Saudade: Do quem nem se sabe ainda; Esperança: Que não deve morrer nunca; Amor: O Próprio; Incondicional: O filho; Carnal: Ainda não desisti dele. Tristeza: Não pede licença; Felicidade: Apenas momentos; Paixão: Não me pega mais; Amigos: Os mais pertos estão longe; Família: Aprendizado; Desejos: Muitos, mas ainda não sei como ter todos; Mudanças: Várias vezes ao dia; Humor: Negro; Me acham: Transparente; Na verdade: Eu engano bem. Viagem: Na janela; Trabalho: Só porque preciso; Temperatura: Fria; Música: Das antigas; Sexo: Eu gosto; Sapos: Engoli vários; Mesas: Virei algumas; Não sei: Ser indiferente; Quero: Pra agora; Tempo: Tem que dar tempo; Homens: Os morenos; Vida: A gente vive né; Gosto: Picante; Sol: De final de tarde; Chuva: Tem que vir forte; Fé: Não se explica; Perguntas: Não devo ter feito as certas; Respostas: Um dia vem; Voz: Alta, rouca; Sentido: Visão; Cheiro: De pão; Dia: Noite; Independência: A de dentro; Vou: Pra onde eu quero; Me falta: Paciência; Me sobra: Impulsividade; Meio termo: Meio morno; Equilíbrio: Dizem que existe; Sintonia: Não se forja; Bichos: Dos outros; Dinheiro: Mais do que necessário; Vontade: Se mata; Fidelidade: Antes, lealdade; Leio: Quase tudo; Escrevo: Pra esvaziar. Me importo: Com tudo e nada; Medo: De não chegar lá; Solidão: Não sei conviver; Penso: O tempo todo; Durmo: Quase nada. Palavras: Vomito-as; Sou: Isso aqui, e mais um monte de coisa; Por quê? Porque sim.
quarta-feira, outubro 31, 2007
terça-feira, outubro 30, 2007
Intuições... Pessimismo... Deduções.... Ou seja, nada de útil!
segunda-feira, outubro 29, 2007
Sonhos... Reprises...
To precisando de uma pauta “novas pessoas para sonhar”.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Concha... Analogias... Suposições... Ou... Um daqueles textos bem mulherzinhas...
Eu não sou uma concha como me disseram. Mas usando esta analogia, e supondo que eu esteja errada e você certo... Eu diria. Ok, eu sou uma concha. Uma ostra. A questão é que não é difícil extrair de mim a pérola (ou as respostas, ou os querer, ou...), apenas você terá um pouco de trabalho para isso. Mas antes temos que saber o que são pérolas. “Uma pérola é um material orgânico duro e esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como um grão de areia”.
Não tenho nem idéia de como se dá o procedimento de extração dessas pérolas, nem da captura destas ostras (acredito que com gaiolas no fundo do mar), mas suponhamos (já que o que mais fazemos é supor coisas) que um mergulhador tenha que ir até o fundo do mar, para conseguir achar uma ostra, traze-la a superfície, e então abri-la cuidadosamente para tirar dela o que ela tem a oferecer. O que eu espero de você (ou de alguém) é no mínimo uma disposição para mergulhar o mais fundo que puder em mim, me trazer a superfície e então com cuidado abrir-me para extrair de mim o que tenho a oferecer.
Analogicamente, podemos dizer que uma pérola só se forma, depois que uma conha é invadida. Podemos também imaginar que uma ostra, só se fecha desta forma, tornando a extração de sua preciosidade uma coisa meio complicada, porque ao se dar esta invasão, ela foi ferida, machucada. Sendo eu, como você afirmou, uma ostra, fui invadida, e machucada. Me fechando cada vez mais, e produzindo minhas próprias pérolas, disposta a entrega-las para alguém que esteja verdadeiramente as querendo, a ponto de correr o risco de fazer todo esse processo. De se aventurar num mergulho, de procurar a ostra certa, de abri-la cuidadosamente, e depois cuidar do que encontrou. Porque suponho eu, mais uma vez, que ostras não gostem de ser engaioladas sem que demostrem um esforço para conquista-las.
