segunda-feira, outubro 12, 2009

Minhas impressões sobre Annna e Curitiba

Já tinha estado em Curitiba antes, mas muito rápido, não deu tempo de ver nada. Agora fui com mais tempo, mas ainda a trabalho, então só vi a cidade à noite. A cidade é linda, dei uma de turista e fui aos lugares que todo turista tem que ver (fotos quando me mandarem, porque não levei a máquina). O Jardim Botânico estava rosa, lindo, limpo – aliás, Curitiba é toda limpa, é da cultura do povo, ninguém joga lixo nas ruas e tem lixo a cada esquina – e mesmo sendo noite, estava aberto. Fui o museu do Olho do Oscar Niemayer (chamado assim, pelo formato, obviamente de olho), no centro – que me impressionou o fato de se caminhar à noite sem problemas, nunca faria isso aqui, tem uma praça bem legal, onde, o chão é de vidro e se vê o solo original.

Curitibano adora um vidro, e o lugar que mais gostei é todo de vidro e ferro: Ópera de Arame, um teatro totalmente de vidro, que abriga um café (infelizmente estava fechado) e deve ser muito legal ver qualquer coisa lá. (foto ao lado)

Como só visitei a noite, muitos lugares estavam fechados, mas tenho algumas curiosidades de lá. Adorei as paradas de ônibus, você paga ao entrar nelas, assim, nos ônibus é dispensado a figura do cobrador. Os ônibus bi articulados, achei também muito legal. Em Curitiba não se vê mendigos na rua, e quase não há gente negra.


Quem for a Curitiba deve ir ao Bar do Alemão, no centro da cidade, e pedir um submarino. Um chopp que vem com uma canequinha de stannheguer dentro (ai do lado) – as canequinhas você pode levar pra casa, no fundo esta escrito “este caneco foi honestamente roubado” - eu adorei, mas o troço é forte, eu só consegui duas canequinhas rs.

Agora o povo de lá, contar pra vocês, o gente mais ou menos pra festa. Quase não saem durante a semana, o que me fez penar pra ter cia. São desanimados para festa e deve ser por isso que casam cedo. Quase todas as gurias de vinte e poucos anos que falei, são casadas e com filhos. Como não tem saco para festa, se casam com o primeiro que aparecem e vivem socadas em casa, um porre!

O que me leva a Annna (to me batendo porque não tirei uma foto), que graças a Deus não é curitibana e sim carioca! Mas o que esperar de alguém com tantos “n” no nome? Annna é muitas, é mais, é verborrágica, ligada em 220 e claro, como todas nós, doida de pedra! Tão doida que convenceu a família (que inclui, mãe, avô, irmão, gato, cachorro, passarinho...) a embarcar numa história de amor dela e trocar o Rio de Janeiro (que mal ou bem, tem um povo animado pra cacete) por Curitiba (gente desanimada e cidade chuvosa). Não acredita que lê seja doida? O que vocês acham de uma pessoa que ao descobrir que o nome de uma criatura não tem nada de incomum e mesmo assim continua chamando a Candice de “Cendice” (assim puxando, puxando... sei lá pra que, porque acha que tem mais glamour)? Doida de pedra!

Annna fala, fala, fala, enrola os cabelos com os dedos, olha pra todos os lados, tudo isso falando e mudando de assunto o tempo todo. Pessoa animada, inquieta, engraçada. E como ri! E como faz rir, de doer os carrinhos da boca da gente! Infelizmente meu tempo com ela foi curto, apenas um jantarzinho, sem mesa de canto, sem calçada, mas com promessas e planos de juntarmos todas nós (Ela, Clara-Lu, Mônica, Regina, Candice, e eu – esqueci alguém?) em algum lugar no meio do caminho, pra então termos a nossa mesa de canto. Que vai ser uma suruba verborrágica com certeza!

quarta-feira, outubro 07, 2009

Mode: Twitter

Estou em Curitiba.
Conheci Annna


Notas mentais:

Contar as minhas impressões, sobre Annna e sobre a cidade.
Escrever um post, sobre entrerros em Porto Alegre e Rio de Janeiro (as diferenças)
Escrever um post sobre as perguntas que não querem calar sobre "paus".
Ao menos volto com assunto.

Acho que explodi os 140 caracteres, não sirvo mesmo para Twitter.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Eu dava

Eu dava pro Alexandre Pires, e dava também para o Fábio Jr.
Sobre o Fábio Jr. eu já tinha comentado num finado blog, que acho o coroa sexy e gostoso. E mesmo envelhecendo eu o acho charmoso pra caramba, já confessei que fui a shows dele e quando ele cantou "senta aqui", morri de vontade de sentar ... Sim, eu tenho meu lado brega e Fábio Jr. com seus trocentos e tantos anos da um sopão na minha panela.

O Alexandre Pires até eu fiquei surpresa, estava no consultório médico, e passava um DVD dele (nada de música chata de médico, pagode mesmo...). Foi ai que ele chamou o Fábio Jr. Eu olhei os dois ali juntos e... Eureka! Eu dava para os dois. Mesmo o Alexandre Pires tendo a maior cara de quem tem mais cremes no banheiro do que eu. Mas o que mexe aquele homem, imaginem só?

Um branco, um preto. Um velho, um novo. Pagode e brega... Em comum? O charme. Não se aprende, se nasce.



(Coisa mais inútil para postar, mas to viva, pensando muito, escrevendo pouco e desistindo de fazer promessas que responderei os comentários – não vou, ao menos agora. Me odeiem ou me amem.)

sábado, setembro 12, 2009

Todas as cores do mundo

Nota:
O texto abaixo mal foi publicado e já foi plagiado: http://meuiceberg.blogspot.com/. Gostou? Ótimo! Fico feliz! Quer copiar, adptar? Tranquilo! Mas, por favor, de os devidos créditos, não dói nada! O que me irritou muito foi o fato da dona do blog não ter nem sistema de comentários, o que me impediu de dizer tudo que eu queria, e o que faz pensar, que plagio seja bem recorrente por lá!
***

Quando escrevemos, sempre há um sentimento envolvido, tristeza, dor, amor, alegria, raiva, qualquer sentimento serve, qualquer sentimento tem a necessidade de expressar, de ser posto pra fora, de dar vazão a coisa toda, de agredir a quem tem que agredir, de tocar... Essa coisa toda... Vocês me entendem. Mas como se escreve sobre o nada? Não se escreve, dirão vocês...

Exato. É por isso (e não só por isso) que ando tão quieta no meu canto. Não da pra falar do nada, não tem como externar o vazio. Mesmo que seja um nada cheio de tudo, um vazio tão repleto de coisas como o meu.

O branco é a mistura, a confusão de todas as cores, que juntas indecisas e incertas, viram nada. O meu nada é isso, é uma mistura de tantas coisas que nem sei se quero realmente externar e colocar aqui.

Minhas cores são tantas, algumas gritam, como o meu vermelho; de raiva, de ódio, de inconformismo com tanta coisa, que me descem rasgando, como os sapos que engulo diariamente porque simplesmente, neste momento, não posso fazer diferente. Então engulo, me corta a garganta, embrulha o estômago, vira vômito, enche a boca e eu engulo de novo, porque estou inerte, incapaz de fazer outra coisa.

Eu podia falar do meu rosa, podia contar pra vocês que troco olhares com o colega casado que me olha furtivamente no escritório, mas, que não tenho a mínima intenção de ir além disso, porque ele não me interessa em nada. Apenas é meu rosa, aquela coisa leve do dia-a-dia, que me mostra que to viva, que ainda tem algo aqui que atrai algo ali. Massagem diária no ego, recomendo a todos.

Nem tudo tem cor nessa confusão. Tenho meu preto. E quem não tem? Mas sempre o nosso preto parece mais escuro do que qualquer outro breu. O meu me dói, cada osso, cada músculo, e quase me convence que acabou. Me cansa tanto, que eu chego quase acreditar que esta tudo acabado, que não tem nada lá na frente, que a minha vida é essa, que eu tenho mais é que aceitar “que a vida não nos foi justa”, como minha mãe (que infelizmente só tem preto no seu nada) tenta me convencer.

E só não me convenço e aceito tudo isso, porque meu quase é verde. Verde de esperança, como toda esperança deve ser. Porque vejo alguém, que é tão diferente, mas tão igual a mim, deixando seu branco com rajadas lilás (e lilás é meu tudo de bom). Se aconteceu pra essa pessoa tão parecida, mas que tem entre o meu jeito e o jeito dela, existe um abismo, também pode acontecer comigo. Porque ela me mostra (talvez mesmo sem saber) que a gente não sabe nada das cores que a vida pinta pra gente.

São tantas cores... Meu roxo, que pra mim nunca foi de raiva, e sim de falta de ar; a gente fica roxo se deixa de respirar. Meu amarelo, apenas alguns momentos do dia, epifanias, como se me provasse que “o sol sempre volta amanhã”, mas que como toda boa epifania, sempre se vai e deixa o gosto azedo do bege, nos provando que a vida é toda momentos. E muita cheia de beges.

Meu azul, tão fraco ultimamente, mas que tenta se misturar com minhas epifanias (meu amarelo) e minha esperança (meu verde) e quem sabe resultar num azul mais forte, que dure o tempo suficiente pra se tornar futuro e que eu possa algum dia desses, quando me perguntarem como estou, responder sinceramente que esta tudo blue.

Por enquanto, tudo misturado, engolido a força, no estomago formando o nada: o meu total branco.

terça-feira, agosto 25, 2009

Um conto nada de fadas...

Bernardo lendo para mim um conto de fadas chamado "A Pele de Burro":


- Então a princesa se casa com o rei...


- Acabou?


