me entendem) então decidi republicar esse texto, acredito eu, bem oportuno para o momento.
Claro que tem um monte de gente que não gosta do meu blog, que não gosta do que eu escrevo, que simplesmente não tem saco para vir aqui. E eu nem durmo de preocupação com isso. É justo que cada pessoa coloque no seu blog o que quer. É muito justo que escreva o que tiver vontade de escrever. Mas é justíssimo que eu tenha o direito de não gostar do que vejo ou leio. Leio os blogs que eu gosto, de pessoas com as quais me identifico, que me fazem rir ou que me afetam de alguma maneira. E leio muitos blogs de pessoas que nunca aparecem por aqui também. Por quê? Sei lá, pode não visitar ninguém, podem odiar o que eu escrevo, não me interessa, se eu gosto do que é escrito, vou lá leio, se achar que devo comento e pronto, sigo a minha vida.
E como sou um ser normal, completamente chato e cheio de opiniões e ninguém tem que concordar com elas (além do blog ser meu, e eu falar o que eu quero, cagando e andando pro resto). Vamos à relação de coisas que me fazem sair correndo de um blog:
- Gifs: Simplesmente abomino. Primeiro porque demora séculos pra carregar a página. Depois porque pra mim uma mulher com mais de 18 anos postando milhares de coisinhas brilhantes e saltitantes... Nunca pensaria da mesma forma que eu. Muito Pollyana pra minha cabeça. Está na hora de crescer...
- “Auto Ajuda”: É claro que quando temos algum problema nossos textos podem acabar demonstrando isso. O que não gosto é aquele eterno sofrimento, aquela coisa de “oh vida, oh céus”. Porra, milagres não caem do céu. Tá insatisfeita? Levanta a porra da bunda da cadeira, vai pro psiquiatra, te vira! Minha vida acontece aqui do lado de fora da tela. Tenho muitos amigos virtuais que fiz por empatia, afinidade, magnetismo, porra louquice mesmo. Mas meu blog não me serve de muleta, pra nada. Falo o que quero, quando quero e pronto. É mais pra diversão. Pior de tudo, são aqueles blogs que tentam passar uma lição de vida. Impor. Eu até tiro pra minha vida algumas coisas que leio por ai, mas isso é algo que acontece de forma natural. Se eu quisesse auto-ajuda, comprava um best seller.
- “A vida é Bela”: A vida não é eternamente cor de rosa. E se fosse, sinceramente iria ser um saco, eu odeio rosa. A vida é rosa, amarela, azul, vermelha, roxa, preta, marrom, cinza... Já disse e repito aquela coisa de “amanhã será um novo dia, aprenda com o hoje...”, “carpe diem” e sei lá mais o quê, não dá pra mim. A vida é, às vezes, uma grande e boçal merda. Sem politicamente correto. Eu não sou uma pessoa politicamente correta. Tem coisas que acontecem com as quais simplesmente não se aprende nada, é apenas uma merda e ponto. A vida é bela sim, em alguns momentos. Porque se você acha que é eternamente maravilhosa... Vá viver dentro do País das Maravilhas (e até lá tem uma rainha má e gente louca) e não fode meu saco!
- “Eu tenho um blog que é um flog”: Quer postar sua santa beleza, faça um flog. Normal a gente postar uma foto ou outra, dentro de um contexto, e sem se tornar repetitivo. Mas putaqueopariu colocar a tua foto, com textos auto-ajuda, pra como diz uma amiga minha (que vou preservar a identidade) mostrar “olha eu sou feia, mas sou feliz”, todos os dias, em textos que simplesmente durmo ao ler, e pior, onde aquela imagem não acrescenta em nada é pra foder a paciência de qualquer um. A minha pelo menos. Ai vocês irão dizer... “Mas você coloca fotos suas...”. Sim coloco claro, o blog é meu, e eu tenho todo direto de achar que aqui eu uso com bom senso e fica divertido. Sintam-se livres pra discordar. Ho Ho Ho Ho!
- “Os caçadores de visitas”: O ser entra no teu blog. O texto fala do seu pai que morreu em um trágico acidente de carro. O comentário do ser: “Ai, adorei o que você escreve, maravilhoso! Muito legal o seu blog. Passa lá no meu!”. Eu não irei nem me dar o trabalho de ver se o blog da criatura tem algum conteúdo que me atraia. Simplesmente não vou e pronto. Tem dias que estou péssima, leio e meu comentário se resume a um beijo, mas faço isso em blogs que visito freqüentemente, que geralmente comento efetivamente os textos postados. E geralmente retorno depois para comentar melhor o texto em questão. Agora pra fazer número, não contem comigo, e simplesmente não apareçam por aqui.