Mas veja bem, eu não entendo nada de conchas, de ostras, de pérolas, de pesca... Apenas supus que seja assim. Como você supõe que eu seja uma concha.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Dando sinal...
quarta-feira, outubro 17, 2007

terça-feira, outubro 16, 2007
segunda-feira, outubro 15, 2007
Drops
- Mas meu desgaste com toda essa história esta apenas começando. Tenho toda parte legal e burocrática pela frente. A atual esposa do pai dele não morre de simpatia por mim, e só espero que ela não encrenque com todo esse processo.
- Adoro horário de verão, mas demoro uns 4/5 dias pra me adaptar a ele. Então hoje estou lenta, lenta...
- Hashmalim, meu blog não esta autorizado a visitar o teu, se quer que eu apareça, ou você autoriza, ou você comenta no haloscan;
- Dizem que a primavera já chegou... Eu ainda não vi, o inverno insiste em ficar por aqui... Estação da chuva.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Perda
Nunca precisei dar uma noticias dessas a ninguém. E agora me vejo perdida. Não sei como explicar a uma criança de 6 anos que ela nunca mais verá o pai. Não sei se espero passar o feriado das crianças, já que não poderei levar o Bernardo ao enterro. Não sei se falo agora. Não sei como começar. Minha mãe diz pra mim dizer a ele que oi pai virou uma estrela, porque Papai do Céu chamou. Talvez seja uma alternativa. Mas conheço meu filho, ele sabe exatamente o que significa morte, pois sempre teve uma maturidade incrível para a idade, e talvez essa história não o convença. Mas mesmo tendo toda essa maturidade, ele tem apenas 6 anos, e tenho medo da reação. Não quero que sofra. A pior dor para uma mãe é a possibilidade do seu filho sofrer. E como eu queria preservá-lo disso.
Perdi meu pai aos 10 anos, e nunca esqueci a dor que isso me causou. Claro que a situação do Bernardo é diferente, pois como não vivia com o pai dele, e este morava longe, as visitas eram espaçadas, não havia aquele convívio diário. Talvez a ausência não seja tão sentida. Mas ao mesmo tempo penso que eles tiveram tão pouco tempo juntos. Que tiveram tão poucas experiências. Que conheciam tão pouco um ao outro. E penso em tudo que Bernardo não terá, não passará, junto ao pai.
Eu sofro agora pelo meu filho, pelos outros dois filhos do pai dele, também tão pequenos... Por todas as experiências que eles não terão. E preciso tentar achar uma forma de suavizar tudo isso. Mas infelizmente dessa vez não tenho como colocar Bernardo embaixo da minha asa e evitar que tudo isso o atinja.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Falsidade...
Então hoje eu rio alto. Chego a gargalhar. Eu mantenho meu humor sarcástico. Eu mantenho os meus trejeitos comuns. E gargalho alto e feliz...
Como se eu achasse graça. Como uma necessidade de tentar fazer parecer que tudo esta bem...
Quando na verdade, talvez, tudo esteja prestes a desmoronar...
terça-feira, outubro 09, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Onde esta o meu par? kkkkkkkkk
Este era pra ser um post sério. Mas conhecendo meus leitores, sei que praticamente todos acharão que é sacanagem! Ok. Eu sou a maior culpada nisso tudo!Eu não vou me casar! Essa é uma das coisas que mais penso. É sério. Não que eu não queira me casar. Eu simplesmente não vou. Entendem? Não que isso não seja da minha vontade. Simplesmente não vai acontecer. Vocês entendem????
Porque eu sinto, no mais intimo do meu útero, que isso pra mim já passou, já foi, já era. Depois do meu ultimo relacionamento (que não irei entrar em detalhes, quem sabe sabe, quem não sabe, trate de saber, se quiser também), eu perdi completamente as esperanças disso acontecer!