- Sim, você não viu que eu disse que a princesa se casou com o rei? Queria que eu dissesse que foram felizes para sempre?? Não dá né! A gente nem sabe o que veio depois do casamento. E se eles não foram felizes, e se brigaram, separam... A gente não sabe! Não posso contar uma mentira...




Me pergunto: Onde enfiaram a ilusão dessas crianças? Serão elas melhores pessoas, melhores amantes do que nós somos?

domingo, agosto 16, 2009

A resposta

- Eu tenho que responder um trilhão de comentários;


- Décadas sem postar, e sem idéia alguma pra escrever algo que preste;


-Várias vezes com o dedo no del pra madar essa bagaça pelos ares, e só não fiz, pq sou muito egocentrica pra isso;



A resposta:





Quando esvaziar, eu volto.

quarta-feira, julho 29, 2009

Anormalidade



Sexta, médico ao telefone:

- Teremos que refazer o exame, o resultado foi inconclusivo.

Terça, médico ao telefone:

- Negativo para células... Mas teremos que refazer daqui a três meses, devido a anormalidades que apareceram.


Conclusão:

Até no microscópio sou inconclusiva e anormal... E eu ainda tento me entender, tsc!

sábado, julho 18, 2009

Na modinha!


Então, eu agora tenho um treco desses, Twitter, confere aqui
Renata que meu deu, para me sentir incluída e mais gente integrada.
Agora eu to na modinha!

A coisa boa? Difícil não ter o que dizer com apenas 140 caracteres, toda inspiração sobrevive. O ruim? Não é um blog, a vontade de dizer mais...

Não troco aqui por lá, mas paguei com a boca, o troço é divertido.


****

Fora isso, umas coisas por aqui pegando, e eu meio que torcendo pra Murphy ter esquecido de mim, ao menos por hora!

quarta-feira, julho 08, 2009

Parece cocaína, mas é só...*


Ontem chorei embaixo do chuveiro, abraçando as pernas. Hoje chorei no ônibus. Esses dias chorei no trabalho lendo um e-mail. Choro, choro, choro... Virei especialista em chorar sem ser percebida. Ninguém nota, ninguém percebe. E se, não comentam, e eu silenciosamente agradeço. Não da pra explicar algo que nem sei como começar. Não choro por ninguém além de mim. Mas não por mim no sentido de autopiedade, não sou disso. É só choro, pra por pra fora. Pela epifania perdida. É porque nessa porra da minha vida ando vivendo de migalhas de epifanias. É por não suportar mais isso. É por ter pedaços e não inteiros, e de pedaços já me basta eu. Porque todo mundo acha que é tudo bobagem, que sou craque em me colar, mas ninguém percebe que cada vez mais são tantos outros pedaços que não encaixam perfeitamente. É de solidão. Pelo vazio. Pelo hiato. Pelo buraco no peito. Pelo nó na garganta. É pela certeza burra de que de fato só se ama uma vez na vida. Daquela forma livre e sem medo. E pela constatação que O amor da minha vida já passou. E adquiri os medos, o desespero, os traumas. E mesmo amando de novo e de novo, é diferente, não é mais O amor, não é mais A pessoa. Nada pode ser mais. Pelo rumo que as coisas tomaram. Pela minha vida que perdi a direção, que perdi a rédea. E que não acho o fio da tal meada. Pelo desespero que a idade te traz, em vez da tal serenidade que nos prometeram. Apenasmente pelo fato de ter que me convencer de que essa coisa de amor é feita pra alguns e não pra todos. Carma, dedo podre, falta de sorte. Não interessa. Algo assim não poderia ser pra todo mundo. Se fosse pra todos, poetas estariam acabados, sertanejos não venderiam discos, psicólogos morreriam de fome, os laboratórios farmacêuticos iriam à falência sem antidepressivos, e as mulheres (tão cruéis como sempre) não teriam quem chamar de mal amada. Eu sempre gostei de filme com finais felizes, mas são os de finais tristes os mais bonitos, os mais vistos. A gente precisa de amor e falta de amor. É do ser humano. O que seria da compaixão? Então eu choro, e me encho de perguntas sem respostas e respostas afirmativas sem pergunta alguma. Constatações doem, é fato. A vida no fim dói. Eu fico vendo essa gente que me acha e me rotula tão diferente de como sou. Acho tão patético. Ninguém diria nada do que diz se pudessem realmente saber e viver o que sou. Ninguém diria que passa, que é fase, que é a vida, que sou forte, e esse monte de merda que a gente diz nos dias ruins dos outros, mesmo que de fato um dia passe, que seja fase, que a vida seja assim e que no fim, talvez eu seja forte... Porque como disse um sofredor otimista qualquer ai, não há mal que dure para sempre... Mas o que ninguém sabe é que eu sempre gostei mais de outro dito: “pimenta no cu dos outros é refresco!”


* Título plagiado do post do Ed

sexta-feira, julho 03, 2009

Me irrita

Não sei o que me irrita mais:


- Ter tirado conclusões erradas

- Terem me feito tirar conclusões erradas

- Não saber quais das duas acima é verdade


Ou simplesmente


Todos os "ses" que vão ficar suspensos sem que eu saiba se poderiam se tornar "sidos"

terça-feira, junho 30, 2009

Eu nego!


Eu confesso que queria um Edward (sim, o do livro adolescente) ácido, completamente apaixonado e eterno pra mim. Mas juro que se alguém comentar isso por ai, nego de pés juntos e de joelho no milho. (Assim como nego – aos menos íntimos- que já li 2 vezes todos os livros suspirando como uma adolescente)

Se um dia alguém contar que confessei querer uma declaração de amor de parar o trânsito, daquelas bem bregas, eu prometo que sirvo de testemunha para sua loucura.

Coitado do vivente que ao menos pensar que eu tenho desejo secreto de ser acordada com café na cama e bilhetinho romântico, eu finjo que o excluo da minha listinha de “pretes”. É eu também acho que engano alguém, com essa coisa de listinha de caras disponíveis que eu nem tenho.

Se alguém sequer supor que eu ando cansada dessa minha eterna mania de querer ler entrelinhas e esmiuçar as coisas até total entendimento. Eu faço minha melhor cara blasé e digo que isso é papo de gente rasa.

Nem pense em falar que esse meu ar de independência é carência. Que essa minha arrogância é medo. Que essa minha verborragia é insegurança que eu nego até a morte! E pra completar processo por calúnia e difamação.

E nem ouse falar em um tom mais alto que sou romântica! Eu nego!

domingo, junho 21, 2009

Das percepções


O ser humano é uma coisa fantástica... Somos tão mutantes, que apenas num espaço de tempo nossas percepções sobre algo ou alguém simplesmente podem acordar diferente. Isso depende do nosso estado no momento, do nosso objetivo ou (como Clara-Lu me disse num texto off) apenasmente da nossa urgência emocional? Cisma, carência, vontade, independência... Tanta coisa pode influenciar em cada coisa que percebemos no momento exato e que carregamos conosco até que a vida (ou o momento) nos mostre que podemos perceber aquilo de outra forma. A coisa toda pode ter cor, ser leve, ser bonita, ser esperançosa... E numa vírgula, num olhar que se cruza... BOOM! Uma sutileza, um brilho que você pergunta onde estava que não viu isso antes...

Eu não tenho as respostas, e talvez se tivesse me assustaria com sua simplicidade... Mas sei que hoje, essa leveza, esse meio sorriso, é resultado de uma nova percepção adquirida, num momento completamente despretensioso, onde só queria resolver meu tédio atual, me preocupando apenas com meu umbigo (e outras coisinhas mais). Mas ai, seja pela urgência emocional, seja pelo momento, seja apenas pelo olhar diferente sobre o mesmo tema... Ou apenas por me perguntar “porque não?” algo aconteceu.

Porque viver insistindo em coisas inférteis, apenas pra massagear meu super ego? Porque cismar até perder a paciência com pessoas que não perdem um minuto do seu tempo? Porque continuar achando desculpas onde se tem fatos? O que tem de errado em aceitar o que querem me dar sem que eu tenha que mexer um músculo, sem que eu tenha que brigar, cismar, querer, entender, perguntar, esmiuçar as entrelinhas...

Quem disse que a simplicidade da coisa dita, sem entrelinhas, sem nenhum jogo não pode me agradar? Porque não posso simplesmente reconhecer que o vi diferente do que há dois anos atrás, e realmente me assustei absurdamente comigo? Uma vez na vida não posso querer a coisa fácil que me bate a porta? Tudo tem que ser grave?

Pois é, eu simplesmente posso... Porque não?

quinta-feira, junho 11, 2009

E tua alma? Tem peso do quê?


Candice perguntou... Claríssima respondeu e me indagou a responder...


Tem o peso das palavras não ditas e das gritadas. Tem o peso da vida nos ombros. Das escolhas certas e mais ainda de todas as erradas. Pesa os amores bem vividos, os amores mal resolvidos e principalmente os amores inférteis.

Me pesa tanto, que chegam a curvar os ombros, as obrigações mascaradas como favores, a falta de delicadeza e a estranheza nesse mundo. Aquela sensação de não fazer parte, mesmo forçada a estar no meio. A solidão que ninguém vê...

As lágrimas de alegria, as poucas de dores físicas e as tantas de dores mais doloridas. Mas me pesa mais as lágrimas guardadas. A fome que não se mata com comida e o buraco que ninguém tampa.

Os pontos finais, as vírgulas que trancam na garganta, as reticências de querer dizer algo mais... O peso da incompreensão das palavras, da necessidade de ter sempre que compreender além das palavras... O que quero dizer e não posso. O que não posso dizer e digo.