- Blogs Temáticos: Pra mim blog é pra divertir, pra falar o que vem a cabeça, com relação a qualquer assunto. De BBB a queda da bolsa de valores de Tóquio. Se for um tema que não me interessa, não perderei tempo lendo por mais interessante que possa vir a ser a matéria. E sem contar que deve ser uma chatice se manter preso a um único tema. Uma hora o assunto esgota e começamos a ler reprises (pioradas) da mesma versão. É como um filme, geralmente a primeira versão é melhor.
- “O quartinho dos fundos”: É aquele blog poluído demais, muita informação junto. Me deixa tonta e me dá aflição. O conteúdo pode até ser legal, mas pra mim o blog tem que ser limpo e claro. Quartinho dos fundos é onde socamos tudo que não precisamos mais, e fica aquela bagunça generalizada, não é lugar de socar nossos pensamentos e opiniões.
- “Amiga de infância”: Ok, isso nem tem muito a ver com o blog, mas sim com os donos e sua personalidade. Faço amigos (as) virtuais, por afinidade e de forma natural (e tenho grandes amigos que conheci aqui), mas me tira do sério a pessoa que vem uma, duas vezes aqui e já chega: “Amigaaaaaaaaaaaaaa...”. Tipo amiga intima, pra fazer confidência. Não fode, porque meus amigos escolho eu, ou a vida.
- “Se você some eu me mato”: Saca? Você passa um, dois dias sem aparecer, sem comentar um ou dois posts e a pessoa em crise de carência total e eterna: “Aii, você sumiu, nunca mais apareceu...” Ah meu cu! Eu tenho uma vida real e não tenho tempo muitas vezes pra vir no meu próprio blog, vou aturar cobrança de quem nem me come?
- “Sou de todo mundo e todo mundo é meu também”: Na natureza nada se cria, tudo se copia. E na internet não pode ser diferente. Copiou? Da os créditos. Não queira ser o que não é. Teve uma vez que descobri um blog que era um clone do meu antigo, só que passado para o masculino. Isso fode cara. Nem sempre escrevo algo que preste, mas às vezes, quebro a cabeça pra sair algo decente e o povo vem aqui, pega e nem pra dizer a fonte? Não sou contra cópias, pois eu mesma faço isso, mas sempre diga o autor da obra. Agora, Plágio é atestado de burrice, já dizia o selinho ali do lado.
- "Eu te linko, você me linka”: Me linkou? Foi porque gostou do que eu escrevo, se identificou ou qualquer coisa do tipo. Problema seu. Se eu for ao seu blog, gostar do que vi (demoro, mas linko), se não o fizer é porque não me interessou. Ficou feliz de você gostar do que eu escrevo e ponto. Sem obrigações. Eu não sou linkada em alguns dos blogs que mais gosto de ler. Mas isso com certeza não tira meu sono.
- Os Assassinos Gramaticais: Esse é o único tipo de blog que realmente nem dou uma olhada. Não tenho condições mentais pra assimilar alguém que escreva: “Aximmmmm”, “bunitinhuuuuuu” e qualquer outra coisa do tipo. Abreviações como: vc, tb, qdo... É uma coisa, agora aterrorizar meu cérebro pra entender essa língua, nem fodendo!
- Meu querido diário: Cada um faz do seu blog o que quer. Isso é fato. E eu leio o que quero mais fato ainda. Então não vem querer que eu ache interessante você contando detalhadamente o que você fez no seu fim-de-semana com o namorado/amiga/sozinha, porque eu vou achar um porre. No fundo a vida das pessoas é um saco, completamente desinteressante, e se você não tem o dom de contar o seu dia, não faça.
- Todo dia é a mesma coisa: É aquele que você já sabe o que vai encontrar. Na segunda você vai encontrar uma descrição detalhada do fds. Na terça vai ler o quanto esta cansada. Na quarta a crise existencial da semana. Na quinta de como precisa que chegue o fds. E na sexta uma descrição de tudo que pretende fazer no fsd. Tenho saco? Você lê o blog uma vez e pode comentar pro resto da vida! Mais fácil escrever “leia o post da semana passada” ou “continuo achando/pensando/sentindo a mesma coisa”, o coisa mais chataaaaaaaa.
Pra mim, blog tem que ter informação, bom humor, certa dose de sarcasmo e diversidade de assuntos. É isso que eu penso. Não estou jogando o chapéu pra ninguém. Estão todos os chapéus expostos, pegue e coloque na sua cabeça se quiser. Mas não me responsabilize por isso. Apertou seu calo? Problema seu, não meu. Pedicure sempre ajuda nessas horas!