Se eu fosse espírita, diria eu que isso é carma de outra vida, deveria ter sido uma péssima esposa! Como não sou, posso dizer que, com certeza, eu sou uma pessoa com dois pés frios!
E não me venham com aquele blá blá blá todo “ah mas você é tão nova, só 28 anos”. Porque quanto mais o tempo passa, mais chatos ficamos, mais cheios de manias, (pra não falar daquela parte que tudo cai...), e, por conseguinte mais difícil de conseguir achar alguém pra dividir o teto. Junta isso a minha sacra santa vontade (quase inexistente) de sair de casa. A minha paciência (quase um fio) de conhecer gente. E o meu saco (quase estourando) de todo o resto... Temos então a minha certeza. Não casarei nunca!
Por via das dúvidas, to pedindo a todas que vão se casar, a todas que um dia por ventura se casarem, coloque meu nome na barra do vestido! Não sou supersticiosa... Mas vai saber né?
quinta-feira, outubro 04, 2007
Surrealismo... (Eu ainda to em pause, mas é que não aguentei)
Então, nesta fase de "eu nem sei que eu sou", me resta ver novela. Estreou a novela nova, Duas Caras. Concordo que todo mundo tem duas caras (ou até mais), mas o que eu não tenho é cara de otária. E sinceramente o autor da novela (que não faço idéia de quem seja, e nem fui procurar puramente por preguiça), esta num surrealismo difícil de engolir. Vamos lá.
Ok, a mocinha tem 18 anos, é ingênua (quem hoje em dia preserva tanta ingenuidade com 18 anos?), mas vá lá, a guria é um poço de ingenuidade. Ai que os pais morrem num acidente de carro. Obvio que é o bandido que vê tudo, aproveita-se da situação e tals. Ok. A novela tem que rolar.
Mas ai acontece que o bandido vê a oportunidade de tirar o pé da lama. Certo. Tudo muito lindo dentro do roteiro. Diz que vai cuidar da moça, atendendo o último pedido da mãe. Todos acham estranho, menos a guria abalada pela perda repentina. Mas mesmo com todo esse abalo, ela se apaixona pelo bandido bem na frente dos caixões dos pais. Depois, no mesmo dia do enterro, perde a virgindade, planeja fugir para casar... Foge, e nem depois que ele simplesmente pega o telefone da mão dela (que havia ligado pra casa), desliga com aquela cara de vilão de novela, ela desconfia de algo... Viajam novamente. A tonta, digo, mocinha, sem nenhum motivo, sem nenhum porque toma calmante que ele mandou, sem ao menos contestar... Mas esta no roteiro! Ele precisava sair para aprontar mais alguma coisa... É de mais pra mim. Analisem comigo, ela conheceu, enterrou os pais, trepou, resolveu casar, fugiu... Em dois dias!
Ah ta de mais pra engolir... E olha que só to falando da mocinha, nem comecei a destrinchar o resto....
Tsc!
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
Ciclo Seco Ou Caio Fernando e seu prognóstico a minha fase de vida...
Antes de ir em frente, é importante dizer que ciclo seco nada tem a ver com as estações do ano. É coisa de dentro do humano, não de fora, e justamente por isso não tem nenhum método: vem quando não é esperado e vai quando não se suspeita. Ciclo seco não desaba de repente sobre alguém; chega aos poucos, insidioso, lento. Quando se percebe que se instalou, geralmente é tarde demais. Já está ali. É preciso atravessá-lo como a um deserto, quando se está no meio e a água acabou. Por ser limitado ao real, o ciclo seco jamais considera a possibilidade de um oásis ou de uma caravana passando. Secamente, apenas vai em frente.