A incerteza de se ter um porto, de se ter o lugar, de se ter... Algumas das certezas dessa vida, àquelas que fincam e que não se pode fugir. O que pesa alma sempre nos é meio cinza, meio tempestuoso... As cores, as felicidades, as alegrias essas aliviam a alma do seu peso.

O vazio, este tem um peso absurdo, do tipo que só quem tem consegue medir, compreender, mas nem por isso suportar. A ausência dos seus, a saudade que não pode ser morta.

Tem o peso daquelas lembranças que a gente vê em preto e branco, sonhando ter colorida, das esperanças que se esvaem. Hoje tem o peso de não se ver a luz no fim do tão falado túnel...



N.A: Pesa saber que esse texto saiu mais sombrio do que talvez saísse há uma semana atrás. No fim, o que nos pesa a alma é o momento vivido...

quarta-feira, maio 27, 2009

domingo, maio 10, 2009

Que livro você é?

Então que a Clara-Lu deu o link e sai correndo para ver que livro eu sou!


"Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades."

E não é que parece comigo?


E vocês que livro seriam?

domingo, maio 03, 2009

Putaqueopariu!


Antes um aviso: Não espere lógica. Agora que já estão todos devidamente avisados...

Mas agora o cerumano, não tem uma vez que comente aqui que não seja pra criticar. Todo mundo sabe que não to nem ai pro que acham o deixam de achar. Mas tem hora que o copo transborda! Uma hora é pra dizer que se eu quero beijar não tenho que anunciar. Filho, a boca é minha, se quiser ponho até no jornal, faço leilão ou beijo pedra! Outra é pra dizer que Caio é coitado?? Ah pelo amor de Deus! O cara sofria por amor, penava com suas dúvidas, filosofava sobre a vida. Bebia, fudia, cheirava... Saca, ser humano? Assim como todo mundo? Cheio de defeitos e qualidades? Então, a diferença entre ele, você e eu, é que ele tinha uma puta de uma piração e sabia por pra fora o que muita gente não sabe ou não tem coragem... Você pode também chamar de talento! Mas claro que você nunca vai conseguir ver isso... Assim como não consegue ver que usar uma frase pra expressar um pensamento nem de longe significa que eu fico sentada chorando... Até porque quem bem me conhece sabe que só choro de raiva.

*****

Saca o maluco da evolução humana? Aquele doidão que dizia que sempre vamos nos adaptar ao meio? Então, contar pra vocês, BALELA! Daquelas coisas idiotas que eles inventam e todo mundo, por falta de algo mais inteligente pra dizer, concorda. Sou a prova viva, a experiência humana que há meios em que o ser humano nunca vai adaptar! Eu não consigo viver aqui, essa distância, esse povo, essa ignorância, esse contentamento com a vida fudida que levam... Isso não é pra mim! A palavra que traduz essa gente do cu do mundo que eu moro é conformismo. E taí uma coisa que nunca vai entrar no meu dicionário, sou a eterna inconformada. E olha, ta mais que bom assim. O dia que eu me sentar e dizer, ta tudo perfeito, me interna ou me enterra. Ou enlouqueci, ou morri!

*****

Essa coisa de não conformismo que ta me deixando meio longe de tudo isso aqui. Uma matemática simples. Trabalho de forma enlouquecida + Poucas horas de sono + Tentativa de resgate da vida social (sem muita eficácia no momento) + Algumas crises motivada pelo não conformismo = Zero de inspiração e saco.

*****

É isso, o pobrema é meu!

Se fosse de vocês era probrema! (A empregada do Ed que disse!)

segunda-feira, abril 27, 2009

domingo, abril 19, 2009

Te contar...

Eu preciso beijar na boca!!!


E umas coisinhas mais...


De preferência, pra ontem!



Pronto, falei!



Mas agora eu tenho 30 e todas as minhas resoluções de mulher de
30...

quarta-feira, abril 15, 2009

Das coisas sobre morar no cu do cu do mundo – “Delivery’


Eu que habitualmente já sou recordista na prova da inércia e da preguiça crônica para caminhadas, na atual conjectura de estar incapacitada de utilizar toda minha capacidade motora, ando mais vagabunda do que o normal. Do ponto de ficar meia hora com sede, apenas esperando alguém passar para que eu possa pedir um copo d’água.

Eis que há umas duas semanas perto da minha casa, aqui nesse lugar repleto de gente bonita e mega inteligente reparei que um ser, por iluminação divina, teve uma idéia que prestava. Umas três quadras de onde eu resido abriu um mercado Delivery, e eu realmente achei a idéia uma sacada de gênio, porque aqui não tem nada e o único supermercado que presta é longe. Um mercado Delivery! Pensei cá com meu umbigo que esse sujeito ia se dar bem. Anotei o telefone por comodidade típica de alguém que a-d-o-r-a caminhar com sacolas.

Eis que sábado, estava eu jogada no sofá, precisando de coisas importantíssimas, tasquei mão do telefone e liguei pro mercado:

- Delivery
- Por favor, o senhor pode anotar meu pedido?
- Diga ai moça.
- Leite condensado, creme de leite, caixa de chocolate para cobertura (eu pretendia fazer um mousse de chocolate), coca-cola, rufles, trident de morango, miojo.
- A moça vem pegar?
- Não, vocês podem entregar na Rua Fiofó, n° 136. Cundimundópoli...
- Ô moça! A gente não tem entrega não...
- ....

E eu aqui tendo esperança nessa gente!














PS: Eu sei que promessa minha não ta valendo um centavo, mas eu prometo que essa semana dou um jeito de responder os comentários...

sábado, abril 11, 2009

A prova de que Murphy me ama... Ou ... Um raio cai duas vezes no mesmo lugar.


Então que eu ando mancando por ai. Obra de Murphy e culpa da boca, boca aberta minha. Cai (sou bondosa comigo mesmo, porque na verdade eu me espatifei no chão, como uma jaca) duas vezes no mesmo lugar, num intervalo de 1 hora. A primeira vez, tive sorte e meu pé ficou apenas levemente dolorido. Mas como sou uma pessoa nada desastrada e afobada me esborrachei de novo no mesmo lugar (que estava encerado, o que isenta parte da minha basbaquice), o que fudeu geral com meu pé. O primeiro tombo foi sem platéia, o que me livrou de um mico total, o segundo tive que contar com a cara de piedade (e de riso contido) do supervisor administrativo que viu tudo.

Tentei segurar a onda e continuar andando em cima do meu salto, mas às três da tarde meu pé parecia explodir na sandália, e juro que se não tivesse em público, caia no choro com direito a gritos de “ta doendo”, mas apenas admiti que precisava ir ao médico.

Médico gatinho, com jeito estressadinho, e eu lá fazendo cara de durona, que durou apenas 1 minuto, pq quando ele apertou meu pé eu gritei de dor. Raios-X e o escambal todo, médico gatinho: “boa notícia, não quebrou... má noticia vou imobilizar mesmo assim”. Nem pensar doutor, nem por esses teus olhos cor de mel, e esses cachinhos. Não pode, eu tenho que trabalhar, eu preciso caminhar, sem chance de ficar de muleta e bla bla bla bla bla bla...

Resultado, tendões torcidos, R$ 110,00 mais pobre, por conta da compra de uma bota ortopédica. Sou a prova de que um raio cai duas vezes no mesmo lugar...

Consolo? Eu volto a ver o médico gostozinho com olhos cor de mel e cachinhos na quarta-feira.

segunda-feira, abril 06, 2009

Alguém anotou a placa?

Exausta, completamente exausta. Semana passada fui a São Paulo, apenas 5 horas na capital paulista, desculpe se não liguei pra ninguém, um dia em Santa Catarina e três dias em Curitiba, onde só vi o hotel, a empresa e um bar chamado Peggy Sue (ou algo assim, o legal é o nome do bairro, Batel!), porque minha gente, meu sobrenome é trabalho! No intervalo disso tudo, eu trabalhei. Se no fim-de-semana eu não estiver como nesse último (pensem em uma pessoa acabada!), prometo que venho com algo decente e visito vocês!

sábado, março 28, 2009

Resumo da Semana

Agora é assim gente, resumo da semana. Vai ser impossível passar aqui com a regularidade de antes. Trabalhando, trabalhando muito, nem tempo de pensar em msn, orkut, blog... Uma loucura, over produtiva. Bernardo de braço quebrado, quebrou quinta na escola e ta achando a coisa mais legal do mundo, quero ver daqui a quatro semanas, prazo do médico para retirar o gesso. Precisando emagrecer urgentemente, fui experimentar as minhas roupas de inverno e quase cavei um buraco pra me enterrar em desespero, ou enriqueço ou emagreço, refazer guarda roupa agora não dá. Bem, se eu enriquecer eu refaço meu corpicho e não o guarda roupa! Hoje teve sessão mulherzinha no salão, unhas, depilação, acabei fazendo uma progressiva, ta liso escorrido, mas semana que vem conto o resultado depois da lavagem (ai tão mulherzinha cuti cuti esse papo). To trabalhando como uma mula, correndo como uma cadela, mas há tempos não me sentia tão bem. Pra fechar com chave de ouro precisava de uns beijos na boca... Mas essa fase mulher de trinta super resolvida não me deixa beijar qualquer boca, então tem que ser Aquele ser que se materialize na minha frente... Eu sento e espero...


Resumo sem menor importância, mas altamente relevante pra encher linguiça:

Gente do céu alguém me explica o que é aquele Rodrigo Lombardi?? Que Márcio Garcia o que! Eu chamo de meu marido e vaca todo dia antes dele sair casa! Fora isso, essa novela ta um c*! Dá pra perder a semana toda e nada muda.

Agoraaaaaaaaaaaaaaaaa! Nesse minuto no BBB o Marcelo Antony servindo de motorista pra Josi, me abana! Eu troco o Raj e a vaca santa por ele! O homem bom cacete!

