quarta-feira, janeiro 03, 2007

Blá Blá Blá

O jantar dos horrores...

Tem coisas que só acontecem comigo, e eu não entendo como eu tenho coragem pra contar pra vocês. Pois bem, tenho um amigo, desses de infância, que amo de paixão. Só que ficamos sacaneando um ao outro a vida toda. A última sacanagem foi minha com ele, devia saber que ele me daria o troco. Mas o negócio é sempre tão bem feito que a gente esquece que pode ter merda no meio. Pois bem. Há um mês ele vem me enchendo pra sair com um amigo dele, que descreveu como, “interessante, legal, simpático”. E eu enrolando, enrolando, enrolando, só que ontem o tal amigo interessante me ligou, e ta marquei de sair com a criatura. Me arrependi no momento que pisei na calçada. Desculpe-me os feios, mas beleza é fundamental. Não essa coisa de modelo, porque já gostei de uns tipos bem estranhos, mas tem que ser um conjunto proporcional. Vocês não têm noção do susto que levei, o cara era do avesso, a visão do coisa ruim, tinha um dos dentes da frente saltados pra fora, quase pendurado pela raiz. Eu quis matar o meu amigo, pegar o fígado e comer com cebolas. Mas o que eu ia fazer? Tava na frente do deus me livre já, sair correndo não era uma opção das mais inteligentes. Encarei o tal jantar. Eu sentada na mesa comendo, sentia vergonha pelo coisa ruim. Já sentiram vergonha ao estar perto de alguém completamente ridículo? Então essa coisa de você sentir vergonha por outra pessoa... Era eu ontem. No meio do tal jantar dos infernos, meu amigo me liga. “Jana, coisa lindinha ele né? Kkkkkkkkkkkk”. E eu lá olhando pra cara do paspalho do avesso, com meu sorriso amarelo e meu estomago completamente revoltado, porque no fundo o infeliz não tinha culpa de terem jogado o bebê fora e criado a placenta, reuni toda minha educação e simpatia que mamãe, quando ainda tinha esperança em mim, tentou me ensinar e segurei a barra do jantar até o fim. Quando o jantar dos horrores acaba, o deus me livre ainda tem o disparate de me perguntar: “Pra onde?”. Pra minha casa pelo amor de Deus, me deu vontade de gritar, voltei pra casa, liguei meu “amigo”, ele chorava de rir ao telefone, e eu acabei quase mijando nas calças de tanta risada que dei. Meu amigo dizia, "Ah saiu com o capeta, mas andou de Citroën e comeu bem", e eu só conseguia me lembrar do que minha mãe me dizia quando criança "comer olhando coisa que assuta da dor de barriga depois". kkkkkkkkk

Limpando a mente...

Quando eu preciso pensar na minha vida, geralmente faço isso faxinando a casa. Nunca soube porque, só sei que quando tenho que ordenar os pensamentos, uma boa vassoura e um balde d’água me ajudam muito. Então ontem como já tinha perdido o sono, e tava com medo de dormir e ter pesadelos com o desprovido de beleza do jantar, além de estar precisando ordenar a cabeça, fui faxinar a casa, liguei o rádio, me vesti de “Maria” e mãos a obra, fui deitar às 4 da manhã, corpo cansado, sono atrasado, mas a mente lisa, leve, vazia e pronta pra encher de coisas em 2007.

Eu quero, mas nem sei se é bom...

Já criaram expectativa demais sobre algo que vocês nem tem idéia se será assim tão bom, ou pelo menos se vai corresponder ao mínimo que você espera? Eu to assim. Isso é péssimo, pois geralmente a nossa mente vai bem mais longe do que a realidade, então a probabilidade de você se frustrar é enorme. Mas uma coisa que ninguém pode me dizer é que não dei minha cara a tapa. Dou sempre, e muitas vezes as duas faces. To fazendo isso, apostando as minhas fichas, se eu ganhar, ganho muito, mas se perder, não perco nada que já não tivesse perdido e recuperado outras vezes.

Eu tinha mais coisas pra contar, só que não me lembro agora (eu vou começar a andar com um bloco pra tomar nota na hora que me vem a cabeça as coisas que tenho que contar aqui).
Fiquem bem pessoas!

Um comentário:

Hoppus disse...

Nossa o cara deveria ser feio mesmo, bom, assim eu me sinto bonito até...