Porque o real do ciclo seco são ações, não pensamentos nem imaginações. Tanto que, visto de fora, não é visível nem identificável. Não se confunde com “depressão”, quando você deixa de fazer o que devia, ou com “euforia”, quando você faz em excesso o que não devia. Em ciclo seco faz-se exatamente o que se deve ou não, desde escovar os dentes de manhã ou beber um uísque à tardinha, mas sem prazer. Nem desprazer: em ciclo seco apenas se age, sem adjetivos. A propósito, ciclo seco não admite adjetivos — seco é apenas a maneira inexata de chamá-lo para que, dando-lhe um nome, didaticamente se possa falar nele.
E deve-se falar dele? Quero supor entusiástico que sim, mas não tenho certeza se dar nome aos bois terá alguma serventia para o dono dos bois ou sequer para os próprios bois — e essa é uma reflexão típica de ciclo seco. Mas vamos dizer que sim, caso contrário paro de escrever já. E falando-se dele, diga-se ainda que ciclo seco não é bom nem mau, feio ou bonito, inteligente ou burro — nem a Alice, de Woody Allen, nem Bette Davis em algum filme antigo, nem o Homem Elefante nem um dos irmãos Baldwin, nem Gertrude Stein nem Romário —, embora possa dar uma impressão errada a quem o vê de fora, ávido por adjetivar.
Ciclo seco, por exemplo, não se interessa por nada. Pior que não ter o que dizer, ciclo seco não tem o que ouvir, compreende? Fica na mais completa indiferença seja ao terremoto no Japão ou à demissão de Vera Fischer. No plano pessoal, tanto faz ler ou não ler um livro, ir ou não ao cinema — ciclo seco é incapaz de se distrair, de se evadir. Fica voltado para dentro o tempo todo, atento a quê é um mistério, pois que pode um ciclo seco observar de si mesmo além da própria secura, se não há sequer temporais, ventanias, chuvaradas?
Nesse sentido, ciclo seco é forte, porque nada vindo de fora o abala, e imutável, porque de dentro nada vem que o modifique.
E nesse sentido também é antinatural, pois tudo se transforma e ele não, simulando o eterno em sua digamos, i-naba-la-bi-li-dade. E sendo assim, com alívio vou quase concluindo, pode se deduzir que.
Não, não se pode deduzir nada. Só que passa, por ser ciclo, e por ser da natureza dos ciclos passar. Até lá, recomenda-se fazer modestamente o que se tem a fazer com o máximo de disciplina e ordem, sem querer novidades. Chatíssimo bem sei. Mas ciclo seco é assim mesmo.
Todo mundo tem os seus, é preciso paciência. E contemplá-lo distante como se se estivesse fora dele, e fazer de conta que não está ali para que, despeitado, vá-se logo embora e nos deixe em paz? Eu, francamente não sei.Ainda mais francamente, nem sequer sinto muito.
(texto de CFA devidamente enviado por email (2 vezes) pela Clara-Lu)
sexta-feira, setembro 28, 2007
Hoje é dia de Motim...
Então você foi lá e viveu todo o luto. Todo aquele processo que tem que viver. Chorou rios. Quase quebrou os dedos esmurrando coisas pra extravasar a raiva. Teve o período da negação. Dos porquês. Se achou culpada de tudo. Culpou o outro de tudo. Quis morrer. Achou que ia morrer. Passou por todo aquele “é assim mesmo, mas passa”. Sempre passa. Passou? Sim. Não. Vai saber. Decidiu viver. Viveu. Então, você se enche de certezas. De poses. De “estou ótima”. Pronta pra outra. Você consegue falar da situação sem ter crises incontroláveis. Você começa a recuperar (infelizmente) alguns dos seus quilos perdidos no processo destrutivo. Esvaziou-se. Encheu-se. Esvaziou-se de novo. Encheu-se a conta gotas. Esta bem. Está ótima. Esta certa. Pode até trepar de novo. Trepou. Beijou. Trepou mais um pouco. Fez amor? Não. Trepou. Sonhos acontecem. Alguns vão por água a baixo. Normal. Você nem liga mais. Você é forte. É fodona. É fodástica. E conteúdo. É casca. Entre mortos e feridos. Você se salvou. Ilesa? Alguém algum dia sai ilesa de algo? Mas se salvou. Isso que importa. Vaso ruim não quebra. Dizem. E você lascou. Colou com super bonder. E ta ai. Meio surrada. Mas inteira. Cheia de certezas. Cheia de conclusões. Cheia de entendimentos. Cheia. Certo? Errado. Bem errado. Quando um sonho idiota. Completamente idiota. Te deixa em crise. Sempre. Dura 24 horas. Vinte e quatro horas de crise. Certezas. Poses. Afins... Tudo por terra. Vinte e quatro horas que você pira. Viaja. Chora. Rir de nervosa. 24 horas. Até sonhar outra coisa. Pra apagar aquele sonho idiota. E você achando que a tempestade tinha acabado. Ta é no olho do furacão... Tsc...