Deu meu estoque de assuntos pra encher linguiça nesse blog se esgotou, gastando muito a mente pra aprender trocentos sistemas pra trocentas coisas que preciso fazer durante o dia, sobra nada de espaço pra usar em futilidades!

quarta-feira, março 25, 2009

Enfim, VINTE E DEZ!

Então que há exatos 30 anos
Com as pernas pro ar
E de cabeça pra baixo
me trouxeram pra esse mundo louco!!



Foi inevitável, enfim, VINTE E DEZ!

domingo, março 22, 2009

As últimas resoluções de uma “quase” balzaquiana



Então que daqui a menos de uma semana eu terei TRINTA anos, e ta pesando, de verdade, ta pesando um monte de coisas. Essa coisa de estar lá com um pé e meio de ser uma balzaca ta meio que me pirando. Não to nem um pouco preocupada com rugas, isso vem de dentro (como diz a Renata) um dia você acorda e ta lá, não tem o que se fazer. Meu sonho de ter uma pele sem estria e celulites acabou numa gravidez onde aumentei 28 kg. O que ta me pirando é todas as coisas subjetivas da coisa toda. Mas não se preocupem não vou fazer disso um chororó no estilo “mulher de quase 30 procura”!

Até porque uma das minhas primeiras considerações é essa, não procuro mais. É isso, não mexo mais um músculo atrás do dito cujo. Saio quando to afim, vou pra onde to afim, e confesso que muitas vezes nem vi o que aconteceu em volta. Não olho mais pra ver se tem alguém que eu goste, até porque vamos combinar, a noite anda uma cilada pra esse assunto, você tem 99% de chances de se dar mal. Então eu que não vou dar uma mãozinha pro destino. Não procuro, não faço esforço. Não entro mais em jogos, não fico lá esperando estar afim, não aturo mais gente enrolada. Eu simplesmente desisti. Agora se tiver que ser, o dito que se materialize na minha frente e tente me convencer que vale eu gastar meu tempo com ele. Acho que como uma balzaca eu tenho esse direito.

Eu já não era muito preocupada, agora então... nem me interessa saber o que você pensa, se concordam ou não concordam. Eu agora de fato to cagando. Com trinta não da pra ligar pra picuinha alheia, a gente tem as próprias picuinhas pra encher a cabeça. Com trinta o meu umbigo é definitivamente meu universo.

É meio como um balanço da vida, e nessa coisa toda de déficits e créditos, eu acho que estou em débito comigo. Com trinta não tenho/sou nem metade do que queria ter/ser, então é hora de parar de olhar pra algumas coisas, olhar mais pra outras, tampar os ouvidos pra uns tantos, meter a cara em algumas roubadas...

É isso, um peso, um medo, um pânico. Algumas decisões que podem ir mais facilmente do que vieram. A certeza incerta de sempre... E só para garantir eu encomendei a pouco um antirugas...

sexta-feira, março 20, 2009

Nota


Gente do céu, eu não abandonei vocês, eu andava na correria pra contratar alguém pra ficar no meu lugar e acreditem entrevistei cada coisa! Mas me foquei, precisava contratar alguém com potencial pra não me ligar de 5 em 5 minutos, e foi com essa visão que eu fiz todas as entrevistas, e juro que depois dessa experiência eu serei mais complacente com recrutadores, porque cada coisa que eu ouvi, de respirar fundo e pedir perdão! Depois passei quase duas semanas catando documentos para nova empresa, desde vacina antitetânica a certidão de que eu não matei ninguém nessa vida!

No meio de tudo isso tive que ir a uma reunião na escola do Bernardo, ele e outro menino se estranharam desde o primeiro dia de aula, e o tal do guri tava passando dos limites, nunca mandei meu filho revidar nada, mas já de saco cheio, disse: “da próxima vez que ele encostar o dedo em ti, pode socar”, bem, ele socou... E lá fui eu explicar a coisa toda, disse que sim, mandei socar, porque todas as tentativas junto à escola (mil bilhetes pedindo atenção ao fato) não resolveram, levando em conta que a escola tem um Diretor de Disciplina e eu mesma havia ligado e conversado e mesmo assim ele me aparece com os dois joelhos fodidos escorrendo sangue, eu mandei sim socar o menino, duvido que agora ele faça algo...

Então, pessoas é isso, to aqui, organizando a vida, pretendo colocar o blog em dia esse fds e postar algo decente, porque isso ta um coco.

E eu to perdendo trocentas coisas dessa blogesfera, Ed com caxumba, Renata sambando e Phyna grávida!! Aiii onde eu tava??? Ho ho ho

terça-feira, março 10, 2009

UHUUU!!


Olha, vocês são bons cruzadores de dedos hein! Agradeço mesmo cada dedinho cruzado, cada desejo de boa sorte! Simplesmente deu certo!!! Em uma semana to largando essa senzala! Passei por um processo filha da mãe nas últimas semanas, mas eu venci (música do Rock Balboa, por favor!). E no final do mês começo um novo desafio. Irei acordar uma hora mais cedo, trabalharei o triplo, mas (sim tem o “mas bom”), vou para uma grande empresa, ganharei inicialmente o dobro do que eu ganho e nunca mais, nunca mais, terei que olhar pra cada do meu apêndice! Isso me deixa tão feliz, mas tão feliz que nem to ligando pelo fato de que ao pedir demissão eu não irei ver um centavo do meu FGTS de 7 anos de trabalho!

Valeu mesmo todas as cãibras de vocês!



Agora o resultado do post anterior:




1. Até os meus 12 anos eu era magricela, e sempre fui uma aluna CDF!

VERDADE. Eu fui magricela (de seca mesmo) até os meus 12 anos, e com a mesma idade deixei de ser CDF (ao menos aquele tipo assumido rs)

2. Quando fui ao Rio me apaixonei pela cidade e secretamente sempre quis morar lá.

MENTIRA. A primeira vez que fui ao Rio eu não gostei de lá. A cidade tinha passado por uma enchente e tinha lixo por todo lado. O trânsito é a sucursal do inferno e eu não sei como não morri. Sentada na praia levei um susto quando vi aquele ônibus despencando gente de suga na beira da praia. Mas o ponto alto foi um tiroteio que encontramos no caminho na linha amarela, ou vermelha, não lembro mais. Fizeram-me atravessar a linha do trem no mercado de Madureira! Eu estar lá quando faleceu a avó da minha anfitriã só me fez ter mais pavor, nem nos meus sonhos os enterros de lá se comparam aos daqui. Acrescente a tudo isso, o fato de lá o inverno ser quente! Jurei que para morar no rio só se fosse dentro do condomínio que eu estava hospedada. Nas outras vezes achei até melhor, a noite legal, a cidade para turista é linda, mas não moraria lá.

3. Não sou uma pessoa organizada com finanças, por este motivo, quebrei todos meus cartões de crédito e não uso talão de cheques.

VERDADE. Para desespero de todos. Eu sou completamente desorganizada financeiramente, então quebrei tudo, e não uso cheques. Se tiver grana eu compro, se não tiver não compro.

4. Meu segundo dedo (ao lado do mínimo) do pé esquerdo é muito torto (apontando para a esquerda) em função de uma fratura mal curada.

VERDADE. Eu chutei meio dormindo uma parede (achei que o Bernardo estivesse na janela) quebrei três dedos do pé esquerdo, e apesar das infiltrações, um deles nunca voltou ao lugar...

5. Troco qualquer programa pra ficar em casa fazendo nada.

MENTIRA. Apesar de ser meio preguiçosa, odeio ficar em casa, se o programa for fazer nada sentada na Redenção eu to dentro. Apesar de ter ficado mais caseira depois de ter mudado para o cu do mundo (pq lá não tem absolutamente nada pra se fazer) eu ainda prefiro sair de casa, se for pra vir para civilização.

6. Adoro caminhar, se da pra ir a pé eu vou.

MENTIRA. Eu tenho pânico de caminhar. Odeio. Odeio. Odeio. Quando vendi meu carro, gastei os tubos de táxi, pq simplesmente me recusava a caminhar!

7. Já apresentei uma peça de teatro no principal teatro de Montevideo.

VERDADE. Fiz teatro durante a adolescência, e já me apresentei no Teatro Solís em Montevideo. E depois de 2 anos apresentamos outra peça lá, numa co-produção Brasil/Uruguai, que acontecia dentro de um ônibus.

8. Eu não sei o nome de todos os caras que já fiquei.

VERDADE. Por conta de um salva-vidas num remoto carnaval, eu não sei o nome de todos os caras que já fiquei...

9. Quando tinha 7 anos fugi de casa e fui atropelada na esquina.

VERDADE. Bem minha cara né? Decide fugir de casa aos 7 e para no hospital! Ao menos a preocupação geral da família, me livrou da bronca pela fuga!



Quem acertou de cara: Thaís MM (guria deixa o link do blog nos coments!), Mônica, Thiago Augusto. Vocês me conhecem mesmo! rsrs

sexta-feira, março 06, 2009

Verdades X Mentiras

Renata me passou e eu como estou de mau com a minha inspiração, topei.

Você diz 9 coisas aleatórias a seu respeito, não importando a relevância. Sendo 6 verdades e 3 mentiras. Passo a coisa de indicar o povo pra fazer, e roubo a idéia da Rê, eu digo nove coisas e vocês podem chutar o que acham ser verdade e mentira, depois eu conto no próximo post.

Vamos lá:



1. Até os meus 12 anos eu era magricela, e sempre fui uma aluna CDF!

2.Quando fui ao Rio me apaixonei pela cidade e secretamente sempre quis morar lá.

