sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Escrevo


Escrevo antes de tudo pra mim, porque meu cérebro entope, porque meu estômago embrulha, e eu vomito. Vomito coisas sem nexo, sem parâmetros e sem explicações. Algumas com tempo e espaço definidos, outras apenas divagações, desejos, alma expressa.

Tenho fases verborrágicas. Não estou aqui pra salvar o mundo, pra salvar vocês, pra alegrar ou entristecer alguém, estou tentando apenas me salvar do meu vômito quente. Ou então me perder nele.

Falo sobre utopias, sobre surrealismo, sobre fatos, sobre vontades, sobre acontecimentos, e ao menos que eu deixe isso claro, ninguém tem como saber do que estou falando. Escrever é de certa forma um ato egoísta, pois temos o controle, pois damos ou tiramos informações, por ora nos doamos mais, ora gozamos sozinhos. Nem tudo é exatamente da forma como descrito, nem tudo acontece no mesmo segundo que você esta lendo. Nem tudo é realidade. E nem tudo é ficção.

Cada um interpreta o que lê da forma que lhe cabe, de acordo com suas experiências, de acordo com seus princípios. Minha vida é uma obra aberta, com direito a muitos sonhos, muitos enfeites e muitas coisas não ditas. Onde me dou o prazer de me perder em devaneios e pensamentos. Me dou a liberdade de sonhar abertamente, de expressar vontades e desejos como algo concreto, como realidade já vivida. Não tentem me situar (e muito menos minhas palavras) em tempo e espaço. A não ser que eu faça isso.

Talvez seja apenas um sonho. Daqueles que se tem medo de acordar.

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector

Um comentário:

J@de disse...

São seus os motivos que a levam a escreve, mas certamente estão em sintonia com o que me faz voltar e voltar aqui para ler vc!!
Beijos!!