quinta-feira, setembro 27, 2007
Roda Viva

Então a vida é isso? Sem mágica? Mas ao mesmo tempo tão ilusória. Tão fugaz. É o momento (?). O agora (?). O já (?). Tentamos uma forma equilibrada de viver o hoje e garantir o amanhã. Queremos sempre mais. E nunca encontramos o tal mais.
Então a vida é isso: Rodamos em desespero dentro de nossa gaiola, girando essa roda atrás de algo que nem sabemos o que é. Simplesmente porque é assim que tem que ser feito. É assim que sempre foi feito.
Então a vida não é nada disso? É aquilo que fazemos por impulso. É o beijo roubado. É o beijo dado com gosto. É olhar o filho dormindo. Lagartear no sol. Não ter hora. Cinema. Pipoca. Guaraná. Passeio no Zoológico. Parque de diversões. É rir até a barriga doer e as lágrimas escorrem. São os amigos. É beijar na boca. Fazer amor. É ficar parada olhando o pôr-do-sol e sentir paz. É tomar banho de chuva no verão. É não ter hora pra deitar. Nem levantar. É deixar de lado os compromissos. Se encher de sorvete de chocolate. Comover-se com bobeiras. Ligar o famoso botão. É ter a certeza que tudo passa. Ou não. Mas mesmo assim achar que vale a pena. Melhor. Ter alguém que nos convença que tudo passa, quando o mundo despenca na cabeça. Dar-se o luxo de ser fútil. De ser séria. De ser. Ou de não ser. De não ser política. De não ser cordata. De não ser “gente grande” o tempo todo. De não querer. Ou de querer. De querer ser fraca. De querer ser forte. De querer ser conteúdo. De querer ser casca. E simplesmente ser...
Então a vida é isso: A vida é. Ora a gente gira na roda do laboratório. Ora a gente faz motim. Ora ratos brancos. Ora ratos coloridos... Azul, rosa, amarelo... Que cor você prefere?
quarta-feira, setembro 26, 2007
Ta na idade...
Não sou moralista. Longe de mim cuspir pra cima. Porque corro o sério risco de ficar com a cara babada. Mas não entendo quando vejo uma mulher dizer, vamos sair pra “caçar”, sendo o principal motivo da festa beijar na boca e não divertir-se. Não vou pra balada pra beijar na boca (se bem que ultimamente nem pra balada tenho ido), vou pra extravasar, dançar, enfim, me divertir. Claro que já fui uma adolescente idiota e beijar na boca já foi o mais importante. Mas a fase de boba já passou, há mais de 10 anos. E nunca, em nenhum momento mais idiota meu, beijei mais de uma boca por noite. Acho o fim, sem moralismo com quem beija, afinal cada um mete a boca onde bem entender, mas acho realmente o fim o infundado “pegou quantos?”.