3. Não sou uma pessoa organizada com finanças, por este motivo, quebrei todos meus cartões de crédito e não uso talão de cheques.

4. Meu segundo dedo (ao lado do mínimo) do pé esquerdo é muito torto (apontando para a esquerda) em função de uma fratura mal curada.

5. Troco qualquer programa pra ficar em casa fazendo nada.

6. Adoro caminhar, se da pra ir a pé eu vou.

7 . Já apresentei uma peça de teatro no principal teatro de Montevideo.

8. Eu não sei o nome de todos os caras que já fiquei.

9. Quando tinha 7 anos fugi de casa e fui atropelada na esquina.


PS: Eu sei que vocês já devem estar com cãibras, mas continuem de dedos cruzados, que a coisa toda ainda esta rolando, prometo que conto assim que acontecer ou não acontecer...

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Sorte



Vocês podem, por favor, cruzarem os dedos?







PS1: pedindo assim, educadinha, pode ser que funcione essa tal corrente positiva - mesmo que vocês nem saibam pra que?

Ps2: e se eu prometer responder todos os comentários amanhã (ou depois)?

sábado, fevereiro 14, 2009

TPM é o caralho!


Se meus problemas fossem TPM eu dava piruetas, cantava, comia barras de chocolate e tudo estava ótimo! O problema é com o tudo e o nada! Tudo acontecendo e nada rolado! Minha sobrinha esta bem, sem estar bem, com todos os exames normais e ninguém sabendo o porquê, já to passando pro espiritual e fazendo promessa pra tudo que é lado. Respirando, respirando e respirando mais fundo pra aguentar aquele escritório. Suspirando, suspirando e suspirando e trancando o ar pra segurar o resto todo. E o nada, ah o nada tomando conta. Nada acontece, nada mais importa e nada mexe comigo. O nada das outras pessoas me deixando apenas com vontade de bater cabeças, inclusive a minha própria, na parede. Tanta, mas tanta picuinha. Tanta mesquinhez, que eu fico embrulhada. Lendo muito, não daqueles que te fazem pensar e se tornam aterrorizantes. Daqueles fáceis, bobos, que apenas fazem ocupar a mente. Os livros da série do Crepúsculos são ótimos. Já li todos, bons de ler, mas você não pensa em nada, não agrega nada, só ocupa e passa o tempo. Não to podendo com nada difícil. Não to podendo com gente. Nenhum tipo. Umas me enervam, outras me cansam e algumas me machucam. Evito-as. Tentando preservar a minha pouca sanidade restante. Falo pouco, quase nada. Não opino. Não discordo, tão pouco concordo. Me é completamente indiferente apenas. Seguro tudo, não externo nada. Tudo um breu. Mas não dá pra por pra fora, simplesmente porque é incompreensível. E para deixar de ser teria que ir mais fundo do que realmente estou disposta no momento. Eu apenas espero, espero que não verbalizar ajude a não tornar concreto. Espero passar. Uma hora tem. Uma hora a vontade volta. Vontade de qualquer coisa. Esperanças? Poucas, mas tem que ter, não da pra acreditar na danação total agora. Uma hora vai ser apenas TPM...

sábado, fevereiro 07, 2009

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Respira ... Inspira

Respira ... Inspira


Então que minha sobrinha de 3 meses esta no hospital, e até agora ninguém sabe o que ela tem, e eu não to agüentando a barra de ser “A forte” lá em casa, porque ta cada um desmoronando pra um lado.

Respira ... Inspira

Então que eu mandei uma médica que deu um diagnóstico errado (e que deixou todo mundo em pânico) enfiar o CRM no cu, aos gritos no meio do hospital, e só não pulei na cara dela, porque ela teve mais sorte que eu.

Respira ... Inspira

Ai que, com isso tudo acontecendo, eu tive que voltar a trabalhar hoje, e me lembrei assim que coloquei os pés aqui, porque odeio esse lugar... Ah claro, bloquearam tudo aqui mesmo, msn, googletalk, e todos os jeitos afins de burlar a merda, ao menos o blog ainda funciona. Clarooooo, que eu já achei um jeito de burlar a coisa toda, mas não da pra fazer do meu pc, então só posso usar quando o meu apêndice não esta aqui.

Respira ... Inspira

Acrescente a isso tudo mais meia dúzia de coisas impublicáveis que andam me tirando o sono, me dando dor de estomago, me causando bolo na garganta e eu não tenho nem pra quem pedir colo... Me diz se respirar e inspirar resolve alguma coisa?

To mais pra sentar e chorar!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Da falta do que fazer nas férias


A verdade é que estou sumida daqui porque me falta saco. De verdade, quanto menos coisa se faz, menos coisas se tem vontade de fazer. São as férias mais ociosas que tive na vida, faço nada o dia todo, exceto um cineminha (sei tudo de desenho animado), piscina, comer, dormir, tv... Me da uma canseira absurda de não fazer nada. O ócio cansa. Semana que vem volto ao trabalho, só não sei o que vou fazer lá, visto que a nova política da empresa bloqueia o uso de msn... Palhaçada! Emfim, parece que vou ter que trabalhar... Meu e-mail vai bombar! Ho ho ho

Então, eu to escrevendo só pra dizer que to viva, podem aposentar o vestido preto que ainda não foi dessa vez. Semana que vem a coisa deve voltar ao normal, mas agora, não torrem o saco, com post, comentários e afins, que meu sofá ta parecendo mais apetitoso que esse pc!

Bom ócio!

domingo, janeiro 18, 2009

BBBesteirol


Porque eu ando bemmmm produtiva nas minhas férias... Então que tem povo lado A e povo lado B, e eu sempre gostei mais do lado B do disco, do lado B da vida, não podia ser diferente, lado B bem mais divertido, com piscina de plástico, sem champanhe e com muita cerveja, bem mais divertido... Tirando o véio nojento. Véio tarado, um nojo! Eu se fosse a miss (a gaúcha com cara de fuinha) já tinha mandado a merda, porque ele corre atrás dela e tenta agarrar de qualquer jeito, e a coitada foge, foge pra cama do outro mas nem assim o babão da folga. Sem contar às bobagens que fala, começa e não termina, fica dando indireta furada. Olha se eu tivesse lá e tivesse aqueles corpos, eu me estendia de bunda pra cima mesmoooo. Cada um com seu poder de ataque. (porque o véio até nisso foi dar palpite)

Gosto do ruivo gaúcho também, acho divertidíssimo, e esperto, metendo fogo no pseudo triangulo com a loira e o Leo (o mais gatinho entre todos), mas sem queimar o filme dele. Saca? Povo gaúcho é esperto mesmo... ho ho ho

Lado A, sem muito pra dizer, povinho sem sal. Gosto do negão, apesar de achar ele sem sal igual, mas ao menos pensa sozinho e tem coerência. A véia me irrita a vera! Só abre aquela boca pra falar merda. E grita! Deus como grita, parece uma garça no cio (suponho que garças tenham cio). Não tem uma frase descente que saia daquela boca. Por mim já tava na rua. Mas sempre vai ter os politicamente corretos que irão dizer que vai ser preconceito mandar a véia embora. Mas lá chatice depende de idade? Sem contar que é porca! Vocês viram ela enchendo os fundilhos da calcinha de sabonete e esfregando no rosto? Quase vomite! Eu não sei o nome de ninguém ainda, mas aquela loira do lado B tem uma cara que eu não suporto, entojada...

Se juntarem a véia e o véio não sai um que preste!

A única coisa que conclui é que pobre sabe se divertir muito mais, prova que o lado B é infinitamente mais animado. Nem ai pro outro lado, nem ai fazendo complô de votos (tirando o véio, que torra com tudo) e o outro lá, já confabulando tudo que pode.

Só esperando a queda do muro e ver que vai rolar de bafafá... (Hipocrisia vai ser pouca!)

domingo, janeiro 11, 2009

“E a loucura finge que isso tudo é normal... Eu finjo ter paciência...”


E nem sei se finjo tão bem. Na verdade eu tento é me enganar, forçar a paciência em mim. Eu nao consigo sentar e escrever, porque ando distraída de mais para isso. Eu não consigo mais conversar com ninguém no MSN pois ando dispersa. Nada me interessa muito. Nenhum assunto me prende. Eu acho que sou focada. Ou obsessiva. Quando estou com algo na cabeça, piro. Piro mas continuo fingindo ter uma calma que no fundo não tenho. Essa ansiedade que me fode vida. Essa coisa toda de que se tem que ser, que seja pra já! Eu não sei ser devagar, eu não sei comer pelas beiradas, eu tenho que queimar a lingua. Agora!

Me irrita essa coisa toda de “o jogo é assim, siga as regras”. Quem foi que inventou essa porra toda de regra? Eu não quero seguir regra alguma. Eu não tenho saco algum pra essa coisa toda de ter compreensão. Eu não quero compreender nada. A gente perde muito tempo nessa vida compreendendo coisas que a gente não quer. Sendo complacente com coisas que a gente engole a seco, que arranha a garganta. Simplesmente porque se não for assim, pagamos de loucas, de ansiosas... Porque se não for assim, a gente assusta.

Eu quero mesmo assustar. Sou assim, e se alguém se assusta com isso nunca poderá ser parte da minha vida. A vida é já, é sem rodeios. Muita coisa acontecendo pra se perder tempo com essa frescura toda de comportamento. Esse redevu de se-ele-não-ligar-eu-devo-ligar? Que saco!! Coisa patética! Acabamos sendo patéticos com essa coisa toda. Mais simples se cada um fizer o que tem vontade, o que quer.

Minha vida parece um álbum de histórias repetidas com figurinhas diferentes! Se alguém ou alguma coisa ta lá em cima dando risada e esperando que eu aprenda a ter paciência, desista! Eu não sou assim, eu sou alho ou bugalhos. Mas não dá, não se pode, não se deve. O certo é esperar. Esperar o que raios? Que alguém decida por você? Que alguém diga, ok agora eu posso, e você já pode ter vontade de novo! Isso não é angustiante? Nesse meio tempo, nessa distância toda, você senta e simplesmente espera, engole tudo, faz a digestão lentamente, para não morrer, e espera... E a vida lá, indo...

E eu aqui, resignada, espero. Fazer o que? O jogo é assim... Merda!


"Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara..."
(Paciência - Lenine)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

O primeiro


Mila me mandou não sei quanto tempo atrás escrever sobre o primeiro beijo. Como foi Mila eu aceitei escrever, mas já aviso aos românticos de plantão que será decepcionante. Mas...

Eu estava na terceira série e era apaixonada pelo irmão um cadim mais velho de uma amiga de aula. Na casa dela rolava seguido umas festinhas, e era minha chance de ficar com Daniel. Mas aos 11 anos é apavorante nunca ter beijado e a possibilidade de beijar o cara que você paga de paixão.

A solução? Chico!! Irmão de 18 anos da mesma amiga e do mesmo cara que eu gostava. Não sei por que cargas d’água eu achei que essa seria a solução dos meus problemas. Chamei Chico de canto e mandei a real: “gosto do teu irmão, ele ta afim de mim, e não sei beijar, você vai me ensinar”, achou um absurdo à idéia, mas as 11 anos se sabe como ser pentelha!

Eu? Eu achei aquilo horrível! Perguntei por mais de meia hora porque aquela língua enfiada na minha boca! Achei nojento, melado... E não entendia como gostavam daquilo. Mas estava feito. Podia agora beijar Daniel diante de toda minha experiência.

Daniel, desde a tal festa acabou virando meu primeiro namorado de fato, depois daquele do jardim de infância, que virou gay. Chico nunca abriu a boca e nunca comentou nada até um tempo atrás quando reencontrei e ele zoou que se soubesse o que viraria teria aproveitado mais, eu apenas respondi que ele foi meu manual do usuário...

Eu disse, decepcionante para os românticos...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

O ônus de ser honesta


A vontade que tenho é mesmo de ser verborrágica. De sentar falar, desenhar tim tim por tim tim. Transparente como água, objetiva como os homens nos seus bons tempos eram. Ah e como eram... Andam todos agora numa subjetividade assustadora. Mas a honestidade trás um ônus que no fundo não sei se estou pronta pra carregar. Traz o fim da questão sem todo o meio de campo e não sei se quero.

Como saber se no fim do filme o casal fica junto, felizes para sempre, ou se a mocinha vai Londres afogar as mágoas em outras histórias, outros amores... Mas sem saber o resto do filme, se ela merecia ou não o beijo final.

Você chega para o cerumano e descarrega toda sua loucura, todo seu querer, toda as suas “ites” que você vivia escondendo, simplesmente por não agüentar mais todo esse jogo tosco que todo mundo faz o tempo inteiro. Beleza, você foi você na sua forma mais sincera e vergonhosa, assumindo toda fraqueza... E ai? Ai minha filha você corre o risco de ouvir um “você é muito legal, mas não to pronto pra essa loucura toda, eu não quero te dar a sua casinha de cercas brancas com labrador correndo eu quero te comer e deu”. E você não tem nem mais argumentos. Você não pode dizer que não é bem assim, que você não é tão louca, que nem te falta tanto assim, que você só quer a normalidade, o colo, o carinho, que no fundo é uma fomezinha de nada, qualquer lanchinho resolve. Não pode. Porque você já mostrou o rombo que tem no teu estômago, e já disse com todas as letras que sua fome é voraz. Não da pra fingir mais que você nada no raso, você já gritou que gosta de mergulhar de cabeça.

E, então, você assusta todo mundo, que anda acostumado com essa leveza que você não tem e finge ter, que acha o máximo essa sua risada, mas não sabem que no fundo é riso de nervoso, é um riso que suplica por uma definição, por um saber. É querer saber, mas, só se o saber for exatamente o que você espera ser.

Você não pode mais se negar a ver, não pode mais contornar, mudar de caminho, se fazer de louca. Esta lá escancarado, e você só pode definitivamente enxergar. Não da mais pra florir ou argumentar. Do exposto que não se tem mais argumento. Arque com todo o peso da honestidade. É como tirar um peso dos ombros e por outro na cabeça. Do concreto jogado em cima de você. Sem abstratos...É eu não sei se posso com tudo isso agora.

Acho que mentiras sinceras me interessam...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

2009

Então, nada de retrospectiva, nada de lista de promessas que eu não irei cumprir... Tudo que eu quero é que esse ano tosco acabe! Porque o ano pra ser tumultuado como esse, não vejo a hora de ir de vez. Eu gosto de números impares, consequentemente gosto de 2009, acho que vai ser um ano ao menos mais sonoro aos meus ouvidos. O que quero mesmo é que essa sensação de “pode estar acontecendo alguma coisa” que to tendo agora na finaleira do ano, aconteça de vez ano que vem. Porque ta na hora de alguma coisa lá em cima olhar pra mim e pensar “coitada, ta na hora de dar um respiro pra essa”. Sério mesmo, preciso respirar, preciso de algumas coisas boas, algumas surpresas, menos bla bla bla e mais acontecimentos reais por aqui não faria mal a ninguém. Um pouco mais do delicado da vida, é esse o meu desejo de ano novo. Nada de grana, de trabalho, não que não seja bom, se vier vai ser muito bem vindo, mas a gente tem que focar na coisa, isso de jogar pra todo lado nunca da certo mesmo. Então quero o delicado, quero algumas noites em claro por ótimos motivos, só quero que aconteça... Seria como presente de Natal atrasado, que eu acho sempre tem um sabor melhor porque você nem espera presente algum. Pra quem é ligado nessas coisas de cores, já aviso que 2009 será regido por Ogum, seguido de Iansã, então não custa ai dar um toque de verde ou vermelho no visual pra entrar o ano de boa com os Orixás. Sem contar que calcinha vermelha, dizem, que garante muito amor no próximo ano...

Axé! E que venha 2009!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Eu confesso!

Confesso que ontem a noite, chorei praticamente em todo o especial do Roberto Carlos...



Me interna, tsc!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Futilidades


- Eu vou tirar 30 dias de férias. Em todos esses anos nessa empresa vital, essa é a primeira vez que isso me acontece; Mas não chorem eu devo dar as caras vez em quando (muito em quando)

- Das dúvidas cruéis da minha vida: Se eu pinto as unhas o esmalte descasca em 2 dias, se a manicure pinta demora 6;

- Tem uma semana que eu to ligada em 220V. Como desliga a bateria?

- Pra não dizer que não falei sobre Natal. Eu ainda não comprei todos meus presentes, só amanhã. Eu juro que um dia eu consigo ibernar nessa época. Juro!

- Não confie em manicure que rói as unhas;

- Ta era isso, porque não tem muita coisa fútil acontecendo na minha vida. E eu ando meio... não se assustem... não riam.... não caiam das cadeiras... meio... rosa!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Pshiiiiii!!

Dessa vez não. Dessa vez minha boca grande não me pega. Dessa vez eu não conto aos quatro ventos. Dessa vez eu vou ouvir a voz da minha mãe que me diz desde pirralha “se preserve” e eu como uma pirralha birrenta nunca ouvi. Dessa fez eu faço tudo diferente. Pra ver se da certo. To cansada de ser eu e dar errado. To cansada de surtar, pirar, de falar, de contar, de dar detalhes e tudo dar errado. Dessa vez eu vou guardar tudo de bom que me acontece. Eu não vou dividir ou vou dividir apenas a parcas pessoas da lista vip do meu ser. Nada disso mais de contar tudo pra todo mundo. Nada disso de surtar e falar tudo que eu penso. Nada disso de vir aqui e falar, falar, falar... Agora é só ser leve. Brisa. Eu cansei de ser confusa, louca, intensa e perder tudo. Eu cansei de pirar à noite, e passar semanas pra me encontrar. Eu cansei de dar detalhes de tudo a todo mundo. Pois eu sempre fiz tudo isso e sempre perdi mais que ganhei. Agora é assim, boca de siri, cara de blasé e a esperança de que essa normalidade, essa preservação toda, deixe as coisas boas acontecerem. Mesmo querendo, mesmo morrendo de vontade de gritar meia dúzia de coisas eu não vou. Eu vou é pra frente do espelho, respiro fundo e me peço calma. Repito mil vezes pra engolir minha ansiedade, minha intensidade, minha loucura. Leve, lembra? Seja leve. Nada de contar medos, de desatar a falar de vontades, de verdades, de piração da minha alma que mal eu compreendo. Nada disso. Falar só se forem amenidades. É isso, nada do que acontece tão cedo por aqui. Uma tentativa de preservar o que de bom pode vir. Pshiiiiiiiiii! Repito pra mim várias vezes...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Orgia Gastronômica

Então que eu temperei com as minhas melhores especiarias. Uma pitada de leveza. Uma generosa quantidade de riso. Vinho. Um cadim de surpresa. Reciprocidade. Três colheres de identificação. Cumplicidade. Pimenta branca. Vontade. Falta de vontade de ir. Uma boa dose de arrepios. Quatro ou cinco mordidas no canto da boca. Uma ausência de sono. E uma respiração suspensa. Tudo isso servido numa toalha de noite estrelada...

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Eu?




Eu ando por aqui achando a vida bem sem graça, e ela - a vida - por conseqüência, me achando mais sem sal ainda.


quarta-feira, dezembro 03, 2008

Para Maria da Graça, de Paulo Mendes Campos


Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.