Minha mãe e eu discordamos de quase tudo, mas se tem algo que nós duas podemos dizer que estamos de acordo é quando ela diz “mantenha a dignidade”. No meu caso nem sei se é fundamentalmente dignidade, mas tenho orgulho de mais. Isso eu garanto. Já liguei para caras que estava a fim. E esses mesmos caras já não me atenderam. Só que não ligo incansavelmente para algum cara, nunca passei a noite ligando e ouvindo recado de secretária eletrônica. Se algum desses não me atendeu por estar no banho, por estar enterrando a avó, por ter sido voluntário num desastre de avião... Quando retornou a ligação encontrou a secretária eletrônica. É orgulho. É “dar-se o valor”. Mas isso não foi da noite pro dia. Aprendi depois de muitas chamadas minhas não atendidas. Depois de muitos “não se dar valor” jogados na minha cara. E pra ficar melhor a situação, hoje raramente ligo pra alguém. E não é por cu doce. Eu simplesmente acho que não tenho o porquê de fazer isso.
Já levei muitos foras da minha vida. Já fui deixada, das piores maneiras. Sofri cada uma dessas oportunidades como uma cadela. Sofri. Sozinha em cima da minha cama. Lavando meu travesseiro e esmurrando as minhas paredes. Pra geral? Estava ótima. Aos amigos me acabava em porquês, em palavras pra crucificar o desgramado. Algum desses causadores de sofrimento soube? Um ou dois na minha retardada adolescência. Hoje me acabo por dentro, mas a casca esta intacta, sem nenhum arranhão. Amor próprio de mais, orgulho em doses colossais. Mas antes de tudo, a tal dignidade que minha mãe fala. O assumir que “ele simplesmente não esta afim de você”, e não é rastejando, implorando, ligando madrugadas inteiras, virando “a chata”, que isso vai mudar. Ele continuará não estando a fim de você. Só que agora falará pra todos o quão desesperada (provavelmente dirá desesperada por sexo) você é. Isso apenas aumentará o ego dele, na mesma proporção do despreso. Nada é indolor. Dói igual. Mas com certeza, mantermos a pose, evita que façamos papel de ridículas.
Mais uma vez eu digo, longe de mim esse moralismo todo. Não posso. Não tenho um passado que me deixe atirar a primeira pedra. Eu que ando cansada de tudo isso. De coisas vazias, de beijos em bocas sem sentido. Em baladas onde a música que toca é menos importante do que o percentual de homens pegáveis por metro quadrado. Ando trocando qualquer baladinha meia boca, por um programa com amigas em um boteco que certamente não terá nenhum homem que se possa olhar duas vezes, pelo simples fato de me parecer mais interessante rir, conversar, beber, saber da vida de cada uma delas e é claro, falar de homens... To preferindo ficar em casa ao bar cult da moda, recheados de bons partidos, onde possa quem sabe beijar umas três, quatro bocas...
To na idade. To ficando velha pra tanta coisa vazia.
terça-feira, setembro 25, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Tópicos
- Bernardo esta com catapora, desde quarta. Eu não faço a mínima idéia de quanto tempo essas coisas demoram pra secar. Como ele estava viajando, só vou levá-lo ao médico hoje. Mas por incrível que parece ele esta bem, e sem nenhuma manha.
- Depois de vários dias de chuva, resolveram dar uma folga. Ta um sol lindo, mas um frio de inverno.
- Desde que quarta que ando acordando cedo e dormindo tarde. Mas tarde mesmo. Quinta (feriado aqui) fui dormir 4 da tarde, sábado deitei às 8:30 e a 13:00 já tava de pé. Certo que dormi de novo, praticamente o dia todo, e quanto mais eu durmo, mais sono eu tenho.
- Como podem ver, continuo sem idéia do que escrever aqui.
- Eu ganhei, não lembro de quem ganhei, mas alguém em deu o certificado de melhores momentos virtuais. Valeu. Se bem que ultimamente, não anda tendo nada que valha muito a pena por aqui.

Bem e eu tenho que passar o trem:
- Diário De Mim Mesma
- Expresso Para Dois...
- One Last Cigarette
- Psicofilosofias da Vida Cotidiana
- Segredos de Liquidificador
- Vida no Rascunho
Até.