A realidade, Maria, é louca.

Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas conseguem abrir uma porta bem fechada ou vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon". Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.

Disse o ratinho: "A minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance só é o jeito de contar uma vida, foge, polida, mas energeticamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

E escuta a parábola perfeita: Alice tinha diminuido tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom-humor.

Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá.A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.



Recebi por e-mail da Carol, e chorei um lago (aff! ando tão mulherzinha!) que fiquei com medo de me afogar em minhas próprias lágrimas... As partes grifadas são minhas entrelinhas e /ou coisas que eu ainda preciso aprender nessa porra de vida. De alguma forma achei que deveria por esse texto aqui, por conter verdades irrefutáveis... Em algum lugar devem haver cogumelos que nos fazem crescer novamente...

sexta-feira, novembro 28, 2008

Do que me é incompreensível


Tem coisas que eu não sei e nem espero um dia aprender a lidar. Falta de maturidade nos relacionamentos, mentiras e filha da putice, são algumas dessas coisas. Envolver-se com alguém, deixar que essa pessoa compartilhe de sua vida, da sua casa, da sua família, que faça parte dela, pra mim é algo muito sério. E a imaturidade com que as pessoas tratam sentimentos alheios simplesmente não me é simples entender. A facilidade com que as pessoas descartam pessoas me corta pela frieza. E eu definitivamente não sou uma pessoa fria. Não trato pessoas como objetos, que servem somente de degraus para que possamos atingir nossos objetivos. Pessoas não são descartáveis. E o mínimo de maturidade e respeito quando se deixa de sentir algo é importante. Somos feitos de sentimentos e sentimentos são mutáveis, pessoas deixam de sentir, sentimentos se modificam, entendo tudo isso. Agora filha da putice é falta de caráter e nada mais. É falta de vergonha na cara. Por isso nunca trai, deixei de gostar de algumas pessoas nos meus relacionamentos, e sempre fui sincera com isso, sempre tive cuidado em não machucar além do necessário ninguém. Eu nunca fui filha da puta. Eu nunca arrastei um relacionamento até achar alguém para ocupar aquele lugar por medo da solidão. Não que eu não tenha medo da solidão, tenho e já afirmei aqui, mas acredito que não podemos usar as pessoas como base e solução dos nossos problemas. Eu já magoei muito algumas pessoas, por ser impulsiva, por ser estourada, por falar coisas sem pensar. Mas tenho a consciência tranqüila que em nenhum dos meus relacionamentos alguém pode dizer que me faltou caráter. Que me faltou sinceridade. Eu nunca acreditei que se paga com a mesma moeda. Pois acreditem sou PHD em filha da putice alheia, afinal são quase 30 anos em que me deparo com alguns dos tipos mais canalhas. Mas eu? Eu tenho minha cabeça tranqüila, eu deito no travesseiro e sei que posso ter errado muito, em diversos momentos, mas eu nunca perdi a índole que tenho. Eu nunca magoei propositalmente, eu nunca usei ninguém, mesmo tendo tido a chance disso três vezes, eu nunca fiz ninguém de estepe na minha vida enquanto procurava um pneu novo. Isso me alivia. Mas não serve pra compreender atitudes alheias. Não me ajuda a ver onde esta a naturalidade em usar pessoas, em se aproveitar de sentimentos. Eu simplesmente não consigo achar natural que se traia, que se perca o respeito, que falte dignidade e vergonha na cara para assumir olhando no olho do outro o que se fez. Sempre dei minha cara à tapa e geralmente virava o outro lado, mas todas às vezes fiz isso olhando dentro dos olhos e sendo o mais sincera que posso ser. Nunca me escondi por trás de deboches, pois relacionamentos, pessoas, são compostas de sentimentos e sensações e deboche não cabe nesse contexto. Pra isso existem palhaços de circo, que no fim nem são tão engraçados. Mesmo quando foram canalhas e filha da puta comigo, tentei manter o mínimo de civilidade, de respeito, não pela pessoa, mas pelo que vivemos ou deixamos de viver, no fundo por respeito a mim, ao que eu acredito, pelo que penso eu ser a base de toda e qualquer relação humana. Mas eu tenho meu limite, eu tenho o ponto que perco toda e qualquer educação, que eu deixo de respirar fundo com deboches, que eu desço do salto, pois eu fervo, e imaturidade alheia, principalmente em assumir que jogou merda no ventilador e que lhe faltou honestidade eu não aturo. Nesse dia, nesse momento, a outra pessoa simplesmente morre pra mim. E depois de morto eu simplesmente paro de sentir qualquer coisa, até mesmo civilidade. Afinal não há necessidade de ser civilizado com quem, pra mim, não existe.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Rapidinhas


- Então que um telefonema assim do nada, com convite assim despretensioso, faz com que a gente se lembre da mulher que é, e faz um bem danado pra auto-estima;

- Mila, esta de volta, Em Cima do Salto Agulha, não vão deixar de conferir né?

- Eu não entendo qual a dificuldade das pessoas devolverem o que não lhes pertencem. Juro que fica parecendo birra só pra se sentir notado... ai ai ai, me falta paciência....

- Ta calor, muito calor, e eu to fazendo as contas de quando volta o frio...

- Eu ainda teria algumas coisas pra falar em função de outras coisas, mas, ainda não é o momento.

- É isso, rapidim que to com sono...

terça-feira, novembro 25, 2008

Das delicadezas inexplicáveis

Ta que eu tava ontem aqui quietinha na minha tarde sem sal, pensando cá nos meus botões e na minha vida, completamente em dúvida se ia ou não ia sexta ali onde não interessa pra vocês. Eis que o moço do sedex toca a campainha, o que é comum, porque dia sim e dia também tem sedex nessa naba. Só que o sedex era para essa pessoa phyna e glamurosa que vos escreve! Imediatamente eu já fiquei toda boba e contente.

Eis que despacho mais que depressa o ser do correio e abro minha caixinha mágica amarela e azul. Dentro: Um livro, que fez um bem danado a quem me mandou, e eu espero sinceramente que me faça o mesmo bem. Uma “florzinha do jardim dela com muito amor para me alegrar e um anjinho para olhar por mim, com cheiro de capuccino para instigar minha alma gorda como a dela”! Um cartão e uma carta em papel de carta rosa!! (Rosinha, rosinha).

Eu que já tava assim chorando de cantinho, me lavei toda lendo a carta em papel de carta rosa com balões de estrelas e crianças voando em luas... Como é que vou explicar? Uma carta verdadeira, uma carta de preocupação, uma carta de amizade, de alguém que infelizmente mora tão no cu do mundo como eu, e nem posso abraçar forte agora pra agradecer...

Eu nem sei bem o que escrever de fato, porque realmente to emocionada e aos prantos, porque essas delicadezas que a vida me dá me tiram o nexo, porque nessas horas eu penso que: “Porra! A vida tem gente doce por ai e não somente essa gente escrota que cruza meu caminho”. Me faz ter certeza que afinidade, intuição, carinho, amizade, amor nada tem a ver com nada, apenas com alma, e que a identificação mutua é algo que realmente não se explica. Uma caixinha amarela com azul, recheada de sonhos e felicidade, que me salvou à tarde, e tenho certeza que me servirá de muito, todo o dia que eu precisar respirar fundo. Carinho gratuito e sincero ultimamente tem me arrancado rios de lágrimas.

Lilith, eu não tenho nem palavras, eu não sei nem o que escrever, na verdade não tem palavras pra descrever as lágrimas que rolaram ao ler sua carta, lágrimas de gratidão, de alivio entende? Gratidão por vc dividir um cadim de sua vida, sua historia comigo, e de alivio por mim, acho que era aquele choro contido que precisava de uma forma ou de outra sair...

Eu ti!



(Como pode ver sou uma ótima fotográfa)

segunda-feira, novembro 24, 2008

Dos Limites


Tudo nessa vida tem um limite, até para o sofrimento...


7 dias... Deu tempo de morrer, de velar, de enterrar e de rezar a missa...


Agora deu.

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"Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza."

Caio Fodástico de Abreu, claro.

terça-feira, novembro 18, 2008

Estar Sozinho


Estar sozinho é engraçado, louco, angustiante, libertário e triste, tal qual estar com alguém. No entanto, estar sozinho é absolutamente o oposto de estar com alguém.
Estar sozinho é fechar as mãos no nada quando se atravessa a rua correndo e não se tem uma mão para segurar.
É acordar sem saber o que será do dia porque planejar sozinho dá preguiça.
É falar a coisa mais engraçada do mundo para alguém que não vai rir, porque ninguém te entende tão bem.
É ficar louca sem cúmplice. Não tem graça ser fora da lei sozinho.
É querer contar tanta coisa para alguém, mas para quem?
A vida simplesmente acontece para quem está sozinho, às vezes sem que a gente perceba, pois é mais fácil ter noção de si mesmo através de outra pessoa.
Estar sozinho é fazer dengo sozinho na cama, sem ninguém para apenas encaminhar o ombro um pouco mais perto.
É comer doce demais porque sua boca precisa de um incentivo para continuar salivando vida.
É comer doce demais porque estar sozinho dá uma tremedeira estúpida de hipoglicemia.
É o doce que substitui mal e amargamente o sexo.
Estar sozinho é dormir até tarde no domingo. Não para congelar o tempo na alegria, mas para fazer de conta que o tempo não existe.
É conviver com a ansiedade de que você pode encontrar alguém especial a cada esquina, então você tenta ficar bonita. Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia.
É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada.
Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar.
Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão.
Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais.
Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido.
Estar sozinho é usar roupas provocantes sem se sentir sexy com elas. É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada. É morrer de medo do nada que fica no estômago.
Estar sozinho é uma coisa física, ou melhor, é a falta dela. Você se sente oco por dentro, por isso aquele respiro profundo de lamentação.
É cogitar enlouquecer.
O ombro pesa porque é tenso ficar sozinho. E porque não tem ninguém pra te fazer massagem também.
Quando chove, venta, escurece, e você está sozinho, você lembra de Deus e do quanto é pequeno. Estar sozinho é se aproximar de Deus por piedade própria e não por agradecimento, que é o que nos faz aproximar Dele quando estamos amando.
Estar sozinho é detestar ficar em casa. Ficar em casa sozinho, quando se está sozinho, é muita solidão.
Então você sai, só para não ficar em casa sozinho. E descobre o quanto você é sozinho. E volta pra casa sozinho, e chora vendo fotos.
Estar sozinho é implorar paixão e loucura com um olhar para o carro ao lado, segundos antes de você ver que ele não está sozinho.
É trabalhar para passar o tempo e só conseguir escrever títulos, roteiros, spots e textos chatos, sem inspiração.
É procurar um olhar pela rua e andar por aí com cara de louco.
É estar pronta para algo novo e não agüentar mais dias iguais.
É ocupar a vida de açúcar, intrigas, fofocas, encrencas. Aventuras tortas.
É ocupar a vida dos outros com reclamações, lamentações, dúvidas e carências.
Resumindo: estar sozinho é triste, enche o saco dos outros e deve fazer mal para a saúde.

Tati Bernardi


Recebi esse texto por e-mail hoje, e chorei rios lendo. Mas me fez pensar que estar junto e sentir-se assim igualmente sozinho, é muito pior do que estar sozinho de fato. Eu sei, eu vou chorar até esvaziar, eu vou sofrer a ponto de achar que vou morrer, mas não vou. Eu só sei matar as coisas em mim dessa forma, me esgotando, me acabando e chegando ao fundo do poço, porque uma vez lá não se tem outra opção além de subir de volta. Mas eu sei, eu preciso acreditar, que talvez estar sozinho, seja a possibilidade de um dia estar junto de verdade.

sexta-feira, novembro 14, 2008

quinta-feira, novembro 13, 2008

Covarde, por idade!


É fato, com o passar dos anos ficamos covardes. Crianças são destemidas, por desconhecerem os riscos das ações. Adolescentes são impetuosos por se acharem os donos do mundo, por acharem que têem todo o tempo do mundo para tudo. Por simplesmente ser de sua natureza. Eles arriscam, não tem medo do futuro, não o temem e o enfrentam. Mas crescemos e adiquirimos medos. Por acreditarmos que não temos todo tempo do mundo. E por termos sentidos na pele que o mundo não é nosso. As dores, as burradas, as experiências de vida trazem junto com um pseudo-amadurecimento, o medo. Temos medo das mudanças, por nos preocuparmos agora se a mudança dará certo. Medo de arriscar e não ter tempo para consertar. Não trocamos de emprego por comodismo, além de que não enxergar o futuro não é mais tão estimulante como antigamente. Tememos começar relacionamentos por acharmos tarde de mais e verdadeiro pânico de terminá-los, estranhamente pelo mesmo motivo. Raros são os que se salvam, raros são aqueles que a vida liberta e não aprisiona. Poucos são os verdadeiramente corajosos. Que ao crescerem mantém ta força da adolescência e são destemidos para continuarem a agir como crianças descobrindo o mundo. A responsabilidade nos torna chatos, prudentes, melancólicos... “Ah se ainda tivéssemos tempo!”. Ratos de laboratório, padronizados, tentando apenas fazer o que devemos fazer para não nos sentirmos excluídos. Alguém que larga tudo, carreira, casa, carro, para ir atrás de um sonho é tachado por nós, com inveja, de maluco. A verdade que sabemos, mas negamos é que não temos a mesma coragem. Ela nos é geralmente arrancada com dor, a nossa dor. Eu assumo, sou covarde, por idade!

quarta-feira, novembro 12, 2008

Sem saco pra pensar em títulos.


Eu estava pensando, meu sonho de ontem podia ser uma metáfora da minha vida. Vem sonhando, sonhando e ploft, cara no chão, não resta mais nada além de acordar. Ando irritada, e por Deus, queria socar minha cara de tanta irritação que eu to, e como uma das coisas que andam me irritando fui eu que provoquei, eu tenho vontades absurdas de bater com cabeça na parede. Ando insuportavelmente chata. Reflexo de uma vida que anda insuportavelmente chata. No fundo somos reflexos, de tudo. Ai junta a vida chata, com essa época escabrosa que se aproxima... E eu viro algo bem próximo de um cão raivoso. Não gosto de natal, suporto ano-novo, mas natal definitivamente não é minha época. Eu fico um pé no saco, e só consigo pensar que minha carteira magra, vai virar anorexica, lojas lotadas, em gente correndo como barata tonta, aquela “neve” num País com esse calor, em toda aquela gente que não fez nada o ano inteiro e de uma hora pra outra se sentem os reis da solidariedade porque deram um quilo de arroz pra qualquer campanha, em todos os sorrisos falsos de fim de ano de gente que nunca mostrou os dentes pra você antes e essa coisa idiota, que uma noite vai fazer toda vida mudar na manhã seguinte. Enfim, tudo de novo, e eu só rezo pra sobreviver. Sensação de que terei 60 dias de TPM. Estou a um fio de mandar meu emprego à merda, simplesmente porque eu sou uma anta e cometi a asneira de misturar gente da minha vida pessoal na minha profissional, e virou uma paçoca daquelas que você mastiga e esfarela mais, ruim de engolir, e eu praticamente não tenho faço outra coisa além de falar dessa coisa toda com gente que eu deveria relaxar e não me estressar. Se todo mundo tem um limite o meu transbordou faz tempo. Vontade de ir pro raio que parta junto com o capeta e viver de sacanagem até tudo isso passar. Pois acreditem nem sacanagem eu ando fazendo! Não há mente nem corpo que agüente, e tenho a sensação que mais dia menos dias eu simplesmente vou explodir e entrar em surto. Daí, nem meu tarja preta resolve mais!

terça-feira, novembro 11, 2008

Dream


Então que eu estava sonhando, sonho bom entende? Bem bom mesmo. Daqueles que se eu tivesse acordada teria dito “finalmente um sonho que vale a pena sonhar”, eis que na melhor parte do sonho, tudo fica escuro eu começo a cair

cair


cair


cair


cair


cair


cair


cair

PLOFT! Eu acordo...



Nem meus sonhos andam prestando....

sexta-feira, novembro 07, 2008

Da idéias de girico geniais que eu tenho



Eu to dura. Lisa. Quebrada. Falida. Fudida. Então que eu tive uma excelente idéia. Eu atendo em média 5 ligações por dia de pessoas que pedem que eu ajude outras pessoas com doações, mas eu não ajudo (musica melodramática ao fundo), porque eu to tentando achar um jeito de ajudar a minha carteira nessa solidão desenfreada que ela se encontra. Em crise existencial, por não saber mais qual o papel nesse mundo. Sentindo-se inútil e imprestável... Quase se suicidou essa semana a coitada. Então, que tive a idéia (troque para musica de Rock - quando ele sobe as escadarias) de “auto lançar” uma campanha “Visite a Jana e doe um real!” O que é um misero real pra você? Se cada um que me visita me doar um real por dia, tendo em vista uma média de 30 coments/dia, por 5 dias da semana (eu dou folga no fim-de-semana), por 4 semanas ao mês, temos o que? Uma média de R$ 600,00/mês. Posso então começar a tirar o dedo mindinho da lama, e colocar a carteira (coitada, em depressão) no respirador! E o que vocês ganham em troca? Uma Jana bem mais humorada! Hein? Hein? Hein? O que acham?


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Bem agora vamos esquecer isso (mentira, vocês podem continuar pensando nisso) e vamos todo mundo dar os parabéns pra pessoa mais phyna dessa blogsfera: Lilith, todos os confetes do mundo pra você!! \O/

quinta-feira, novembro 06, 2008

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Quer saber? Cansei! Eu não sou assim. Não to querendo mais me olhar no espelho e não me reconhecer. Sempre fui dona de mim... Quer? Que bom, to junto. Não quer? Então não enseba. É isso. Vou jogar tudo pra cima. O que for forte o suficiente e sobreviver à queda eu guardo. O que espatifar vai pro lixo.

terça-feira, novembro 04, 2008

Se for assim não brinco mais.

Se a vida é isso, daqui a minha bola, acabo o jogo e vou pra casa jogar sozinha. Eu to aqui num mar de problemas remando apenas pra tentar não me afogar, já que nadar, infelizmente, eu nunca aprendi bem. Apenas o suficiente pra entrar em piscina que não dou pé e boiar pra não morrer afogada. Boiar é uma coisa que eu faço bem. Muito bem, e ultimamente é o que mais tenho feito. Aquela cara de perplexidade ante as coisas que a gente não entende, apenas bóia (apesar do ar blasé de estar tudo sob controle). É aquela sensação que se tem quando estamos com a cabeça na água, você respira, pois esta com o nariz fora d’água, mas os ouvidos estão submersos então você não escuta bem, é tudo tão vago e distante que até a nossa própria voz fica meio distorcida. Entendem? E vou assim boiando na vida, porque não entendo ninguém tão pouco meu umbigo e esse estranho dialeto que pareço falar (já que ninguém compreende a mais simples frase). Mas se é assim, se essa coisa toda é assim – a vida - vou mergulhar bem fundo, segurar a respiração ao máximo e quando não agüentar mais eu volto, solto o ar, pego a bola e vou pra casa. Jogar com a parede.




E eu que queria apenas uma resposta para uma pergunta que na verdade é composta por umas três...